Capítulo 5 5

General Narrando

Fala, meus consagrados! Tudo tranquilo por aí?

Hoje era dia de baile, e a correria estava daquele jeito. Tinha gente organizando as coisas, conferindo os últimos detalhes e garantindo que tudo estivesse pronto para receber os moradores e os aliados que viriam do Alemão para aproveitar a noite com a gente.

Eu gostava desses momentos. Apesar de toda a responsabilidade que carregava, ver a comunidade reunida, o comércio movimentado e o pessoal se divertindo era uma das poucas coisas capazes de aliviar um pouco a pressão do dia a dia.

Naquela noite, eu queria que tudo corresse bem. Os parceiros do Alemão tinham confirmado presença, e fazia tempo que não conseguíamos reunir todo mundo para uma noite tranquila. Depois dos últimos acontecimentos, um pouco de música e diversão não faria mal a ninguém.

O problema era que minha cabeça estava ocupada com uma pessoa que não tinha absolutamente nada a ver com a organização do baile.

A ruiva.

Juliana.

Caramba, irmão! Eu não conseguia tirar aquela mulher da cabeça.

Desde a apresentação na ONG, parecia que alguma coisa tinha mudado na minha rotina. Eu estava trabalhando, resolvendo minhas pendências e conversando com o pessoal, mas, de vez em quando, lá vinha a imagem daquela mulher dançando, sorrindo para as crianças e me cumprimentando com aquela firmeza toda.

Era uma situação que eu não estava entendendo muito bem.

Nos últimos dias, cheguei até a encontrá-la no bar, almoçando tranquilamente, como se não tivesse deixado um homem completamente intrigado depois de uma simples apresentação.

A mulher estava sentada, conversando e rindo, toda à vontade. Quando me viu, cumprimentou com a mesma educação de sempre e voltou ao que estava fazendo.

Só isso.

Nenhuma tentativa de puxar assunto, nenhum interesse em saber onde eu estava ou o que fazia. Nada!

E o pior era que ela não parecia fazer aquilo de propósito. Juliana simplesmente tinha a própria vida para cuidar e não estava preocupada em descobrir se eu olhava ou deixava de olhar.

Isso me deixava ainda mais curioso.

Eu estava acostumado a conhecer pessoas que queriam alguma coisa de mim. Às vezes, era ajuda; outras vezes, eram favores ou oportunidades. Não era difícil perceber quando alguém se aproximava com uma intenção escondida.

Mas aquela mulher parecia não querer absolutamente nada.

Ou, pelo menos, ainda não tinha me mostrado o contrário.

E tinha outra coisa que eu havia descoberto recentemente.

Fiquei sabendo que algumas mulheres estavam fazendo comentários desagradáveis sobre ela. Pelo que me contaram, Juliana não gostou nem um pouco das provocações e deixou claro que não aceitaria desrespeito.

Confesso que fiquei surpreso.

Não porque achasse que ela fosse fraca, mas porque a ruiva tinha uma tranquilidade que enganava. A mulher sorria, conversava com todo mundo e parecia viver no próprio mundo. Só que, quando alguém ultrapassava o limite, ela sabia muito bem como se posicionar.

Gostei disso.

Aliás, gostei mais do que deveria.

Uma mulher que sabe se defender, que não precisa diminuir ninguém para mostrar sua força e que continua fazendo o próprio trabalho apesar das provocações merece respeito.

E Juliana estava conquistando o meu.

Só que respeito não explicava completamente aquela vontade de vê-la de novo.

Aí já era outra história.

Naquele mesmo dia, passei pela ONG para resolver algumas questões relacionadas às atividades. Não estava procurando a professora, pelo menos era isso que dizia a mim mesmo, mas acabei encontrando a ruiva por lá.

Ela estava usando uma calça justa, uma blusa simples e o cabelo preso de um jeito que deixava o rosto ainda mais bonito.

Rapaz...

Eu precisava urgentemente arrumar uma ocupação para minha cabeça.

A mulher estava apenas trabalhando, conversando com as crianças e organizando os materiais da aula, enquanto eu parecia ter esquecido como se pensa normalmente.

O pior era que Juliana nem percebia o efeito que causava em mim.

Ou percebia e fingia muito bem.

Ela passou por mim, deu boa tarde e perguntou se estava tudo certo com a programação da ONG. Respondi que sim, trocamos algumas palavras sobre as próximas atividades e ela voltou para junto dos pequenos.

Uma conversa normal.

Profissional.

Sem nada demais.

Mesmo assim, fiquei pensando nela durante boa parte da tarde.

Comecei a considerar que talvez fosse apenas falta de companhia. Fazia algum tempo que eu não me interessava de verdade por ninguém, e podia ser que minha cabeça estivesse exagerando diante de uma mulher bonita e interessante.

Era uma explicação razoável.

Pelo menos, foi o que tentei acreditar.

— General, está me ouvindo?

Virei o rosto e encontrei um dos rapazes esperando minha resposta.

— Estou, pô. Fala.

Ele repetiu a pergunta, e finalmente consegui me concentrar no assunto que precisava resolver.

Era isso que eu tinha de fazer: trabalhar, cuidar das minhas responsabilidades e parar de pensar em uma professora que mal conhecia.

A noite chegou mais rápido do que eu esperava.

Por volta das nove, fui para casa tomar banho e me arrumar. Escolhi uma roupa que combinava com a ocasião, ajeitei o cabelo e conferi se estava tudo certo antes de sair.

Não vou mentir: gosto de estar bem vestido. Se vou aparecer em público, prefiro chegar apresentável.

Quando terminei, olhei rapidamente para o espelho.

— Agora sim.

Peguei minhas coisas e segui para o baile.

Assim que cheguei, percebi que a noite prometia ser movimentada. O lugar estava cheio, a música já fazia o chão vibrar e os moradores começavam a ocupar os espaços reservados para os amigos e familiares.

O comércio estava funcionando, o bar tinha movimento e todo mundo parecia disposto a aproveitar.

Era bom ver aquilo.

Depois de tantos problemas, uma noite tranquila era mais do que bem-vinda.

Cumprimentei algumas pessoas e fui para a área onde costumava encontrar meus parceiros. Dali, conseguia acompanhar o movimento e conversar com quem chegava.

Não demorou muito para que os aliados do Alemão aparecessem.

PH veio na frente, com aquele sorriso debochado de sempre, seguido por TH, que já chegou olhando ao redor e comentando sobre a quantidade de gente.

— Fala, truta! Tudo de boa? — PH cumprimentou, batendo a mão na minha.

— Fala, meu consagrado! Tudo nosso.

TH se aproximou logo depois.

— E aí, seu viado! Está tranquilo por aqui?

— Suave, meu parceiro. Chegaram bem?

— Tranquilo demais — PH respondeu. — Rapaz, esse baile está uma uva! Está bonito de ver.

Olhei ao redor, satisfeito.

— Hoje o movimento está bom mesmo. O pessoal veio para curtir, e espero que continue assim até o fim.

Os dois concordaram, e começamos a conversar sobre a viagem, os conhecidos em comum e as novidades das últimas semanas.

Fazia bem encontrar gente com quem eu podia conversar sem precisar explicar cada detalhe da minha vida. PH e TH eram parceiros de longa data, e a amizade entre nós tinha passado por muita coisa.

Depois de algum tempo, o assunto acabou chegando às atividades da comunidade.

PH comentou que tinha ouvido falar do trabalho realizado na ONG e perguntou como estavam as aulas.

— Estão indo bem — respondi. — A criançada está gostando bastante. A professora nova parece levar o trabalho a sério.

TH assentiu.

— Essas atividades fazem diferença, mano. Tem criança que só precisa de uma oportunidade para descobrir o que gosta de fazer.

— Exatamente — falei. — A gente ainda tem muita coisa para melhorar, mas o projeto está caminhando.

Continuamos conversando, observando o movimento e aproveitando a noite.

Até que olhei na direção do bar.

E adivinhem quem estava lá?

A ruiva.

Juliana estava acompanhada de Suellen, a amiga que vivia ao lado dela, e as duas pareciam estar se divertindo bastante. Conversavam, riam e observavam a movimentação enquanto esperavam suas bebidas.

A roupa que Juliana usava naquela noite era diferente das que eu tinha visto na ONG. Ela estava arrumada para sair, com um visual que combinava perfeitamente com sua personalidade.

Não havia nada de exagerado no jeito como se comportava. Estava simplesmente aproveitando o baile com a amiga.

Mesmo assim, minha atenção foi direto para ela.

De novo.

Soltei o ar devagar e tentei voltar à conversa, mas já era tarde. PH tinha percebido para onde eu estava olhando.

E, pelo sorriso que surgiu no rosto dele, eu sabia que não ficaria em paz tão cedo.

— Opa... — ele comentou, seguindo a direção do meu olhar.

Fingi que não tinha ouvido.

TH também olhou para o bar.

Os dois ficaram em silêncio por alguns segundos, até que PH resolveu perguntar:

— Aquela ali é a Juliana?

Virei o rosto imediatamente.

— E qual foi?

Ele ergueu as mãos, fingindo inocência.

— Calma, truta! Só perguntei.

TH soltou uma risada.

— É ela mesmo. A professora de balé, né?

Cruzei os braços.

— É. Por quê?

PH abriu um sorriso ainda maior.

— Nada, irmão. Só estou reconhecendo a figura.

— Reconhecendo o quê, rapaz? Vocês estão muito desocupados hoje.

TH apontou discretamente para o bar.

— A mina dava aula lá no meu morro, irmão.

Olhei para ele, surpreso.

— Sério?

— Sério. Ela trabalhava com as crianças e participava de uns projetos sociais. Pelo que lembro, sempre foi dedicada a essas paradas.

PH concordou.

— Estou ligado. Ela gosta mesmo de ajudar as comunidades. Não parece ser só conversa para impressionar ninguém.

Fiquei olhando para os dois.

Então Juliana já tinha passado pelo Alemão e deixado uma boa impressão por lá também.

Aquilo despertou ainda mais minha curiosidade.

— E vocês conhecem ela há muito tempo?

— Não diria que conhecemos profundamente — TH explicou. — Mas já vimos o trabalho dela. A mulher se dedica mesmo às aulas. As crianças gostavam bastante.

Assenti devagar.

Gostei de ouvir aquilo.

Não precisava de mais motivos para respeitar Juliana, mas saber que ela já havia feito diferença em outro lugar reforçava a impressão que eu estava formando.

Ela não parecia ser alguém que aparecia, fazia promessas e desaparecia quando as coisas ficavam difíceis.

A ruiva realmente se importava com o que fazia.

E, por algum motivo, saber disso me deixou satisfeito.

O problema era que meus parceiros ainda estavam ao meu lado, e nenhum dos dois parecia disposto a deixar o assunto morrer.

— Agora entendi — PH comentou, com aquele sorriso de quem estava juntando as peças de um quebra-cabeça.

— Entendeu o quê? — perguntei.

— Nada, não.

— Fala logo, PH.

Ele riu.

— Só estou achando interessante o jeito que tu está olhando para a professora.

TH começou a rir também.

Olhei para os dois com uma expressão séria, embora estivesse me segurando para não rir da situação.

— Vocês vieram para curtir o baile ou para cuidar da minha vida?

— As duas coisas — PH respondeu, sem pensar duas vezes.

— Então vão curtir o baile e me deixem em paz.

Eles riram ainda mais.

Eu sabia que não adiantaria discutir. Quando aqueles dois resolviam pegar no pé de alguém, era melhor esperar a novidade passar.

Voltei a olhar para o bar.

Juliana estava conversando com Suellen e, em determinado momento, começou a rir de alguma coisa que a amiga disse. O sorriso dela era espontâneo, daqueles que mudam completamente a expressão de uma pessoa.

Fiquei observando por mais alguns segundos.

Eu queria conversar com ela.

Não precisava inventar uma desculpa mirabolante. Podia simplesmente me aproximar, cumprimentá-la e perguntar se estava aproveitando a noite.

Era uma coisa normal.

Só que, quando pensei em fazer isso, lembrei da maneira como ela havia me tratado na ONG. Juliana era educada, mas não demonstrava qualquer intenção de prolongar nossas conversas.

Não queria incomodá-la.

Também não queria chegar perto dela e dar a impressão de que esperava alguma coisa em troca da minha posição na comunidade.

Se ela estava ali para se divertir, tinha todo o direito de aproveitar a noite sem precisar lidar com o responsável pela ONG.

Por outro lado, eu não via motivo para fingir que não tinha vontade de conhecê-la melhor.

Eu poderia me aproximar, conversar e descobrir se a curiosidade que sentia tinha fundamento.

Só precisava fazer isso com respeito.

PH interrompeu meus pensamentos.

— Vai ficar olhando de longe até o baile acabar?

Virei o rosto.

— Tu não cansa de falar, não?

— Só estou tentando ajudar, irmão.

— Então ajuda ficando quieto.

TH começou a rir novamente.

— Deixa o homem, PH. Ele está pensando em como vai puxar assunto.

— Eu não preciso pensar em nada. Sei conversar.

PH assentiu, fingindo acreditar.

— Claro, General. Estamos vendo.

Balancei a cabeça, sem paciência para os dois.

Apesar das brincadeiras, uma coisa era verdade: eu não costumava ficar tão interessado em alguém logo de cara.

Juliana tinha despertado algo diferente.

Não era apenas a aparência, embora eu não fosse hipócrita a ponto de negar que achava a mulher linda. Era também o jeito independente, a dedicação ao trabalho e a maneira como tratava as pessoas.

Ela parecia ter seus próprios objetivos, suas próprias opiniões e uma vida que não girava em torno de homem nenhum.

Eu respeitava isso.

Na verdade, talvez fosse justamente essa independência que me deixava tão intrigado.

Eu não sabia se Juliana estava interessada em conhecer alguém, se tinha saído de algum relacionamento recente ou se simplesmente preferia ficar sozinha.

E não tinha o direito de presumir nada.

Só podia decidir como eu mesmo agiria.

Se quisesse conhecê-la, teria de começar com uma conversa. Sem pressão, sem exigências e sem tentar transformar curiosidade em compromisso.

O restante dependeria dos dois.

Olhei novamente para o bar e percebi que Suellen tinha notado minha presença. Ela cochichou alguma coisa no ouvido de Juliana, que virou o rosto na minha direção.

Nossos olhos se encontraram.

Dessa vez, ela não desviou imediatamente.

A ruiva ergueu uma sobrancelha, como se estivesse perguntando o que eu tanto queria.

Não consegui evitar um sorriso discreto.

Juliana respondeu com uma expressão divertida, balançou a cabeça e voltou a conversar com a amiga.

Era pouco.

Muito pouco.

Mas já era suficiente para me deixar pensando no que aconteceria se eu finalmente fosse até lá.

Respirei fundo e me virei para meus parceiros.

— Vou ali cumprimentar o pessoal.

PH abriu um sorriso enorme.

— O pessoal ou uma pessoa específica?

— PH...

— Já entendi, já entendi! Vai lá, truta!

TH bateu no meu ombro, rindo.

— Boa sorte, General.

Olhei para os dois, tentando manter a expressão séria.

— Vocês são dois idiotas.

— Mas somos teus amigos — PH respondeu.

Não tive como discordar.

Deixei os dois no camarote e comecei a atravessar o salão. Não tinha preparado nenhuma frase especial, nem pretendia aparecer fazendo algum tipo de cena.

Queria apenas conversar com Juliana.

Quando me aproximei do bar, ela estava terminando de falar com a amiga. Suellen me viu primeiro e abriu um sorriso que me deixou desconfiado.

Aquela mulher parecia saber de alguma coisa que eu ainda não sabia.

Juliana virou o rosto e me encarou.

— Boa noite, General — cumprimentou, tranquila.

— Boa noite, professora. Está aproveitando o baile?

Ela sorriu de leve.

— Estou, sim. Fazia tempo que eu não saía para me divertir.

— Então está no lugar certo.

— Pelo visto, sim.

Suellen olhou de um para o outro, tentando esconder a vontade de rir.

Eu percebi, mas decidi ignorar.

— E as aulas? Tudo tranquilo? — perguntei.

Juliana pareceu surpresa com a pergunta, talvez porque esperasse algum comentário sobre a apresentação ou sobre o fato de estarmos no mesmo baile.

— Tudo ótimo. As crianças estão evoluindo bastante. Inclusive, tenho algumas ideias para as próximas atividades e quero conversar com o coordenador durante a semana.

— Pode me apresentar também. Quero saber como podemos ajudar.

O sorriso dela ficou um pouco mais espontâneo.

— Combinado. Acho que dá para fazer bastante coisa se conseguirmos organizar tudo direitinho.

— É o que eu espero.

Por alguns instantes, a conversa fluiu naturalmente. Falamos sobre a ONG, as crianças e a importância de manter os projetos funcionando. Juliana demonstrou entusiasmo ao explicar algumas ideias, e eu prestei atenção de verdade.

Era bom conversar com alguém que falava da comunidade pensando no que ainda poderia ser construído.

Quando ela terminou, agradeci pelas informações e dei um passo para trás.

— Bom, não vou atrapalhar a noite de vocês. Aproveitem o baile.

— Pode deixar — Juliana respondeu. — Boa noite, General.

Suellen ergueu a mão em uma despedida exagerada.

— Boa noite, chefe!

Sorri para as duas e voltei para o camarote.

PH estava esperando com uma expressão insuportavelmente satisfeita.

— E aí, truta? Como foi a conversa?

— Normal.

— Só isso?

— Só isso.

TH balançou a cabeça, rindo.

— Tu está perdido mesmo.

Dessa vez, não respondi.

Porque, enquanto voltava para junto dos meus parceiros, percebi que tinha acontecido uma coisa simples, mas importante.

Eu havia conversado com Juliana sem transformar o encontro em um jogo de conquista. Ela tinha falado comigo sobre o trabalho, demonstrado suas ideias e seguido aproveitando a noite.

E eu gostei disso.

Não sabia o que aconteceria dali para frente. Talvez ficássemos apenas na relação profissional, talvez nos tornássemos amigos ou talvez surgisse algo que nenhum dos dois estivesse esperando.

Não cabia a mim decidir sozinho.

Mas uma coisa eu sabia: queria continuar conhecendo aquela mulher.

Juliana não precisava ser minha, nem pertencer a ninguém, para ser alguém especial.

Se um dia ela resolvesse abrir espaço para mim em sua vida, eu gostaria que fosse porque realmente queria, e não porque eu havia insistido até conseguir.

Por enquanto, bastava continuar fazendo o meu trabalho e respeitar o espaço dela.

Olhei mais uma vez na direção do bar.

A ruiva estava dançando com Suellen, sorrindo e aproveitando a música.

E eu sorri também.

Aquela noite ainda tinha muito para acontecer, mas já havia me dado uma certeza: Juliana não seria uma mulher que eu conheceria às pressas.

Se eu quisesse fazer parte da vida dela, teria de aprender a respeitar o ritmo da bailarina.

E, pela primeira vez em muito tempo, eu estava disposto a descobrir até onde aquela história poderia chegar.

Capítulo Anterior
Próximo Capítulo