Capítulo 3 3

Lúcifer Narrando,

Eu observava de longe o tal chefe da mina, ele mais uns melicianos recebendo uma mercadoria e pagando um valor que pelo tamanho do envelope é alto, eu tirei algumas fotos vai ajudar a mina lá, antes de sair eu ddei a ela umas pastas aonde havia uma doccumentação pesada, e ela vai saber fazer bom uso disso. Eu não sou de dar segundas chances, mas começo a cogitar essa possibilidade, essa mina ta mexendo com a minha mente dormi com ela esse longo da semana tem me deixado doido e nem é do jeito que eu gosto.

Quando voltei pro morro era treta atrás de treta, tinha uns moradores novos, e uma mina que eu não fui com a cara logo que bati os olhos nela, tirei uma foto pois a mina la em casa pode conhecer ela e se eu estiver certo já sei o que ela veio fazer aqui, e por ironia ou não ela alugou a mesma casa que a mina tinha alugado quando esteve aqui. A história se repete não é possível.

— Que bom que você chegou, eu escrevi uma reportagem já no perfil anônimo com base no que li nas pastas, da uma lida e me fala o que você acha.

Vou ler, antes você conhece essa mina aqui. - Mostrei a foto e ela olhou intrigada, e logo depois me olhou.

— Conheço, ela trabalha no jornal, de onde você conhece ela?

Não conheço, mas ela acabou de se mudar para cá, e ta na sua antiga casa, de duas uma ou ela realmente quer morar aqui ou veio atrás de uma nova reportagem dos sonhos.

— Ela morava em uma outra comunidade, acho que dende algo assim.

Morro rival, essa mina é louca de vim pra cá, os cara lá são psicopata se ela ta fujida é outra história, mas se aprontar vai rodar.

— Porque não me fez rodar ainda.

Porque eu tenho alguns planos futuros e você vai me ajudar, mas não vou te dizer nada agora então nem começa com as suas perguntas.

— Eu nem ia perrguntar nada, eu em.

Já to te fitando mina, começa com uma pergunta e quando vai ver se foi um questionário.

— Mais é audacioso né.

E você sem medo nenhum né.

— Já estou na mesmo, to nem ai com nada mais.

É abusada ainda. - Ela riu dando de ombros e me empurrou o computador para que eu lesse a matéria, e sinceramente a mina tem talento ela sabe usar umas palavras difíceis que deixa o texto com impacto, as informações e provas iriam dar um burburinho estrondoso e eu estaria sentado bem tranquilo vendo todo o circo pegar fogo.

Ficou muito boa, tenho certeza que eles vão ficar loucos, e logo vão querer saber quem fez essa postagem.

— Quanto a isso, eu fiz um gato aqui, e coloquei internet de escada assim eles não vão conseguir descobrir de qual rede movél estava conectado, pois eu alyterei o numero de IP então não vão conseguir rastrear por lá.

E quando você aprendeu a fazer isso?

— Eu tenho muitas cartas na manga, mas você não precisa saber delas, posso publicar?

Pode - Ela bateu palmas e apertou um botão, parecia um vírus logo começou a aparecer comentários e o número de compartilhamentos só aumentava, ela ria com os comentários e quanto mais tempo passava mais número aumentava, ela pediu que eu ligasse na tv, e já estavam passando as imagens das provas, um delegado dava reportagem dizendo que já havia sido aberta uma investigação e logo eles poderiam confirmar se as provas eram verdadeiras ou não, o deputado chegou na delegacia escoltado negando todas as informações, eu ria com todas as entrevistas, não demorou muito para que ela soltasse a segunda parte da matéria com mais provas, e a brincadeira de gato e rato estava começando, o computador começou a piscar uma luz vermelha e ela tinha um sorriso sorrateiro nos lábios.

O que é isso?

— Estão tentando invadir o sistema, com certeza querem desativar a conta para que não faça mais publicações.

Eles conseguem fazer isso?

— Sim, mas só se eles tivessem acesso ao meu ip para acessar meus arquivos, como não tem eles vão ficar tentando dessesperadamente.

O que mais você pode fazer?

— Posso acessar o canal de transmissão deles, fazer uma mensagem gravada com voz robótica ou até mesmo por um porno, os vídeos caseiros do deputado dariam uma bela matéria ao vivo no momento da entrevista oq ue acha.

Mentira que consegui colocar no meio da transmição.

— Querido eu tenho certeza.

Então está autorizada. - Ela novamente batei palmas bebendo sua coca cola, e começou a digitar a transmissão começou e eu olhei para ela eles mostravam as imagens como se analisassem os conteúdos de repente apareceu o deputado bebendo vindo de roupão, logo em seguida gemendo feito um depravado com uma novinha lhe chupando, a cara de espanto de todos presentes eram impagavéis, o desespero para desligar o projetor era geral, a mulher do deputado que estava ao seu lado lhe virou um tapão na cara, a situação só melhorava de repente outro vídeo começou a passar agora era ele com outro homem, o vídeo era quente e ver ele de quatro em rede nacional foi impagável.

Esse foi o melhor. kkkkkkkkkk

Fez um bom trabalho.

— Eu sempre faço. - Olhei pra ela que deu de ombros, eu só ri não sei o que estava acontecendo mas eu gpstei do som da sua risada, da forma leve que ela agia sem força nenhuma situação e muito menos queria reverter a sua situação, e com isso eu fiquei curioso para saber qual era a história de vida dela, como foi a sua vida antes de entrar no jornal, se ela se dava bem com seus pais e se tem irmãos, eu não sei por qual motivo fiquei com tanta curiosidade, mas eu queria conhecer mais dela.

Quantos anos você tem mina?

— Vou fazer 23 anos no sábado, se não tiver me matado até lá por gentileza eu quero um bolo de ninho com nutela, e quero brigadeiro e beijinho, torta de pão e salgadinho e coca cola.

Quer balão e chapeuzinho também não?

— Eu iria adorar, velinha com gliter por favor.

Mina, você não tem noção das coisas né.

— Eu tenho, porém não tem mais nada o que fazer, então eu não vou ficar me lamentando, se tiver que acontecer vai então eu ou apenas aproveitar meus dias, e ta tudo bem.

Ta muito tranquila pra quem foi ameaçada.

— Já passei por cada coisa que isso de início me assustou, mas agora é como se fosse parte do meu cotidiano.

O que você já passou?

— Virou jornalista é, cheio das perguntas.

Garota, vai a mmerda vai.

— Depende você vai comigo?

Tem mais nada pra fazer não?

— Estou sem vontade, vou descansar.

Jogou a bomba lá for a e ta como se nada estivesse acontecendo né.

— Se eu não lembro eu não fiz. - Ela levantou indo para cozinha, e eu vi aquela bundinha que meu deus, vou trabalhar pois se eu ficar aqui vou fazer uma loucura, e com certeza há mais louca da minha vida.

Não posso me apaixonar por essa mina.

Mia Narrando,

Sábado havia chegado com bastante chuva e eu nem queria sair da cama, uma raridade esse lugar fazer frio, e estava um tempo muito gostoso e por ser meu aniversário eu nem quis saber de levantar, não tinha nada pra fazer mesmo já que ontem pelo tédio eu faxinei a casa e mudei tudo de lugar o que gerou um pequeno surto do indivíduo, eu realmente pensei que eu fosse lembrar mas o ingrato nem me deu os parabéns saiu dizendo apenas que não vinha almoçar, eu também nem estava esperando. MENTIRA eu queria um bolo, custava nada também.

Fui fazer algo para comer já era quase três da tarde, voltei pro quarto com o maior bico, ele me prende e nem vai me fazer um agrado, não é possível que não vou ganhar nem um brigadeiro.

É MEU ANIVERSÁRIO POXA - Gritei me jogando na cama fazendo meu drama pois eu merecia um bolinho com brigadeiro.

Dormi que nem vi, acordei quase dez da noite fui ao banheiro e desci pois estava com fome, mas parei na porta da cozinha ao ver o que tinha na mesa, BOLO, COXINHA E BRIGADEIRO, E AINDA GANHEI TORTA E COCA.

— Feliz aniversário rainha do drama.

Eu achei que não ia lembrar, obrigada. - Por impulso eu abracei ele que se assustou mas correspondeu rápido o abraço, e o encaixe foi tão natural, que eu me senti bem mas não poderia ultrapassar a linha, então sai daquele abraço e fui me servi ele também, eu comi de tudo um pouco na maior satisfação.

— Você queria mesmo um bolo né.

Muito, eu comecei a comprar bolo de aniversário a uns três anos, mas sempre como sozinha então poder comemorar é muito importante para mim..

— Porque eu tenho a sensação que você tem algum trauma do passado.

Tenho muitos, não é fácil passar por tudo que eu passei, mas eu não me permito mais ficar no chão, as vezes é preciso morrer em vida para descobrir a força que tem para recomeçar.

— Quer me contar o que aconteceu?

É só mais uma história chata de família.

— Não acho sua história chata, faz parte da sua vida. - Eu respirei fundo, pois eu sabia que havia cicatrizes que não foram cicatrizadas ainda.

Minha mãe sempre me tratou com desprezo, eu só servia para fazer as obrigações da casa e pagar as contas, minha irmã era a princesa da casa e não podia lavar um copo, meu pai bom esse nunca deu a mínima para nada que eu fizesse, eu nunca entendi o porque de ser tão maltratada, cheguei a pensar que não fosse filha deles e que por isso era tratada assim, mas não eu realmente era filha e por ser a mais nova eu tive que me virar logo cedo, desde a aprender as fazer as coisas sozinha e até mesmo a minha comida, não podia chorar e nem opinar em nada, precisei amadurecer e crescer cedo de mais, minha irmã hoje já tem seus 25 anos e aos 20 ela se apaixonou e levou o rapaz para morar dentro de casa, nenhum dos dois trabalhavam e não contribuía com nada em casa nem com as tarefas, eu comecei a trabalhar e sempre tinha meu salário confiscado, se eu reclamasse ainda apanhava, o namorado da minha irmã começou agir estranho, e chegou um dia que tentou me tocar, e quando contei fui taxada de mentirosa e acusada de tentar destruir a relação da minha irmã, quando eles saíram no dia seguinte eu me mudei para a quitinete que estava olhando a alguns dias, o caos se formou em casa, ninguém tinha dinheiro para fazer nada, e por várias vezes fui ameaçada, era perseguida no serviço, então eu me demite queria paz mas foi difícil muitas outras coisas aconteceram, mas graças a Deus nenhuma delas foi concretizada.

Minha mãe até hoje me manda mensagem me ameaçando, o marido da minha irmã também sempre dizendo coisas absurdas que ele diz querer fazer comigo, eu mudei de número mas ainda tenho o chip antigo assim eu fico sabendo de algo. Quem pergunta eu digo que meus pais faleceram é melhor para a minha sanidade.

— Eles moram aqui perto?

Não muito, mas podem me encontrar novamente, depende do destino.

— Eu não vou matar você.

Porquê?

— Não sei.

Hum, como prêmio eu merecia um dia no salão para concertar a que você fez no meu cabelo, e eu precisava ir no meu apartamento, quero minhas roupas não posso ficar usando suas cuecas.

— Gosto de como ela fica bem em você.

Não fala essas coisas, não me confunde assim.

— Porque estaria confusa?

Eu não sei o que estou sentindo, nunca estive nessa situação e nem falo por você ter ido atrás de mim, mas sim pela situação nunca dormi com ninguém antes, seus momentos de carinho sendo fofo e prestativo, quando me abraça de madrugada isso me confunde.

— Nunca namorou antes? - Nego com a cabeça sem o olhar, mas consigo sentir seu olhar em mim.

— PQP mina, tem noção do que ta me falando, aonde você estava esse tempo todo.

Eu também gostaria de saber, acho que estava perdida por ai.

— Eu quero muito fazer uma coisa, desde quando você veio morar aqui eu tenho essa vontade.

O que é?

— Quero beijar você.

Posso não ser boa nisso.

— Posso te ajudar a descobrir. - Ele me olhou e veio se aproximando devagar me puxando pra si e me colando seus lábios nos meus em um beijo singelo, ele me olhou nos olhos e me beijou novamente, eu não sei se fiz certo mas eu sentia um embrulho no estomago a barriga estava toda gelada, o meu primeiro beijo e eu gostei muito.

— Depois de tudo isso que descobri sobre você, eu não sei se vou te deixar partir.

Eu posso querer ficar.

— O meu mundo não é bom, e você é pura de mais para se misturar.

Só eu posso decidir isso, mas claro eu só vou ficar se quiser que eu fique.

— Acredite é o que eu mais quero, mesmo sem entende o porque, mas eu quero que fique e que permaneça ao meu lado.

Vou poder ir no salão.

— Vou confiar em você, pode sair.

Sendo assim, vou permanecer ao seu lado.

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