Capítulo 4 4

Lúcifer Narrando,

Eu por um momento me peguei observando essa mina, comendo seu brigadeiro na maior alegria, era algo tão simples mas para ela tinha um significado enorme, depois de ouvir a sua história o que dentro de mim já se balançava agora parecia uma montanha russa de emoções, eu estou com o instinto de proteção, quero proteger ela cuidar e quem sabe um dia amar, viver essa minha vida louca, vou procurar saber da família dela, na calada vou descobrir tudo sobre eles. O beijo dela tinha gosto de brigadeiro, e mesmo ela dizendo que não sabia como fazer foi muito bom, ela sorria tímida sempre que me pegava a olhando, e eu realmente não estava acreditando que sequestrei a mina que queria ferrar comigo e agora eu estou aqui babando por ela.

— Porquê me olha dessa forma?

Sem motivo específico, só estou te observando.

— Hum, entendi.

Não vai parar de comer não?

— Porquê?

Vai te dar dor de barriga, está fazendo uma mistureba de doce com salgado.

kkkkkkkk

— Isso tá uma delícia, eu adoro fazer isso não tem coisa melhor.

Parece uma criança comendo.

— E quem disse que não sou, eu em me deixe. - Eu ri pois essa mina não tinha papa na língua e parecia não sentir medo nenhum, e isso de certa forma me faz admirar ela, pois mesmo com todos os problemas ela continua com um sorriso, as vezes um bico mas não demora para o sorriso aparecer, eu realmente estava ficando doido pois estava imaginando várias coisas com essa mina.

— Como vou sair do morro sem que me vejam, e principalmente a moça que trabalha comigo?

Tenho um carro blindado que é todo peliculado e não da pra ver nada dentro, vou avisar os caras assim você não vai precisar abaixar o vidro, o carro tem rastreador e um botão que fica ao lado do volante caso algo aconteça você aperta ele e vai chegar uma notificação pra mim, ei vou até você.

— Que chique em, nunca andei de blindado deve ser uma sensação de poder né. kkkkkkkkk eu vou me sentir andando nele.

Tem nem juizo né, eu já estou arrependido de emprestar.

— Não pode voltar a trás com sua palavra, eu vou no meu apartamento e depois vou ao shopping, e ai volto para cá.

Precisa de dinheiro?

— Se quiser me dar eu não vou negar, sou assalariada esqueceu.

Garota, não tem medo né.

— Tenho nada, assim eu já tive no início fiquei assustada e com medo, depois eu só aceitei a minha sentença.

Essa que eu nem vou mais dar né.

— Eu agradeço por isso, e agradeço por isso também, ninguém nunca me comprou bolo, e nem me fez rir com tanta leveza antes, muito obrigada.

Não precisa agradecer, certo é o certo. - Ela concordou e voltou a comer, lambendo até os dedos, nós somo bem diferentes mas olhando ela assim era como se nós conhecemos a muito tempo a genuidade dela faz parecer que temos intimidade e liberdade um com o outro, tudo flui leve e sem nenhuma preocupação. O outro dia chegou rápido e antes do almoço ela saiu eu fiquei acompanhando pelo gps aonde ela ia, não era nem medo dela fugir mas eu queria saber que estava tudo bem, ela não demorou no seu apartamento, mas no shopping ela passou a tarde e meu cartão quase foi de arrasta pra cima era só uma ida ao salão mas parecia que tinha comprado o shopping inteiro, e tive a absoluta certeza quando ela chegou em casa com milhares de sacolas e um sorriso debochado nos lábios.

— Eu nem gastei muito, não precisa me olhar assim.

Acha tudo isso pouco?

— Ue, eu nunca tive um cartão com um limite tão alto, e outra estou presa aqui então eu preciso de coisas para passar o tempo, a culpa é toda sua então tem que me compensar.

Lembrando que só está nessa porque fez aquela matéria.

— Em falar em matéria, no salão só se falava do post anônimo e no jornal mostrando a prisão do delegado.

Conseguimos então.

— Você conseguiu, as provas eram todas suas.

Mas você me ajudou, tem uma participação.

— Certo, já pensou no que vai fazer agora?

Tenho mais provas, mas vou soltar só amanhã essas envolve alguns deputados e até 3 delegados.

— Só melhora, eu estou adorando isso.

Descobri algo sobre sua família.

— Nem quero saber.

Mas deveria, pois é sobre você.

— O que fizeram agora?

Descobriram aonde você trabalha, e de alguma forma ficaram sabendo do seguro de vida que você tem, que por sinal dobrou de tamanho com a sua última matéria, e pra receber você tem que estar morta, com o seu sumiço estão te dando como desaparecida para depois dizer que você pode estar morta e com isso tentarem receber o valor.

— E qual é o valor?

Está na casa dos 50 mil.

— Eles são inacreditáveis, nem sei porque ainda me espanto.

Eles contrataram até um advogado.

— Por um acaso, se eles receberem esse valor, e eu aparecer vivinha eles podem ser presos por fraude?

Com certeza, a federal pode até entrar no meio.

— Isso está me dando uma ótima ideia, vou ficar quietinha e com o telefone desligado sumir do mapa, e quando eles pegarem esse valor eu ressurjo das cinzas.

Você vai precisar de um alibe, vão querer saber aonde esteve todo esse tempo.

— Isso pode ser um problema, ou se você tiver um psicólogo amigo e que tenha uma clínica pode dizer que eu estava lá, pois fiquei traumatizada com tudo que aconteceu sobre a matéria.

Boa garota, você pensa muito rápido isso é uma otima jogada, vou resolver isso logo. - Ela riu convencida e eu liguei pra um parceiro meu que tem uma clínica psiquiátrica pois ele fornece uns remédios clandestinos pra minha base, ele concordou e deixamos marcados disse o dia que ela sumiu para que ele fizesse um prontuário com anotações como se ela estivesse lá desde esse dia, a polícia não iria desconfiar e também não daríamos nenhum golpe apenas desmascarar aqueles hipócritas.

— Quando tempo de pena eles podem pegar?

A máxima pode chegar até dez anos eu acho, se tiver algo a mais no nome deles podem dobrar então eu acho que eles estão muito encrencados.

— Vou adorar ver isso, e vou até na audiência .

Gosta de uma confusão né.

— É só para que eu possa me sentir livre de verdade, me sentir feliz comigo mesma e até mesmo vingada. Eu mereço ser vingada.

Eu vou vingar você.

Mia Narrando,

Esse aniversário foi o melhor com toda certeza, nunca me senti tão leve com risadas sinceras, eu gostaria de viver meus próximos aniversários assim, calmos e felizes não precisava de mais nada, e a noite se encerrou quando dormimos abraçados a sensação de paz e casa era cada vez mais forte dentro do meu peito, será errado me sentir assim? Será que eu estou sendo precipitada e que vou me arrepender depois? Eu tinha muitas perguntas na minha mente, mas eu não poderia acelerar o tempo, apenas vivenciar um dia de cada vez, sei que o Lúcifer não é de todo um santo, mas também acho que as pessoas lá for a não conhecem esse lado dele, esse que ele tem me mostrado no off somente nós dois, acho que aqui ele pode ser quem ele realmente é o BRENO, um rapaz que tem uma simplicidade e um sorriso encantador, mas lá for a ele é de fato o próprio diabo.

A casa pouco a pouco tem ficado com a minha cara, e ontem eu comprei várias coisas de decoração, como não tinha nada para fazer eu vou decorar e reorganizar essa casa e ele que lute se não gostar, se bobear coloco tudo rosa.

Eu comprei uns eletrônicos também e até um vídeo game, eu gosto dessas coisas, comprei uma porrada de coisas em uma loja da china, se vou usar e se vão prestar eu não sei, mas eu estava com um cartão dando sopa que não resistir, vai no debito moça eu só falava assim me sentindo.

Eu liguei a caixa de som enorme que comprei, e coloquei BTS pra tocar, se não conhece vá já procurar conhecer, eles são perfeitinhos, o som estava nas alturas e eu fui fazer um bolo na maior paz enquanto cantava meu coreano de milhões, mas nada supera com o susto que tomei com o Lúcifer parado na porta da cozinha todo de preto e com os olhos vermelhos com quem havia acabado de fumar uma Erva Venenosa.

Misericórdia é o próprio diabo.

— Eu estava na maior lombra, os caras me passaram o rádio falando que os vidros da minha casa ia estourar, pois tinha um som nas alturas que lá da praça da pra ouvir.

Mas rapaz quem inventou uma calunia dessa, pode nem ouvir um sonzinho em paz.

— Mia, a caixa de som é do seu tamanho, olha a potência disso e que música é essa mandarim?

Rapaz, respeita meus coreano em.

— Abaixa isso.

Pode nem mais ser feliz, satisfeito?

— Obrigado?

Debochado.

— Está fazendo o quê?

Eu ia fazer um bolo.

— O do seu aniversário já acabou?

Regrando bolo isso mesmo?

— Garota não me testa. - Ele me olhou negando e veio me beijar, eu tinha a sensação de sermos amigos antigos pois a implicância e respostas prontas eram engraçadas de se ouvir, mas tudo era leve e nada que fizesse com que fiquemos desconfortáveis um com o outro.

— Eu já estava com saudades do seu beijo.

Eu também, isso é bom né.

— Tem muitas coisas que eu vou te ensinar e você vai ver que uma é melhor que a outra. Evita sair a mina lá do seu jornal está perambulando pelo morro, ainda não descobri qual é a dela, então não quero que ela te veja.

Certo vou ficar quietinha aqui.

— Esse monte de caixa na sala, é mais coisa que comprou ontem, aonde estavam essas caixas que eu não vi.

Nada de porta malas.

— Escondendo mais gastos.

Eu jamais, deu o cartão porque quis, e eu nem te devolvi, vou deixar na minha carteira caso eu saia de novo.

— Você vai me levar a falência.

Tenho certeza que não vai fazer nem cosquinha, mas agora eu confesso que estou bem curiosa o que essa garota quer, pois se for uma matéria ela deve ser discreta e agindo assim ela pode dar bandeira, será que realmente ela está a mando do outro comando, ela não me parecia ter coragem para fazer algo assim, sempre foi tão quieta e medrosa.

— Essas são as piores.

A famosa lobo em pele de cordeiro, mas ainda sim eu estou com uma dúvida enorme.

— Logo vamos descobrir, no caso eu mas eu te conto depois.

Eu agradeço. - Nós beijamos de novo por um longo período, sentia minhas pernas formigarem e meu corpo reagia de uma forma diferente, quando separamos eu tinha o corpo mole e o coração acelerado, ele riu me dando mais um beijo e foi pra rua, tive que sentar pois não tinha controle de nada nesse momento, minha nuca queimava assim como meu baixo ventre, era uma sensação gostosa, mas eu não sabia definir como era.

Voltei para o que estava fazendo e e concluir minha tarefa pondo o bolo para assar e lavando as louças, meu telefone vibrava sem parar, muitas mensagens do pessoal do trabalho querendo saber aonde eu estava, como esperado minha querida família estava agindo, isso seria tão divertido. Não abri nenhuma mensagem, ia olhando pela barra de notificação, eu não sei porque estou surpresa pois sempre soube que deles eu poderia esperar tudo, mas ainda sim me surpreendo e não é com uma coisa boa, felizes são aqueles que tem a família ideal, não precisa ser perfeita, que seja respeitosa e até cuidadosa, eles já tem muito eu queria ter algo assim, uma base um carinho um eu te amo filha, se um dia eu tiver uma filha eu vou dizer a ela todos os dias que eu a amo, mesmo se brigarmos quando ela estiver naquela fase da adolescência, pois eu sei o quanto faz falta ouvir um eu te amo de alguém na qual você por muito tempo daria sua vida se precisasse, alguém que deveria te proteger em vez de machucar, alguém que deveria amar e não maltratar. De certo o ditado não é errado, existe Mãe e Mães.

Fiquei entretida com os meus pensamentos que nem notei o bolo assar quase que queima, a cobertura já estava pronta e então eu só joguei por cima, fiz café e fui tomar banho, me olhei nua no espelho e por um momento imaginei as mãos dele passando por aqui, senti um arrepio incomum e um frio na barriga, eu não sei se meu corpo é agradável ou se vai deixar ele excitado, ainda não conheço seus gostos e nem vontades, mas eu também penso quais são meus gostos e vontades, será que vamos nós entender na cama, será que vou ser suficiente, ele deve ser muito experiente e deve gostar que fazem algo nele com maestria.

Eu não sei fazer nada, era cômico e frustrante.

Mas eu sabia que não tinha como eu saber de algo, sendo que nunca fiz algo, então eu precisava me acalmar, as coisas iam acontecer quando fosse o momento, mas não nego que estava ansiosa, e isso era uma pois me deixava doida de curiosidade.

Ser ansiosa e curiosa não da certo.

Era uma da manha quando ele apareceu aqui, com a maior cara de cansado, mas com um arranhão no pescoço, eu olhei sem entender e não conseguia desviar o olhar ele percebei e logo pois a mão no local, não tínhamos nada sério mas porque eu fiquei tão incomodada, será que ele estava com outra pessoa, era óbvio e eu não podia cobrar nada, então eu apenas desci pra sala e liguei a tv engolindo o bolo na garganta pois lágrimas queriam descer e eu nem entendia o porque.

— Não vai dormi?

Quero ver série, não estou com sono agora.

— Vamos pro quarto, eu quero conversa com você.

Pode falar.

— Vamos conversar no quarto, na nossa cama, vou te esperar lá. - Ele saiu e eu queria vomitar pelo gelo que se formou no meu estômago, o que seria essa conversa ele iria confessa que esteve com outra, ia me mandar embora.

Aaaaa eu não vou pro quarto não.

— MIAAAAAA

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