CAPÍTULO 1
ALEXANDER
Enquanto eu fico ali, com os olhos fixos na cena diante de mim, meu pau entra e sai da boca da ruiva com uma ferocidade quase animal.
Os gemidos e os grunhidos dela são como uma sinfonia de devassidão, ecoando no ar com uma intensidade que lembra os filmes pornô mais explícitos e sem pudor. Com um aperto firme, implacável, eu seguro a cabeça dela, forçando meu pau mais fundo na boca até encostar no fundo da garganta, onde é envolvido pela carne quente e escaldante.
O som dela engasgando é música pros meus ouvidos, um lembrete cruel da dinâmica de poder primitiva que tá rolando aqui. As lágrimas brotam nos olhos dela quando ela se encolhe com a minha forma brusca de tocá‑la, mas ela não se afasta. Em vez disso, parece se entregar ao momento, a linguagem do corpo dela gritando submissão. Eu enrolo o cabelo dela na mão, puxando com força e usando isso de alavanca pra voltar a enfiar na boca dela mais uma vez, a sensação arrepiando minha espinha.
Os miados que ela solta são como os de uma gata no cio, implorando por mais estímulo, mais toque, mais de tudo. Essa transa é só mais uma forma de aliviar a tensão acumulada dentro de mim há tempo demais. É uma distração passageira da monotonia da minha existência diária, uma fuga momentânea do vazio esmagador que ameaça me engolir por inteiro.
Amanhã, ela não vai passar de mais uma lembrança apagada, riscada da minha mente como tantas outras antes dela – rostos sem nome em um mar infinito de mulheres que já não significam nada. A aparência física delas virou irrelevante; o que importa é só a capacidade de me servirem de válvula de escape pros meus desejos.
O ato em si já ficou totalmente vazio de conexão emocional ou intimidade; agora não passa de um impulso primitivo, guiado pelo instinto, não pela paixão.
E ainda assim, quando eu olho pra essa garota – essa desconhecida sem nome que tá agora com a boca em volta do meu pau – sinto alguma coisa se mexer dentro de mim. Não é exatamente excitação, nem expectativa; é mais como... consciência? Uma sensação mais aguda de estar vivo?
Eu agarro o cabelo dela, puxando desde a raiz enquanto volto a estocar a boca dela, a força dos meus movimentos fazendo ela engasgar.
— Isso, sua vagabunda, você quer o meu pau, não quer? — eu rosno, a voz carregada de domínio. Os gemidos dela ecoam pelo quarto, uma sinfonia de submissão que só serve pra alimentar ainda mais o meu desejo.
Eu meto fundo nela, fazendo ela engolir cada centímetro, segurando o rosto dela encostado na base enquanto sinto a garganta apertar em volta de mim. O novo ângulo é propositalmente brutal, e eu sei que me deixa difícil de aguentar — mas eu não tô nem aí pro conforto dela. Os olhos dela se arregalam numa mistura de choque e desespero quando meu pau bloqueia a passagem de ar e a garganta dela se move em volta de mim, me puxando ainda mais pra dentro da boca.
— Engole tudo — ordeno, a voz firme e implacável. Ela sabia exatamente no que tava se metendo quando veio atrás de mim no bar — eu não sou um cara gentil na cama.
Prazer não é algo que eu consiga sentir se não tiver dor envolvida — uma ironia cruel do destino que me deixou procurando por algo a mais nesses encontros sem nome.
Mas elas são todas dispostas demais — ansiosas demais pra agradar — e é isso que torna tudo tão sem graça. Elas não me enfrentam; não me desafiam, não resistem. Simplesmente se rendem aos meus desejos sem hesitar, sem lutar — me deixando vazio e insatisfeito.
Eu me canso da boca dela e, com um movimento brusco, a arranco do meu pau. O som dela puxando o ar com força ecoa pelo quarto quando os lábios se soltam de mim com um estalo molhado. Segurando o corpinho dela, eu a viro rápido, colocando‑a de quatro, apoiada nas mãos e nos joelhos.
— Abre essas pernas, porra — ordeno, a voz firme e autoritária.
Por um instante, ela hesita, mas acaba obedecendo, afastando as nádegas com um toque tímido. Eu olho para o rosto dela, apertado de lado contra o colchão, os olhos arregalados de expectativa enquanto ela lambe os lábios, nervosa. A cena faz a excitação disparar dentro de mim.
— É isso, sua putinha gananciosa do caralho — eu cuspo, cada palavra carregada de domínio.
— Você quer que eu foda essa bunda, não quer? — provoco, enquanto estendo a mão para atiçar sua entrada. A linguagem do corpo dela grita submissão — ela quer agradar, está desesperada por mais.
Quando olho pra ela daquele jeito — vulnerável e exposta — algo se mexe dentro de mim. Não é exatamente excitação ou expectativa; é mais como... satisfação? Uma sensação de estar no controle? Seja lá o que for, é isso que me empurra pra frente, me faz testar limites, ver até onde posso ir antes de alguém reagir.
Estou perdido no momento, meu pau enterrado fundo na bunda dela, seus gemidos e suspiros soando como música pra mim. Eu mando, sou dominante, inabalável. Mas então, sem aviso, a porta se escancara e a voz do Leo corta o ar.
— Foi mal interromper, Alex — diz Leo, o tom cuidadosamente apologético.
— Mas o Arthur Santini vai dar um tipo de festa luxuosa hoje à noite...
Viro a cabeça na direção dele, o olhar gelado e cortante. Só o nome já é suficiente pra me congelar no meio do movimento.
Arthur Santini.
Aquele desgraçado.
Meu maxilar enrijece enquanto os pensamentos começam a disparar.
— Uma festa? — Só a ideia já faz meu sangue ferver.
Arthur Santini. O homem que me devia uma grana pesada, que teve a cara de pau de implorar por mais tempo, jurando que estava no limite. E agora ele está dando uma festa luxuosa?
E agora, aí está ele, torrando dinheiro — que devia estar passando pra mim — numa festa extravagante, exagerada, que ele não tem o menor direito de fazer?
Sinto uma onda de raiva percorrer minhas veias.
Leo lança um olhar rápido para a ruiva e volta pra mim, a expressão firme. Leo é mais do que minha mão direita; ele é minha sombra, meu ponto de equilíbrio nesse mundo caótico. Se tem alguém em quem eu confiaria a minha vida, é ele.
— É um puta espetáculo — ele começa, a voz cautelosa, mas firme.
— Estão dizendo que o Robert Solas está na lista de convidados.
O nome fica suspenso no ar como uma arma engatilhada.
Meu maxilar volta a se contrair, e uma faísca de irritação acende no meu peito. Solas — um homem influente, um fazedor de reis por conta própria. E, ao mesmo tempo, Robert Solas é meu inimigo, um homem que eu odeio com cada fibra do meu ser. Santini não está só dando uma festa; ele está se alinhando com uma cobra, forjando alianças com meu inimigo.
Eu saio de dentro da ruiva de repente, deixando-a arfando e confusa. Minha atenção agora está totalmente voltada para Leo e para a informação que ele acabou de trazer.
A garota ergue o rosto pra mim, incerta, mas eu a ignoro. Meu foco saiu do prazer e foi direto pra vingança. E nada vai ficar no meu caminho até eu conseguir o que quero.
— Se prepara. A gente vai invadir uma festa — digo friamente, minha voz um comando cortante que não deixa espaço pra perguntas.
Leo não hesita. Ele faz um aceno curto com a cabeça antes de recuar, a porta se fechando atrás dele com um clique seco, sem mais uma palavra.
Eu me viro de novo pra ruiva espalhada na minha cama. O fogo que estava ali há pouco sumiu, apagado pela brasa de raiva que agora alimenta meus pensamentos.
Meu desejo já é lembrança distante, substituído pelo nome que ecoa na minha mente como um tiro de alerta: Arthur Santini.
O desgraçado acha que pode ostentar uma riqueza que não tem — dinheiro que é meu — na frente do Solas e do círculo de elite dele? Meu maxilar volta a se apertar enquanto as possibilidades fervilham na minha cabeça. Isso não é só uma festa; é um jogo de poder. Mas esse jogo se joga em dupla.
Eu visto a camisa, meus movimentos rápidos e precisos, a mente já focada na noite que vem. Santini ainda não sabe, mas eu vou transformar o pequeno espetáculo dele em palco para a minha própria apresentação.
Uma que ele não vai esquecer tão cedo.
