Capítulo 1.

(Nota da autora:⚠️AVISO⚠️

Primeiro: inglês não é meu idioma principal, sou norueguesa, então podem ocorrer erros gramaticais. Você pode apontá-los, só não precisa ser rude quanto a isso. Muita gente diz que ler minha história com um sotaque ajuda um pouco.

Segundo: a história vai conter abuso, assassinato, tortura, agressão sexual e outros tipos de contato sexual.

Terceiro: esta é uma história de harém reverso, o que significa que a protagonista terá múltiplos parceiros românticos. E antes que você diga que uma vítima de agressão sexual não teria múltiplos parceiros, tudo o que posso dizer é: vá ler sobre empatas antes de menosprezar a história. Esta história também vai ter um pouco de cotidiano.

Este será meu único aviso, então, se nada disso for para você, pare de ler agora. Um monte de comentários negativos estraga a experiência de outras pessoas que realmente gostam das minhas histórias.

- Tonje💖)

Ponto de vista de Ro.

"Sua puta do caralho. Você não consegue fazer nada direito. Você sabe que este lugar tem que estar limpo e o café da manhã pronto quando descermos." Weston gritou e me deu um soco forte no rosto. Isso fez minha cabeça virar para o lado, e senti o gosto metálico de sangue na boca.

É, isso não é nenhuma novidade para mim. Weston, ou melhor, meu doador de esperma, geralmente precisa me dar um ou dois socos de manhã antes de eu ir para a escola.

Seu cabelo castanho-acinzentado estava uma bagunça, seus olhos cinza tempestuosos ardiam de raiva, e as narinas do seu nariz aquilino se dilatavam a cada respiração.

Mas esse soco foi culpa minha, porque eu não fui rápida o bastante. Porque a surra e o tratamento que ele me deu ontem fizeram com que meu corpo não quisesse obedecer.

Eu não sinto mais dor, mas meu corpo ainda se opõe a algumas das coisas que eu tento fazer às vezes. Por causa dos ferimentos que ele ou Ruth, que é minha mãe, infligiram em mim.

Ontem eu cheguei 10 minutos depois do meu toque de recolher, que é às dez da noite. O restaurante em que eu trabalho, para conseguir dinheiro para o álcool, as drogas e qualquer outro vício que eles tenham, estava lotado.

Eu e Mila, que é a dona, tivemos que limpar tudo antes de fechar à noite. E eu tinha minha equipe numa missão, então nenhum deles podia me levar para casa, e isso acabou resultando em uma surra horrível.

Mas estou bastante acostumada. Foi assim que as coisas foram a minha vida inteira. E mesmo sabendo que posso matá-los num piscar de olhos se eu quiser, a garotinha dentro de mim ainda quer o amor deles. Sentir o abraço caloroso do meu pai, ter conversa de menina com a minha mãe.

No fundo, eu sei que nunca vou ter isso, mas eles são minha família. Apesar da forma como me tratam, eu simplesmente não consigo desistir dessa esperança.

"É melhor você trazer dinheiro hoje, estamos ficando sem. É seu trabalho nos manter satisfeitos, sua vadia", Ruth sibilou, e tudo o que pude fazer foi assentir levemente em aceitação antes de ter que ir para a escola.

Peguei minha mochila e saí pela porta. Caminhei pela entrada da garagem em direção à escola.

Um pouco afastado da casa, vi minha equipe esperando com os carros. Eles sempre vêm me buscar de manhã e, honestamente, são mais minha família do que minha família de verdade.

Eu sei que eles querem me levar embora e nunca mais me deixar voltar, mas eu já disse que não posso desistir deles. Ruth e Weston são meus pais, e eu simplesmente não tenho dentro de mim o que seria preciso para desistir deles.

Quando chego mais perto, Jason Gray é o primeiro a me notar. Ele é meu terceiro no comando. Tem 18 anos e 194 cm de altura. Tem cabelo curto loiro-mel, olhos azul-cristal, nariz reto e um maxilar bem definido.

Todo mundo do meu grupo é musculoso e atlético. Eles precisam ser, com os trabalhos e as missões em que a gente se mete.

Jason tem uma irmã gêmea chamada Mia, e ela tem 172 cm de altura. Ela tem cabelo loiro-mel curto na altura dos ombros, olhos azul-cristal e nariz arrebitado como o meu.

Também temos Kaia Petterson; ela também tem 18 anos e 169 cm de altura. Ela tem cabelo loiro-areia comprido até o meio das costas, olhos verde-floresta e nariz aquilino.

Também faz parte do meu grupo, e estuda comigo, Cassandra Driscoll, mas a gente só chama ela de Cassidy, e ela tem a mesma idade que eu, 17. Ela tem 164 cm de altura, cabelo castanho-ruivo comprido até as omoplatas, olhos verde-avelã e nariz empinadinho.

E do meu grupo tem mais dois caras que estudam comigo: Liam Brown e Ace Evans.

Liam tem 17 anos e 186 cm de altura. Ele tem cabelo curto castanho-chocolate, olhos cinza-claros e nariz reto.

Ace tem 18 e 189 cm de altura. Ele tem cabelo curto loiro-areia, olhos azul-céu e nariz reto.

E se você quer saber como eu sou... bem, eu tenho 151 cm de altura. Então eu me sinto um minion perto do meu grupo, mas não se deixe enganar pela minha altura. Eu também tenho cabelo loiro-acinzentado claro, comprido até a cintura, olhos amendoados e olhos violetas, o que é bem raro.

Eu tenho um nariz arrebitado e um rosto em formato de coração. Hoje estou vestida com legging preta, tênis branco, e um top esportivo preto por baixo do meu moletom vermelho largo.

Jason vem correndo até mim com uma expressão preocupada no rosto. — Garotinha, seu lábio. — ele disse quando chegou mais perto.

— É, eu recebi minha saudação de sempre hoje de manhã. Não se preocupa com isso, eu dou um jeito quando a gente chegar na escola. — falei com um sorrisinho.

Vi que os outros estavam encostados nos dois Audi A8 que pertenciam ao Jason e ao Ace. Os dois eram pretos.

Todos olharam para mim com preocupação; eles sabem como é a minha vida em casa. Honestamente, todos nós viemos de lares quebrados. Alguns fugiram de casa e agora estão morando no QG da minha gangue. E todos me dizem que eu devia me mudar para lá também.

Eu sei que seria melhor, mas, como eu disse, eu tenho dificuldade em desistir deles porque eles são minha família, mesmo sendo todos ferrados e me tratando como lixo.

— Garotinha. — Jason disse, colocando um braço ao redor da minha cintura e a outra mão na minha bochecha machucada. — Eu não gosto de te ver assim. Você é a nossa líder; não devia ter que passar por merda assim. — Jason falou baixo e, com cuidado, limpou o sangue do meu lábio.

— Por favor, não se preocupa tanto. Eu vou ficar bem, é só um corte no lábio. — eu disse, sorrindo para o meu terceiro no comando e um dos meus melhores amigos. — Vamos pra escola, eu preciso cobrir essa merda antes da aula. — falei, ainda sorrindo para ele, e ele assentiu.

A gente entrou nos dois carros e foi para a escola.

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