Capítulo 1 GABRIEL
BOM MENINAS ESTE É O MEU PRIMEIRO LIVRO SENDO DE SOBRENATURAL E TAMBÉM DE LOBISOMEN ENTÃO AINDA ESTOU APRENDENDO COMO FAZ, JA QUE EU ESCREVO MAIS SOBRE MORRO, MÁFIA E CEO, ENTÃO SE TIVER ALGO QUE NÃO SEJA COMO TEM QUE SER, EU ACEITO SUGESTÕES O QUE EU POSSO MUDAR DO MEU PROXIMO LIVRO, E DESTE JÁ AGRADEÇO POR TUDO, OBRIGADA.
Meu nome é Gabriel Valença, para a maioria das pessoas, sou apenas um homem, marido de Helena e pai de uma menina que, desde o primeiro instante em que coloquei os olhos nela, passou a ser a razão de todos os meus medos, mas, entre os nossos, meu nome carrega outro significado.
Sou um Beta,e antes que alguém imagine que isso significa apenas estar ao lado de um Alfa, preciso explicar que o nosso mundo é muito diferente daquele que os humanos conhecem, existem coisas que eles não enxergam.
Famílias que vivem escondidas, lobos que caminham entre eles sem jamais revelar sua verdadeira natureza.
Alfas que comandam territórios, Betas que juram lealdade, e companheiros que, muito antes de se encontrarem, já estão ligados por algo que nenhum deles consegue controlar, eu cresci sabendo disso.
Helena também, nossas famílias pertenciam àquele mundo há gerações, mas nós dois nunca fomos o tipo de casal que nossos pais planeavam, nos conhecemos jovens, ela era teimosa, determinada e tinha um sorriso capaz de acabar com qualquer discussão que eu tentasse começar. Eu, por outro lado, acreditava que precisava ser forte o tempo inteiro.
Talvez tenha sido exatamente por isso que me apaixonei por ela, ate porque eu ja sabia que ela seria minha companheira,Helena me ensinou que força não era ausência de medo, era continuar mesmo sentindo medo.
Nosso casamento foi uma escolha, não foi só um pacto, não foi uma obrigação, foi amor, e quando o nosso vinculo de companheiros veio a tona, ai as coisas ficou melhor ainda, meu lobo com meus 15 anos ja sentia o cheiro da loba dela, fraco mais sentia ja que a Helena despertou sua loba totalmente aos 18 anos.
Lembro-me perfeitamente do dia em que a vi caminhando em minha direção, eu estava esperando no altar, tentando manter a postura de homem sério que todos esperavam de um Beta, mas bastou olhar para ela para esquecer completamente quem estava ao meu redor.
Naquele instante, só existia Helena, e quando ela segurou minha mão, eu soube que tinha feito a escolha certa, pouco tempo depois, descobrimos que teríamos um filho, ou melhor...Uma filha, nossa Aurora.
Eu nunca vou esquecer o dia em que ela nasceu.
Passei horas andando de um lado para o outro, enquanto Helena estava no quarto. Eu podia ouvir sua voz, os médicos, os passos apressados.
Como Beta, meus sentidos eram muito mais aguçados que os de um humano.
Eu ouvia tudo.
Sentia tudo.
E aquilo estava me deixando louco.
Quando finalmente ouvi o primeiro choro, meu coração pareceu parar,a porta se abriu e a Helena estava cansada, mas sorrindo,e então eu a vi.
Minha filha, tão pequena que parecia impossível que aquele ser minúsculo pudesse mudar minha vida inteira,aproximei-me devagar, tive medo de tocá-la
Eu, que havia enfrentado homens, lobos e situações que fariam qualquer outro recuar, fiquei com medo de segurar minha própria filha, a Helena riu baixinho.
— Pegue sua filha, Gabriel.
Eu a peguei, e naquele momento fiz uma promessa que ninguém ouviu, eu protegeria Aurora,não importava o preço, não importava quem viesse atrás dela.
Eu jamais permitiria que alguém machucasse minha menina, naquele momento, porém, eu ainda não compreendia o tamanho da promessa que acabara de fazer.
Porque Aurora não era uma criança comum,e eu sabia disso desde antes de ela nascer,nossa família carregava um segredo, um segredo tão antigo que poucas pessoas ainda conheciam toda a verdade.
E esse segredo estava diretamente ligado à família Montenegro, eu conhecia Lorenzo Montenegro desde antes de ele assumir o posto de Alfa, nossas famílias eram próximas havia gerações, havia respeito entre nós, confiança, lealdade, éramos amigos, e tinha um pacto, um pacto que não tinha começado conosco.
Nossos antepassados haviam estabelecido uma aliança para proteger nossas famílias e manter o equilíbrio entre os territórios, com o passar dos anos, a amizade se tornou algo ainda maior, Lorenzo não era apenas o Alfa que eu servia.
Era meu amigo, meu irmão de consideração, e quando nossos filhos nasceram, aquela amizade ganhou uma nova dimensão, Alexander nasceu três anos antes de Aurora, lembro-me de tê-lo visto pela primeira vez.
Era um bebê forte, inquieto e dono de um olhar que parecia observar tudo ao redor, e Lorenzo brincava dizendo que o filho já havia nascido sabendo que seria Alfa, eu ria, mas, no fundo, todos nós sabíamos que ele realmente seria, a linhagem Montenegro era uma das mais respeitadas entre os nossos, Alexander carregava o sangue de um futuro líder.
E havia outra coisa, algo que somente alguns de nós sabíamos, uma antiga tradição dizia que, em determinadas linhagens, o vínculo entre companheiros poderia ser reconhecido muito antes do despertar da loba, e Aurora...
Aurora estava ligada a Alexander, não por uma decisão nossa, não porque os adultos tivessem escolhido por eles, era algo muito mais antigo, o destino.
Quando descobrimos, Helena ficou em silêncio por muito tempo, eu também, porque uma coisa era saber que nossas famílias possuíam um pacto, outra completamente diferente era descobrir que nossos filhos poderiam estar destinados um ao outro, eu não queria transformar a infância deles em uma obrigação.
Aurora tinha que crescer livre, tinha que brincar, estudar, correr, fazer amigos, ser simplesmente uma criança, e Alexander precisava ter a oportunidade de crescer sem carregar sobre os ombros o peso de saber que um dia teria que assumir um território inteiro, por isso, decidimos esconder.
Não contaríamos nada até que chegasse o momento certo, Aurora só despertaria sua loba aos dezoito anos, até lá, acreditaria que era humana, Alexander, por outro lado, saberia, ele precisava saber, não apenas porque seria Alfa, mas porque precisaria aprender a protegê-la.
E talvez essa tenha sido uma das decisões mais difíceis da minha vida, porque eu estava entregando ao menino que seria o futuro Alfa a responsabilidade de guardar um segredo sobre a minha filha, Alexander tinha apenas três anos quando Aurora nasceu, ainda era uma criança.
