Capítulo 3 Capítulo 3
Capítulo 3
Alexander Caruso
Merda. Mil vezes merda. Eu só precisava ter esperado até amanhã, mas não... perdi a paciência e entreguei o jogo hoje. Meti chutes na porta para ir atrás dela, não me lembrava que havia deixado tudo tão fortificado aqui, levei alguns segundos a mais do que planejei para colocar abaixo, então vi meu primo Peter chegando assim que a porta caiu.
— Não me diga que a deixou escapar? — logo perguntou de olhos arregalados.
— Como iria imaginar que essa maledetta era tão boa, nisso? Se no dia que a sequestrei ela parecia uma gatinha com medo? — respondi enquanto abria o cofre do quarto e pegava outra arma.
— Claro, demos medicação para ela dormir, ninguém reage com aquilo. — Ele disse enquanto saíamos andando por toda a casa atrás dela.
Fiquei em silêncio, pois sei melhor que ninguém, de tudo o que havia acontecido naquele sequestro quando estávamos de casamento arranjado, onde os Russos foram apenas usados como laranjas, me aproveitei da situação para conseguir pontos e me casar com ela.
— Que merda você fez? O combinado não era levar a farsa até amanhã? Você disse que queria um filho ou uma maneira de mantê-la mais vulnerável. Sem contar que um casamento consumado não pode ser desfeito. — Peter perguntou e abriu mais uma das portas em que procuramos.
— Eu não aguentei. Não sou de ferro, não suporto olhar pra ela e lembrar que mesmo sendo minha noiva, me traía com outro. Vou tomar o que é meu de qualquer maneira. — Chutei uma mesinha de centro para longe.
O pior de tudo é que desejo ter a Laura para mim, sentir o meu pau dentro dela e sufocá-la para que grite muito, ou que talvez nem consiga gritar, para ajudar a controlar esse demônio que existe dentro de mim, por culpa dela.
— Você precisa focar mais nas coisas, desse jeito não vai conseguir. Pelo que vejo, nem lembra o motivo de tudo ter começado, apenas que ela te traía com um cara que até hoje só descobriu o primeiro nome. — Apontei a arma para o Peter, enquanto empurrava seu corpo contra a parede.
— Se voltar a repetir isso, estouro os seus miolos, maledetto. Ninguém pode saber disso, não até que eu decida que pode. — Ele se contraiu.
— Claro... — suavizei a expressão, o soltei e continuei a procurar, fui até a saída, mas vi que havia muitos homens lá.
— A minha esposa passou por aqui?
— Não senhor. Eu garanto que não...
— Saiam todos. Vão procurá-la, ela deve estar aqui dentro. — Abaixei a arma quando vi que todos se moveram para encontrar a Laura, então fiz o mesmo, ainda quero vê-la chorar antes amanhecer.
Laura Strondda
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Momento da fuga:
— Laura, já verifiquei a sua localização. Encontre uma maneira de subir no telhado, só precisa ser pela parte mais baixa, pois tem vários seguranças no portão. Você vai sair por cima, vai pular para o telhado vizinho e te ajudo descer aqui, é coisa simples, nem precisa de cinto de segurança. — Falou o Luigi e não pensei duas vezes, confio nele o suficiente para isso.
— Estou indo, me dê dois minutos — falei e desliguei. Rapidamente andei por alguns quartos, um deles havia uma abertura para o forro, subi com facilidade e depois tirei algumas telhas, como sou magra, isso foi bem fácil.
Andei abaixada pelo telhado, e pulei no local mais indicado, com poucos saltos eu já estava do outro lado da quadra. Assim que avistei o carro preto, já sabia que era do meu amigo, então entrei.
— Nem deram dois minutos... — brincou, olhando no relógio de pulso.
— Eu não acredito que você viajou atrás de mim. — Eu disse ao abraçá-lo.
— Eu não pude comparecer no casamento, é claro que viria na lua de mel, sabe que não confio naquele cara com quem se casou, mas pelo visto eu tinha razão, não é? — Ele segurou a minha mão e em seguida começou a dirigir.
— Poderia ter ido como o segurança... afinal, para a minha família o Luigi nem existe, só te chamam de El Chapo, por ser estrategista como ele.
— Deixa pra lá. Me fala o que aconteceu.
— Você tinha razão, ele enganou a todos... — comecei a contar o pouco do que eu sabia, e sobre os meus pais na mira daquele louco, e Luigi ouviu tudo com atenção.
Ele é o estrategista do meu pai e agora é do meu irmão, o Don de Roma. Lidera os soldados que atacam, não os que defendem e protegem a nossa família, pelo contrário, matam a escória, aqueles a quem o conselho decidiu que devem morrer.
— Precisamos investigar mais, Laura. Faremos friamente, você precisa se manter firme e agir como se estivesse trabalhando em uma das missões secretas pra mim. Não vai mudar nada, só precisa ser fria, seus pais estão em perigo, então mandarei mais homens vigiarem. — Parou o carro.
— Eu já estava acostumada com a ideia de parar de trabalhar, tanto nas missões como... bom, não quero falar disso, preciso da sua ajuda. — Luigi me olhou por um tempo, estava pensando.
— Você precisa voltar. Volte por onde saiu para não ser anunciada, faça como nas nossas buscas, mantenha o seu marido ocupado, sem permitir que te machuque ou te toque, sei que consegue.
— Mas, e depois? — engoli seco. — Estou legalmente casada com esse idiota, jamais poderei me separar...
— Calma... deixe que eu vou descobrir tudo, e só me ligue se estiver em perigo, porque se eu voltar a ver o seu rosto aqui na tela, eu entro com a nossa equipe e destruo tudo, mato o maledetto e entrego a cabeça a famiglia como traidor, o Don ficará a nosso favor. — Assenti.
— Não sei como vou distraí-lo tanto assim, pode levar dias ou até meses até que descubra algo...
— Então me ajude. Seja fria, seduza-o, descubra o que ele quer, para depois nos vingarmos. Quando eu te ligar é porque já temos as respostas. — Ele disse e abriu o porta-luvas me entregando algemas. — Se precisar, use. — Me deu um beijo na testa, ele é um ótimo amigo.
— Obrigada.
Luigi me levou de volta, fiz rapidamente o mesmo percurso, e senti o meu corpo mudar de temperatura quando dei de cara com o Alex pelado, cheio de espumas, embaixo do chuveiro.
Ele demorou para me notar, fiquei parada olhando seu corpo e por um momento vacilei, precisei segurar melhor a arma e fechar a boca. Ele é grande, cheio de gominhos discretos, com braços levemente malhados, a cintura bem desenhada, e... Uau... o que é aquilo? Aliás, que tamanho é esse?
— Laura? — me espertei quando ouvi o meu nome.
