Capítulo 2 🍷2🍷
POV Jenny/Corinne Lansky Massino
💄🍷🔪
— Já acordada, minha rainha? — ele indagou ao se virar, começando a beijar meu ombro, vindo para cima de mim à medida que sua boca subia para meu pescoço e lábios.
— Já faz um tempo que estou acordada — informei, o encarando segundo antes de ter minha boca invadida por sua língua em um beijo selvagem.
— Antes da minha putinha safada ganhar seu leite matinal, eu vou rapidinho ali no banheiro me aliviar.
Apenas assenti com um ligeiro movimento de cabeça, já observando Alejandro rolar para o seu lado, levantando-se da cama e exibindo seu corpo nu, parcialmente tatuado e semi musculoso, que se encontrava todo marcado com alguns filetes secos de sangue ocasionados pelo meu canivete na noite passada.
— Eu decidi iniciar o meu plano hoje — comentei enquanto ele pegava a metade ainda restante do seu cigarro de maconha de horas atrás e tragava um pouco, antes de estender para mim ao qual recusei prontamente à medida que via Alejandro erguer o queixo e soltar devagar a fumaça para cima.
Há 3 meses, quando minhas lembranças estavam claras o suficiente para que eu conseguisse montar um quadro geral dos acontecimentos antes do meu acidente de carro, que resultou na minha perda de memória, acabei contando a Alejandro a verdade sobre quem eu era.
Como um homem completamente apaixonado e manipulado, ele se prontificou a me ajudar, me oferecendo as conexões necessárias dentro do submundo para que eu planejasse minuciosamente toda a minha vingança contra Andreas Massino, meu marido e o causador do meu acidente.
— Quando matar o italiano, volte para mim, minha rainha. Meu reino precisa de você.
— Seu reino? — o questionei erguendo uma das sobrancelhas e ele riu meio de canto de boca devido ao cigarro em seus lábios.
— Nosso reino, gata — Alejandro murmurou se virando à medida que soprava mais um pouco de fumaça, indo em direção ao banheiro da suíte.
Estiquei minha mão sobre a mesinha de cabeceira e me levantei da cama, empunhando firme meu canivete automático, aproximando-me dele rapidamente. Antes que Alejandro chegasse à porta, chutei a parte de trás de um dos seus joelhos, o fazendo perder o equilíbrio e cair de joelhos ao chão.
Num movimento rápido e preciso, segurei seu queixo, erguendo-o um pouco e passei a lâmina do canivete em sua garganta, esguichando sangue tanto nas paredes da porta quanto no interior do banheiro.
— Meu reino é o que você quis dizer, seu filho da puta — murmurei soltando o corpo dele no chão, ouvindo seus grunhidos à medida que sua vida ia se esvaindo de seu corpo e uma poça de sangue se formava sob ele, então me agachei ao seu lado, sorrindo ao observá-lo se mijar involuntariamente.
Alejandro morreu olhando fixamente para mim e eu adorei isso. Saber que meu sorriso de vitória foi a última coisa que esse desgraçado viu antes de ir para o colinho do capeta, causou uma sensação de paz dentro de mim. Toda a minha espera havia sido recompensada por aquele momento.
Me ergui, indo até a mesinha de cabeceira do meu lado da cama e peguei meu celular antes de ligar para Dominic — irmão mais novo de Alejandro, meu fiel braço direito, professor de luta e “amante” nas horas vagas — que me atendeu em poucos segundos.
— Fala, minha gata...
— Hoje é o dia da nossa ascensão. Ele está morto — anunciei, já ouvindo um riso de satisfação vindo dele — Entre em ação imediatamente e quem se opor a nova chefia, mate — ordenei calmamente, desligando a chamada em seguida.
Me virei e fui em direção ao banheiro, passando por cima daquele corpo já inerte no chão, a fim de poder tomar meu banho e descer para anunciar a todos a morte de Alejandro, assumindo oficialmente o comando do império do tráfico de Miami junto com Dom e seus homens.
Eu poderia ter me aliado a Alejandro, o ajudado em sua organização criminosa, mas nunca esqueci de que havia sido ele o responsável pela venda do meu filho. E agora, eu iria atrás daquele que causou o meu acidente e me fez parar aqui nos Estados Unidos, traficada.
“A vingança é um prato que devemos sempre comer frio, como uma deliciosa sobremesa a ser apreciada após muita espera.”
