Capítulo 1 1
Henrique Narrando
Eu estava com sangue nos olhos. Lucas não iria se safar dessa. Ele matou a minha noiva da pior forma que alguém poderia matar uma pessoa. Tirou dela qualquer chance de defesa, de esperança, de voltar para casa.
E eu ainda conseguia sentir aquela dor dentro do peito como se tudo tivesse acontecido ontem.
— Marina, quero que você siga a filha do Lucas para todo lugar que ela for. Descubra as amizades dela, os lugares que frequenta, com quem anda, o que faz... Tudo. Eu quero saber absolutamente tudo sobre essa garota.
— Pode deixar, maninho. Vou começar a preparar isso agora mesmo — Marina diz, saindo da sala.
Assim que a porta se fecha, fico alguns segundos em silêncio.
Se Lucas acha que ia matar a minha noiva e ficar por isso mesmo, está muito enganado.
Não era porque havia passado um ano desde a morte de Maria que eu tinha esquecido. Muito pelo contrário. A cada dia que passava, a vontade de vingança só aumentava.
Eu só estava esperando a hora certa.
Durante uma semana, ele torturou a minha noiva. Uma semana inteira.
Fotos. Vídeos. Mensagens.
Ele fazia questão de me mostrar tudo, como se quisesse que eu sentisse cada segundo daquela dor junto com ela.
E eu senti.
Até hoje, algumas daquelas imagens ainda aparecem na minha cabeça quando fecho os olhos.
Maria estava grávida.
Minha Maria.
A mulher que eu amava. A mulher com quem eu planejava construir uma família.
Tudo isso aconteceu por causa de malditas terras, ações de empresas e uma guerra entre máfias. Dinheiro, poder e orgulho foram suficientes para transformar a vida de duas pessoas em um inferno.
Lucas tirou tudo de mim.
Então eu tiraria tudo dele.
Se ele achava que era um monstro, mal sabia que eu poderia ser muito pior.
A filha dele iria pagar por tudo o que o pai fez.
E não seria apenas uma semana.
Seriam meses.
Eu queria que ela sentisse medo. Queria que ela sentisse desespero. Queria que, por algum tempo, ela entendesse a dor que Lucas colocou dentro de mim.
Eu não teria piedade.
Na minha cabeça, naquele momento, aquela garota não era apenas uma inocente. Ela era a filha do homem que destruiu a minha vida.
E eu faria de tudo para que Lucas sentisse a mesma impotência que eu senti.
Flashback
— Henrique, eu estou grávida.
Maria colocou um envelope nas minhas mãos.
Eu olhei para ela sem entender.
— Abra.
Abri o envelope com as mãos trêmulas e encontrei o resultado que ela tanto esperava.
Positivo.
Por alguns segundos, fiquei sem reação.
Nós estávamos esperando por aquilo.
Eu ainda conseguia lembrar do sorriso dela, dos olhos brilhando e da felicidade que tomou conta de nós dois.
Naquele momento, eu achei que nada poderia destruir a nossa felicidade.
Nós teríamos uma família.
Teríamos nosso filho.
Teríamos uma vida juntos.
Eu estava errado.
Flashback off
Aquele deveria ter sido o melhor dia das nossas vidas.
Mas, naquela mesma tarde, Lucas conseguiu sequestrar Maria.
E, desde aquele momento, a minha vida virou um inferno.
Cada dia sem ela era uma tortura. Cada vídeo que Lucas enviava destruía um pouco mais de mim. Eu queria fazer alguma coisa, queria salvá-la, mas parecia que quanto mais eu tentava, mais longe ela ficava.
Até chegar o dia em que ela morreu.
E naquele dia, alguma coisa dentro de mim morreu junto.
Agora, era a vida de Lucas que iria virar um inferno.
Eu amava Maria de verdade.
Não era apenas desejo ou atração. Era paixão. Era amor.
Nossas vidas combinavam, nossos sonhos eram parecidos e, por muito tempo, eu realmente achei que ela seria a mulher ao meu lado para sempre.
Ela era perfeita para mim.
Talvez por isso perdê-la tivesse me destruído daquela maneira.
— Aqui está.
A voz de Diogo me tira dos meus pensamentos.
Ele coloca uma pasta sobre a mesa.
Pego a pasta e começo a analisar as informações.
Fotos.
Endereço.
Amigos.
Lugares que frequentava.
Rotina.
Tudo estava ali.
Quanto mais eu lia, mais percebia que seria fácil chegar até ela.
Até que uma informação chama minha atenção.
— Amiga da filha do Gregory? — pergunto, levantando os olhos para Diogo.
Ele apenas assente.
Um sorriso frio surge no meu rosto.
— Isso vai ser muito fácil. Duvido que ele não vá nos ajudar.
Eu fecho a pasta lentamente.
Naquele momento, não existia espaço para dúvidas dentro de mim.
Eu queria ver aquela garota sofrendo.
Queria que Lucas sentisse a mesma dor que eu carregava há um ano.
Talvez, só assim, eu finalmente conseguisse sentir que Maria tinha sido vingada.
— Você tem certeza disso? — Diogo pergunta.
Olho para ele por alguns segundos.
Eu sabia exatamente o que estava prestes a fazer.
Sabia que, depois de começar, não teria como voltar atrás.
Mas naquele momento eu não me importava.
A dor tinha transformado o homem que eu era.
— Eu nunca tive tanta certeza de algo na minha vida, Diogo — respondo, fechando a pasta.
Meu olhar permanece frio.
— Essa garota vai sofrer tudo o que Maria sofreu.
Camila Narrando:
Sabe quando você acorda com um pressentimento ruim? Bom, eu acordei assim hoje.
- Bom dia mamãe e papai. -Digo assim que me sento na mesa. - Eu preciso pedir uma coisa para você papai.
- Oque seria minha princesa? - Eu tinha dez anos quando comecei a andar com no minimo 2 seguranças para tudo que é lugar que eu vou, só que isso acaba afastando as minhas amizades, os garotos. E eu precisava pedir para ir à uma festa e sem os seguranças.
-Hoje tem uma festa na casa da Mah e os pais delas colocaram segurança para controlar a entrada, será que eu posso ir sem o Tato e o Tuio junto?
Mah é a minha melhor amiga, a única que sobrou, o pai dela também é paranoico e coloca segurança junto dela. E Tuio e Tato são os meus melhores amigos homens e únicos, os meus seguranças. Eu confio bem mais em Tuio que está comigo desde sempre, tenho ele como se fosse um pai.
- Lucas vai ter segurança lá, acredito que não vai ter problema. - Eu amo a minha mãe ela sempre tenta me ajudar quando o assunto é as paranoias do meu pai.
- Está bem. Eles vão te deixar lá e depois vão te buscar , ok? - ele diz e eu abro um sorriso.
- Obrigada .. eu amo vocês- Digo abraçando e os beijando.
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Estou chegando na faculdade com a Mah, hoje teríamos três aulas bem chatas, mal comecei a faculdade e já quero parar.
- Cah você está muito pensativa, ta tudo bem? - Mah pergunta.
- Está sim, e tenho uma noticia boa, vou poder ir na festa sem os seguranças.
- vamos poder beber muito e beijar muito. - Mah me diz toda maliciosa , essa menina só pensa nisso. E eu ainda não acredito que os pais dela deixaram ela dar essa festa assim, eles não eram tão xato que nem o meu pai, mas eram super protetores também.
Depois da faculdade já fomos direto para a casa da Mah, iria me arrumar lá, Tato e Tuio me trouxe até aqui e depois como combinado, eles foram embora. E sim liberdade para mim.
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- Mah qual você prefere? - Digo mostrando um macaquinho vermelho e um vestido preto.
- O vestido conserteza, voce fica muito gostosa de vestido. - Ela diz se matando de rir.
- Obrigada. E você já decidiu com qual vai ir? - Digo olhando para as opções que eram um pouco indiscreta de mais.
- Vestido vermelho. -Ela diz apontando. - Quero arrasar hoje. - Até agora estou tentando entender como os pais dela deixaram a festa, sendo que eles sabe a filha que tem.
Estava navegando no meu insta quando vejo uma solicitação pedindo para me seguir, o cara era lindo, alto , loiro ,devia ter uns 30 anos, no insta estava o nome Rick. Realmente ele era muito gato, pegava facil, preciso mostrar essa foto para a Mah.
Bom eu não fiquei com muitos garotos, porque quase todos que se interessavam em mim saiam correndo pelo fato de eu ter 2 seguranças na minha cola.
Já estava chegando bastante gente e parecia que a festa ia lotar, Mah estava recepcionando os convidados enquanto eu estava no bar bebendo um copo de vodka, fazia umas 2h que eu não via o pai da Mah , e também percebi que não tem seguranças vestidos de terno preto, talvez eles estejam com roupas normais para se misturar na multidão.
Enfim, hoje eu quero me divertir. Mesmo que eu ainda continue com aquele pressentimento ruim de hoje de manhã.
