Capítulo 4 4

DJ Narrando,

O brilho no olhar da Milena me enchia de orgulho, eu conheço a sua história e sei tudo que aconteceu até aqui, e ver de for a ajuda a observar detalhes que ela não havia percebido ainda, esse Eduardo nunca me desceu e saber que estava certo aumenta o meu ego, seu avô veio afrontar a pessoa errada literalmente, e eu amei ver o sangue jorrar do seu ombro, o desespero em seu olhar era ainda mais satisfatório.

— Ainda não entendi o motivo do sorriso no rosto.

Ai grossa.

— A reunião foi marcada você vai?

Claro, jamais te deixaria no covio dos leões.

— Nunca tive medo, mas agradeço a preocupação, eu sinto que isso pode ser uma distração, esse sumiço ta muito estranho, mesmo clandestino ninguém ta sabendo de tráfico humano, ou isso é uma farsa ou realmente pegara, essas pessoas.

Acho que pode ser uma distração, e essas pessoas que vieram para cá estão aqui para intensificar os boatos, eles podem tentar tomar aqui e já tendo gente aqui dentro pode te tornar um alvo fácil.

— Eu gosto quando sou subestimada, quando pensam que eu não sou capaz, ou um alvo fácil, eles podem me derrubar, mas eu vou cair atirando e matando um por um antes de dar o último suspiro.

Essa é a minha garota. - Ela já ia me da uma resposta pronta quando bateram na porta, o avô do Eduardo estava fazendo uma enfermeira refém para sair do morro, eu apenas rir pois agora diversão iria começar.

AMIGAAA posso matar aquele velho

De que buraco você saiu, que susto.

Querido, vá com sua inveja pra lá vai.

Se acha coitada.

Depois apanha e nem sabe porque.

— Deu vocês dois né, faça as honras Manu senta o dedo naquele velho, mas cuidado com a enfermeira, quero ela sem nenhum arranhão entendeu.

Copiado chefe, já vou me equipar. - Ela saiu que nem entrou parecendo que saiu de um portal mágico, Milena ria pois sabia o que eu estava pensando era sempre assim a implicância era uma parte fixa da nossa amizade.

Vamos ver o espetáculo.

— E com bastante sangue. - Descemos conversamos e antes mesmo de chegar no local já se ouvia os gritos, avistei Manu em cima de uma laje quando me viu me mandou o dedo, o garota abusada, seguimos tranquilos e quando chegamos o avô gritava sem parar, quando viu Milena ele hesitou um pouco mas vi apertar algo no pescoço da enfermeira, isso que deduzi ser um bisturi, os palavrões eram decorrentes eu virei olhando pra Manu no momento exato que ela apertou o gatilho, um tiro certeiro no quadril, ele com o impacto soltou a enfermeira que correu, Milena poderia matar ele ali mesmo, mas ainda tinha coisas que ela precisava saber e só por esse motivo ele ainda ficaria vivo.

— Acho que ele não vai consegui andar mais, o tiro foi certeiro.

Não fará muita diferença pois depois do eu interrogatório ele não ficara vivo por muito tempo.

— Isso é verdade, agora me fala o que vai fazer agora.

Vou dormi aqui hoje, meu morro ta tranquilo tem algum problema?

— Nenhum, não tem problema você dormi aqui.

Vou poder dormi na sua cama também?

— É mais sua do que minha, você é folgado.

Não é nem seis da tarde e já ta me caluniando, eu sofro.

— Quem não te conhece, que te compre viu.

Agora falando sério, vai me da uma chance quando em, só me enrola.

— Nunca fiz isso, mas sabe que temos suma ligação forte.

Sei, e sei também que mesmo passando noites quentes nos meus braços ainda pensava naquele paspalho, mas agora você ta livre desse sentimento o que te impede?

— Nada me impede, eu só estou seguindo um dia de cada vez.

E não pode viver um dia de cada vez ao meu lado?

— Não vejo nenhum problema.

Milena do céu, você fala isso nessa tranquilidade toda, que isso mulher, só por isso vai dormi de conchinha comigo hoje sim e se reclamar vai ser todos os dias.

— Tem nem vergonha na cara né.

Sei nem o que é isso. - Já estávamos na sua casa de banho tomado e comíamos pizza, entre risadas e uns beijos roubados, o clima era tranquilo e bem prazeroso, mas sabíamos que não duraria muito e não demorou até receber um rádio que o paspalho acordou e já estava sabendo dos acontecidos e principalmente o que houve com seu avô, exigia a presença da Millena se achando no direito de algo, ela apenas riu e mandou avisar que era pra ele dormi que ela não iria hoje lá, xingos foram ouvidos e ela apenas riu encerrando a chamada, se eu não conhecece bem a |Milena, diria até que ela ficou preocupada, porém ela está é bem bolando alguma coisa, e pelo sorriso que ela está dando olhando para o celular Eduardo vai desejar nunca ter conhecido ela.

O que vai fazer?

— Eu por enquanto não vou fazer nada, não hoje, já amanha talvez eu faça algo, acho que alguma cobrinha ficou com saudade, talvez apareça para fazer uma visista, uma venenosa talvez.

Vai matar ele envenenado?

— Eu jamais, preciso ainda saber de algumas coisas, vai depender de quanto de veneno ele vai querer no sangue, tudo na vida tem seu preço.

Em pensar que ele queria acabar com você.

— Eu sempre vou estar há frente de quem deseja me derrubar.

Milena Narrando,

O dia amanheceu carregado de surpresas, misteriosamente o quarto aonde Eduardo estava amanheceu com duas cobras venenosas, que basta uma picada para ser fatal, por sorte eles a encontraram antes de chegar na cama aonde Eduardo estava, uma lástima.

Todos queriam saber de onde surgiu tantas cobras, e alguns estavam com medo de que elas entrassem em suas casas, mas isso jamais aconteceria, bom a não ser que em determinadas casas há pessoas que estão tramando contra o meu comando, nesse caso vai aparecer sim muitas cobras.

Já era fim de tarde quando resolvi ir ver o que Eduardo queria, era bom que ele entendesse que aqui as coisas funcionam do meu jeito.

— Demorou, eu te chamei ontem.

Venho quando quero, fala logo o que quer pois não tenho o dia todo.

— Porque fez aquilo com o meu avô, você não tinha esse direito.

Querido Eduardo, seu vô sabia das consequências e mesmo assim escolheu trair o meu pai, você sabe como funciona o comando e mesmo assim resolveu me trair, minha prima não se fala a vida dela é insignificante para mim, mas você ainda sim desejou estar do outro lado, mas deveria se lembrar que me conhece muito bem ao ponto de saber que não sou de toda via ingênua, e a sua ousadia vai te custar muito caro.

— E vai fazer o que me matar.

Claro, mas nada será fácil eu guardei por muito tempo essa vontade, desde o dia que me fez tomar aquele remédio jurando que era para dor mas era abortivo, há Eduardo eu desejo a sua morte a muito tempo.

— Quando se tornou esse monstro, até semana passada me amava, era louca por mim.

Tudo parte do meu plano, eu era louca para sentir o cheiro do seu sangue, te fazer enlouquecer assim como eu enlouqueci quando senti o cheiro de sangue descendo enquanto meu filho lutava pela vida mas era pequeno de mais para suportar, daquele dia em diante eu me transformei e jurei a mim mesma que você teria o que era seu por direito, você seria pai e nem isso te impediu de cometer tal atrocidade, ai eu te pergunto quando você se transformou esse mostro.

— Me transformei quando mataram meu pai por conta desse comando, culpa do seu pai.

Não meu querido, culpa do seu avô que apertou o gatilho e matou seu pai por ganância e desejo de te fazer de fantoche, e você caiu direitinho no plano dele.

— Meu avô jamais faria isso, meu pai morreu pelo comando, e quem me garante que não foi seu pai que matou ele.

Seria adorável se ele tivesse tido tempo para aperta o gatilho, mas infelizmente quando seu pai morreu o meu já estava morto, mas eu vou deixar algo claro desse morro você não vai sair mais e vai conhecer porque eu sou conhecida como a filha do Lúcifer.

A sua sentença já foi decretada, e sou eu quem vai executar. - Sai de lá sem olhar para trás eu tinha um plano e estou seguindo a risca, eu cheguei a amar o Eduardo mas depois de tudo que aconteceu se fazer de coitada e apaixonada fazia parte do meu plano, assim eu jamais seria uma suspeita.

— Sua vó ligou, disse que vai te dar uns tapas pois abandonou a velha que se for para continuar assim é melhor por ela em um asilo.

Meu deus, drama uma hora dessas.

— Ela ta doida pra por esse morro a baixo de novo, não aguenta sossego gosta de um furdunço.

Em falar em furdunço Manu, quem era aquela que entrou na sua casa ontem.

— Depende ficou com ciúmes.

Nem um pouco.

— Coração de pedra, frozen da favela credo.

Não muda de assunto.

— Uma mina da pista que to pegando, mas não sei se vai dar certo.

Por qual motivo.

— Mina nova, e o pai dela é pastor pensa se ele descobre que a filha ama bater um velcro.

Manu, pelo amor de deus kkkkkkkkkk eu não quero mais confusão em.

— Eu não posso prometer nada, até porque a mina lá ta querendo fugir de casa.

E vai vim pra ca?

— Claro ué, vou pegar pra criar.

Se o pai dela descobrir isso aqui vai encher de polícia voce ta ligada né.

— Tenho tudo sobre controle, ela não vai vim pra ca de imediato.

Eu nem quero saber o que você vai fazer.

— Sei que ta com ciúmes, meu coração é só seu.

Tem serviço não.

— Eu me declarando e você ai, ingrata do caralho em. - Ela saiu fingindo estar brava, como se eu não conhecesse a peça, terminei de fazer minhas coisas e hoje eu iria dormi sozinha DJ teve que ir ao seu morro, eu confesso que gosto de ficar sozinha, mas quando isso acontece todos os meus pesadelos do passado veem me atormentar, eu confesso que me surpreendo com a força que descobrir ter, pois em determinados momentos eu tenho a sensação que se cair eu não levanto mais.

Depois de tomar uma banho liguei para a minha vó que já deixou claro que amanhã ela ta aqui, e ai de mim se dizer que ela não vai, nem discutir apenas concordei pois ainda não estava doida de contrariar a fera.

A página de fofocas estava bombando em suposições sobre as cobras, os chifres deram até um tempo pois agora o assunto era cobra querendo engolir cobra, e estava até interessante de ler os comentários eram os mais divertidos, de fato essas pessoas têm uma imaginação bem fértil e traçam uma linha de raciocínio que nem de longe eu imaginei, mas posso tomar como inclusão nos meus desejos de vingança.

Afinal ela ainda não teve fim, e por esse motivo posso tranquilamente realizar algumas torturas, inclusiva a minha cadeira de choque chegou hoje e amanha ela vou estreia ela, avô e neto vão compartilhar da mesma dor, medo e desejo por uma morte rápida.

Mas eu sou do contra, e por esse motivo quanto mais lento melhor a dor da morte, pois eu sei que a morte ainda é pouco para o que planejo para esses dois vermes.

Um tiro de cada vez.

Isso me faz muito feliz...

Eduardo Narrando,

Eu não consegui dormi, e nem quis remédio pois eu tinha até uma preocupação que o remédio que estavam me dando era realmente para dormi ou para me matar mais rápido.

— Ficar ai de vigília não vai resolver nada, vamos morrer do mesmo jeito, nós subestimamos a minha prima, eu pensei que ela de fato era louca por você e que ao seu chamado ela estaria disponível, ela não vai deixar passar nenhum detalhe, pois ela é igualzinha ao meu tio fria e detalhista, ela realmente amou você isso ninguém pode negar, mas você matou esse amor junto com o filho de vocês, e foi ai que você de fato assinou a sua sentença de morte.

Eu nem me lembrava disso, foi meu avô que me deu aquele remédio, eu só segui as instruções dele.

— Realmente você foi um fantoche na mão dele, e agora eu também estou curiosa para saber o que mais ele fez as escondidas, ou o que fez com a sua ajuda sem que você percebesse, eu sabia que você era besta mas não imaginei que seria tanto.

Como se você fosse de toda inteligente, só faz, agora me fala quem era o pai do seu filho?

— Você ué, posso ser doida mas era só com você que não usava proteção.

E porque tirou a criança?

— Tu não quis o filho da Milena por quem era apaixonado, vai querer meu que não sou nada para você.

Você é louca, não é possível.

— Para de Drama Eduardo, acorda vamos morrer a qualquer momento acha mesmo que eu estou preocupada com isso, o corpo é meu faço o que eu quiser.

Mas o filho era meu.

— Da Milena também era, e nem por isso você não pensou duas vezes antes de tirar ele do seu caminho. - Eu queria socar a cara dela, mas entrou uma enfermeira e aplicou um remédio na minha veia, e vi aplicando na veia dessa louca também, não demorou muito e eu comecei a ficar com sono e nem vi o exato momento que dormi, mas agora acordando sinto um cheiro estranho, meus braços e pernas estão presas e eu estou sentado, mas há algo nos meus olhos e por isso não consigo ver aonde estou, ouso passos e pelo barulho há mais de uma pessoa, escutei alguns barulhos de algo se quebrando, havia mais barulhos mas não conseguia descrever com exatidão o que era, parecia chaves algo de metal, escutei uma conversa baixa mas não dava para entender, escutava apenas os cochichos, de repente uma risada, aquela risada que eu conhecia muito bem.

Milena, é você?

— Em carne osso, e talvez com algumas cobras.

Foi você? Como pode ser tão baixa assim.

— Me poupe dessa sua conversa fiada, hoje você vai ter uma amostra grátis do inferno. - Ela tirou a minha máscara olhei rapidamente, nunca havia estado nesse lugar antes, um galpão sujo e com grandes poças de barro, olhei para o lado meu avô estava amarrado da mesma forma que eu, já a prima estava deitada, mas com os pés e mãos amarradas.

— Meu neto, me escuta precisamos sair daqui, essa louca vai nós matar mas antes vai te colocar contra, e você vai duvidar de tudo que eu fiz por você, não acredita nela.

Porque eu acreditaria nela, você é minha família eu jamais desconfiaria do senhor.

— Que cena mais patética, isso tudo é medo do seu querido neto te desprezar, assim como a sua filha o desprezou, e por esse motivo você matou o marido dela, ou tem medo que ele descubra que a mãe dele ta viva em uma clínica psiquiatra e não morta como você fez ele acreditar durante todos esses anos.

Isso é mentira ele não faria isso, fala pra ela vo, fala que você não fez isso.

— Ele não vai contar, pois isso não foi nada das atrocidades que ele fez, sua irmã que ele disse que foi mostra de bala perdida, foi encontrada e adivinha só, ela esta viva e foi vendida para um casal canadense que a adotaram, e quem fez toda a negociação o seu querido vovô.

Quem me garante que isso é verdade.

— Eu trabalho com provas. - Ela apertou um botão e logo apareceu uma imagem na parede, eu queria vomitar, eu não sabia que o homem que eu amo e que me ajudou a criar, era um monstro.

Olha pro vô, não acredita nela, eu jamais faria isso você sabe, ela quer te manipular é isso que ela quer.

Não preciso disso, até porque você se queimou sozinho, mas eu achei uma coisa bem interessante, tenho certeza que seu querido neto vai amar. - A imagem mudou e começou a mostrar o dia do confronto, o pai dela sendo morto o desespero em seu olhar aquela confusão, e ai ele apareceu segurando uma arma olhando com cara fechada para as pessoas, de repente meu pai apareceu na sua mira, ele me olhou e abaixou a cabeça, o estrondo foi alto uma sequência de 5 disparos, ele matou o meu pai e riu quando ele deu o último suspiro, saiu dali como se nada tivesse acontecido. A minha mente deu um nó, e eu não sabia o que fazer, quem era esse homem na minha frente e o que mais ele era capaz.

— Se decepcionar faz parte, isso não é nada ainda do que seu querido vovô é capaz, mas você nem vai ter tempo para descobrir, mas agora eu preciso saber o que vocês estavam planejando. - Ela me olhou perversa e apertou um botão aonde fez a cadeira dar um choque, era doloroso mas dava para suportar, porém ela foi aumentando e eu já não estava aguentando levar tantos choques.

— Aguenta Eduardo, você precisa ser forte, não deixa ela entrar na sua mente.

Eu queria acreditar nisso, mas as coisas estão ficando claras agora, quem é você de verdade porque tornou a minha vida tão difícil.

— Não acredita nela, eu não fiz nada de mais, agora você precisa confiar em mim, ela quer te manipular.

Você não vai me manipular, é você que ta fazendo isso, é você que ta destruindo tudo.

— Você está enganado, eu estou concertando tudo, acredite se quiser mas eu fiz o que fiz pois era o certo, minha filha não ia ficar com um homem que não podia dar a ela um futuro descente.

Você é desprezível.

Milena Narrando,

Observar o mundo do Eduardo se desmoronar estava sendo muito prazeroso, ao mesmo tempo que ele se negava a acreditar ele queria pari para cima do seu avô, coloquei imagens da sua mãe na clínica e da sua irmã com a sua nova família, um vídeo bem íntimo dele com uma ex namorada do Eduardo, ele em um encontro suspeito com a milícia e com dono de alguns morros vizinhos, essa era a parte mais engraçada, pois eram todos meus aliados e me comunicaram de imediato o que estava acontecendo, mostrei também fotos dele com alguns colegas de faculdade do Eduardo aqueles que ele não se da nada bem, ou seja seu querido vovô queria os inimigos por perto, mas qual era o intuito de tudo isso, ele queria assumir o meu comando, me matar se vingar do meu pai em mim, muitas perguntas estavam na minha mente e não conseguia chegar a nenhuma conclusão.

— Parem com essa briga idiota, vamos todos morrer mesmo, conta logo Eduardo o plano desse velho, pelo menos uma vez na vida toma as rédeas da situação.

Boa priminha, sendo sensata pelo menos uma vez na vida.

— Cala boca, você ta sem moral comigo desde que me contou que tirou meu filho. - Ok ouvir isso doeu pois mexeu em uma ferida que eu sei que jamais será cicatrizada, o filho dela era importante mas o meu não, fui tomada por uma raiva que não sabia que existia em mim, destravei a arma e acertei nos dois joelhos dele, vi a perna se quebrar pelo empaqueto e ele me olhar assustado gritando de dor, e isso era música para os meus ouvidos, liguei as cadeiras e a maca e os três tomaram um choque, Eduardo estava perdendo muito sangue e apenas me olhou vago e disse o que eu queria ouvir.

— Ele queria vingar a sua vó, ela o rejeitou no passado e ficou com o seu melhor amigo casou e teve filhos, na cabeça dele ele merecia viver aquela vida e jurou vingar a sua vó por ter tornado a vida dele desagradável por muitos anos, ele iria matar ela, assim como matou o seu avô. - Eu apertei e a cadeira dele deu outro choque mais forte, o velho começou a espumar pela boca mas ele não morreria agora, foi colocado ele dentro de um bloco transparente com mais duas cobras essas que continha veneno mas não era algo fatal, a primeira picada foi logo no pescoço e outra no braço, me assustei com a porta se abrindo e minha vó passando com uma .40 na mão.

— Esse velho asqueroso eu terei o prazer de matar, eu ouvi tudo como pode matar seu melhor amigo, isso tudo porque levou um for a? Graças a deus eu nunca aceitei ficar com você, frouxo merecia ter morrido a anos atrás mas eu vingarei meu marido e meu filho, pois eles confiaram em um verme como você, mas eu ando com meus olhos bem abertos e com uma mira inabalável. - E foi só ela terminar de falar que uma sequência de 23 tiros foram escutados da cabeça a virilha vários buracos ficaram a mostra, a boca foi bastante atingida 7 tiros, eu olhei pra ela rindo e negando com a cabeça.

— A voz dele me irritava, eu em agora vou tomar a minha cervejinha. - Eu queria rir mas não deu nem tempo, minha prima que estava deitada começou a sangrar e foi levada novamente para o PA, pelo visto o aborto clandestino que ela fez estava lhe trazendo alguns danos, foi feito uma cirurgia de emergência, o utero foi retirado mas a hemorragia eles não conseguiram estancar, fazendo assim ela vir a óbito duas horas após retornar para a unidade, ali eu entendi que a lei dividia existe, era um inocente que ela tirou e pagou o preço.

Tem coisas na vida que não temos controle, mas podermos seguir o caminho aonde a razão é a nossa melhor aliada, Eduardo permaneceu no galpão sangrando e com duas cobras a solta, olhando seu avô morto bem ao seu lado, certamente sua mente começou a viajar por muitos momentos da sua vida, aqueles momentos aonde ele fazia planos de um futuro tranquilo e faceiro, aonde os planos de conclusão da faculdade era a maior prioridade, eu poderia poupar a sua vida, se houvesse um real arrependimento, mas ele não se importou se os meus sentimentos fossem feridos e muito menos se o que ele fazia estivesse errado, ele sabia que era errado, mas mesmo assim ele continuou e se dedicou por anos a fazer todas as vontades do seu avô, ele poderia não saber o que ele fazia as escondidas, mas as ordem e pedidos eram claros, ele sabia muito bem o que estava fazendo.

Sendo assim ele não tera um final diferente, eu segui até o galpão ele estava com uma cobra enrolada no pescoço pronta para atacar, ele me olhou mas não tinha nenhuma arrependimento ali.

— Quem vai acabar com isso primeiro, você ou a cobra?

Está de bom humor para quem vai morrer.

— Minha vida já acabou, não faz mais sentido nem a dor me importa mais. Mas eu vou te dizer uma coisa, eu nunca fiz planos futuros com você, eu queria ir para longe de toda essa que é o comando, sempre soube de tudo mas eu só desejava ir embora daqui, seguir a minha vida abrir meu consultório e esquecer que um dia você e toda essa família passou pela minha vida.

Se sabia de tudo, deveria ter sido mais esperto, poderia ter ido embora, mas escolheu ficar e sabia de todas as consequências, a lei do comando é a voz da comunidade, você desrespeitou todas as leis aqui.

— Não me importo, não sou de todo ingênuo como esse pessoal pensa, eu quero mais que eles se explodam, nunca gostei de morar aqui detesto esse lugar, seu comando sua família e você, eu detesto você.

Todo sentimento é recíproco, só que a diferença é que eu vou continuar viva.

— Tavez você fique viva por mais alguns dias, ou talvez você morra na próxima esquina.

Ao contrário de você, eu sei quem entra e sai do meu morro, e principalmente quem está de corja com outro morro, e isso inclui sua namoradinha e seus leais amiguinhos.

— O que vai fazer.

Eu, ainda não sei, e talvez você não esteja vivo para ver eles sentadinhos do seu lado.

— Você vai morrer Milena.

Não antes de você querido.

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