Capítulo 4 Capítulo 4
Fiquei super animadinha com o passeio, super cheia de expectativas com o Guto, só imaginando quando seria a próxima, a gente se falou alguns dias na semana e nos vimos só uma vez, eu saí a noite pra ir na avenida correr, postei foto nos status com a Fernanda e ele viu, mandou mensagem perguntando se eu estava afim de ver ele, falei que não podia demorar, ele foi até lá, a Fernanda tinha ido embora quando ele chegou, ele encostou o carro na rua de trás da pracinha, eu entrei dei um beijinho, ele colocou o boné virado para trás e falou com deboche olhando os retrovisores
- Só isso morena? Do jeito que você falou na mensagem, achei que ia me agarrar tal, chega tirando a roupa, sentando pra me mostrar o tanto de vontade, saudades.
Falei com ironia
- Ué, só eu que tenho que ir atrás? Tá com a agenda cheia aí e quer graça! Para de caô cara.
Ele disse abrindo o porta luvas
- Alaaaaa ò as idéias tortas. Isso é só porque eu não gosto, vê se você gosta aí.
Ele pegou uma sacolinha de chocolates da cacau, deu na minha mão, curiosa fui abrindo pra ver, eram trufas de licor, falei impressionada
- É sério? Licor?
Ele disse como quem não entendeu
- É, sei lá, peguei qualquer um. E aí tudo bem? Nem tive tempo de pegar no celular hoje!
Falei quase chorando abrindo uma
- Aham... E você?
Ele estava me olhando, ofereci tentando não chorar, com um nó na garganta, ele falou deitando mais o banco
- De boa. Se eu soubesse que você ia ficar triste, eu não tinha trazido. Vem aqui.
Tirei os tênis fui sentar no colo dele de lado, fiquei com os pés no banco do passageiro, respondi abrindo outra trufa
- Não tô triste, só é difícil. Complicado!
Ele estava me fazendo carinho, disse que podia imaginar, dei um pedaço na boca dele, falei deitando encolhida, encostando a cabeça no ombro dele
- Obrigada por não gostar, e por comprar por acaso, você esqueceu a nota na sacola, comprou no caminho pra cá.
Ele sorriu disse beijando minha mão
- É né?!
Não era um simples sabor ou uma trufa qualquer, aquilo me lembrava minha mãe e eu contei isso a ele, do quanto era importante para mim, tudo oque me fazia sentir a presença dela e falei também, como meu pai não gostava de nada em casa, que lembrasse ela, o modo dele me ouvir de verdade e de ter a delicadeza de me dar justamente aquilo, me tocou muito. Ficamos um pouco lá sem nem conversar, eu já ganhei a semana toda só de ver ele. Depois de quase uma hora ele me levou embora, agradeci pela trufa, ele falou que precisava de pontos extras comigo, porque no fim de semana ele tinha uma viagem de trabalho, achei legal da parte dele em me dar " satisfação ", mais não gostei porque não confiava nele, era como se eu soubesse que ele não estava dizendo a verdade, me despedi com um abraço muito apertado.
Ele ficou fora o fim de semana inteiro, conversamos uma vez só, eu não sai pra lugar nenhum, fiquei pensativa insegura, criando paranóias, mais como estava caidinha por ele procurei não me apegar a elas.
Ele voltou e avisou, disse que queria me ver, deu certo só dias depois, marquei em um dia que meu ia trabalhar, fui depois da aula, ele me pegou perto da faculdade, nos beijamos assim que entrei no carro, ele me levou conhecer o Studio dele, entrou abraçado beijando cheio de graça, me fiz de difícil, só imaginando que ia dar logo, matar as saudades, ele se ofereceu pra fazer uma tatuagem em mim, comecei escolher meio sem coragem, aceitei a sugestão dele de fazer uma estrela no bumbum, era uma loucura, porque fiz escondido do meu pai, e se ele soubesse ia me dar uma surra, também né, policial super careta conservador e preconceituoso, minha faculdade foi mais escolha dele do que minha, eu só queria a aprovação dele, mais quando via qualquer sinal de correção ou desprezo, que eu julgava errado, logo eu ia aprontar pra compensar o meu esforço perdido e ele me queria como um exemplo, sempre quis.
Fiquei de calcinha pra fazer a tatuagem, falei pra ele antes de começar
- Você sempre faz isso? Deixa mulheres de calcinha aqui.
Ele disse rindo
- Eu não, aqui não. Mais se você quiser pode tirar ela, só que aí eu não me responsabilizo pelo meu lado profissional.
Assim que ele acabou, passou pomada tirou foto, falei de forma provocativa levantando
- Pode se sentar e toma cuidado com as suas mãos bobas.
Ele estava arrumando as coisas, disse com cara de quem queria aprontar
- Porque? Quer que eu sente?
Falei tirando a roupa toda
- Porque eu vou sentar em você e eu já tô muito excitada só de imaginar.
Ele se aproximou me beijou, falou eufórico tirando a roupa dele
- Que isso em morena, assim você me quebra! Crlh Angel.
O coloquei na cadeira, encostei ela na mesa, sentei no colo dele, começamos nos beijar, ele falou carinhoso me olhando nos olhos enquanto acariciava meu cabelo e minhas costas
- Você é maluca né?! Com você não tem tempo ruim!
Falei com vergonha
- Na verdade tem, só que você ainda não precisa ver esse meu lado.
Ele perguntou curioso, oque eu escondia de tão vergonhoso, falei que nada demais, voltamos nos beijar, fiquei pensativa imaginando o que ele ia pensar de mim se soubesse que eu era depressiva, e tomava remédios, e sobre as crises de ansiedade e pânico então, sem cogitação contar aquilo tudo.
Acabei me distraindo com as minhas paranóias, enquanto ele beijava meu pescoço chupava meus s.e.i.o.s, ele percebeu que eu estava distante, falou parando com tudo
- Oww que foi?
Falei que não era nada, o beijei sutilmente, ele foi me abraçando cada vez mais forte, coloquei a cabeça em seu ombro, ficamos em silêncio só ouvindo sentindo a respiração um do outro, sem roupas, fui beijando seu pescoço, falei baixinho no ouvido dele
- Quero você dentro de mim! Por favor?!
Ele ficou fazendo contato visual e fez oque eu pedi, voltou me abraçar e disse que eu não precisava fazer nada, se não quisesse mais, eu estava até então sem me mexer, comecei rebolar lentamente o sentindo cada vez mais dentro de mim, falei olhando em seus olhos
- Com você eu sempre quero!
A gente se conectava intimamente, de uma maneira que eu nunca havia sentido antes, não era só s.e.x.o ou t.e.s.ã.o, era mais que isso, eu sentia e não tinha mais controle ou pudor algum, quando ele me tocava, por menor que fosse esse contato, eu era inteiramente dele desde o nosso primeiro beijo e ele sabia disso, porque podia sentir.
Depois de muito tempo beijando se namorando, ele falou que tinha um compromisso e que a gente precisava acabar logo, falei que era pra ele acabar e que eu não ia conseguir, a verdade é que eu tinha tomado remédio certinho, os meus controlados e isso me deixava diferente, ele me pediu pra levantar, por favor, educado como sempre, me levou pela mão até a mesa, me colocou deitada de bruços e falou que ia me fazer g.o.z.a.r falei que tudo bem, ele já sabia quais eram meus pontos fracos, chegamos ao clímax juntos, ele me encheu de beijos, disse que não podia desmarcar o compromisso, e que ia me dar mais atenção assim que fosse possível, falei que tudo bem, fui no banheiro me trocar e ouvi ele falando no celular, eu não pude entender oque era, mais achei ele nervoso irritado, ele disse que não ia poder me levar, deu dinheiro pra eu pegar um carro de aplicativo, quando fomos nos despedir, ele me beijou na calçada e falou que ia me ligar, depois a noite me mandou mensagem, perguntou se eu estava de boa, só vi no dia seguinte cedo e respondi, falei que estava tudo bem, dias depois ele me chamou pra ir no Studio, foi uma semana em que eu não estava bem, meu pai estava brigando comigo me humilhando por causa das minhas notas, jogando sempre na minha cara tudo o que me dava, falei para o Guto que eu estava de TPM e que tinha provas, ele disse que não tinha nada a ver que eu podia ir assim mesmo, me chamou pra sair a noite ir em outra cidade, estava tendo um festival de churros e eu amava, acabei aceitando o convite, meu pai tinha ido na missa naquela noite, esperei ele sair e me troquei as pressas, coloquei uma saia preta curta, croped preto, fiz uma maquiagem básica, coloquei salto alto, ele me pegou na rua de trás, assim que entrei no carro ele me deu um selinho, falou animado
- E aí morena, tudo bom? Foi difícil te encontrar em, achei que não ia mais querer sair comigo!
Falei sem jeito
- Tudo indo e aí? Me ofereceu comida, eu tive que aceitar!
Ele respondeu rindo
- Eu sempre quero te comer, já te falei isso.
Sorri sem jeito, ele estava dirigindo, segurou minha mão carinhoso, disse que estava brincando, não muito, mais que sentiu minha falta, falei fazendo carinho
- Desculpa, eu estava com a cabeça cheia por causa da faculdade e umas coisas em casa. Também achei que você não ia querer mais!
Ele disse que só queria aproveitar a nossa noite, perguntou se eu estava afim de uma coisa diferente, falei curiosa pensando em besteira
- Acho que sim, me fala, oque é?
Ele fez suspense cheio de graça, começou cantar uma música que falava sobre sexta feira, fomos conversando sobre as leis, eu expliquei várias " entrelinhas " pra ele, todo entretido ele fez várias perguntas, disse que nunca quis estudar, que o negócio dele era viver da arte, fomos no festival do churros, assim que descemos do carro ele se aproximou e me beijou muito, falei abraçada que queria o churros, ele respondeu
- É, eu tô ligado que você quer. Bora lá, a noite só tá começando! Vai dormir comigo né?
Falei que não podia dormir fora, fomos caminhando de mãos dadas, enquanto estávamos na fila, ele falou sério
- Eu fiz alguma coisa pra você? É que aquele dia no Studio, você ficou diferente e eu não sei. Passou pela minha cabeça que talvez, eu não te tratei bem. Angel, pode falar, se eu te fiz alguma coisa pra você ficar assim e não querer mais dormir comigo, ficar me evitando.
Super constrangida falei que não tinha nada a ver, sem acreditar ele respondeu irônico
- Ahhh beleza, então. Vai querer do que?
Fizemos o pedido ficamos quietos, quando pegamos ofereci o meu, ele não quis, falei apreensiva
- Meu pai anda pegando no meu pé. Não é nada com você!
Ele falou irônico " aham " super chateada respirei fundo, tentando não chorar, comecei falar nervosa
- Guto desde que minha mãe se foi, eu não sou mais a mesma e eu tenho fases, tá bom?! Não quero que você veja algumas delas e esses dias eu não estava bem, foi isso o que aconteceu.
