Capítulo 13

Mas como uma mulher fraca como ela poderia lutar contra a paixão e o corpo poderoso de Hansen? Tudo o que Hansen queria era possuí-la.

Ela jogou seu trunfo, em pânico: "Você não está apaixonado por Aria, Hansen Richards? Não vai se casar com ela? Como pode fazer isso?"

Hansen congelou e parou de passar a mão por seu corpo. Voltou a si e ergueu os olhos cheios de desejo.

Nesse momento, um celular tocou.

Hansen soltou Jenna e se levantou. Pegou o celular do bolso da calça e franziu a testa quando viu o nome de Aria na tela.

"Onde você está, Hans?" Havia um traço de dor na voz doce e açucarada de Aria.

"Qual o problema? Aria."

"Hans, meu estômago dói. Dói muito." Aria chorou de dor: "Quero ver você, Hansen. Não me abandone."

Aria implorou, ofegando baixinho.

Hansen fez uma cara estranha. Ele se lembrou de uma cena de três anos atrás, quando Aria ficou acordada a noite toda com ele em seu escritório para encontrar um jeito de salvar o Grupo Richards.

Foi quando começaram as dores de estômago. Ele nunca se esqueceria de como a dor excruciante a atormentava, e como ela se agarrou a ele gritando, pálida. A memória ficou gravada nele para sempre, e o sobrecarregava de culpa sempre que se lembrava. Por isso ele era tão tolerante com tudo que Aria fazia.

"Aria, deite-se, não se mexa, estarei aí em breve." Hansen voltou a si. Vestiu sua camiseta enquanto a consolava e ia voltar correndo para o clube.

Assim que ele deu um passo, considerou. Olhou para a mulher deitada no banco do carro e se sentiu frustrado.

Jenna estava deitada de lado no banco do carro como um gatinho ferido. Suas roupas estavam amarrotadas, e seu rosto crispado de dor. Seus longos cílios a faziam parecer ainda mais frágil.

O coração de Hansen bateu descompassado, deixando-o confuso.

Essa maldita precisa parar de bancar a vítima. Ele sabia que ela estava fazendo aquilo para ganhar a atenção dos homens.

Parecia pura e adorável por fora, mas no fundo, era mais astuta e falsa do que todos ao seu redor!

Algo mudou nos olhos de Hansen. Depois de hesitar um pouco, ele partiu em direção ao clube.

Jenna chorou. Seu rosto estava branco como papel. Um sorriso belo, mas triste, surgiu enquanto ela ouvia os passos de Hansen ficando cada vez mais distantes.

A verdade era que Aria era o único amor da vida de Hansen. Sempre foi, sempre será. Ela não passava alguém que tinha sido abandonada por ele. Mesmo por um momento ela se atreveu a sonhar que o que ele fez aquela noite significava que ele ainda se importava com ela, pelo menos um pouco.

Ela estava errada.

Ele saiu quando atendeu a ligação de Aria.

Quando ela ia aprender a deixar de lado aquelas fantasias ridículas?

Jenna se forçou a se levantar e ajeitou suas roupas. Cambaleou em direção à rua para chamar um táxi e fugir dali.

Aria estava enrolada em um banco no primeiro andar do clube. Seus lábios estavam pálidos, e suas mãos cobriam o estômago.

Minnie estava agachada ao lado dela. Quando viu Hansen correndo em direção a eles, exclamou: "Srta. McAdams, o Sr. Richards está aqui!"

Aria ficou satisfeita, mas apenas grunhiu baixinho. A decepção em seu rosto era maior que a agonia. Ela queria que Jenna fosse ridicularizada naquela noite, mas a última coisa que ela esperava era que Rayan aparecesse do nada.

Um jovem tão bonito e bem sucedido como Rayan foi até ali para encontrar Jenna e enchê-la de carinho? Jenna conseguiu se exibir e colocou uma pressão enorme em Aria. Parece que não seria tão fácil se livrar de dela.

Era impressionante que dois dos homens mais cobiçados do mundo fossem lutar por ela.

Aria sentiu seu coração partir quando Hansen olhou furioso para Rayan. Por que ele agiria assim por outra mulher? Hansen havia mudado de ideia? Ele tinha se apaixonou por Jenna?

Hansen a havia deixado para trás e saído com Jenna em seus braços. Ele a ignorou, como se ela nem existisse.

Ela o perseguiu escada abaixo, furiosa. Quando viu o Hummer reformado balançando, todo o sangue em seu corpo congelou. Ela foi à loucura e seu estômago se revirou.

Mas Hansen correu assim que ela o chamou. Aria recobrou um pouco da cor e seus lábios se curvavam em um sorriso presunçoso.

Ele a amava muito. Ele correu assim que soube que ela estava com dor de estômago. Ela sabia que Hansen não podia ser tão insensível, ela o conhecia melhor do que ninguém!

"Você está bem, Aria? Quanto dói?" Hansen podia ver de longe que Aria estava encolhida no banco de ferro frio no primeiro andar do clube. Ela estava com as duas mãos na barriga. O peito de Hansen se apertou ao vê-la, e ele se sentiu culpado. Correu para ela e a abraçou.

Com lágrimas nos olhos e dor estampada no rosto, Aria envolveu as mãos ao redor da cintura de Hansen e enterrou o rosto em seus braços. "Hansen, estou implorando, por favor, não me abandone. Meu estômago está doendo muito."

"Claro, eu nunca vou deixar você." Hansen acariciou a cabeça dela se levantou com ela no colo. "Vamos para o hospital agora."

"Por que você foi com aquela mulher e me deixou aqui sozinha, Hans? Ela é uma súcubo, até Rayan foi seduzido e manipulado por ela. Você não sabe do que ela é capaz, não mexa com ela." Aria virou seu rosto pálido e triste e encarou Hansen com uma expressão de partir o coração.

Hansen tremeu e a abraçou forte. Disse, um pouco envergonhado: "Eu não posso deixar os outros acreditarem que eu maltrato meus empregados."

Aquilo era verdade?

Aria se sentiu amargurada, mas não queria dizer mais nada. Ela o abraçou com força, como se estivesse com medo de que ele fugisse.

Hansen olhou para Minnie, que parecia perdida, então disse suavemente: "Sua prima machucou a mão. Leve-a para o hospital."

Depois disso, levou Aria embora.

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