Capítulo 48
Hansen fumou seu charuto enquanto olhava para Jenna com a cabeça inclinada, indiferente ao seu rosto sorridente.
Será que ele tinha enlouquecido depois de alguns dias normais?
Ela tossiu e limpou a garganta. Olhou nos olhos dele enquanto tentava determinar se ele estava olhando para ela. Algo não parecia certo. "Você não vai voltar atrás, não é? Eu já finalizei o manuscrito. Não vou deixar mais ninguém interferir em meus projetos."
Ela balançou as mãos na frente de seus olhos.
Nos últimos dias, ela descobriu algo sobre Hansen. Ele raramente fumava. Sempre que fumava, era provável que estivesse com problemas. Que problema ele havia encontrou naquele dia? Devia ter algo a ver com ela, já que ele estava em seu escritório.
Jenna pensou que Aria devia ter ido até Hansen e reclamado dela. Ele deve ter vindo aqui para defender sua amada mulher!
Jenna estremeceu. Ela não gostava quando Hansen estava bravo. Ela se levantou e estava pronta para escapar.
Hansen refutou Aria na frente de todos no Centro de Convenções e apoiou Jenna. Agora, as pessoas na empresa estavam dizendo que Hansen ainda gostava de sua ex-mulher e que Aria ia perdê-lo.
Aria estava com tanta raiva que chorou muito.
Aria deixaria Jenna escapar?
Jenna arrumou suas coisas e viu que Hansen ainda estava olhando para ela. Ela não conseguia descobrir o que estava passando pela cabeça dele.
Ela decidiu que se Hansen quisesse entregar seus designs para Aria para promovê-los, ela estava pronta para destruí-los. Ela não deixaria seu trabalho duro ser desperdiçado daquela forma.
"Pare." Bem quando Jenna ia sair do escritório, Hansen a deteve. Caminhou em direção a ela e estendeu a mão para agarrá-la. Com um pequeno puxão, Jenna caiu em seus braços.
Ele largou o charuto e tocou o rosto dela. Ele sorriu maldosamente, "Não se preocupe, como eu poderia voltar atrás na minha palavra? Venha comigo, quero te levar para jantar."
"Jantar?" Jenna se soltou de seus braços, confusa. Ela não acreditava que ele só quisesse jantar depois de ficar olhando para ela por tanto tempo.
"Claro, o que você acha que eu quero fazer?" Ele sorriu maldosamente e olhou para o peito de Jenna. Ela estava vestindo um terno profissional. Embora não mostrasse o peito, o botão da camisa estava sobre os seios. A camisola por baixo fazia sua pele parecer branca e nevada, o que atraiu os olhos de Hansen.
Hansen engoliu em seco enquanto pensava: "Droga, como ela pode ficar tão bem em um terno profissional?"
Nos poucos anos em que estiveram casados, por que ele não percebeu a beleza que ela possuía? Ele a ignorou e agora não tirava os olhos dela. Pensando nisso, Hansen se sentiu um pouco arrependido.
Jenna revirou os olhos para ele. Se queria jantar, tinha que agir de forma tão estranha?
"Ontem você cozinhou para mim. Hoje vou retribuir o favor", ele sorriu, tentando esconder o constrangimento.
"Vamos," Hansen segurou a mão dela e saiu.
"Sr. Richards," Minnie sorriu quando viu Hansen saindo. Quando percebeu que Hansen estava segurando Jenna pela mão, ficou sem graça.
Viu Hansen arrastando Jenna para o elevador especial, que desceu diretamente para o porão. Ficou ressentida.
O boato que circulava era que Hansen ainda estava apaixonado por sua ex-mulher. Parecia que não era apenas um boato.
Luzes de néon vermelhas, amarelas e azuis se espalharam do meio da tela. As ondulações eram como as linhas de água no céu azul, sonhadoras e deslumbrantes.
As três grandes palavras, "Restaurante Céu Azul", irradiavam de longe uma luz deslumbrante.
Este era um restaurante popular na Cidade A. Muitos de seus clientes eram pessoas de sucesso. Dizia-se que as mulheres que vinham com os clientes do sexo masculino raramente eram suas esposas. As mulheres que vinham aqui eram ricas e gastavam muito dinheiro. Elas vieram aqui apenas para encontrar amor. Seria muito insultante dizer que eram amantes.
O clima no restaurante era romântico e caloroso.
Hansen entrou com Jenna e, claro, o garçom o reconheceu e o cumprimentou.
Jenna seguiu Hansen, mas estava desconfortável. Ela veio para encontrar o amor, mas o que ele pensava dela?
As luzes estavam borradas. A música tocava baixinho ao fundo.
Hansen pediu vários pratos sem sequer pedir a opinião dela.
Aquele sempre foi seu estilo, arrogante e dominador.
Jenna não era uma pessoa exigente. Ela comia qualquer coisa.
Quando os pratos foram servidos, Jenna ficou surpresa. A maioria era a comida favorita dela ou a de Hansen.
Como ele sabia qual era a comida favorita dela? Não parecia coincidência!
"Venha, beba um pouco de vinho." Hansen pediu ao garçom para abrir uma garrafa cara de vinho tinto e serviu uma taça para os dois.
O agradável jantar começou tranquilo.
Hansen era um homem cortês, gentil e atencioso. De vez em quando, ele servia a comida no prato de Jenna. As duas taças muitas vezes tilintavam, e as bochechas de Jenna estavam coradas como se tivessem sido pintadas de vinho tinto.
"Venha, abra a boca." Hansen também começou a corar e seus olhos ficaram embaçados. Ele se inclinou, abraçou Jenna e levou a comida à boca dela.
Jenna franziu a testa.
"Vamos lá, por que você não entra na brincadeira? Olhe para as outras pessoas, quem mais tem a cara fechada como a sua?" Hansen a abraçou, falando em seu ouvido.
Para um estranho, ele parecia um paquerador. Jenna ficou um pouco irritada e se sentiu desconfortável. Olhou ao redor e viu que os casais estavam se abraçando. Parecia que era a norma. Eles eram o casal estranho.
Jenna respirou fundo. Permitiu que ele a abraçasse.
Seus olhos continuavam olhando ao redor. Ela estava envergonhada.
Os casais do restaurante não atraíram sua atenção, mas de repente, uma mulher chamou sua atenção. Seus olhos estavam focados nela.
A mulher ficou ali sentada, indiferente. Seus movimentos eram calmos. A mulher apenas olhou para Jenna calmamente, e a luz em seus olhos era intrigante.
Ela era linda, mas tinha algo diferente das outras mulheres. Ela era nobre, elegante e charmosa.
Jenna não pôde deixar de olhar para ela. Em tal ambiente, ela estava sozinha, sem qualquer sinal de desconforto. Jenna não sabia se era seu jeito que a atraía, ou o fato de estar sentada sozinha. A mulher lembrava Jenna de si mesma.
De repente, um toque de tristeza em seu coração substituiu aquele sentimento estranho.
Jenna se sentiu estranha por estar ali.
Ela não deveria estar sentada como a mulher?
"O que você está pensando? Concentre-se." Hansen tocou seu rosto, insatisfeito.
Jenna revirou os olhos para ele e pegou a taça de vinho. O líquido escarlate manchou suas mãozinhas de vermelho.
"Beba." Ela levou o copo à boca dele.
"Certo," Hansen virou toda a bebida.
"Eu terminei de comer. Estou indo embora," ela disse.
"Espere um minuto." Hansen a abraçou. Ele sussurrou baixinho em seu ouvido: "Você não tem nada para me dizer?"
Jenna olhou para ele com espanto. Ela não tinha certeza do que ele estava falando. Ela balançou a cabeça e se virou para a mulher. No entanto, o assento estava vazio. A mulher tinha saído, como se nunca tivesse estado ali antes.
Jenna ficou atordoada.
Ela estava maluca? A mulher era apenas uma ilusão?
Jenna se levantou e saiu, inquieta.
Cidade A.
Enormes faixas e anúncios coloridos estavam por toda a cidade. A mídia estava promovendo o evento "Espalhe nosso amor com o carro híbrido cósmico". Foi um evento com conferência de imprensa e atividades beneficentes.
O dia havia chegado.
No auditório do primeiro andar do Centro Internacional Kinsey, havia um longo tapete vermelho que levava ao centro do palco. O palco central era o salão do automóvel. As enormes telas exibindo os designs dos carros foram montadas em todas as direções. Uma enorme mesa redonda rodeava o palco. Tudo foi configurado de acordo com o padrão internacional. Haveria uma grande recepção após a conferência de imprensa.
Era inegável que Aria tinha bom gosto. Como filha do prefeito McAdams da Cidade A, ela cresceu em um ambiente superior. Ela tinha um talento no campo da moda que poucas pessoas possuíam. Por exemplo, a decoração foi bem desenhada. Ela integrou diferentes estilos e exibiu um ar elegante, nobre e romântico para as elites. Poderia levar os convidados a assinar contratos com os organizadores.
Os convidados de hoje eram conhecidos grupos financeiros internacionais e nacionais. Foi dito que o hangar de aviões particulares da Cidade A estava lotado. Todos os meios de comunicação da cidade estavam ali!
Na sala de conferências bem iluminada, ricos comerciantes e empresários de vários países entraram do tapete vermelho, e a cena era generosa e calorosa.
Uma música melodiosa tocava.
'Deixe-Me Ir'
Para este evento, Hansen se esforçou muito. Ele queria que seu negócio se firmasse no mercado internacional.
Este era um momento crucial para o Grupo Richards se transformar a fim de ocupar um mercado maior. Ele contratou Jenna, a melhor designer, para projetar os novos carros de luxo e usou os eventos de caridade para atrair consórcios gigantes ao redor do mundo.
Se ele pudesse ganhar o favor desses consórcios e assinar os contratos, seria o primeiro passo para o mercado internacional.
