Capítulo 51

"Não é da sua conta como eu me visto. Quem você pensa que é? Por que se importa?" Ela retrucou mal-humorada.

"Você está com raiva?" Hansen bufou. Quando ele ainda estava no palco, viu a intimidade de Jenna e Rayan, que estavam conversando e rindo. Quando terminou de falar e olhou em volta, viu que ela tinha colocado um vestido sexy e estava indo para um lugar mais afastado, junto com Rayan. Ela sorria encantadoramente.

Quando ela o viu, fingiu que ele não existia, o que acendeu a raiva nele.

Felizmente, ele havia preparado esse movimento há muito tempo. Ele queria que ela desistisse!

Sua ex-mulher o ignorou, mas flertou com outro homem. Não é à toa que ela se divorciou dele assim que voltou para a Cidade A e acabou encontrando um homem que era melhor do que ele.

Ela queria deixá-lo. Ela queria uma vida feliz e pacífica, mas ele não queria que ela conseguisse isso.

O ciúme nele só aumentava. Ele a abraçou forte.

Ele não se importava de ser chamado de mesquinho. Não suportava vê-la perto de Rayan. Se ela se casasse com aquele cara, sua reputação e sua empresa seriam afetadas.

Ele reconheceu o valor dela naquele dia. O carro de luxo que ela projetou o catapultou algumas posições acima do ranking das pessoas mais ricas do mundo. Ele não queria perder aquela galinha dos ovos de ouro.

Havia um sentimento terrível em seu coração. Enquanto ele a visse com outro homem, ele se sentiria inquieto. Aquele sentimento o deixava muito desconfortável.

Quando ela usava roupas sensuais e mostrava seu decote, os homens ao seu redor enlouqueciam e a rodeavam como tubarões.

Hoje, no palco, ele a fez usar um vestido que não era decotado. No entanto, ela atraiu a atenção de todos mesmo assim. Ele podia sentir que aqueles malditos homens estavam olhando para ela e fantasiando.

Aquilo o deixou muito desconfortável.

Ele respirou fundo e baixou a voz, mas não conseguiu reprimir sua raiva. "Já lhe disse que você deveria prestar atenção no que está vestindo. Não pode usar essas roupas."

"O quê? Quem é você para decidir o que eu devo vestir?" Jenna o achou irracional. Ela disse: "Hansen, não passe dos limites. É demais. Não esqueça o que disse. Depois da coletiva de imprensa, você concordaria com o meu pedido."

Ela o contrariou e Hansen ficou ainda mais furioso.

"Não se esqueça que você ainda está na minha empresa. Cada movimento seu reflete na imagem dela. Quando se veste assim, está seduzindo os homens e desonrando a empresa." Ele falava de forma arrogante, segurando-a com mais força.

Ele passou os braços ao redor do peito dela. Embora estivesse escurecendo, ainda havia muitas pessoas olhando para eles. Jenna estava envergonhada e com raiva.

Seu vestido era apenas um pouco revelador, mas ele tentava encontrar defeitos nela. Até usou os regulamentos da empresa para repreendê-la.

Mas e Aria? Ela estava usando um vestido sexy. Suas roupas íntimas quase podiam ser vistas, mas Jenna não o viu reclamando dela. Que injusto!

Jenna abaixou a cabeça e mordeu com força a mão que agarrava seu peito. Aproveitou o momento em que Hansen estava com dor, para se libertar e correu para fora.

Ele era tão odioso. Ela ia deixar aquele lugar e o Grupo Richards por completo.

Como já havia decidido deixar os dois carros para lá, não pretendia mais continuar. Além disso, ela havia projetado com sucesso os carros que ele queria. Havia cumprido seu dever.

Não fazia sentido continuar ali.

Ela correu até a Mansão Collier.

Começou a arrumar suas coisas. Suas roupas não estavam ali; tudo o que restava aqui eram as que Hansen havia ordenado que costurassem para ela. Ela não as queria.

A coisa mais importante era seu laptop de trabalho e alguns desenhos importantes. Ela queria sair durante a noite e nunca mais voltar.

Houve uma batida forte na porta.

Hansen correu exasperado.

"O que está fazendo?" Ficou pálido quando viu a bolsa do laptop na mão dela.

"Estou indo para casa. Eu me demito. Não trabalho mais para você." Jenna não olhou para ele. Ela se endireitou e gritou alto.

Ela queria desistir e ir embora? Ele a deixaria ir assim?

Um sorriso maligno apareceu no rosto dele. Revirou os olhos e perguntou ferozmente: "Eu concordei com isso?"

O quê? Ele não disse que concordaria com os pedidos dela? Como ousava tentar agir como um idiota agora? Jenna não era estúpida, e ela disse com raiva:

"Hansen, não se esqueça que foi você quem me fez a promessa naquele dia. Depois da coletiva de imprensa, você concordaria com o meu pedido e me deixaria ir embora."

Ela argumentou e seu rosto ficou vermelho.

"Eu prometi deixar você ir? Pense nisso, eu só concordei com um pedido." Hansen riu alto. Jenna viu o sorriso maligno em seus olhos e ficou com raiva. No entanto, depois de pensar por um tempo, percebeu que ele tinha razão e ficou atordoada.

Hansen ficou feliz!

Na verdade, ele quis dizer isso quando falou com Jenna naquele dia. Naquela época, ele também imaginava que eles deveriam ficar separados. Seria ruim continuarem juntos.

No entanto, ele não gostou de como Jenna quis deixá-lo com tanta pressa. Portanto, voltou atrás em suas palavras.

"Seu malvado, mal, sem vergonha, cretino." Depois de muito tempo, Jenna voltou a si e percebeu que havia sido enganada, então esbravejou.

Ela não esperava que Hansen voltasse atrás. Embora não tenham dito naquele dia, ambos sabiam o que queriam dizer. Mas hoje, ele distorceu suas palavras como queria.

Hansen sorriu e não se importou com as críticas de Jenna.

"Diga-me, o que você quiser, eu vou satisfazê-la esta noite." Ele pegou a bolsa do laptop na mão dela e a jogou no sofá. Então ele sentou-se atrás dela e perguntou.

Jenna estava cuspindo fogo. Se pudesse queimá-lo, ela tinha certeza de que Hansen se transformaria em cinzas naquele instante.

"E se eu te pedisse para morrer?" Ela cerrou os dentes e disse.

No entanto, assim que disse isso, também ficou atordoada. Como poderia dizer palavras tão cruéis? Ela falou sem pensar.

Hansen sentiu calafrio. Encarou-a e perguntou incrédulo: "Como você ousa me amaldiçoar? Você quer que eu morra? Desde quando você é tão cruel?"

Jenna ficou sem palavras, e sua mente ficou mais clara.

"Você é um desavergonhado, por voltar atrás em sua palavra." Ela deu um suspiro de frustração e caiu no sofá, pálida.

"Eu não prometi nada a você. Só disse que lhe concederia um pedido como recompensa. Não se esqueça de que assinou um contrato de um ano comigo." Ele estava desanimado e sentiu que não era franco o suficiente. "Você também prometeu ir ao aniversário da vovó."

"Sim, eu vou te ver no aniversário da vovó, eu nunca quebro minhas promessas", ela respondeu, irritada.

"Então vamos falar sobre isso depois do aniversário da vovó. Eu prometo que atenderia a um de seus pedidos. É melhor pensar no que quer e me dizer. Eu farei, com certeza", ele disse e saiu. Para evitar que ela voltasse atrás em sua palavra, levou a bolsa do laptop.

Jenna queria chorar, mas não podia. Ela se sentou no sofá, brava. A cena de Hansen abraçando Aria continuava em sua mente. Ela sentiu o coração doer. O que diabos ele queria fazendo aquilo?

Como ele poderia ser tão gentil a ponto de concordar com o pedido dela? A última vez que ele a convidou para jantar, agiu de forma íntima na mesa de jantar. Acontece que ele só queria mostrar para a noiva de Rayan para que ela pudesse fazer papel de boba.

Ela não acreditava mais em sua suposta bondade.

Entrou no banheiro e tomou um banho. Ainda fumegando de raiva, foi para a cama cedo.

Ela estava dormindo profundamente quando ouviu uma risada suave ao seu lado. Assustou-se.

Atordoada, abriu os olhos e viu Hansen entrando com o rosto vermelho e o corpo cheirando a álcool. Ele se inclinou e olhou para ela.

"Ei, você está no quarto errado," Jenna estava tão assustada que se sentou e gritou.

A luz era tão fraca que Hansen mal conseguia ver a cor do pijama de seda de Jenna. Ele só podia ver sua pele branca como a neve, bochechas rosadas e olhos sonolentos. Sua boca estava aberta em choque.

"Esta é minha casa. Como posso ir para o quarto errado?" Hansen arrotou e sorriu.

Ele estava bêbado e seus olhos estavam embaçados. Seu rosto não era tão dominador como de costume. Até suas sobrancelhas estavam relaxadas. Ele riu e inclinou a cabeça para olhar para Jenna. Parecia uma criança travessa.

No entanto, naquele momento, Jenna não pensava daquela forma. Ela podia até sentir o cheiro do perigo em seu corpo. Ela tinha experimentado seu gênio incomum. Ela gritou: "Hansen, você está no quarto errado. Por favor, saia daqui."

No entanto, Hansen não ouviu. Ele deitou na cama e rolou em direção a Jenna.

Jenna estava tão assustada que se levantou da cama e ficou no chão.

"Ei, bêbado, saia da cama." Jenna não conseguia saber o quanto ele tinha bebido, mas vendo o como ele estava, ela não podia deixar de ficar com raiva e ansiosa. Ela gritou com ele.

"Jenna, venha aqui. Eu tenho algo a dizer." Hansen rolou e tentou abraçá-la, mas ela não estava lá. Ele ficou desapontado, acenou com a mão ela: "Não se preocupe, eu não estou bêbado."

Sóbrio? Ele achava que ela era burra? Uma pessoa bêbada nunca admitiria que estava bêbada. Sua língua estava amarrada e seus membros estavam fora de controle. Ele estava bêbado. Quem no mundo acreditaria que ele não estava?

Ela ficou olhando para ele, mal-humorada.

"Quem disse para beber tanto? Você só vai acabar com seu corpo se ficar bêbado. Sabia?" Ela perguntou, aflita, seu rosto corou. Ele sempre foi um cavalheiro. Devia estar agindo daquela forma porque estava sob efeito de álcool!

"Você está preocupada comigo?" Hansen não estava tão bêbado. Ele sorriu quando perguntou.

"Quem está preocupada com você? Vá embora, vou dormir." Quando Jenna percebeu que havia falado demais, ficou ansiosa. Ela temia um mal-entendido, então o incitou a sair.

Hansen estreitou os olhos para o olhar envergonhado e ansioso dela. Ela estava muito fofa. Seu rosto terno e rosado era lindo e encantador. Ele não pôde deixar de ficar atordoado. Ela se parecia com a garota em seus sonhos.

"Eu só quero falar com você. Venha aqui." Ele disse enquanto acenava com as mãos, implorando para ela se aproximar.

Jenna olhou para ele pelo canto dos olhos. Ele não parecia dominador e contundente. Até estava fofo, e o estranho era ele estar implorando a ela. Ela ficou surpresa e se sentiu ridícula. Disse, com uma cara séria: "Não tenho nada para lhe dizer. Vá dormir. Temos que ir trabalhar amanhã cedo. Está ficando tarde."

“Não, Jenna, você não precisa ir trabalhar amanhã. Não tem nada para fazer por enquanto." Hansen estava bêbado e seus olhos estavam embaçados. Respirava com dificuldade e suas palavras estavam se tornando incoerentes, "Eu vou te levar para viajar por alguns dias para relaxar, está bem?"

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