Capítulo 56

"Jenna, você está procurando lugar para ficar?" Norton disse com um sorriso.

Jenna se virou, assustada: "Você está me seguindo?"

Naquela manhã, ela tinha ido a várias agências imobiliárias.

Uma pitada de felicidade brilhou no rosto de Norton. Se ela pudesse sair da Mansão Collier, seria ótimo.

Ela pretendia se mudar e isso provava que ela não amava mais Hansen, o que o deixou em êxtase.

"Jenna, você não precisa procurar mais. Eu tenho um apartamento na Cidade Maden. Você pode ficar lá!" Sua voz estava cheia de expectativa.

Jenna ficou atordoada por um momento e zombou: "Norton, eu disse que nunca mais vamos nos cruzar. Acha que eu vou ficar no seu apartamento?"

"Você acha que meu apartamento não é tão bom quanto o de Hansen? Ou acha que eu não sou tão rico quanto ele e não serei capaz de satisfazer seu apetite?" Seu rosto se contraiu e ele rangeu os dentes.

Jenna o achou assustador. Não era o rosto dele que a horrorizava, mas sua mentalidade distorcida. Um homem tão pervertido era perturbador!

Ela não queria mais ficar ali. Ela só queria ir embora. Um homem assim só lhe daria pesadelos.

"Deixe-me dizer-lhe, eu não vou deixar você escapar. Eu quero que você volte para os meus braços, bem obediente." Como se tivesse lido sua mente, Norton disse, com um tom cruel, o que fez Jenna se arrepiar.

"Então por que não tenta?" Uma voz autoritária e fria disse por trás dele.

Era uma voz fria, mas Jenna ainda sentia seu calor e virou a cabeça, surpresa.

Hansen estava encostado em um poste. Vestia uma camiseta e uma calça jeans. Um raio de sol o iluminava e ele parecia deslumbrante.

"Hansen." Jenna sussurrou e pensou: "Por que ele está aqui?"

Hansen brincou com as chaves do carro na mão, com um sorriso enigmático. Segurou Jenna, mas seus olhos estavam fixos em Norton.

Jenna caminhou em direção a ele sem hesitação. Naquele momento, ela se sentia muito mais à vontade com ele ao seu lado. Norton sempre temeu a Hansen. Se ele estivesse por perto, ela estaria segura.

"Norton, tente se puder", disse Hansen, com firmeza. Norton inconscientemente encolheu o pescoço e ficou pálido!

Seus olhos transpareciam frustração e desespero.

Hansen sorriu, envolveu a cintura de Jenna. Com um leve puxão, Jenna caiu em seus braços.

Seus dedos seguraram o queixo dela para fazê-la olhar para ele.

Jenna estava piscando e olhando para ele com uma pitada de ansiedade, segurando suas roupas com força e se perguntando o que ele estava fazendo! Mesmo com medo de Norton, isso não significava que Hansen pudesse fazer o que quisesse.

Hansen sorriu e segurou sua cintura. Seus lábios de repente estavam sobre os dela, mordendo de um jeito selvagem e desenfreado.

Jenna ficou pálida, pois não conseguia escapar do abraço de Hansen.

Eles estavam no campus universitário e Norton os observava.

Ele não se importava com mais ninguém e a beijou sem hesitação.

Seu coração batia rápido, e ela ficou com os olhos bem abertos.

"Coopere comigo", sussurrou Hansen em sua orelha. Embora não concordasse com o que Hansen estava fazendo, sem dúvida a melhor maneira de fazer um homem desistir era mostrar que havia se apaixonado por outra pessoa.

Passou os braços em volta da cintura dele e correspondeu ao seu beijo.

"Ela é minha mulher. Mesmo que eu não a queira, não pode levá-la. Lembre-se disso." Depois do beijo, Hansen soltou Jenna e olhou para o rosto atordoado de Norton. Ele deu um sorriso sedutor. As palavras de sua boca davam calafrios em qualquer um.

Ele carregou Jenna nos braços e caminhou em direção ao Hummer.

"Legal!" Alguns alunos que estavam assistindo bateram palmas e aplaudiram. Algumas pessoas pegaram seus celulares e começaram a gravar. A multidão se exaltou.

Era a primeira vez que Hansen a beijava em público, e também a primeira vez que ele dizia que ela era sua mulher.

Embora Jenna soubesse disso, sabia que não significava nada além de teatro para deter Norton. No entanto, ele disse aquilo na frente de todos. Embora a declaração não fosse perfeita, ainda fazia Jenna sentir seu coração se aquecer.

Em algum momento, Norton já havia partido, decepcionado!

Hansen fechou a janela e ligou o ar-condicionado. As pessoas do lado de fora não podiam mais ver o que estava acontecendo lá dentro, e os espectadores iam saindo.

"Você é uma promíscua. Demorou tão pouco para seduzir outro homem! Eu já avisei para não se envolver com meu primo, mas você não escuta. Que sem-vergonha!" Hansen não ouviu toda a conversa enquanto estava no carro. Quando viu que Norton não estava normal e parecia estar ameaçando Jenna, temeu que ele abusasse dela, então saiu do carro. Embora estivesse intrigado, ainda tinha uma língua afiada.

"Hansen, por que sempre tem que me humilhar?" As palavras de Hansen acordaram Jenna de seu devaneio. Ela chorava e exclamou com raiva.

"Eu estou errado? Sua adúltera. Você até veio aqui para um encontro. Você acha que ninguém sabe as coisas escandalosas que você fez no passado." Hansen zombou.

Jenna estava pálida e ela estava estupefata, "Coisas escandalosas? O que quer dizer? Que escândalo cometemos antes?"

"Humpf!" Hansen bufou e disse: "Apenas admita que fez. Por que finge estar ofendida?"

Jenna não aguentava mais. Ela apontou o dedo para Hansen com os olhos bem abertos, dizendo: "Hansen, seja claro. O que eu fiz? O que você sabe sobre isso?"

"Esqueça. Eu vou te dar alguma dignidade. Sabemos muito bem do que se trata." Hansen acendeu um charuto, respirou fundo e depois exalou. A fumaça encheu o ar do carro.

Jenna estava exasperada e perplexa. Ela não aguentava mais nada daquilo

"Hansen, seja claro. Caso contrário, eu não vou deixar você escapar. Eu nunca vou permitir que me insulte assim. De fato, não há uma pessoa boa na família Richards," Jenna estava vermelha, à beira de perder a cabeça. Ela bateu a mão no banco e gritou com Hansen.

"Basta", Hansen gritou, "Que direito você tem de caluniar minha família? Por que não se olha no espelho?"

Jenna xingou a família Richards. Hansen ficou furioso!

"Que calúnia? Os membros de sua família são todos uns abusadores." Jenna começou a chorar ao se lembrar de ter sido humilhada por aquele cretino do Norton, no segundo ano. Ela sofreu com pesadelos por vários anos e agora era humilhada pelo idiota do Hansen. Ela não conseguia mais conter as lágrimas.

"Você disse que os membros da minha família abusaram de você?" Hansen virou a cabeça e disse com raiva: "Depois do que você fez com a família Richards, você se atreve a dizer que minha família abusou de você?"

"Hansen, você é um bastardo, assim como Norton. Eu estava cega." Os olhos de Jenna estavam cheios de lágrimas e ela tremia: "Durante meu segundo ano, bem neste lugar, Norton se escondeu no escuro e me arrastou até aqui para me agredir. Se não fosse o homem que me salvou, minha virgindade estaria arruinada. Eu não sabia quem era o homem que me sequestrou até que ele mesmo admitiu, agora há pouco. Só então eu soube que era Norton. Isso não é abuso? Ele não é um sem-vergonha? Por anos, tive pesadelos só de pensar naquele homem."

Enquanto Jenna falava, chorava e tremia.

"O quê? Norton trouxe você aqui à força? Você não fez isso de boa vontade?" Hansen perguntou, incrédulo. Estava escuro e ele não podia ver seus rostos. Ele viu as mãos de Norton sobre o corpo dela. Ele achava que os alunos da universidade tinham a mente muito aberta. Contanto que fizessem de boa vontade, tudo bem. Se a mulher não queria, por que não gritou?

Quando Jenna disse a ele que Norton a havia forçado, é claro, ele não acreditou.

"Claro, não importa quão barata eu seja, não vou ficar com alguém como Norton. Nunca gostei dele. Ele é desprezível. Naquele ano eu saí com Hannah e percebi que esqueci a bolsa. Corri de volta para o dormitório, mas Norton estava escondido atrás da pedra quando eu passei. Ele correu e me pegou à força. Amarrou minhas mãos atrás das costas e me carregou aqui com intenções maliciosas", Jenna ainda sentia medo quando pensava naquela noite horrível.

"Não minta para mim. Você não é criança. Você não sabia gritar por socorro?" Hansen zombou, pensando que a mulher na frente dele era muito boa em inventar histórias.

"Ele colocou um pedaço de pano na minha boca. Como eu poderia gritar por socorro?" O rosto de Jenna estava pálido, e seus olhos ainda estavam cheios de medo.

Hansen ficou atordoado. Apagou o charuto e olhou para ela, tentando decifrar o que ela pensava através do olhar.

Se era verdade, Norton não havia tirado a virgindade dela. Então, quem fez isso?

Suas pupilas se contraíram e seus olhos se estreitaram.

"Se for verdade, por que você não o denunciou?" ele perguntou.

"Você acha que eu não queria?" Jenna zombou: "Mas eu nem sabia quem era. Você acha que faria bem à minha reputação se eu falasse sobre isso? Só me lembro do cheiro da colônia. Por muitos anos, fui atrás, mas descobri que era uma colônia feita sob medida na França. As pessoas comuns não podiam comprá-la. Quando senti o cheiro desse perfume no estacionamento naquele dia, suspeitei dele. Vim aqui hoje só para passear, mas não esperava encontrá-lo aqui. Ele mesmo admitiu. Se não acredita em mim, pode perguntar a ele.

O rosto de Hansen estava cada vez mais sombrio, como se ele estivesse preso em algumas lembranças.

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