Capítulo 67

"Você..." Norton estava irritado e furioso. Seu rosto estava lívido.

"Humpf!" Aria bufou e disse: "Norton, pessoas como você não têm o direito de não gostar de mim. Não pense que não sei o que você fez. Eu sei muito bem."

Norton enrijeceu e sua expressão mudou. "O que quer dizer?"

Aria tirou a mão do ombro dele e se sentou. Ela disse, com um sorriso: "Nada fica encoberto por muito tempo."

"O que está tentando dizer?" Norton exclamou, carrancudo.

"Ei, eu não disse nada. O que posso dizer? Por que está se sentindo culpado?" Aria acenou com a mão e sorriu com malícia.

"Diga-me, o que raios está fazendo aqui?" Norton ficou aliviado, mas já estava muito impaciente.

Aria tirou os óculos escuros, ergueu as sobrancelhas e sorriu de forma encantadora: "Sr. Norton, por que está tão agitado? Sente-se. Sente-se e eu vou falar. Vai ser bom para mim e para você."

Norton não teve escolha a não ser se sentar, rígido.

"Diga-me, futura cunhada", Norton zombou.

Ao ouvir a palavra "cunhada", Aria ficou pálida e parou de sorrir.

"Norton, é sério. Hansen só pode se casar comigo e eu serei sua única esposa. Você tem que me ajudar", disse Aria com firmeza, palavra por palavra, sem nenhum sorriso.

Norton ficou atordoado por um momento e disse com um sorriso sinistro: "Que estranho. Ele já se divorciou de Jenna, como você desejava, e conheceu seus pais há poucos dias. Com quem mais ele vai se casar se não for com você?"

Havia um traço de inquietação, nervosismo e raiva no rosto de Aria.

"Mas ouvi dizer que a vovó Richards só reconhecerá Jenna. Mesmo se eu me casar com Hansen, não seria reconhecida como membro da família", disse ela, com ódio e ressentimento.

"Entendo," Norton soltou um suspiro de alívio e riu. Pensou consigo mesmo: "Se uma pessoa como você fosse aceita em nossa família, seria uma vergonha. Parece que a vovó é sábia." Ele deu de ombros e disse, com indiferença: "Não é grande coisa, não é? Por que se importa com isso? Não é suficiente que você seja sua esposa? Reconhecimento como membro da família é apenas ilusão. Qual é o problema? Você não perde nada por isso."

Quando Aria viu a expressão despreocupada de Norton, ficou ansiosa.

"Não, vovó deve me reconhecer. Mesmo que eu seja a esposa legal, vou me sentir envergonhada. Sou filha do prefeito da Cidade A, mas não sou reconhecida pela família. Também vou perder o direito de herdar a Mansão Richards. Eu não posso deixar isso acontecer. Meu pai vai ficar envergonhado." Aria declarou que estava determinada a conseguir.

Norton zombou consigo mesmo. Nem ele a reconheceria como membro da família Richards, muito menos sua avó. Agora, era até incerto que Hansen se casaria com ela. Desde que Jenna voltou, Hansen parecia estar obcecado por ela e frio em relação a Aria. Apenas um tolo como Hansen concordaria em se casar com ela. Quanto a Norton, ele nem sequer consideraria tomá-la como sua concubina.

Quando Hansen olhava para Jenna, algo queimava em seu olhar. Norton também era homem. Ele sabia o que era.

"Não se precipite." Norton com desdém, "ainda cabe a uma mulher manter o coração de um homem. Não posso fazer nada sobre isso. Claro, se Hansen prometeu se casar com você, ele já está lhe dando muita cara. É melhor não abusar da sorte. Caso contrário, se você acabar sem nada, não me culpe por não avisá-lo."

"O que quer dizer?" Embora as palavras de Norton fossem desagradáveis, eram as mesmas preocupações de Aria. Ela fechou a cara.

Aria não era páreo para Jenna. Norton a desprezava ainda mais e disse com frieza: "Aria, você não deveria ser tão gananciosa."

"Norton," Aria se irritou com a atitude desdenhosa dele, "Não seja arrogante. Tínhamos um acordo. Você fica com Jenna e eu com Hansen. Nós temos que nos ajudar. Você está zombando de mim agora. Pare de fingir. Desde que Jenna voltou, Hansen obviamente se comportaria da forma como está agora. Jenna sempre amou Hansen. Você não é nada para ela. Não pense que vai se sair bem se eu não ficar com Hansen. Ele vai atrás de Jenna. No final, você vai acabar sem nada também."

Norton já esperava. Desde que viu o comportamento de Jenna em relação a ele, ele soube. No entanto, ele não iria desistir. Mesmo que tivesse que se casar com ela como concubina, ele daria um jeito para que ele fizesse tudo de bom grado. Aria estava certa. Mesmo que Jenna não amasse Hansen, ela nunca se apaixonaria por ele.

Para fazer Jenna desistir de Hansen e vir até ele de boa vontade, não seria fácil sem a ajuda de Aria. Então, ele mudou seu jeito: "Diga, o que quer de mim?"

"Norton, ouvi rumores de que vovó Richards daria a Jenna a Mansão Richards que pertencia a Hansen como herança. A vovó Richards estava pensando em dar a herança a um estranho, mas não a um Richards. Não faz sentido," Aria estreitou seus olhos e disse baixinho.

"Você sabe de muita fofoca", Norton ficou chocado. Ele nunca tinha ouvido aquilo, mas Aria, uma estranha, soube primeiro. Ela era de fato, desprezível. Aquela mulher só queria ser a jovem senhora da família Richards. Ela era mais vaidosa e possessiva do que qualquer uma. Embora Hansen fosse rico e poderoso, ela não estava disposta a desistir dos bens. Ela não era nada como Jenna. Se não fosse pelo fato de que ele a amava, preferiria Jenna como sua cunhada, pois conhecer uma mulher tão insaciável não seria bom para ele. Ele perguntou a Aria: "Então, o que quer fazer?"

"Norton, coopere comigo e me deixe ficar na Mansão Richards." Aria ordenou, sem espaço para discussão.

"Você acha que eu posso fazer isso?" Norton riu: "Meu pai não tem o direito de mudar a decisão da vovó, muito menos eu. Além disso, você está se casando com Hansen, não comigo. O que posso fazer?"

"Eu não me importo. Já que quero ser a jovem senhora da família Richards, devo morar na Mansão Richards e ser reconhecida como parte da família. Você tem que cooperar comigo. Eu vou dar um jeito." Ela se levantou e disse: "Norton, eu sei tudo que você fez. Se você não cooperar comigo, você está acabado."

Ela riu e pegou sua bolsa. Mandou um beijo para Norton e saiu do escritório.

Norton ficou chocado e em pânico. Ele ficou lá por um tempo, incapaz de pensar direito.

O que ela queria fazer? O que ela sabia sobre ele?

Aria desceu as escadas com arrogância. "Norton, não pense que pode voltar atrás." Ela vinha ao escritório de vez em quando apenas para que ele se sentisse assustado!

Ela dirigia sua Lamborghini em direção ao Centro Internacional Kinsey quando foi informada por sua secretária, Minnie, que Hansen havia retornado ao escritório. Ela não o via há vários dias, após a coletiva de imprensa. Desde que Jenna reapareceu, a paciência dele com ela estava diminuindo a cada dia. Seu olhar ardente só existia para Jenna. Mesmo quando ele estava preparando o local para a coletiva de imprensa, ele a favorecia. Ela estava muito chateada e com medo de perdê-lo.

Ela não acreditava que perderia. Ela tinha que vencer.

No escritório no 88º andar do Centro Internacional Kinsey.

"Sr. Richards, já foi resolvido", Alvin entrou no escritório e relatou.

"Bom," Hansen estava sério. "Alvin, descubra por que Jenna queria aquele carro e qual é a história por trás dele. Eu quero saber a resposta o mais rápido possível."

Por que Jenna não se importou com a própria vida e correu em direção a um carro que estava prestes a ser levado pelo rio? Hansen tinha muitas perguntas em mente. Ele agora acreditava que ela não amava dinheiro, mas carros. No entanto, não fazia sentido considerar o carro mais importante do que sua própria vida.

Suas ações eram bizarras. Hansen tinha motivos para acreditar que devia haver segredos que ele não sabia. Ele não podia mais deixar essas coisas de lado. Havia algo escondido bem debaixo de seu nariz. Além disso, tinha a ver com o Grupo Richards! Ele tinha um mau pressentimento sobre isso!

Alvin assentiu e saiu.

Assim que ele saiu, deu de cara com Aria, mas passou direto por ela.

"Hansen, quem era esse cara? Como ele pode ser tão rude?" Aria ficou muito descontente. Ela entrou, gritando com Hansen. Ele estava olhando para o computador e digitando alguma coisa.

"Aria, por que entrou sem bater na porta?" Ele fechou a cara. Aquela mulher era tão indisciplinada. Ela pensou que poderia fazer o que quisesse só porque ele confiava nela. Hansen não gostou e achou a atitude dela irritante.

"Hansen, vamos nos casar em breve. Por que temos que ser tão formais?" Aria se aproximou, colocou as mãos no pescoço dele e descansou os seios em seu corpo. Sua voz era coquete e sedutora.

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