Capítulo 7
"Parece que você está ansiosa para sair daqui." Ele olhou para ela e disse com frieza.
Ah! Jenna zombou para si. Ela nunca teria entrado naquela sala e enfrentado aquele demônio se não precisasse, não importa o quão cerimoniosamente eles a convidassem. Ela odiava estar perto do homem que havia matado seu pai. Um brilho frio tomou seus olhos, e ela sentiu uma dor em seu coração. Cerrou os dentes e não disse nada.
A excitação que crescia no coração de Hansen esfriou. Seu rosto e sua voz estavam frios. "Vou te dar dez dias para projetar cinco modelos de carros de luxo para impactar o mercado global. Um deles deve superar o Idia Moderna. Você pode fazer isso?"
Ele olhou para ela com uma expressão indecifrável e os lábios entreabertos.
Cinco modelos em dez dias? Ele a estava desafiando de propósito? Boas ideias são inspiradas na vida cotidiana, e não podiam ser criadas da noite para o dia.
Jenna sabia que tinha que cair naquela armadilha.
"Sim, eu posso." Cerrou os dentes e acrescentou: "Mas você tem que concordar com o meu pedido também."
Outro pedido? Como um subordinado ousa fazer pedidos ao chefe? Hansen ficou muito descontente. Inclinou-se sobre as almofadas, tamborilando no estofado com os dedos, seu olhar estava gelado.
Jenna não olhava para ele.
O Grupo Whalen Ultramar era o maior concorrente do Grupo Richards na globalização de produtos. O Grupo Whalen havia se tornado mais poderoso que o Grupo Richards no mercado global graças à extrema popularidade do Idia Moderna, projetado por Jenna. Mas o famoso e ambicioso Grupo Richards não iria recuar por causa daquilo.
A coletiva de imprensa era uma tentativa de desafiar o Grupo Whalen. Até onde ela sabia, o Grupo Richards não tinha nenhum modelo de carro espetacular que pudesse conquistar o mercado global naquele momento.
Ela não estava nem um pouco preocupada que Hansen recusasse!
"Há dois carros de luxo Panika de edição limitada fabricados no exterior pela família Richards na Cidade A. Eu os quero." Ela disse sem perder o ritmo, mas com o olhar fixo no rosto dele, determinada a analisar todas as suas expressões.
Se o que aconteceu com o pai dela realmente tinha algo a ver com ele, não havia como ele esconder sem ficar pelo menos um pouco perturbado.
O olhar de Hansen era calmo, mas suas pupilas se contraíram um pouco. Ele se inclinou para frente e cerrou os punhos. Seu olhar frio se tornou menos duro e assumiu um tom de curiosidade. Os músculos de seu rosto relaxaram e ele esboçou um sorriso.
Além de seu distanciamento habitual, não havia nenhum traço de perda de compostura em seu rosto. Ele parecia incrivelmente calmo!
Jenna estava meio desapontada, mas também esperançosa. Para ser honesta, ela não queria acreditar que Hansen seria tão cruel. Não havia razão para ele ser tão insensível, mesmo que a odiasse.
Ele acendeu um charuto e deu algumas tragadas. Seu belo rosto estava parcialmente escondido pela fumaça, seus olhos estavam sombrios e sua expressão indecifrável.
O coração de Jenna se apertou. Ela não podia decifrar o que ele estava pensando!
Jenna ouviu sua voz profunda cortar o silêncio: "Estou de acordo."
"Aham." Jenna soltou um suspiro de alívio e tossiu com a fumaça.
"Muito bem, espero que nossa parceria seja agradável." Ela sorriu, levantou-se e virou-se para sair.
Um braço forte como ferro envolveu sua cintura esbelta, impedindo-a de seguir.
Uma faísca de raiva brilhou em seus olhos.
Os cantos dos lábios de Hansen se curvaram em um sorriso enigmático, sua mão ainda em volta da cintura dela. Ele a olhava com olhar insondável.
Jenna não esperava que ele tratasse uma funcionária de forma tão desrespeitosa no local de trabalho. Ela tinha ouvido falar que ele era um chefe muito severo e sério, mas parecia que acreditava naqueles rumores com muita facilidade. Ela ficou tão chocada que abriu os lábios e ia dar um soco nele.
Mas ele pressionou seus lábios ardentes contra os dela e a deixou sem fôlego em um piscar de olhos!
Suas narinas inalaram o perfume pelo qual ela era obcecada e ela se sentiu tonta. Lutou, mas ele a abraçou ainda mais. Ele absorvia sua fragrância suave e a beleza encantadora.
A cabeça de Jenna estava zumbindo, e ela tinha dificuldade de respirar. Sentiu como se seu peito fosse explodir. O que a deixava mais irritada era que ela ainda estava obcecada com o cheiro dele. Seu subconsciente não resistia a ele, ela nem queria afastá-lo.
"Se você é tão capaz, por que você pediu uma quantia tão grande de dinheiro? Ou você é apenas gananciosa e inconstante por natureza?" Ele finalmente se afastou de seus lábios e apreciou o sabor, mas suas palavras estavam cheias de zombaria.
Suas palavras cruéis cortaram o coração frágil de Jenna. Ela voltou a si na mesma hora. Ele estava apenas humilhando e brincando com ela. Um lampejo de raiva iluminou seus olhos gelados e ela o empurrou com força.
"Por favor, comporte-se, Hansen. Você vai se arrepender se me humilhar de novo." Jenna ficou chateada quando gritou com ele e saiu correndo pela porta.
"Eu vou me arrepender? Haha." Hansen bufou, e os cantos de seus lábios se curvaram em um sorriso atraente. Sua ameaça era tão assustadora quanto uma cócega. Ele a viu correr para fora da sala, e seus olhos assumiram um ar travesso.
Ele cruzou os braços e pensou por um momento. Caminhou até sua mesa e pegou o telefone. "Chame Alvin Robertson."
Alguns minutos depois, um homem alto e bronzeado com olhos afiados entrou na sala.
"Saudações, Sr. Richards."
"Alvin, preciso que você vá para os Estados Unidos. Informe-se sobre os três anos que a designer passou na América e faça um relatório detalhado." Hansen olhou na direção por onde Jenna saiu e deu uma série de ordens.
"Sim senhor, vou reservar um voo." Alvin Robertson assentiu e saiu.
Hansen sentou-se novamente no sofá, atordoado. Aquela mulher havia mudado muito durante sua ausência de três anos.
Ou não mudou nada? Ele a havia subestimado antes?
Ele tinha perdido alguma coisa?
Jenna correu de volta para o escritório e para o banheiro. Colocou as mãos na pia de mármore liso e olhou para si mesma no espelho.
Suas bochechas estavam vermelhas e os lábios rosados que foram beijados por ele pareciam lindos e sedutores, seu cheiro ainda permanecia neles!
Que droga! Ela lavou os lábios várias vezes.
Como, como ela podia tê-lo deixado beijá-la? Não havia mais nada entre eles.
Ela não podia deixar que ele a tocasse nunca mais. Era questão de honra. Eles não tinham mais nada a ver um com o outro. A única razão pela qual ela tinha ido até ali era encontrar o assassino de seu pai, só isso!
Seus olhos zombeteiros e condescendentes brilharam diante dela, e ela sentiu uma pontada de dor em seu coração. Como ela podia ser tão barata?
Ela passou a manhã inteira ansiosa. Olhava para o modelo de carro na tela do computador, mas seus pensamentos estavam confusos. Ela deveria projetar cinco modelos impactantes em dez dias. Será que ela podia fazer aquilo mesmo se sentindo tão mal?
Jenna acariciou suas bochechas, que ainda estavam quentes. Correu para o banheiro e abriu a torneira da pia chique para molhar o rosto com água fria. Secou e passou uma maquiagem leve para sair para almoçar.
