Capítulo 2 O preço da noiva

"Condição? Você acha que está em posição de negociar?" Penelope zombou, cruzando os braços. "Seu pai já decidiu. Você não passa de uma ferramenta para esta família."

"É mesmo?" Anna sorriu de lado. De repente, ela se moveu e deu um tapa forte no rosto de Megan.

O som foi como um tiro.

Megan gritou, segurando o rosto, cambaleando para trás. "Você me bateu! Mãe, ela me bateu!"

"Anna! Você está louca?" Penelope gritou, levantando a mão para revidar.

Anna segurou o pulso de Penelope no ar. Seu aperto era como ferro. Ela apertou, e Penelope gritou de dor ao sentir seus ossos se esmagando.

"Escute bem," Anna sussurrou, seu rosto calmo, mas aterrorizante. "Eu não sou a garota que você intimidou há três anos. Se você quer que eu me case com o aleijado para que sua filha preciosa não precise, você vai me dar o que eu quero."

"Solte! Sua lunática!" Penelope uivou.

"O que está acontecendo aqui?!"

Jonathan Rice invadiu a sala de estar. Ele viu Anna segurando o pulso de sua esposa, e seu rosto ficou vermelho. "Anna! Solte-a imediatamente!"

Anna empurrou Penelope. Penelope caiu no sofá, soluçando. "Jonathan! Ela está fora de controle! Mande-a de volta para o sanatório!"

"Basta!" Jonathan rugiu. Ele olhou para Anna, seus olhos frios. "Você deveria ser grata por termos encontrado um marido para você. A família Sterling é poderosa. Casar-se com William é uma bênção para uma mercadoria danificada como você."

"Uma bênção?" Anna riu secamente. "Então deixe Megan ter a bênção."

Megan ficou pálida. "Não! Pai, eu não posso me casar com ele!"

Jonathan esfregou as têmporas. Ele precisava dessa aliança. A empresa estava falindo. "Anna, o que você quer?"

"O dote da minha mãe," Anna disse claramente. "Especificamente, a caixa de joias dela. Me dê agora, e eu entrarei no carro para a Mansão Sterling imediatamente."

"Impossível!" Penelope gritou. "Essas joias valem milhões! Vendemos algumas, e Megan usa o resto!"

"Então é melhor Megan começar a arrumar as malas para o casamento," Anna deu de ombros, virando-se para sair.

"Espere!" Jonathan gritou. Ele olhou furiosamente para Penelope. "Pegue a caixa. Agora."

"Mas Jonathan—"

"Faça isso! Você quer que a empresa vá à falência?"

Dez minutos depois, Penelope jogou uma caixa de veludo na mesa, seus olhos cheios de veneno. "Pegue e saia. Espero que William te mate."

Anna a ignorou. Ela abriu a caixa. A maior parte do jade valioso estava lá. Ela passou os dedos pelas peças até sentir algo frio e metálico no fundo.

Ela puxou.

Não era da sua mãe. Era um anel. Um anel pesado de prata com um brasão de corvo de duas cabeças.

O coração de Anna deu um salto.

Esse anel... ela se lembrava dele. A noite em que foi drogada, três anos atrás. O homem no escuro. Esse anel estava no dedo dele. Na luta, deve ter escorregado e se misturado com seus pertences antes que Penelope os roubasse.

O pai de seu filho.

Anna apertou o anel no punho. Eu vou te encontrar também.

"E então?" Jonathan latiu. "Está satisfeita?"

"Perfeitamente," Anna fechou a caixa com um estalo. "Não esperem que eu visite."

Ela saiu da mansão dos Rice sem olhar para trás. Uma limusine preta da família Sterling já estava esperando.

Enquanto o carro se afastava, Anna olhou novamente para o anel de corvo.

Primeiro, a criança. Depois, aquele homem daquela noite. Depois, vingança.

O carro dirigiu por uma hora, deixando o barulho da cidade para trás, e entrou em uma propriedade privada. Os portões de ferro da Mansão Sterling se erguiam como a entrada de uma fortaleza.

A atmosfera ali era diferente. Fria. Silenciosa. Perigosa.

O motorista abriu a porta. "O Sr. Sterling está esperando na sala de estar."

Anna saiu. Ela caminhou pelo grande salão. Estava vazio, exceto por uma lareira enorme.

De repente, um rosnado baixo ecoou das sombras.

Um enorme Dogo Argentino explodiu para a frente, mirando direto em sua garganta. Ela mal teve tempo de pensar antes que noventa quilos de pura violência fechassem a distância.

Anna não gritou. Ela não correu.

Quando as mandíbulas da besta se abriram a centímetros de seu pescoço, ela se desviou com graça fluida. Sua mão se moveu em um borrão—um flash de prata.

Ela atingiu um ponto de pressão atrás da orelha do cachorro.

A enorme besta choramingou no ar e caiu no tapete, paralisada, mas ilesa.

"Impressionante."

Uma voz profunda e rouca veio do topo da escada.

Capítulo Anterior
Próximo Capítulo