CONTRATO DE INOCÊNCIA
902 Visualizações · Atualizando · Sandra Lima
Elowen Voss, 21 anos, sempre preferiu as bordas do mundo. Tímida, observadora e ainda inocente demais para as regras não ditas de Aether Bay, ela nunca imaginou ser empurrada para o centro do fogo. Quando sua melhor amiga desaba no hospital no dia da entrevista exclusiva, Elowen veste o blazer emprestado, aperta o portfólio contra o peito e atravessa as portas de vidro da Thorne AI.
Do outro lado da mesa de mármore negro está Kael Thorne. Trinta e quatro anos. Bilionário recluso. O homem que construiu o império de inteligência artificial mais poderoso do país. Frio, controlado e acostumado a mulheres que já sabem o preço do próprio corpo, ele espera mais uma conversa previsível. Em vez disso, encontra uma jovem de olhos grandes, voz baixa e sinceridade perigosa demais.
A sala fica quieta. O ar-condicionado não disfarça o calor que sobe entre eles. Kael se inclina, os dedos longos tamborilando o envelope preto ainda fechado.
— Você está nervosa.
— Um pouco.
Ele sorri, quase sem mostrar os dentes.
— Bom. Nervosismo é honesto. Experiência costuma ser só performance.
Quando a entrevista termina, o envelope desliza até ela. Dentro, um contrato de submissão de trinta dias. Em troca, corpo, tempo e obediência sem reservas.
Elowen assina.
Kael descobre que a inocência dela não é fragilidade — é a única coisa capaz de rachar o controle que ele construiu. E Elowen descobre que, por baixo do homem que exige tudo, existe alguém que nunca se permitiu querer de verdade.
Até onde a submissão pode ir antes de se tornar algo muito mais perigoso, como amor?
Quando os trinta dias chegarem ao fim, o que acontecerá se a menina inocente começar a renegociar os termos — não só do contrato, mas do próprio desejo e do coração dele?
Do outro lado da mesa de mármore negro está Kael Thorne. Trinta e quatro anos. Bilionário recluso. O homem que construiu o império de inteligência artificial mais poderoso do país. Frio, controlado e acostumado a mulheres que já sabem o preço do próprio corpo, ele espera mais uma conversa previsível. Em vez disso, encontra uma jovem de olhos grandes, voz baixa e sinceridade perigosa demais.
A sala fica quieta. O ar-condicionado não disfarça o calor que sobe entre eles. Kael se inclina, os dedos longos tamborilando o envelope preto ainda fechado.
— Você está nervosa.
— Um pouco.
Ele sorri, quase sem mostrar os dentes.
— Bom. Nervosismo é honesto. Experiência costuma ser só performance.
Quando a entrevista termina, o envelope desliza até ela. Dentro, um contrato de submissão de trinta dias. Em troca, corpo, tempo e obediência sem reservas.
Elowen assina.
Kael descobre que a inocência dela não é fragilidade — é a única coisa capaz de rachar o controle que ele construiu. E Elowen descobre que, por baixo do homem que exige tudo, existe alguém que nunca se permitiu querer de verdade.
Até onde a submissão pode ir antes de se tornar algo muito mais perigoso, como amor?
Quando os trinta dias chegarem ao fim, o que acontecerá se a menina inocente começar a renegociar os termos — não só do contrato, mas do próprio desejo e do coração dele?


















































