Capítulo 6 Lucas Tyler III
— Amor me escuta por favor... — Pedi a Olga nervosa ao telefone. — Você me enganou Lucas, como pode recorrer a algo tão baixo, usar o seu pai para fugir da entrevista. — Suspirei ouvindo seu desabafo. — Se ao menos me deixasse falar, não gastaria tanto a sua energia em vão.
Parou quando disse mais alto. — Meu pai está no hospital, pediu para que ninguém soubesse, achei melhor para evitar tumulto, eu fui a sua casa, mas seu pai não deixou te explicar o que houve. Meu celular descarregou no meio do caminho, a recepcionista que fez aquela palhaçada toda já demitir, a quero longe da empresa, esta mais calma agora? — Demorou a responder. — Olga está aí?
— Estou, só estava pensando Lucas. Papai decidiu adiantar o meu casamento, o que era em um mês será em duas semanas. A sua atitude covarde só fez com que ele se aborrecesse mais, se ao menos você estivesse com alguma namorada de mentira, alguém que tirasse o foco de cima de mim, seria ótimo, ele poderia rever a situação Lucas, mas pelo visto somente eu que tenho que fazer sacrifício aqui, Ravel ligou a pouco querendo uma explicação sobre ter ido a sua cobertura, expliquei o mesmo que fiz com os outros, perguntou sobre a entrevista que nós estávamos muito próximos, e tal, disse que você estava pedindo para voltar.
Ri ao lhe ouvir, — Não consigo imaginar outra pessoa a meu lado Olga, você sabe disso, eu sou fechado, difícil de me comunicar com alguém, essa mulher pode querer se aproveitar disso, vai querer nos chantagear, se isso chegar a mídia já era.
— Por que não fala com a recepcionista Lucas? Ela é muito estupida, e qualquer coisa que você disser vai acreditar, um homem lindo como você olhando para ela, vai fazer tudo que disser. — Gargalhei ao lhe escutar. — Quer dizer que eu sou lindo? Você ainda acha isso? O que você acha que eu sou Olga, a mulher é feia, é toda desengonçada, anda desarrumada, no mínimo seria motivo de chacota para todos.
— No tempo que eles estaria falando dela, a gente poderia se encontrar, teremos mais tempo juntos, enquanto ela é ridicularizada, o que eles falarão sobre você não é verdade, e nós dois sabemos disso. — Neguei nunca. — Eu já mandei demitir, iria fazer isso pessoalmente por ter lhe desrespeitado na frente dos fotógrafos, a sorte que não estava aqui. — Suspirou forte ao telefone.
— Isso já passou, Lucas, quero que você peça a essa idiota em namoro, apresente em algum evento desses da empresa, eles esquecerão de mim, de nós e pronto, olha que maravilha. — Neguei, nunca, nunca que eu iria encostar minha boca numa coisa daquela. — esta brincando comigo? — Sorriu ao telefone. — Claro que não, você não vai usar a língua apenas a boca rapidamente, depois lave.
Engoli em seco, meu Deus, que loucura. — Olga você esta se ouvindo? Eu não vou fazer isso, a mulher parece uma velha, a maquiagem toda borrada, velha, feia, mal arrumada. — A escutei suspirar ao telefone. — Esta vendo Lucas, somente eu faço sacrifício aqui, você acha que é fácil segurar a mão do Ravel, aquele odor terrível dele? A risada quase um som de animal, Lucas, o que você?
Desligou em minha cara, olhei para o celular. Droga, maldita hora que esta mulher cruzou o meu caminho, desgraçada, sorri ao ver que pelo menos meu adversário é terrível. Recebi alguns telefonemas o resto da tarde, pessoas reclamando da minha atitude alegando que a minha empresa não tem credibilidade, que era melhor no tempo do meu pai.
Anoiteceu, cheguei ao hospital, encontrei a senhora Ivone lhe dando sopa, me olhou cheio de aparelhos. — Pai! — Permaneceu calado. — Como ele esta? — A mulher sorriu sentada com um prato nas mãos. — Esta melhor, ficará aqui mais uns dias, não quer falar com você, nem... — Lhe olhei limitando as palavras. — te ver senhor Lucas, o senhor Tyler já sabe que a garota interrompeu a entrevista do senhor, mas eu já lhe disse que mandou demiti-la, já saiu da empresa há um tempo.
Franzi o cenho ao escutá-la. — Quando cheguei já não estava na empresa. — Lamentou sentada. — É uma pena senhor Lucas… — Lhe olhei repreensivo, fala demais, calou-se, toquei os pés do meu pai que virou o rosto para o lado oposto do quarto. — Esta bem, providencie alguém para ficar com ele esta noite e os outros dias, como não quer me ver não virei aqui até que mude de ideia.
— Irei ficar esta noite. — A olhei sentada na poltrona, para ele. — Faça o que achar melhor. — Sai deixando ambos no quarto. Cheguei em casa vendo a quantidade de clientes que me abandonaram após a entrevista da manhã, com cem funcionários para pagar, mais as despesas o saldo em conta não cobre tudo isso, terei que retirar da minha conta pessoal.
Passei a noite sentado fazendo cálculos, bebendo até que adormeci na cadeira. Acordei com dor na coluna, liguei para a senhora Ivone antes de começar a alongar. — Bom dia Senhor Lucas — Falou com a voz animada. — Bom dia, senhora Ivone, o meu pai está bem? — Sorriu ao responder. — Sim, estou procurando alguém que possa cuidar dele estes dias.
— Veja as agências... — Me interrompeu, odeio quando faz isto. — Já procurei, para acompanhar em hospitais são mais difíceis, sem contar que seu pai faz de tudo um pouco para dificultar. — Sorri afirmando. — Sei e sinto na pele com é, dobre o valor da diária, do mês para acompanhá-lo, ontem quando passou mal estava sozinho, veja alguém para ficar permanente com ele, ofereça um salário alto.
— Sim, senhor Lucas. — Desliguei tirando a minha roupa, tomei um longo banho, deitei na cama, vendo que ainda resta bastante tempo, dormi deixando meu corpo relaxar na cama, acordei com o celular tocando. — Lucas? — Sorri ao ouvir a voz maravilhosa pela manhã. — Bom dia meu amor, como esta?
