Divorciando-me do Bilionário Cego

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Kiera Storm · Concluído · 326.6k Palavras

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Introdução

Três anos de um casamento sem sexo. Escondi meu brilho só para ser a esposa obediente dele, e ainda assim fui descartada em favor de seu primeiro amor manipulador. Quando bati os papéis do divórcio sobre a mesa dele, achei que finalmente estava livre.

Mas, naquela noite, ele me prensou contra a parede, os olhos escurecidos pelo desejo contido.

“Você comprou esses brinquedos para me humilhar? Está tão desesperada assim?”

Soltei uma risada baixa, traçando o botão da camisa dele com a ponta do dedo. “Já que você não consegue me satisfazer, querido, preciso encontrar minha própria diversão. Ou... um novo homem.”

Eu o afastei, pronta para desaparecer. Mas, à medida que minhas identidades secretas — piloto de elite e médica lendária — são expostas uma a uma, a obsessão do meu ex-marido só cresce.

Será que ele vai perceber que a deusa que idolatra é justamente a esposa que ele desprezou?

Capítulo 1

No aniversário de casamento deles, Charlotte Blake estava arrumando o terno de George Summers quando encontrou uma meia-calça preta no bolso.

Charlotte raramente usava meias. Aquela havia sido feita para ser sexy e brega ao mesmo tempo — claramente não era dela.

Ela segurou a meia entre os dedos, que pareciam gelados.

De repente, a porta da entrada se abriu, seguida pelo riso suave e provocante de uma mulher. “George, você vai me levar para casa? Charlotte não vai ficar chateada?”

Charlotte levantou os olhos bem a tempo de ver George entrando com o braço em volta de uma mulher.

No instante em que viu a mulher, seu coração se apertou involuntariamente.

Ela conhecia aquela mulher — era Jennifer Walsh, o primeiro amor de George.

George estava com um braço em volta da cintura de Jennifer e carregava uma pequena mala com a outra mão.

George franziu levemente a testa ao vê-la, mas não disse nada, seguindo para a sala de estar com Jennifer ainda nos braços. Charlotte falou em um tom frio: “O que significa isso?”

Antes que George pudesse falar, Jennifer se apressou em responder. “Charlotte, não entenda mal. Minha mãe acabou de falecer, e eu tenho medo de morar sozinha. George ficou preocupado, então pediu que eu ficasse aqui por alguns dias.”

Quando viu a meia na mão de Charlotte, ela se aninhou timidamente nos braços de George, as bochechas corando. “Essa não é a meia que tirei da última vez, quando minha saia rasgou? Como ela foi parar com você?”

Havia um tom provocante e sugestivo em sua voz enquanto Charlotte olhava para George, parado em silêncio ao lado de Jennifer, a própria voz tremendo levemente. “Você não vai se explicar?”

Embora tivesse se preparado mentalmente, ela ainda queria saber qual era a postura de George.

“Explicar o quê?”, George disse friamente, olhando para ela com os olhos cheios de cansaço. “Não fique fazendo esse teatrinho como se fosse minha esposa me interrogando. Se você não tivesse dado um jeito de conquistar minha avó naquela época, acha mesmo que eu teria me casado com você?”

Charlotte ficou paralisada, as mãos se fechando involuntariamente, os nós dos dedos ficando brancos.

De que adiantava carregar o título de Sra. Summers? George não a amava nem um pouco — na verdade, até a ressentia.

“Charlotte, não pense besteira, não há nada entre George e eu”, Jennifer disse apressadamente, embora sua mão continuasse enlaçada no braço dele.

George franziu levemente a testa, parecendo um tanto impaciente. “Não liga para ela. Sua mãe acabou de morrer. Não é natural que eu esteja aqui por você?”

Jennifer e George tinham sido namorados desde a infância. A mãe de Jennifer havia sido muito boa para George. Se Charlotte não tivesse aparecido, Jennifer e George provavelmente já teriam filhos a essa altura.

“Sim, seu primeiro amor é tão importante assim para você. A mãe dela morreu, então você largou tudo para ficar ao lado dela. Quando meu pai morreu, você nem foi ao funeral.”

Ao dizer isso, até Charlotte sentiu a dor em suas próprias palavras.

Dois anos antes, depois da morte de seu pai, George havia alegado estar ocupado demais com o trabalho e apenas mandara presentes de condolências por outra pessoa, sem comparecer pessoalmente ao funeral.

Margaret Blake, a mãe de Charlotte, reclamara bastante na época, mas Charlotte o havia defendido.

Agora, vendo a atitude de George com Jennifer, tudo aquilo parecia uma ironia cruel.

Antes que George pudesse falar, Jennifer se apressou em dizer: “Charlotte, a culpa é toda minha. Eu não consegui aceitar a morte da minha mãe de imediato, e George ficou ao meu lado cuidando de mim. Por favor, não culpe George, está bem?”

“É mesmo?” Os lábios de Charlotte se curvaram em um sorriso frio.

“Agora que você está bem, qual é o problema? Por que ainda está se agarrando ao meu marido?”, Charlotte rebateu.

A expressão de George se fechou na mesma hora.

— Charlotte, pare de ser irracional!

— Eu estou sendo irracional?

As emoções de Charlotte explodiram sem aviso naquele instante.

Ela apontou para Jennifer, os olhos ficando vermelhos, e gritou:

— Hoje é o nosso aniversário de casamento, e mesmo assim você trouxe o seu primeiro amor para dentro da nossa casa! O que você pensa que eu sou?

O surto dela não arrancou de George o menor sinal de remorso; pelo contrário, só aumentou o desgosto dele.

— Chega! Não fique aqui fazendo escândalo feito uma megera e atrapalhando o descanso da Jennifer.

Enquanto falava, ele ajudou Jennifer a subir em direção ao quarto no andar de cima.

Charlotte observou os dois se afastarem, desesperada, sentindo que seus três anos de casamento não passavam de uma piada completa.

Com a voz calma, ela disse:

— George, vamos nos divorciar.

George parou e se virou devagar, a testa profundamente franzida.

— O que foi que você disse? — perguntou, como se não tivesse ouvido direito. A Charlotte que ele guardava na memória tinha tramado e se casado com ele sem pudor; como ela poderia aceitar um divórcio com tanta facilidade?

— Eu disse que eu quero o divórcio! — Charlotte repetiu. — George, já que você não consegue esquecer o seu primeiro amor, eu vou facilitar as coisas para vocês dois!

A expressão de George escureceu de imediato.

— Você já pensou bem nisso?

— Sim! — A postura de Charlotte era firme.

Percebendo o clima tenso, Jennifer tentou apaziguar às pressas:

— Charlotte, não fale isso no calor do momento. Converse direito com o George.

— Não há nada para conversar — George disse, com desdém. — Se ela quer divórcio, que seja. Quero ver até onde ela vai sem mim.

Dito isso, ajudou Jennifer a subir sem olhar para trás.

Charlotte ficou na sala vazia, atordoada por um bom tempo, antes de caminhar devagar para o andar de cima.

Ao passar pela porta da suíte do casal, ouviu a voz suave de Jennifer lá de dentro:

— George, eu estou com tanto medo. Toda vez que eu fecho os olhos, eu vejo a minha mãe.

A porta não estava fechada; estava só entreaberta.

Pela fresta, Charlotte viu Jennifer aninhada nos braços de George, chorando de forma lastimável.

— Você pode ficar aqui comigo hoje à noite, como da última vez?

George passou a mão de leve pelos cabelos dela, a voz baixa e serena.

— Tudo bem.

Charlotte fechou os olhos e, naquele momento, alguma coisa dentro dela ficou completamente anestesiada.

Ela e George estavam casados havia três anos. George nunca a havia tocado, e eles sempre dormiram em quartos separados.

Então George não era frio por natureza — ele só nunca teve a intenção de oferecer aquela ternura a ela.

Em silêncio, Charlotte voltou para o próprio quarto, puxou a mala de baixo da cama e começou a arrumar as coisas.

Foi então que o telefone dela tocou.

Do outro lado, a pessoa falou com educação:

— Srta. Blake, aqui é da Elysian Designs. Nós entramos em contato várias vezes sobre a vaga de Assistente do Designer-Chefe. A senhora já considerou?

Três anos antes, ela tinha ficado em primeiro lugar numa competição internacional de design. Incontáveis empresas renomadas de moda tinham feito propostas, mas ela recusara todas.

Naquela época, o coração e a cabeça dela estavam cheios de George. Ela só queria se dedicar à família e fazer o melhor possível para ser a esposa dele.

Uma a uma, as outras empresas pararam de procurar, restando apenas a Elysian Designs, que ainda mantinha contato com constância.

A pessoa continuou:

— Nosso CEO soube que a senhora é casada e ficou preocupado que pudesse ter alguma ressalva, então ele providenciou especialmente acomodação para a sua família também, caso a senhora não consiga deixá-los para trás.

— Não vai ser necessário — disse Charlotte, com calma. — Eu aceito.

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—Assine.

A voz dele era fria, afiada como aço.

—Espera... tem alguma coisa errada.

—Assina essa porcaria de papelada —ele disse, a voz baixa e cortante como lâmina.

Eu engoli em seco.

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E eu assinei.

Elizabeth Harper nunca deveria se casar com ele. Ele era perigo dentro de um terno sob medida, riqueza embrulhada no silêncio, poder disfarçado por olhos azuis e gelados.

Um erro, uma assinatura na sala errada, e agora ela está presa a Christian Reed, o bilionário implacável conhecido por destruir impérios... inclusive a própria linhagem.

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— Que atencioso.

— Bella. — O tom de Ethan mudou, assumindo aquela ponta de aviso que eu conhecia bem demais. — Faye está vulnerável agora. Ela morre de medo de que você passe a ressentir ela, de que isso divida a matilha. A última coisa que ela quer é que esse bebê fique entre nós.

— Então você não deveria ter feito isso. — Encarei os olhos dele sem desviar, deixando que ele visse o gelo nos meus. — Volta pro seu filho.

— Pelo amor de Deus. — Ele passou a mão pelos cabelos, frustrado. — Quantas vezes… foi inseminação artificial. Usaram meu esperma, sim, mas eu e a Faye nunca…

Bella soltou uma fungada fria. Mentiras tão descaradas. O companheiro dela teve um caso com a parceira do próprio irmão, e a família inteira ajudou a expulsá-la sem nada, só para abrir caminho para a amante tomar o lugar que “era dela por direito”. Pobre idiota — ele achava que ela era só uma filha adotiva indesejada, fácil de dispensar e controlar. Nunca soube que a gênia da computação que ele vinha procurando era a própria Luna dele.

Depois de ele ter se maculado, Bella terminou. Ela o rejeitou e retomou o que era seu, chegando ao topo com a ajuda de Victor, que estava secretamente apaixonado por ela havia anos.

Quando Ethan tentou reconquistá-la:

— Você não quer que nosso filho cresça sem pai.

Bella sorriu com deboche.

— O pai da criança não é você.
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Tudo começou com o clube da milha.

Terminou com um casamento de fachada e o filho dele na minha barriga.

Eu achei que tinha sido só uma transa num avião.
Vamos ser fofas e chamar de “caso de uma viagem só”.
Ou a gente pode ser mais honesta e chamar do que aquilo realmente foi:
O dia que arruinou a minha vida.

Aleksandr Makarova tinha mesmo cara de príncipe encantado.
Alto, rico, com um olhar que prometia todo tipo de coisa deliciosa.
Sem falar no corpo, que cumpria cada uma dessas promessas.

Foi o momento mais insano da minha vida.
Mas, quando o avião pousou, Aleks sumiu.

Eu tentei fingir que aquilo não tinha machucado meu orgulho.
De volta à minha vidinha chata de sempre, né?

O problema é que o Aleks não tinha ido embora de verdade.

E, quando eu mal coloquei o pé dentro de casa e vi o que ele tinha feito com a minha família, eu percebi…
Ele não ia sair da minha vida tão cedo.
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Grayson Taylor não se envolve mais em relacionamentos. Não depois de flagrar sua noiva atriz na cama com outra mulher. Agora ele canaliza tudo para aquisições hostis e reuniões de diretoria, especialmente aquelas em que sua diretora financeira exageradamente cautelosa enfrenta cada maldita compra que ele quer fazer. Joy Smith é brilhante, irritante e engraçada quando ele aperta todos os botões dela.

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