Capítulo 4 Nervos à flor da pele

🎵"Lembra daquelas paredes que construí

    Bem elas estão desmoronando 

    Elas nem tentaram ficar em pé

    Nem fizeram um som

   Eu achei um jeito de deixa-lo entrar 

   Mas eu nunca tive dúvidas🎵

   Halo - Beyonce 

Boston...

Quinn

Quinn já está com os nervos à flor da pele com as reuniões que levaram seu dia e noite. Passou o dia todo entre planilhas e cálculos. Ainda mais com os diretores dos outros hospitais, que nunca chegam em um acordo, por conta das novas mudanças implantadas pelo Frank. Sendo assim, ela teve que dar a palavra final. “Essa parte burocrática é um porre”, pensa Quinn.

— Senhores! Eu só acho que ter uma área exclusiva da clínica para atender aos NHS, tira o prestígio de uma clínica particular! — diz um dos diretores, um baixinho atarracado e com um bigode enorme com sua barriga de chope.

— Também concordo e temos que entrar em consenso sobre isso! — fala outro dos diretores, o oposto do anterior.

Quinn observa todos os vinte diretores, cada um com seus argumentos, começando a ficar estressada com todos eles. As clínicas são suas e mudará o que quiser e quem não estivesse satisfeito, a porta da rua seria a serventia da casa.

Após duas horas e meia de reunião, ela dá o veredito final.

— Senhores! Primeiro, quero qualidade no meu negócio. — Todos ficam sérios, com suas atenções voltadas para ela. — Prestígio é consequência! Segundo, o projeto é meu e as obras começam nas próximas semanas. O Frank, como todos já sabem, está à frente da administração e, na minha ausência, a palavra dele é lei.

— Como sempre digo: mulheres não deveriam estar à frente dos negócios. — o diretor baixinho atarracado resmunga para Quinn, com petulância.

— Irônico, não? Sabe, o mundo só está desse jeito por causa de atitudes machistas como a sua. — Quinn lhe responde, olhando séria nos olhos do abusado.

— Não é machista… Só acho que uma garota não sabe lidar com o poder que tem nas mãos. — tentar consertar.

— Sabe, daria tudo para que os fundadores estivessem vivos para dar continuidade aos seus projetos, mas, como não estão, esse legado é meu por direito. Se o senhor não está satisfeito, considere-se demitido. E os demais com a mesma opinião dele, falem agora! Estou a todo ouvidos! — Quinn fala séria e com altivez.

Frank lhe havia lhe ensinado muitas coisas sobre como funcionava a administração de um império do tamanho do seu e todo mês eles faziam balancetes de tudo que entrava e saía, nada passava despercebido aos seus olhos. Entretanto, agir com gente que não respeitava o seu comando, aprendeu com as quedas que a vida lhe deu e sabia que não seria a primeira e nem a última vez que iria demitir alguém.

Como ninguém se pronunciou, o baixinho engole em seco. Ele não imaginava que o responderia à altura, tão menos que o . tarde e que àquela hora da noite não dava para resolver mais nada. ” pensa Quinn.

— Nem mais, nem menos! — Quinn fala, direcionado o olhar a todos. O homem baixinho levanta da cadeira e sai da sala enfurecido. — Encerro essa reunião por hoje! Passar bem, senhores. — Quinn agradece ao seu administrador antes de sair da sala.

No caminho, ao parar o elevador, seu celular toca e aparece a foto de sua amiga no visor.

— Fala, amor da minha vida!

— Está passando bem, amiga?

— Ah, Annie! Depois do dia cansativo que tive, ouvir sua voz, me anima.

— Quinn, quando você volta?

— Está com saudades, hein? — Quinn brinca e aparece, pela primeira vez no dia, um sorriso em seus lábios.

— Também, mas preciso de sua ajuda.

— Nossa... O que houve, Annie? — Quinn nota um tom de preocupação em sua voz.

— Ah, Quinn! Estou estressada com meu irmão no trabalho.

— Mas já? O que o sujeitinho aprontou com você?

— Demitiu o terceiro fotógrafo esse mês. E, por isso, preciso da sua ajuda.

— O que não faço por amor a você, Annie?!

— Eu sabia que você não me deixaria na mão! — Annie anima-se e também se sente aliviada pois já não teria muito mais tempo para achar outro fotógrafo.

— Estarei de volta em dois dias e quebrarei seu ganho. Mas já te aviso que se ele for ignorante comigo, responderei como merece.

— Eu sei disso, amiga.

— Preciso desligar, vou entrar no elevador. 

Quinn chega na garagem, entra no carro que foi alugado para ela e segue para algum lugar para jantar. Dirige distraída, pensando na reunião estressante que teve, quando entra em uma rua sem movimentação de pessoas e ouve uma sirene. Olha pelo retrovisor e vê a viatura seguindo seu carro.

— Não acredito! Era só o que me faltava! — “Só quero comer alguma e depois chegar ao hotel para descansar. ” — lamentou Quinn.

Ela para o carro e espera o policial se aproximar. Quinn abre a janela do carro e olha para o policial.

— Boa noite, senhorita! — cumprimenta, ao mesmo tempo em que vasculha o interior do carro com o foco da lanterna.

— Boa noite! Algum problema, seu policial?

— Habilitação e documento do carro, por favor! E a senhora poderia sair do veículo? Quinn pega os documentos do carro, abre a porta e sai em seguida, ajeitando o vestido. Entrega os documentos e, enquanto ele confere, ela o analisa também.

Mais ou menos um metro e noventa, ombros largos, certamente malha muito, pois, mesmo com a farda, nota-se o corpo forte. O rosto bem desenhado e a boca carnuda. “Esse chocolate delicioso foi esculpido pelos deuses egípcios”, pensa mordendo os lábios.

— Bom, senhorita... — o policial olha nos olhos dela. — Seu carro está com um dos faróis quebrados.

— Nossa…. Esse carro foi alugado para mim hoje e não tive tempo de perceber esse detalhe! — fala Quinn, surpresa.

— Vou ter que multá-la em dois mil dólares.

— Isso tudo? Não podemos entrar em outro acordo?

— Vejo que a senhorita quer passar a noite atrás das grades por me oferecer suborno. — fala com um tom autoritário.

— Mas, quem falou em suborno!?

— A senhorita mesmo.

Quinn fica temerosa, pois não tentou subornar o oficial. Sabe que pode se encrencar fácil com uma acusação dessas. E ir para a prisão não estava em seus planos.

— Qual é mesmo o nome do senhor?

— Tenente Pedro Álvares.

O tenente olha para a bela mulher e percebe as intenções dela. Como é homem de não deixar mulher escapar, quanto mais uma gata cheirosa como essa, viu uma bela oportunidade.

— Bom, tenente.... Eu só disse que poderia resolver isso de outra forma.

— A senhorita está presa por suborno! — anuncia.

— Mas…

Quinn nem tem tempo de argumentar, pois o policial logo manda ela se virar para ser revistada. Ela coloca as mãos espalmadas no capô quente do carro, afastando as pernas e empinando a bunda.

—  O senhor sabe que revistar mulher é proibido para os policiais homens? — Sua voz não sai tão firme quanto queria.

— A senhorita já está bem encrencada para meu gosto. Me deixe fazer meu trabalho! — fala, mal-humorado.

Ele aproxima seu corpo do dela e passa suas enormes mãos em seus seios, a revistando, fazendo com que Quinn cerre os olhos e morda os lábios, cheia de excitação. As mãos dele descem lentamente pela barriga e pausam na cintura. Continua descendo e, quando chegam na bunda de Quinn, o policial aperta suas nádegas redondas.

— Você está muito encrencada, sua meliante! — Pedro fala ao ouvido de Quinn, enquanto roça seu membro na bunda dela.

Quinn sente seu corpo fervilhar e cada pelo eriçar.

— Sou culpada, seu policial! Eu confesso! — rende-se.

Sem perder mais tempo, o policial a vira e a beija vorazmente e ela o corresponde cheia de desejo. Ele desce as enormes mãos e levanta o vestido dela até a cintura, alcança a minúscula calcinha branca, rasgando-a e a guarda no bolso da calça azul escura do uniforme.

Quinn, tendo o corpo em brasa, sente o toque dele entre suas pernas. “Nossa! Que mão quente! ”, Geme baixinho com o prazer percorrendo seu corpo ao ser tocada em seu ponto. Quando menos espera, experimenta o dedo grosso entrando em sua intimidade totalmente encharcada, fazendo com que solte um gemido de prazer. “Meu Deus! ”

Constatando o quanto ela estava molhada, o oficial é rápido ao tirar o cinto com arma e colocar sobre o banco do motorista do carro dela, pegar uma camisinha no bolso, abre o zíper, tirando seu membro para fora e começar a encapá-lo com o preservativo.

Quinn observa fascinada o pênis grande, só faltando salivar. Deseja senti-lo em seus lábios carnudos. Mas, de repente, ele a vira de costas. Já sabendo o que está por vir, ela volta a colocar as mãos no capô, já empinando a bunda. Sente o corpo cheio de músculos encostando no seu. Quase grita ao ser penetrada com uma profunda estocada.

O prazer, o fogo da luxúria toma conta do seu corpo e quanto mais ela rebola, mais ele estoca, sem dó e sem se preocuparem se irá aparecer alguém na rua escura.

— Ah! — Quinn geme, inebriada de desejo. — Eu confesso… Huum! Que sou culpada.

— Muito culpada.... Sua meliante! — O policial concorda, estocando-a cada vez mais forte e rápido e Quinn o acompanha, rebolando gostoso no pau grande e grosso. E ficam assim por alguns minutos.

Eles se despedem como se nada tivesse acontecido. Quinn retorna para seu carro com um sorriso travesso nos lábios.

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