Capítulo 2 Vídeo de estupro coletivo chega às manchetes

A voz de Joshua estava gelada, afiada o bastante para cortar osso.

Sophia balançou a cabeça, a voz fraca enquanto tentava explicar:

— Não é o que você está pensando. Eu fui obrigada...

Joshua olhou para ela de cima, os olhos completamente vazios.

Os prendedores de mamilos haviam deixado marcas sangrentas nos seios de Sophia. Leite e sangue se misturavam, escorrendo pelo peito.

Joshua estava com tanta raiva que podia ter rangido os dentes até virarem pó. Como ele pôde um dia se apaixonar por uma mulher tão patética, imunda, nojenta? Pior: aquela mulher tinha causado a morte da irmã dele.

Um sorriso arrepiante se curvou nos lábios de Joshua.

— Você disse que aquelas fotos eram falsas. Agora eu vi com os meus próprios olhos e você ainda diz que são falsas. Sophia, você ainda tem alguma vergonha?

Sophia paralisou. Abriu a boca para explicar, mas Joshua de repente agarrou seu queixo.

— Você é tão barata assim? — Os olhos dele estavam injetados, a voz sibilando por entre os dentes cerrados. — Você gosta tanto de ser estuprada por um grupo? Grávida e ainda precisando de homens para satisfazer a sua luxúria?

— Eu não... — Sophia soluçou, o corpo tremendo de dor e humilhação. — Joshua, foi uma armação. Por favor, acredita em mim só dessa vez.

Enquanto falava, soltou gemidos reprimidos. Ondas de contrações atingiram seu ventre, fazendo sua voz já suave tremer.

Joshua hesitou por alguns segundos.

Sophia era deslumbrantemente bonita. Mesmo agora, com sangue riscando o rosto e os lábios rachados, seus traços continuavam delicados como um quadro. As bochechas coradas e os olhos enevoados não pareciam dor — pareciam sedução.

A expressão de Joshua escureceu, consumida pela fúria.

Ele abriu as pernas de Sophia com brutalidade, expondo-a por completo. Sua buceta, recém-violada por três estranhos, estava inchada e vermelha, ainda vazando uma mistura de sangue e sêmen.

O corpo inteiro de Sophia tremeu quando ela o encarou, em pavor.

— O que... o que você está fazendo?

Joshua não respondeu. Endireitou-se e desafivelou o cinto, o rosto inexpressivo.

— Joshua! Você enlouqueceu! — ela gritou, em desespero.

— Você não gosta de emoção? — Ele a olhou friamente, os olhos sem qualquer sentimento, preenchidos apenas por desejo. — Não foi o suficiente agora há pouco? Eu vou continuar te satisfazendo.

Enojado com o quanto ela estava suja, puxou uma camisinha da gaveta do criado-mudo, rasgou a embalagem com os dentes e a colocou devagar.

— Joshua... você ainda é humano? — ela sussurrou.

Ele não respondeu. Agarrou o pescoço dela com uma mão, abriu-lhe as pernas com a outra e enfiou sem hesitar.

O corpo de Sophia arqueou violentamente quando ela soltou um grito de arrepiar.

— Tá doendo! Joshua! Por favor, me solta! — ela chorou, lutando desesperadamente. Mas, com a mão dele apertando sua garganta, mal conseguia respirar, apenas se contorcendo, impotente, como um peixe numa tábua de cortar.

Joshua não parou. Só ficou mais bruto.

A mão dele apertou ainda mais o pescoço dela, e as investidas ficaram mais violentas. Cada impacto carregava ódio suficiente para atravessá-la.

— Te soltar? — A voz dele soou baixa e rouca no ouvido dela, cheia de fúria contida. — O quê? Você prefere ser estuprada por um bando de estranhos a deixar eu te comer?

— Eu não... eu não... — Sophia já não conseguia formar frases completas. Só soluços quebrados saíam da sua garganta.

Ela sentiu o corpo se rasgando por dentro. As contrações se misturavam à agressão brutal de Joshua. A consciência foi ficando turva na escuridão — só restavam os suspiros moribundos dela e a respiração pesada de Joshua.

— Vadia! Vou te foder até a morte! — a voz dele parecia vir do inferno.

Ele soltou o pescoço dela e agarrou seus pulsos, ainda amarrados à cabeceira da cama. Inclinando-se para a frente, dobrou o corpo dela ao meio, esmagando sua barriga inchada, deformando-a.

— Meu bebê... o bebê... — Sophia forçou as palavras com as últimas forças.

— Melhor assim se esse bastardo morrer. — Os movimentos de Joshua ficaram mais rápidos, mais violentos, como um animal que tinha perdido toda a razão.

As pupilas de Sophia começaram a dilatar. Ela sentiu cada vez mais sangue escorrendo por baixo. O líquido quente desceu pela parte interna das coxas, encharcando os lençóis. Logo, ela perdeu a consciência por completo.

Quando Sophia acordou de novo, estava em uma cama de hospital.

O corpo doía como se tivesse sido esmagado. Instintivamente, ela levou a mão à barriga e a encontrou lisa.

Os olhos de Sophia se arregalaram quando ela gritou, rouca:

— Onde está meu bebê? Onde está meu bebê?

Uma enfermeira ali perto soltou uma risada de desprezo.

— Você tem sorte de estar viva. E ainda quer o bebê?

A mente de Sophia ficou em branco. O mundo dela desabou. Ela se recusava a acreditar que o bebê tinha morrido. Agarrando a enfermeira em desespero, ela implorou:

— Você escondeu meu bebê, não foi? Me devolve meu bebê!

Vendo o surto dela, a enfermeira ficou ainda mais desdenhosa.

— Agora você finge que se importa? Se se importasse de verdade, não teria saído por aí com aqueles homens.

Sophia a encarou, atônita.

— Do que você está falando?

A enfermeira apontou para o celular na mesa de cabeceira, com nojo estampado no rosto.

— Seus vídeos estão por toda a internet. Você parece tão pura e certinha, mas no fim é uma puta.

Sophia pegou o celular. Todos os vídeos em alta mostravam ela sendo estuprada. Quem postou tinha escolhido ângulos específicos e editado as gravações para fazê-la parecer que estava gostando.

Embaixo, havia insultos sem fim. Todo mundo dizia que nunca imaginaria que a modelo mais bonita de Avaloria fosse uma vadia sem vergonha.

— Não! Isso não é real! — Sophia agarrou o próprio cabelo em desespero, com a cabeça latejando de dor.

Nesse instante, Rainey entrou.

Assim que Sophia a viu, estendeu a mão e gritou:

— Foi você! Você espalhou os vídeos! Por que você fez isso?

Rainey a examinou de cima a baixo, com os olhos cheios de deboche.

— Sophia, eu estou te ajudando. Você não sabe o quão famosa ficou agora? Provavelmente todo mundo em Avaloria te conhece.

— Por quê? Nós crescemos juntas. Por que você faria isso comigo? — Sophia berrou, histérica.

Ela não entendia. Os pais dela tinham adotado Rainey com bondade tantos anos atrás. Em vez de ser grata, Rainey a arrastara para o inferno.

— Ainda tem a cara de pau de perguntar? — Uma sombra passou pelos olhos de Rainey. — Desde crianças, mamãe e papai te deram tudo. Eles sabiam que eu gostava do Joshua, mas mesmo assim fizeram você se casar com ele! Aqueles dois velhos tolos e parciais mereciam morrer!

O coração de Sophia estremeceu quando ela a olhou, horrorizada.

— O que foi que você disse?

Rainey sorriu.

— Sophia, você ainda não sabe, sabe? Seus pais biológicos acabaram de se jogar de um prédio. Eles ficaram morrendo de vergonha do seu comportamento de puta.

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