Capítulo 6 Riding Wild

Aidan não a deixou recuperar o fôlego. Ele se moveu sobre ela, os lábios roçando o ponto abaixo da sua orelha. Ela arfou, ainda atordoada, quando ele se acomodou entre suas coxas. Com uma única investida suave, ele entrou nela, preenchendo-a. O alongamento roubou seu ar.

“Porra, Amelia”, ele gemeu contra o pescoço dela. “Tão apertada. Perfeita.”

Ele fez uma pausa, então começou a se mover — estocadas lentas e profundas que a incendiavam. Depois mais rápidas, mais fortes, cada investida espalhando calor pelo centro do seu corpo.

“Ah, porra, isso”, ela gemeu, as unhas arranhando os ombros dele. “Merda.”

“Adoro essa sua boca”, ele rosnou, beijando-a com força, só dentes e fome, os corpos se chocando.

Então ele desacelerou, respirando de forma irregular, os olhos presos nos dela.

“Ainda não acabei com você.”

Ele saiu de dentro dela, arrancando um gemido manhoso, e deslizou pelo corpo dela. Sua boca roçou a barriga dela antes que ele tornasse a se acomodar entre suas pernas.

“Já está encharcada”, ele disse, a voz rouca. Ergueu os olhos para ela, com um sorriso torto. “Sobe aqui. Senta na minha cara.”

Millie congelou. “O quê?”

Sentar na cara dele? O calor inundou suas bochechas. Ela nunca tinha feito aquilo — nunca tinha se exposto tanto.

“Você me ouviu.” O sorriso dele ficou mais afiado. “Quero você cavalgando a minha boca. Agora.” Ele bateu no próprio peito, depois tocou os lábios. “Anda.”

O estômago dela revirou, os nervos brigando com a dor latejante entre suas coxas. Ela não estava acostumada com ordens assim, cruas e sem filtro. Mas o jeito como ele a encarava acendeu algo selvagem dentro dela.

Engolindo em seco, ela passou por cima dele, as coxas tremendo enquanto montava sobre seu peito.

“Assim?”, ela perguntou.

“Mais alto”, ele disse, as mãos nos quadris dela, puxando-a para a frente. “Sem ficar pairando. Senta em mim.”

Millie puxou o ar de forma trêmula e se ergueu até ficar pairando sobre a boca dele. Sentia-se nua, completamente exposta, o pulso disparado. O olhar dele queimava nela, desafiando-a.

Devagar, ela se abaixou.

A língua dele deslizou sobre seu clitóris, e ela se sacudiu. “Porra!” Seus quadris deram um tranco; ela agarrou a cabeceira.

“Rebola”, ele rosnou contra ela. “Cavalga a minha cara.”

A língua dele circulou devagar, depois rápido, a pressão perfeita. As mãos dele a puxaram para baixo até que ela se sentou por completo na sua boca.

“Ah, meu Deus, Aidan...” As costas dela se arquearam, o prazer a atravessando com violência. A primeira vez daquele jeito — nada se comparava.

“Você é gostosa pra caralho”, ele gemeu, sugando seu clitóris, lambendo longa e intensamente. “Mais forte, Amelia. Mexe.”

Uma das mãos guiava seus quadris; a outra deslizou dois dedos para dentro dela, curvando-se do jeito certo a cada passada da língua.

“Aidan...”, ela gemeu, os quadris agora girando, perseguindo aquilo.

“Perfeita”, ele rouquejou, afastando-se só o bastante para falar. “Olha só você tremendo. Não para.”

Ele a atacou de novo, a língua implacável, os dedos entrando fundo.

“Porra!” Suas coxas tremeram com força, seus quadris se esfregando por instinto, e suas pernas tremiam violentamente.

“Isso mesmo, Amelia.”

As costas dela se arquearam, os olhos se revirando, e o mundo inteiro se estreitou até restar apenas a boca de Aidan. Ela se esfregou nele, os gemidos escapando numa repetição frenética do nome dele.

“Aidan — Aidan —”

O prazer desabou sobre ela. Ela gozou com força, pulsando em volta do vazio, as coxas tremendo enquanto se desfazia.

Arfando, ela olhou para baixo e fechou os olhos com força. Ele a sugava, ganancioso, arrancando cada último abalo do orgasmo até que ela choramingou e tremeu, os dedos brancos de tanto apertar a cabeceira. Demais. Ela desabou de lado, o peito subindo e descendo com força, a pele úmida.

Aidan subiu pelo corpo dela. A língua dele traçou seus lábios num beijo lento e indecente, com gosto dela mesma. Sorrindo de lado, ele segurou o rosto dela, o polegar sobre seu lábio, a outra mão apertando seu quadril com força suficiente para deixar marca.

“Tão doce”, ele murmurou. “Gozou com tanta força. Ainda não acabei.”

Ainda latejando, ela sentiu ele abrir as coxas dela. Uma estocada funda e ele a preencheu, esticando paredes supersensíveis. Ela gritou, arqueando as costas para fora da cama.

—Aidan… eu não…

—Você consegue —ele rosnou, o suor escorrendo pela têmpora. Ele foi mais fundo.

Ela soltou um gemido baixo quando ele recuou, o corpo agarrando o vazio. Ele estendeu a mão até a mesa de cabeceira, pegou um sachê de alumínio e desenrolou a camisinha, sem tirar os olhos dos dela. Segundos depois, avançou de volta para dentro, segurando a perna esquerda dela e erguendo-a bem alto, pressionando-a em direção à cabeça. O ângulo dava tontura, mas permitia que ele atingisse o ponto G dela a cada estocada, acendendo um prazer que a fazia perder o rumo.

Cada investida a incendiava, um prazer afiado e implacável.

—Porra… você é flexível —ele soltou, rouco. Ele meteu forte e rápido, a cama rangendo sob os dois. A pele deles se chocava com sons doces e eróticos —estalos úmidos, rítmicos, que preenchiam o quarto, amplificando a intimidade. Os dedos dele cravaram na coxa dela; a outra mão subiu para envolver o seio dela, o polegar roçando o mamilo.

O gemido de Millie rasgou o quarto, os quadris dela balançando desesperados para encontrar os dele, o corpo perseguindo o prazer apesar da hipersensibilidade.

—Ah, porra… eu vou gozar de novo —ela arfou, a voz falhando quando outro orgasmo a atravessou, o centro dela se contraindo tão apertado ao redor dele que ela o sentiu estremecer. Ela mal acreditava —o corpo dela estava tão vivo, tão excitado, respondendo a ele com tanta intensidade.

Então ela arqueou as costas para fora da cama, os olhos tremulando ao se fecharem enquanto ondas de prazer desabavam sobre ela, as unhas arranhando as costas dele antes de ela se entregar por completo.

Aidan gemeu, as estocadas ficando erráticas, o controle se desfazendo.

—Porra, Amelia… tô logo atrás de você —ele rosnou, e se enterrou mais fundo e mais rápido, caçando o próprio alívio no ritmo do dela. Com uma última estocada, ele se soltou, o corpo tremendo, atravessando o próprio prazer.

Gotas de suor desceram pela têmpora de Aidan, e ele não parou, atravessando as ondas do orgasmo, derramando-se dentro dela com uma investida final e trêmula. Só quando o último pulso do prazer dele diminuiu é que ele desabou ao lado dela, o peito subindo e descendo.

Eles ficaram assim, enroscados e sem fôlego, o quarto pesado com o cheiro de suor e sexo. Aidan saiu dela devagar, depois esticou o braço para descartar a camisinha com um gesto casual na direção da lixeira próxima. Ele se virou de volta para ela, puxando Millie para perto com um braço possessivo em torno da cintura.

—Vem aqui —disse, como se ainda não estivesse pronto para deixá-la ir.

O rosto dele se aninhou no cabelo dela.

—Adoro o cheiro do seu xampu —murmurou, suave.

—Do lojão de um dólar —Millie disse baixinho, encarando a parede vazia. E quase sorriu de canto.

—Não importa —Aidan disse, os lábios roçando a orelha dela. —Me dá vontade de ir de novo.

Ela virou o rosto, erguendo uma sobrancelha.

—Tem certeza de que já aguenta?

Ele deu uma risadinha, apertando a mão na cintura dela.

—Ah, Amelia. Continua me olhando assim e você vai descobrir.

Os lençóis viraram uma bagunça de novo e, pouco depois, os corpos deles caíram naquele ritmo desesperado. Duas rodadas depois, Aidan serviu vinho para os dois. Também tinha comida, mais do que o suficiente para mantê-los de pé. Quando o céu escureceu, o cansaço os puxou para baixo.

Amelia se encolheu contra ele, o corpo se encaixando no dele como se pertencesse ali, embora ela soubesse que não.

O braço de Aidan caiu sobre ela.

—Isso é bom —ele sussurrou.

Millie não respondeu, deixando a respiração dele embalá-la até dormir. Ela carregaria aquele momento consigo —não porque fosse amor, mas porque era perto o bastante para fazê-la se perguntar. E isso já era perigoso o suficiente.

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