Capítulo 3 Capítulo 2 - parte 2

— Pronta? — Chloe me pergunta, à medida que veste seu casaco ao fim do nosso expediente.

— Para o quê exatamente? — uno as sobrancelhas.

— Não me diga que esqueceu do nosso compromisso... — ela me olha incrédula.

— Não esqueci, porém, não sei se lembra, mas eu disse que não iria. — dou de ombros.

— Ah, mas você vai sim, nem que eu tenha que te arrastar, Madison. — dou uma risada, balançando os ombros.

— Você não se atreveria... — a desafio.

— Me testa que você vai saber. — nos encaramos firmemente.

— Você sabe que não posso deixar minha avó sozinha por muito tempo. — ela levanta a mão, me interrompendo.

— Nem começa, Madison Stuart! É sempre a mesma desculpa, faz um tempão que não saímos, porque você sempre coloca a vovó no meio disso para se safar. Mas dessa vez não vai colar. Não mesmo! — Chloe realmente está irritada e, não é para menos, ela está certa.

Solto um longo suspiro.

— Ok! Você venceu. — Chloe sorri vitoriosa.

Antes de sairmos, envio mensagem a Hailey, enfermeira da vovó, avisando que chegarei tarde em casa, para o caso de ela precisar de mim. Guardo o celular em seguida e chamamos um táxi.

Não demoramos a chegar no bar.

Assim que entramos, vejo vários homens poderosos ali, os olhos da maioria deles chegam a escurecer, vendo carne nova no pedaço.

Homens... Tão previsíveis...

Procuramos por uma mesa para sentar.

— Esse lugar é maravilhoso. — fico deslumbrada, enquanto olho ao redor e tiro meu casaco, deixando no recosto da cadeira.

O bar é realmente perfeito, no centro dele havia um enorme balcão quadrado, rodeado por banquetas, algumas poltronas e sofás também, além de mesas e cadeiras, um verdadeiro luxo.

— Sabia que você iria gostar. Agora vamos encher a cara. — dito isso, ela gesticula, chamando a atenção do garçom, que não demora a vir até nós.

— Boa noite, senhoritas. O que vão querer? — nos pergunta gentilmente, sorrindo sexy e nos entrega o cardápio.

Poderia jurar que ele está tentando flertar e, certamente, não é comigo.

No cardápio há muitos drinks e bebidas, que só de imaginar, já me fazem salivar.

— Amiga, teremos que vender um rim ou lavar os pratos, olha o preço de tudo. — meus olhos se esbugalham.

— Relaxa, eu já pensei em tudo. — Chloe pisca para mim.

— Então...? — o garçom pergunta.

— Queremos dois dry martínis, por favor. — minha amiga se adianta em pedir.

— Ok! — ele assente e sai em seguida, nos deixando a sós.

— Amiga, o que está planejando? — crispo os olhos em sua direção.

— Só relaxa e aproveita, que a noite é uma criança. — assim que ela se cala, observo ao nosso redor e meu olhar se prende a imagem mais perfeita desse mundo, passando pela porta do bar.

Um homem vestido com um terno perfeitamente alinhado, feito sob medida, com um olhar bastante misterioso, entra no local. Ele está acompanhado de uma mulher, o que me intriga, porque nem assim, consigo parar de encará-lo.

Me sinto desconfortável com isso. Porém, como se soubesse que estava sendo observado, ele olha em minha direção, fazendo nossos olhares se encontrarem, um calafrio percorre minha pele e meu coração acelera. O homem logo desvia o olhar do meu e poderia jurar e vi um sorrisinho de canto.

— Madin? — sou desperta do meu transe com o som da voz de Chloe.

Pisco repetidamente.

— O que disse? — pergunto.

— Está tudo bem? — ela me questiona com o cenho franzido.

Pigarreio.

— Sim, está sim. — forço um sorriso, mas ela não parece se convencer disso.

Nossas bebidas chegam, o garçom deixa na mesa e sai novamente.

Enquanto bebemos e conversamos, sinto-me ser observada o tempo todo, o que me incomoda bastante. Dou uma breve olhada de soslaio naquela direção e percebo que mesmo estando bem acompanhado, ele não para de me observar também.

Meu corpo começa a queimar, uma sensação bem estranha de calor entre as pernas, nunca senti isso antes. Quero dizer, obviamente, sei o que é te.são, mas o que estou sentindo é diferente, chega a queimar. Enrosco uma coxa na outra, agoniada por essa sensação.

— Amiga, vou ao banheiro, já volto. — entorno o restante da bebida na garganta, repouso o copo na mesa e levanto.

Chloe me olha confusa e somente assente com um menear de cabeça.

Sigo para o banheiro, entro e fecho a porta. Passo água em meu pescoço e sei.os, tentando amenizar esse calor.

— O que está acontecendo comigo? — encaro meu reflexo no espelho — Vamos, Madison... É só um homem como qualquer outro. — dou dois tapas de leve em minha bochecha esquerda.

Tento convencer a mim mesma sobre isso, quando, na verdade, sei que nunca vi um homem como este.

Finalmente, estando um pouco mais calma, decido retornar, se eu demorar demais, minha amiga irá desconfiar que algo está acontecendo e, definitivamente, não quero isso.

— Amiga, podemos ir? Não estou me sentindo muito bem. — pergunto-lhe assim que chego a mesa em que estamos.

— Mas já? Ainda nem curtimos direito...

— Desculpa, acho que o cansaço me pegou. — olho novamente de soslaio, disfarçadamente em direção ao homem, que sempre dá um jeito de me observar, mesmo de longe.

— Tudo bem — ela murcha os ombros — Você está estranha, tem algo errado? — Chloe me analisa.

— Não se preocupa, amiga. Vou ficar bem. — ela não parece se convencer disso, mas acaba aceitando sem retrucar.

Vestimos nossos casacos, pagamos a conta que até que não foi tão cara quanto pensei e pegamos um táxi.

No caminho, deixo a Chloe em casa primeiro, o carro para e eu espero ela sair.

— Boa sorte, amiga. Assim que chegar, me conta tudo. — ela diz antes de fechar a porta do carro.

— Avisa a Hannah, tá bom? — peço e ela meneia a cabeça em concordância, então o motorista dá partida, me levando para minha casa.

Durante o trajeto, minha mente ia o tempo inteiro até aquele homem intrigante, por sorte, não demoro a chegar em meu destino. Pago a corrida e saio.

Ao entrar em casa, noto que está bastante silenciosa, sigo direto para meu quarto, estou exausta, porém, a mente não relaxa.

Tomo um banho rápido e visto uma camisola para dormir. Deito, mas tudo que consigo é me revirar de um lado para o outro. Bufo irritada, por não conseguir descansar. Decido levantar e tentar ler um pouco.

(...)

No dia seguinte, acordo assustada com o barulho do celular, completamente desnorteada. Olhando ao redor, tento me situar.

— O que aconteceu? — olho ao redor e percebo que dormi sentada, enquanto lia.

Pego o celular e vejo que se eu não correr, irei me atrasar para a entrevista.

— Merda! Droga, Madison! — repreendo a mim mesma por ter acordado tarde.

Corro para o banheiro, faço minha higiene rapidamente e visto a roupa adequada para uma entrevista, composta por uma saia preta, justa ao corpo, uma blusa branca de manga curta, coloco um scarpin também preto, penteio os cabelos, deixando-os soltos, faço uma maquiagem básica, sem exageros e corro para a empresa.

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