Capítulo 7 Capítulo 4 - parte 1
Collin
Não sei que tipo de feitiço aquela mulher do bar jogou em mim, só sei que pela primeira vez o remédio que a psicóloga receitou, não fez efeito. Não consegui dormir quase nada noite passada e a culpa não foram as lembranças do meu passado, e sim, ela que resolveu atormentar meus sonhos.
Isso é loucura, eu sei! Nunca tinha visto ela antes, nunca mesmo. Do nada essa mulher aparece e de alguma forma que não sei explicar, passo a noite inteira pensando nela. E como se não bastasse, durante o pouquíssimo tempo que consegui dormir, sonhei com ela.
Mas que por.ra está acontecendo comigo?
Estou morto de cansaço, mas já amanheceu e eu preciso levantar, porque a responsabilidade chama. Ainda tenho que buscar o Jason no aeroporto antes de ir trabalhar.
Levanto da cama, tomo um banho rápido, visto um dos meus vários ternos de trabalho, passo um pouco de perfume e penteio os cabelos para trás. Pego a chave do meu carro na mesinha ao lado da cama, coloco meu celular no bolso, confiro as horas em meu relógio de pulso para garantir que não estou atrasado e saio de casa.
Estava a caminho do aeroporto, quando recebo uma ligação da Zoe. Aperto o botão do tablet que fica conectado ao meu celular no carro, a atendendo.
— Sim. — digo brevemente sem tirar os olhos da direção.
— Bom dia, senhor Campbell. Irá demorar para chegar? — estranho a pergunta dela.
— Um pouco, tenho que buscar meu amigo no aeroporto. Algum problema? — ouço-a pigarrear.
— Perdoe-me, senhor... Mas devido a agonia desses dias atrás de uma pessoa para ocupar o cargo de secretária, acabei esquecendo de pedir sua assinatura nos documentos que precisam ser enviados ainda hoje aos seus sócios. — respiro fundo.
— Droga! — murmuro bem baixinho para que ela não ouça e soco o volante.
Não é culpa dela a empresa estar uma bagunça nesses últimos três meses.
— Me desculpa mesmo, senhor. Só lembrei agora cedo, graças a Manuela. — se refere a nossa recepcionista.
Percebo o quanto Zoe está sem graça.
— Tudo bem, Zoe. Não é culpa sua. Estou a caminho da empresa, não se preocupe. — sem lhe dar tempo para responder, encerro a chamada e faço uma curva rápida, mudando meu destino.
Jason vai me matar se eu me atrasar e deixá-lo esperando, mas não tive escolha, se eu não fizesse isso, seria apenas mais uma razão para o falatório do meu pai. E, definitivamente, não estou com cabeça para isso.
Em questão de minutos chego a empresa, por sorte não estava longe. Estaciono o carro de qualquer jeito, pois, não pretendo demorar e enquanto adentro o prédio, envio uma mensagem ao Jason, informando a razão do meu atraso. Ele vai ficar pu.to.
Saio do elevador, chegando ao andar da presidência.
— Bom dia, Manuela — cumprimento nossa recepcionista — Por favor, peça a Zoe para ir até minha sala. — peço à medida que guardo meu celular no bolso da calça.
— Sim, senhor. — ela responde e eu entro em minha sala.
Sento na cadeira atrás da mesa e após isso, ouço batidas na porta.
— Entre. — Zoe abre a porta e entra em meu escritório, andando até mim.
— Aqui, senhor. — ela me mostra onde devo assinar em seu tablet, rapidamente o faço.
— Já iniciaram as entrevistas? — pergunto um pouco nervoso sobre isso.
— Ainda não, as candidatas estão chegando, mas creio que não irá demorar.
— Ok! Quero estar à par de tudo, lembre-se das nossas últimas candidatas, então não pretendo me precipitar dessa vez. — ela meneia a cabeça em concordância.
Somos interrompidos por batidas na porta e Manuela a entreabre, colocando apenas a cabeça para dentro.
— Desculpe interrompê-los, mas uma das candidatas a vaga acaba de chegar, Zoe. — ambos estamos olhando na direção da porta.
— Tudo bem, Manu. Já estou indo. — Zoe sorri sem mostrar os dentes e Manuela fecha a porta.
— Lembre do que te falei, por favor... — digo após estarmos sozinhos novamente.
— Não se preocupe, senhor. Estou certa de que encontraremos a pessoa perfeita para o cargo ainda hoje. — Zoe me responde com confiança.
— Confio em você. Irei apenas organizar mais algumas coisas e já estou de saída, qualquer coisa me ligue. — termino as assinaturas e ela sai de minha sala.
Não sei quanto tempo passou, pois, acabei aproveitando para resolver outras pendências referentes a empresa, mas vejo que estou em cima da hora quando meu celular toca e vejo o nome do Jason no visor da tela, decido não atendê-lo, somente deixo tocando e me apresso em sair da sala. Antes de ir buscá-lo, passo no refeitório para pegar um pouco de café, porque devido a noite mal dormida, preciso de algo que me mantenha desperto durante o dia.
Como o refeitório é próximo à sala da Zoe, aproveito para tentar ouvir alguma coisa da porta mesmo, porém, nada ouço. Me assusto ao ver a maçaneta girando, pois, não há razão para me preocupar com isso, já que a Zoe é muito competente e não colocaria qualquer pessoa para trabalhar conosco.
Não deu nem tempo de pensar em sair dali, porque quando dei por mim a porta já havia sido aberta e uma mulher se esbarrou em mim. Por eu ser bem alto, ela dá de cara com meu peitoral.
