Capítulo 1- O começo

Avisos de Gatilho: Olá e bem-vindos à história Laços Sem Cheiro. Neste livro, haverá menções a bullying (verbal e não verbal), bem como a romance, portanto a classificação +18 é altamente recomendada; mas se você ainda assim decidir prosseguir, considere-se avisado. Este também é um livro de harém reverso e é a minha primeira história masculino/masculino (M/M). Também pode haver indícios de BDSM, abuso, estupro, tortura e coisas desse tipo, então, por favor, esteja ciente disso ao ler os próximos capítulos, pois muito provavelmente não indicarei quais capítulos contêm o quê, então fica o aviso. Mas, sem mais delongas, vamos direto para a história.

PDV em Terceira Pessoa

— Certo, mamãe, EMPURRE! — ordena a voz de um médico, que estava posicionado aos pés de uma mulher atualmente em trabalho de parto de seu primeiro filhote. A mulher chora e grita enquanto a dor se irradia por todo o seu corpo. Uma tempestade assola o lado de fora enquanto ela continua a dar à luz.

— Vamos lá, querida. Só mais um empurrão bem forte. Ele está quase aqui — responde uma voz masculina enquanto ele continua a apoiar sua esposa e companheira. O Alfa, a Luna, o Beta e o Delta deles estão todos esperando na sala de espera por notícias do recém-nascido Gama, que deve chegar a qualquer minuto.

— Oh, Lua. Austin... E-eu não consigo fazer isso — chora a mulher, com o corpo exausto do intenso trabalho de parto do filhote que ainda está dentro dela.

— Sim, você consegue, Layla. Nosso filho precisa de você. Vamos lá, só mais um empurrão e ele vai sair — incentiva Austin à sua companheira, Layla, sabendo que ela queria desistir, mas não podia pelo bem do filho deles.

— Ele tem razão, mais um empurrão bem forte deve ser o suficiente.

Assentindo fracamente para o médico, Layla se prepara para empurrar na próxima grande contração. Seu corpo faz força com tudo o que tem, quando de repente o som de um choro pode ser ouvido. O choro de um bebê, enquanto a chuva continuava a cair forte do lado de fora do hospital principal.

— Parabéns, Gama. Um menino perfeitamente saudável — sorri o médico, entregando-o a uma enfermeira para ser limpo antes de devolvê-lo à mãe.

Desabando contra a cama devido à falta de forças, Layla espera pacientemente por seu filho. Uma enfermeira então se aproxima para entregar o bebê a ela, já limpo. O vínculo entre mãe e filho é quase instantâneo, enquanto Austin sorri amorosamente para sua companheira e seu filho.

‘Nosso’, sussurra o lobo de Austin, Kear, com um ronronar surgindo do fundo do peito deles enquanto compartilham esse momento.

‘Sim, Kear. Nosso’, sussurra Austin de volta para seu lobo, que ainda ronrona de felicidade.

Observando a cena se desenrolar silenciosamente diante deles, o médico volta a se pronunciar:

— Parabéns mais uma vez, Layla, você foi maravilhosa. Bem, vocês dois já escolheram um nome para ele, para que eu possa registrá-lo nos arquivos da alcateia?

— Tori. Tori Hall. Futuro Gama da Alcateia Ambersky — sussurra Layla, maravilhada com o pequeno pacotinho de alegria que repousa em seus braços.

— Perdão? Você disse Gama? Isso é impossível. Seu filho atualmente não tem cheiro. Ele cheira completamente a humano. De jeito nenhum ele poderá se tornar o próximo Gama desta alcateia — comenta o médico, chocado com o que estava ouvindo.

— O QUÊ?! Isso é impossível! Ele é nosso filho. Estamos tentando tê-lo há quase 6 anos. O que o posto dele, o seu direito de nascença, tem a ver com ele ter ou não um cheiro? Ele é nosso filho! — grita Layla, agora ofendida com o que o médico lhe dissera.

"Sinto muito, Gama. Não tive a intenção de usar um tom inadequado. Farei questão de anotar tudo nos registros da matilha", gagueja o médico ao se virar para sair do quarto seguido por suas enfermeiras, deixando Austin e Layla com seu pequeno recém-nascido.

"Oh, Austin. O que vamos fazer? Se o que o médico diz for verdade e nosso filho for mesmo sem cheiro, vão implicar com ele quando crescer. Nenhum outro lobo o vai querer, nem ele será capaz de encontrar sua companheira quando atingir a maioridade. Precisamos de respostas agora", chora Layla, com Keena, sua loba, choramingando de dor por seu filhote.

"Eu sei, querida. Eu sei. Vou falar com o Alfa Dawson, ver se ele pode nos ajudar a resolver tudo isso", sugere Austin, no momento em que outra voz começa a falar, chamando a atenção dos dois.

"Me perguntar o quê?", surge a voz do Alfa Dawson, ou Chase, enquanto ele entra no quarto.

O Alfa agora entrava no quarto ao lado de seu filho Jake, junto com sua Luna e companheira Alyssa, assim como seu Beta, o Beta Nathaniel, e seu Delta, o Delta Leo, ambos trazendo também seus filhos, Zak e Alex.

"Alfa", responde Austin, inclinando a cabeça em respeito ao Alfa de sua matilha e líder de Ambersky.

"Me perguntar o quê, Austin? Você sabe que pode me pedir qualquer coisa", responde o Alfa Dawson.

Limpando a garganta, Austin toma a palavra.

"Minha esposa e eu precisamos da sua ajuda, Alfa. De acordo com o médico, nosso filho não tem cheiro. É quase humano. E, embora eu esteja inclinado a acreditar nele com base nos fatos e na falta de cheiro, eu sei que Tori é nosso. Tentamos por 6 longos anos apenas para sermos abençoados pela Deusa da Lua agora."

"Hmm, isso parece mesmo problemático, se quer saber. Mas buscarei o Conselho dos Anciãos. Vou ver se eles sabem de alguma coisa sobre lobos não terem cheiro. Ver se há algum registro histórico que possa nos ajudar a entender melhor o que está acontecendo com o pequeno Tori. Mas, por enquanto, você e Layla devem descansar. A família de vocês passou por muita coisa", admite o Alfa Dawson ao seu Gama e amigo.

"Obrigado", sussurra Austin, no momento em que Jake, Zak e Alex se aproximam de Tori perto da cama.

"Qual é o nome dele?", pergunta Zak, com os curiosos olhos azuis agora fixos em Tori, que dormia profundamente.

"O nome dele é Tori. Ele será o novo Gama do Jake um dia, assim como você se tornará o novo Beta e o Alex, o novo Delta", sorri Austin, enquanto mostra seu filho para as crianças.

"Ele é pequenininho. E tem um cheiro engraçado também", comenta Alex, seus olhos verdes observando o pequeno pacotinho com curiosidade.

"É verdade. Mas, com sorte, isso vai mudar quando ele crescer."

Assentindo, os três jovens lobos continuam observando Tori, mesmo enquanto ele segue dormindo profundamente. Com um sorriso no rosto de cada um deles, uma parte deles sabia que o que quer que a Deusa da Lua tivesse planejado para eles certamente envolveria Jake, Zak, Alex e Tori.

"Certo, meu filho. É hora de irmos", chama o Alfa Dawson, que já estava ali há algum tempo e decidira que agora era o momento de irem embora para que Tori e Layla pudessem descansar.

"Ah... Mas eu não quero. Quero ficar aqui com o Tori", choraminga Jake, seus olhos, um azul e outro verde, agora olhando para o pai quase em súplica.

"Não se preocupe, Jake. Você poderá ver o Tori de novo em breve, está bem?", tranquiliza Layla, tendo visto a maneira como o jovem Alfa agia perto de seu filho.

"Promete?"

"Eu prometo."

Sorrindo alegremente, Jake, Zak e Alex se viram para voltar para perto de seus pais, mas não sem antes surpreenderem a todos no quarto depositando um beijo doce e gentil na cabecinha de Tori, quase como se prometessem a ele que voltariam, antes de finalmente deixarem Austin e sua família no quarto para descansarem.

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