Mãe solteira, amor em dobro.

Mãe solteira, amor em dobro.

Sergio Rocha · Concluído · 156.8k Palavras

1.2k
Popular
64k
Visualizações
2.4k
Adicionado
Adicionar à Estante
Começar a Ler
Compartilhar:facebooktwitterpinterestwhatsappreddit

Introdução

Berenice Swan é uma jovem mãe solteira que teve uma vida difícil e dedica a vida ao amado filho, que é sua única motivação para continuar. Fechada para o amor, não quer se envolver de novo com nenhum homem depois de ter sido abandonada por aquele que lhe jurou amor eterno.

Emerson Harker é um homem milionário, de atitude fria e despótica, que perdeu os pais e, depois disso, se tornou um sujeito desconfiado do mundo. No entanto, a vida dos dois vai mudar quando o destino reunir chefe e assistente fora do ambiente de trabalho, e seus caminhos acabarem entrelaçados. Emerson vai aprender a confiar nos outros nos braços daquela mãe solteira e de seu pequeno filho.

Capítulo 1

8:35 da manhã. Meu Deus, vou me atrasar de novo! Seria a terceira vez nesta semana, e embora não fosse completamente minha culpa, sabia que as desculpas não importavam mais. Fazia de tudo para chegar a tempo, mas a vida parecia conspirar contra mim todas as manhãs.

— Anda logo, Dante, rápido, ou vamos perder o ônibus! —disse ao meu pequeno, segurando sua mão com suavidade, mas com urgência.

— Hoje a tia Rose não vem? —perguntou com aquela vozinha que sempre conseguia me derreter.

— Não, meu amor, a tia Rose tem que trabalhar cedo. Vamos só nós dois —respondi enquanto terminava de guardar seu lanche na mochila, um gesto já rotineiro, mas que nunca perdia sua ternura.

Saímos do apartamento como um furacão. Por sorte, o ônibus não demorou a chegar. Descemos na parada próxima ao jardim maternal e caminhamos com passos rápidos sob o sol da manhã. Quando olhei no relógio, senti um aperto no peito: nove horas em ponto. A hora exata em que eu deveria estar sentada na minha mesa.

— Oi, Berenice. Oi, Dante —nos cumprimentou Antonella na entrada, com um sorriso compreensivo.

— Oi, Antonella. Vou buscá-lo às cinco e meia —disse, tentando soar tranquila—. Tchau, meu amor, comporte-se —me abaixei, dei um beijo no topo da sua cabeça e senti suas mãozinhas se agarrando à minha blusa por um instante.

— Eu também te amo, mamãe —murmurou antes de entrar no jardim com passinhos pequenos.

Odiava deixá-lo. Com apenas três anos, já entendia demais sobre despedidas. Minha irmã, Rosario, estava cobrindo um turno matutino e não podia me ajudar esta semana. Se eu perdesse esse emprego, não saberia como sustentá-lo.

Peguei o metrô, novamente. Desta vez a viagem foi rápida. Corri pelas ruas como se estivesse sendo perseguida, o coração batendo forte no peito. Ao entrar no prédio, ignorei o elevador e subi as escadas de dois em dois degraus. Cheguei ao meu posto sem fôlego, o cabelo grudado na testa. Eram nove e meia. Andava distraída, olhando para o chão, e esbarrei em algo firme e imóvel.

Ao levantar o olhar, deparei-me com aqueles olhos azuis e frios, a testa franzida, a boca em uma linha fina de desaprovação.

Não, hoje não.

— Berenice —disse Emerson Harker com uma voz que não deixava espaço para réplicas—. Terceiro dia consecutivo. Tive que atender suas ligações. Você acha isso aceitável?

— Não, senhor Harker —respondi, abaixando o olhar. Sentia o peso de sua autoridade como um muro.

— Eu te contrato para trabalhar, não para eu fazer seu trabalho. Se você ainda está aqui, é porque é boa no que faz. Mas até o bom tem limites —seu olhar era um iceberg—. Apenas me passe o urgente hoje. Não tolero interrupções.

— Sim, senhor.

— Que seja a última vez —acrescentou, virando-se, me deixando tremendo diante de sua porta fechada.

Sentei-me na minha cadeira, respirando fundo. Emerson Harker, o "geleira". Todos o conheciam assim: frio, calculista, inacessível. Mas também era meu sustento, a razão pela qual Dante podia ter uma infância tranquila. Aguentaria o que fosse necessário.

— Hoje ele veio mais mal-humorado do que o normal, não acha? —Jessica se aproximou da minha mesa, baixando a voz como se o próprio Harker pudesse nos ouvir através das paredes.

— Sim, é verdade —suspirei, passando os dedos pela borda dos papéis que revisava—. Mas você sabe como é; a gente acaba se acostumando até com os trovões.

—Não sei como você aguenta, Berenice —disse, balançando a cabeça com uma mistura de admiração e pena—. Eu, na primeira, já teria mandado ele ir plantar batatas.

Um sorrisinho escapou. —Não tenho outra escolha, Jess. Em nenhum outro lugar me pagariam o suficiente para sustentar o Dante sem precisar trabalhar em dois empregos ao mesmo tempo. Pelo menos aqui, mesmo com o chefe sendo um iceberg, posso dar alguns luxos ao meu filho.

—Você tem razão —reconheceu Jessica, e sua expressão se suavizou—. O iceberg serve para algo bom, pelo menos. Mas eu, sinceramente, não aguentaria nem um dia sendo sua secretária. Eu te admiro, e também te compadeço, amiga.

—Tem que ver o lado positivo de tudo —disse, dando de ombros, um gesto que já era quase automático—. E você? Como estão Fernando e Clarise?

—Crescendo que dá até medo! —seu rosto se iluminou na hora—. Daqui a algumas semanas, é o aniversário do Fernando, você sabe. Claro que você e Dante estão mais que convidados.

—Muito obrigada —respondi, e desta vez o sorriso foi genuíno—. Dante vai ficar muito feliz. Ele adora brincar com o Fernando.

Jessica era uma das poucas pessoas naquele lugar a quem eu podia chamar de amiga. Mãe de duas crianças lindas —Fernando, que logo faria quatro anos, e Clarise, de apenas dois—, ela foi um porto de normalidade no meio do mar gelado da Corporação Harker. Dante e Fernando se davam muito bem, e aquelas tardes de brincadeira eram um luxo que eu guardava com carinho. Jess foi uma das primeiras a me estender a mão quando cheguei, perdida e sobrecarregada, há dois anos. Ela já estava na empresa há mais de três anos e me ensinou, com paciência de santa, o ritmo implacável que se respirava aqui. Eu devia muito a ela e à sua família, que me ajudaram a encontrar meu caminho quando essa cidade ainda me parecia um labirinto de cimento.

Bip!

O intercomunicador da minha mesa piscou com uma luz vermelha, seguido da voz seca e sem inflexões que eu já conhecia bem demais.

—Berenice. No meu escritório. Agora.

Jessica me lançou um olhar de “boa sorte” entre zombeteiro e compassivo.

Revirei os olhos para o céu, mentalmente contando até três, e me dirigi para a porta de madeira escura que todos evitavam. Toquei com os nós dos dedos, sentindo a solidez do material.

—Entre —soou de dentro.

Abri e cruzei o limiar. O ar aqui sempre parecia mais frio.

—Senhor Harker —disse, mantendo meu tom profissional, aquele que eu praticava até no espelho.

—Sente-se —ordenou sem levantar os olhos da tela. Obedeci na hora, com as mãos no colo—. O que temos na agenda para amanhã?

—Reunião com o senhor Eleazar Esposito às onze da manhã —recitei de memória—, e à noite, a festa de inauguração do novo Hotel Grand Luxe, no centro.

Ele, como sempre, tinha os olhos cravados nos relatórios. Às vezes eu me perguntava se ele realmente lembrava como era meu rosto, ou se apenas reconhecia o som da minha voz entre as demais.

—Ah, sim. Eu lembro —murmurou, finalmente desviando o olhar do computador para fixá-lo em mim. Era um olhar avaliador, frio—. Muito bem. Amanhã preciso de você aqui às oito em ponto. Quero que me ajude a refinar o discurso para a gala. Você é boa nessas coisas.

O silêncio se tornou pesado por alguns segundos. Minha mente correu mais rápido que o metrô: Dante, a creche que abria às oito e meia, a impossibilidade de deixá-lo antes...

— Senhor Harker — comecei, sentindo como meus dedos se enroscavam nervosamente —. Desculpe, mas... não seria possível o senhor vir no meu horário habitual? Eu posso ficar mais tarde hoje e trabalhar no discurso, mas chegar às oito... é materialmente impossível para mim.

Ele deixou a caneta que segurava sobre a mesa com um baque seco.

— Berenice, vamos esclarecer uma coisa — disse ele, e sua voz baixou de temperatura vários graus —. Aqui, quem dá as ordens sou eu. Seu contrato é muito claro: disponibilidade total, vinte e quatro horas, se necessário. E agora, mais ainda, porque a partir de hoje seu cargo não é apenas de secretária. Você é também minha assistente pessoal.

Meus olhos se arregalaram. — Assistente... pessoal?

— Exatamente. Você é a pessoa mais eficiente deste andar, e eu preciso de você para ambas as funções. Não se preocupe, haverá um aumento adequado — acrescentou, como se estivesse falando de um ajuste com um fornecedor e não da minha vida —. Então, repito: preciso de você disponível. Começando amanhã às oito. Nem um minuto a mais, nem um a menos. Pode se retirar.

Fechei a boca, engolindo as palavras — e a raiva — que ferviam na minha garganta. Não havia mais nada a dizer.

O restante do dia passou em um turbilhão de chamadas automáticas e papelada. Às cinco em ponto, saí disparada como de costume. Meu verdadeiro trabalho, aquele que dava sentido a todo o resto, começava agora.

A creche era um oásis de barulho e cor. E lá, no meio de tudo, estava o rostinho que dissipava qualquer nuvem.

— Mamãe! — Dante veio correndo, seus sapatinhos fazendo um barulhinho rápido contra o chão.

— Oi, meu amor! — ajoelhei-me e o envolvi em um abraço, inalando seu cheiro de bebê e bolachas —. Você foi bem?

— Eu te amo muito, mamãe — sussurrou, enterrando o nariz no meu pescoço.

— E eu te amo mais, meu vida — dei um beijo em seu cabelo, macio e bagunçado —. Pronto para ir para casa?

— Siiim! — saltou de emoção, segurando minha mão.

Despedimo-nos de Antonella e começamos a viagem de volta. O ônibus, fiel à sua natureza imprevisível, demorou quase quarenta minutos. Mas finalmente chegamos, e o aroma de comida caseira nos recebeu na porta.

— E quem é essa criança linda? — cantou Rosario, minha irmã, da cozinha. Dante soltou uma risada e correu para abraçá-la.

— Oi, tia Rose!

— E eu? Não mereço cumprimentos? — reclamei, fingindo zangada.

— Ah, é mesmo. Vamos lá, Dante, cumprimentar sua mãe antes que ela fique triste — disse ela em um "sussurro" teatral —. Oi, Beri — aproximou-se e me deu um beijo na bochecha.

— Estou com fome — anunciou Dante, apontando para a barriga com seriedade.

— Então venham, senão esfria — disse Rose, nos guiando para a sala de jantar.

Enquanto jantávamos a deliciosa comida que minha irmã havia preparado, senti um momento de paz. Rosario, dois anos mais velha que eu, era minha rocha. Estávamos morando juntas em Chicago há três anos, após deixar para trás nosso pequeno vilarejo, Forks. Eu havia chegado pouco antes de Dante nascer, uma reviravolta agridoce do destino que trouxe luz após uma profunda escuridão. Nossos pais haviam falecido quando eu ainda era muito jovem, e Rose teve que assumir tudo, até mesmo deixando seu sonho de ser chef. Agora, felizmente casada com Ernest, o dono do restaurante onde trabalhava, ela havia construído uma nova vida, e me acolheu nela sem hesitar.

—Oi, pessoal! —Ernest entrou na casa com sua energia habitual.

—Tio Urso! —gritou Dante, abandonando sua cadeira para se lançar em seus braços.

—E aí, campeão? Como você está? —ele o ergueu em direção ao teto, fazendo-o girar entre risadas.

—Ernest, abaixa ele, por favor —interveio Rose, embora com um sorriso—. Ele acabou de jantar.

—Certo, certo —rindo, ele baixou o menino com cuidado antes de vir me cumprimentar—. Tudo bem, Berenice?

Mais tarde, depois de dar banho no Dante e de tomar uma ducha eu mesma, a ansiedade voltou. Com um nó no estômago, fui à sala, onde Rose assistia televisão.

—Rose... —chamei, sentindo-me desajeitada.

—Diga —respondeu ela, se virando. Seu olhar era tão caloroso e familiar que por um segundo me transportou à infância.

—Preciso te pedir um favor enorme —disse, olhando para o chão—. Odeio isso, mas não tenho alternativa.

—O que você precisar, você sabe disso.

—Amanhã meu chefe exige que eu esteja lá às oito em ponto. É impossível levar o Dante à creche a tempo. Você pode... levar ele? Sei que é pedir muito, que você tem seu trabalho...

—Berenice —ela me interrompeu suavemente—. Ele é meu sobrinho. Eu faço alguém cobrir meu turno. Não é problema algum.

A gratidão me inundou. —Obrigada, Rose. De verdade, não sei o que faria sem você.

—Para isso estamos aqui —me abraçou—. Mas o que está acontecendo? Você está com cara de quem está preocupada.

—É tudo... isso —soltei, a frustração borbulhando—. Não passo tempo suficiente com meu filho, e agora esse iceberg me nomeou sua assistente pessoal. Vou ter ainda menos horas livres.

—O quê?! —exclamou, se afastando para me olhar melhor.

—Sim —suspirei, cobrindo o rosto com as mãos—. Tudo fica mais complicado.

—Respira, Beri. Pelo Dante, você aguenta. Ele sabe que você o ama, e tudo isso é por ele —suas palavras eram um bálsamo, justo quando o pequeno em questão apareceu no marco da porta, esfregando um olho.

—Mamãe, estou com sono.

—Vamos, então —disse, levantando-me e carregando-o—. Vamos dar boa noite.

—Boa noite, tios —murmurou Dante, entre um bocejo e um sorriso.

Uma vez no nosso quarto, vesti-o com seu pijama listrado e o deitei no centro da cama que compartilhávamos. Me deitei ao seu lado e comecei a cantarolar sua canção de ninar, a de sempre.

—Você me conta uma história? —pediu, já meio dormindo.

—Qual você quer?

—O Pequeno Príncipe —disse, e uma dor familiar e aguda me atravessou o peito. Segurei as lágrimas que ameaçavam cair.

—Esse era o favorito do papai, né? —perguntou com sua voz sonolenta.

—Sim, querido. Esse mesmo —consegui dizer, buscando o livro na estante.

Li para ele até sua respiração se tornar lenta e profunda. Me inclinei e deixei um beijo em sua testa.

Ele era meu tudo. A razão para suportar dias cinzentos e olhares gelados. Ser mãe solteira era uma batalha constante entre a culpa e a determinação, entre o cansaço infinito e o maior amor que eu já conheci.

Por que a vida tinha que nos tirar quem mais amávamos, deixando-nos navegar às cegas?

Enxuguei uma lágrima furtiva, pus meu pijama e me enrosquei ao redor de seu pequeno corpo, sentindo como seu calor afastava o frio do mundo. Na penumbra, uma pergunta antiga sussurrou em minha mente antes que o sono me vencesse por completo:

Por que você nos abandonou?

Últimos Capítulos

Você Pode Gostar 😍

O Projeto Prisão

O Projeto Prisão

529.7k Visualizações · Concluído · Bethany D
O mais novo experimento do governo em reabilitação criminal - enviar milhares de jovens mulheres para viver ao lado de alguns dos homens mais perigosos mantidos atrás das grades...

O amor pode domar o intocável? Ou só alimentará o fogo e causará caos entre os presos?

Recém-saída do ensino médio e sufocando em sua cidade natal sem perspectivas, Margot anseia por sua fuga. Sua amiga mais imprudente, Cara, acha que encontrou a saída perfeita para as duas - O Projeto Prisioneiro - um programa controverso que oferece uma quantia de dinheiro que muda a vida em troca de tempo passado com presos de segurança máxima.

Sem hesitação, Cara corre para inscrever as duas.

A recompensa? Um bilhete só de ida para as profundezas de uma prisão governada por líderes de gangues, chefes da máfia e homens que nem os guardas ousariam enfrentar...

No centro de tudo, encontra Coban Santorelli - um homem mais frio que gelo, mais escuro que a meia-noite, e tão mortal quanto o fogo que alimenta sua raiva interior. Ele sabe que o projeto pode muito bem ser seu único bilhete para a liberdade - seu único bilhete para a vingança contra quem conseguiu prendê-lo, e por isso deve provar que pode aprender a amar...

Será Margot a sortuda escolhida para ajudá-lo a se reformar?

Será que Coban será capaz de trazer algo mais para a mesa além de sexo?

O que começa como negação pode muito bem crescer em obsessão, que então pode se transformar em amor verdadeiro...

Um romance temperamental.
Os Trigêmeos Surpresa do CEO

Os Trigêmeos Surpresa do CEO

474.9k Visualizações · Concluído · Luna Hart
Cinco anos atrás, fui drogada pela minha meia-irmã. Dada a necessidade de cobrir minha mensalidade, acabei aceitando a situação. Senti sua respiração quente contra meu ouvido, seus dedos ásperos roçando minhas coxas internas, despertando uma dor entorpecida e elétrica. Seu pau duro pressionava contra minha buceta molhada, fazendo meu coração disparar, meu corpo arqueando instintivamente, desejando penetrações mais profundas.
Depois daquela noite imprudente, parti em desgraça, apenas para descobrir que estava grávida de trigêmeos.
Cinco anos depois, voltei como um novo talento brilhante na área médica, pronta para me vingar da minha madrasta, meia-irmã e pai.
Então Harrison Frost apareceu, olhando para as versões em miniatura de si mesmo, incentivando-os a chamá-lo de "Pai."
Ele tirou a camisa, sorrindo. "Ei, quer reviver o calor daquela noite?"
Aliança com o Mafioso

Aliança com o Mafioso

3k Visualizações · Concluído · jamilesalvatore
No meio de uma tragédia familiar que destrói tudo o que ela conhecia, uma mulher se vê mergulhada em um mundo de dor, sangue, segredos e vingança. A vida que antes parecia segura é arrancada de suas mãos no instante em que presencia a morte brutal de seus pais, vítimas de um inimigo poderoso e impiedoso que não mede esforços para eliminar aqueles que considera uma ameaça.

Sozinha e consumida pelo luto, ela precisa encontrar forças para continuar, principalmente porque ainda existe alguém que depende dela: sua irmã mais nova. Sabendo que o perigo não terminou e que sua família continua sendo um alvo, ela abandona seus medos e decide lutar contra aqueles que destruíram sua vida. O desejo de justiça se transforma em uma obsessão, e cada passo que dá a aproxima de um caminho sem volta.

Determinada a se vingar, ela descobre que a única maneira de chegar perto do homem responsável pela tragédia é através de seu próprio filho, Alexei Corleone. Herdeiro de um império construído sobre poder e violência, Alexei carrega o peso do sobrenome e também os próprios conflitos com o legado de sua família.

Entre eles existe uma história marcada pelo ódio, pela desconfiança e por uma guerra antiga entre dois clãs inimigos. No entanto, quando circunstâncias inesperadas os colocam lado a lado, uma aliança improvável começa a surgir. O plano inicial é simples: unir forças para destruir o verdadeiro inimigo e garantir a proteção de sua irmã.

Mas para isso, ela terá que fazer o impensável: se casar com o filho do homem que arruinou sua vida. Um casamento baseado em vingança, onde cada olhar esconde uma ameaça e cada sentimento pode se transformar em uma fraqueza.
No Alto do Morro

No Alto do Morro

2k Visualizações · Concluído · jamilesalvatore
Manuela jamais imaginou que sua vida mudaria de forma tão drástica em tão pouco tempo. Depois do fim de um relacionamento de quase dez anos, viu seu mundo desmoronar. A separação aconteceu da pior maneira possível, deixando marcas profundas em sua autoestima e escancarando uma dependência emocional que ela nunca havia percebido com tanta clareza. Incapaz de aceitar o término, insistia em procurar o ex-companheiro, acreditando que, de alguma forma, ainda poderia recuperar a história que construíram juntos. O desespero a levou a atitudes das quais mais tarde se arrependeria, como implorar por atenção e afeto de alguém que já havia decidido seguir em frente.

Na tentativa de conversar pela última vez, durante uma festa organizada em sua própria casa, Manuela envia uma mensagem pedindo que ele a encontre discretamente em seu quarto. Convencida de que ele atenderia ao chamado, ela aguarda no ambiente escuro, sem desconfiar de que a pessoa que atravessaria a porta não era quem ela esperava. A falta de luz e o momento de vulnerabilidade resultam em um enorme mal-entendido, e ela acaba vivendo um momento íntimo com um homem cuja identidade só descobre depois.

O choque é imediato. O desconhecido, na verdade, era o filho de seu padrasto, alguém que havia acabado de entrar para a família. O constrangimento toma conta dos dois, transformando aquela noite em um segredo difícil de encarar e ainda mais difícil de esquecer. Decididos a fingir que nada havia acontecido, ambos seguem caminhos separados, acreditando que aquele episódio jamais voltaria a interferir em suas vidas.
QUEM EU ERA - A secretária que desafiou o CEO

QUEM EU ERA - A secretária que desafiou o CEO

4.2k Visualizações · Concluído · bhiapear
Gregori Klaus é um CEO brilhante, frio e temido no mundo dos negócios. Acostumado a controlar tudo e todos, sua rotina muda completamente quando Hayla Baker, uma assistente executiva inteligente, determinada e incapaz de se intimidar diante dele, cruza seu caminho.
O primeiro encontro termina em conflito. O segundo, em uma viagem de negócios. Entre provocações, desafios e uma química impossível de ignorar, a rivalidade entre os dois rapidamente se transforma em uma paixão intensa. No entanto, ambos carregam feridas profundas e segredos que ameaçam destruir tudo o que estão construindo.
Enquanto o amor cresce, Hayla descobre que está no centro de uma conspiração envolvendo a poderosa Baker & Baker. Ataques, traições e inimigos ocultos colocam sua vida e a de todos que ela ama em risco. Quando Rodrigo, homem que prometeu proteger Hayla desde a morte de sua mãe, é brutalmente atacado após descobrir parte da verdade, fica claro que a guerra apenas começou.
Ao lado de Klaus, que revela um lado protetor e disposto a enfrentar qualquer perigo por ela, Hayla inicia uma corrida contra o tempo para descobrir quem manipula os acontecimentos nos bastidores. Cada resposta encontrada revela uma ameaça ainda maior, tornando impossível distinguir aliados de inimigos.
Entre o amor, a dor, a culpa e a busca pela verdade, Hayla e Klaus precisarão enfrentar seus próprios fantasmas para sobreviver a uma batalha onde confiança pode custar a vida e o passado insiste em cobrar seu preço.
Porque, às vezes, descobrir quem você realmente é significa enfrentar tudo aquilo que tentaram transformar você.
Meu chefe irresistível

Meu chefe irresistível

5.8k Visualizações · Concluído · Camila Almeida
Ethan Brassard
Nunca pensei que ao descobrir o amor poderia ser tão doloroso.
Se um dia chegassem a me dizer que iria sofrer por uma menina, eu diria que seria mentira.
Ela foi o meu primeiro amor, mas também a minha maior decepção, meio contraditório eu sei, mas é desse jeito que consigo ver as coisas. Pensei que o amor que sentia fosse recíproco, então por que ela desistiu tão rápido assim de nós?
Quando, menos esperamos, levamos uma rasteira do destino, é assim tirado de nós um amor tão forte, que hoje se transformou em cinzas..
Giovanna Ribeiro
Nunca pensei que um ser humano poderia ser tão cruel, a ponto de me machucar...
Por que tudo de ruim tem que acontecer comigo?
Não basta ser abandonada pelo pai, uma mãe que precisa do meu apoio, agora tenho que fugir de um abusador?
Nunca pensei que seria capaz de levantar de cada queda que o destino tem posto em meu caminho.
Eu só queria sair desse inferno…
Quando pensei que tudo estava perdido...
Não sei o que o destino quer me fazendo passar por esses obstáculos, mas me manterei de pé quantas vezes for necessário.
Só espero que essa mudança de cidade possa me trazer coisas boas, e me faça ter uma pouco de esperança, por que nesse momento me sinto presa, em meu próprio corpo, em minha própria mente cansada e escura...
Uma Noite Com Meu Chefe

Uma Noite Com Meu Chefe

4.2m Visualizações · Concluído · Ela Osaretin
Álcool e coração partido definitivamente não são uma boa combinação. Pena que aprendi isso um pouco tarde demais. Eu sou Tessa Beckett e fui dolorosamente dispensada pelo meu namorado de três anos. Isso me levou a ficar bêbada em um bar e ter uma noite de sexo com um estranho. Antes que ele me visse como uma qualquer no dia seguinte, eu o paguei pelo sexo e insultei profundamente sua habilidade de me satisfazer. Mas esse estranho acabou sendo meu novo chefe!
Desalmada

Desalmada

1.7k Visualizações · Atualizando · Paula F.
Maciel é um milionário de cinquenta anos com dois filhos, ele decidiu não se casar desde a morte de sua esposa há anos atrás, entre lances casuais, o seu caso mais duradouro é com uma mulher ambiciosa chamada Anastácia. Uma jovem chamada Elizabeth cruzará o seu caminho e em um jogo de vingança e sexo, entrelaçados pelo desejo, eles descobrirão que amor não tem idade e nunca é tarde para uma revanche!
A Híbrida Rejeitada: Herança de Sangue

A Híbrida Rejeitada: Herança de Sangue

4.5k Visualizações · Concluído · Diene Médicci
Kaya nunca pediu para ser especial, mas nasceu marcada pelo impossível: filha de vampiro e lobo, herdeira de uma força proibida que ninguém deveria carregar. Criada à base de controle, mentiras e magia selada, ela sempre acreditou que suas dores e instintos eram sinal de fraqueza, até descobrir que, na verdade, representavam sua maior arma.
Quando retorna à cidade onde tudo começou, Kaya descobre a verdade brutal: ela faz parte de uma profecia antiga, ligada a uma herança de sangue que pode salvar ou condenar todos os clãs. Agora, desejada por uns, temida por outros e rejeitada por quem mais deveria protegê-la, Kaya precisa enfrentar sua natureza obscura antes que o caos domine.
Mas o destino decide ser ainda mais cruel.
Kaya e sua irmã se apaixonam pelo mesmo lobo, o único destinado a apenas uma delas. Enquanto amor, sangue e dever se entrelaçam, o destino exige sacrifícios… e alguns deles custam mais do que a própria vida.
Entre guerras de poder, segredos antigos e uma herança que clama por sangue, Kaya terá que escolher: ser a híbrida quebrada que tentaram controlar… ou a criatura implacável que nasceu para comandar.
O Alfa Perdido do Mundo das Bruxas

O Alfa Perdido do Mundo das Bruxas

1.8k Visualizações · Concluído · HunnieBahm
Hunnie Inzotta.

Uma bruxa ousada e linda, que também é enfermeira no mundo humano, tem um perseguidor peludo.

Um lobo, que continua a observá-la na floresta enquanto ela pratica sua magia.

Esse lobo a admira e até quer ser levado para casa. Ele se dá ao trabalho de se machucar para que Hunnie não possa sair da floresta sem ele hoje.

Mal sabia ela... ele queria sua companheira e queria que sua magia quebrasse um selo que o prendeu em sua forma de lobo!

Um Rei Lobo-Demônio, BAHM!!

"Fechei os olhos para voltar a dormir depois que tudo se acalmou. O que exatamente aconteceu a seguir, provavelmente me assombrará para sempre.

Abri os olhos quando senti suas garras se alongarem e arranharem minha calcinha.

A brisa da minha janela bateu nos meus pelos expostos por um curto período de tempo, antes que Wolfy enfiasse seu nariz profundamente sob minha perna, jogando-a sobre sua cabeça e lançando sua língua contra meu tecido agora rasgado."

Por que esse homem também quer marcá-la?

Ela não pode permitir isso! Ela tem que rejeitar essa criatura e viver sua vida.

Seu coven nunca aceitaria o fato de que ela transformou um lobo em homem e ele se tornou seu companheiro! Afinal, seu próprio coven a rejeitou por praticar magia negra. Então ela definitivamente não pode causar mais problemas.

Mergulhe na série quente e ardente de Witchy World!
Dominada pelo Consigliere

Dominada pelo Consigliere

7.4k Visualizações · Concluído · Edilaine Cargnin Beckert
Eu não pedi para que se casasse comigo, vá embora e me deixe em paz!“ — Maria Eduarda disse pausadamente, enquanto segurava uma arma debaixo da mesa da cozinha.
Ela levantou virando as costas, soltando o ar com força comprimindo os lábios, apertando o objeto que estava prestes a engatilhado.
Maria Eduarda havia o rejeitado há quatro anos, só que agora, Maicon havia sido aquele escolhido para casar com ela, que tentava dia após dia, fazê-lo se arrepender, sem sucesso.
“Deixá-la agora seria desperdício, não me desfaço de nada que possuo, fique ciente!“ — ele a puxou de repente, fazendo com que a arma ficasse pendurada na ponta de seus dedos.
“Pra me possuir vai precisar de muito mais do que ter o meu corpo..." — sussurrou enquanto se sentia ser desarmada com facilidade por ele.
“Isso é o que vamos ver... até o diavolo tem medo de mim, italiana!"
Depois de Uma Noite com o Alfa

Depois de Uma Noite com o Alfa

589.1k Visualizações · Concluído · Sansa
Uma Noite. Um Erro. Uma Vida de Consequências.

Eu achava que estava esperando pelo amor. Em vez disso, fui fodida por uma besta.

Meu mundo deveria florescer no Festival da Lua Cheia na Baía de Moonshade—champanhe borbulhando em minhas veias, um quarto de hotel reservado para mim e Jason finalmente cruzarmos aquela linha depois de dois anos. Eu vesti uma lingerie rendada, deixei a porta destrancada e me deitei na cama, coração batendo com uma excitação nervosa.

Mas o homem que entrou na minha cama não era Jason.

No quarto completamente escuro, afogada em um cheiro forte e picante que fazia minha cabeça girar, senti mãos—urgentes, ardentes—queimando minha pele. Seu grosso e pulsante pau pressionou contra minha boceta molhada, e antes que eu pudesse respirar, ele empurrou com força, rasgando minha inocência com uma força implacável. A dor queimava, minhas paredes se contraindo enquanto eu arranhava seus ombros de ferro, sufocando os soluços. Sons molhados e escorregadios ecoavam a cada golpe brutal, seu corpo implacável até ele estremecer, derramando quente e fundo dentro de mim.

"Isso foi incrível, Jason," consegui dizer.

"Quem diabos é Jason?"

Meu sangue gelou. A luz cortou seu rosto—Brad Rayne, Alpha da Matilha Moonshade, um lobisomem, não meu namorado. O horror me sufocou ao perceber o que eu tinha feito.

Eu corri para salvar minha vida!

Mas semanas depois, acordei grávida do herdeiro dele!

Dizem que meus olhos heterocromáticos me marcam como uma verdadeira companheira rara. Mas eu não sou loba. Sou apenas Elle, uma ninguém do distrito humano, agora presa no mundo de Brad.

O olhar frio de Brad me fixa: "Você carrega meu sangue. Você é minha."

Não há outra escolha para mim senão escolher esta prisão. Meu corpo também me trai, desejando a besta que me arruinou.

AVISO: Apenas para Leitores Maduros