Metamorfo Acidental

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E.J Bennett · Atualizando · 43.5k Palavras

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Introdução

Jenna Jenson se encontra em uma situação mortal que resulta em um acidente químico.
Enquanto ela luta para aceitar o acidente, segredos e mentiras começam a se revelar.
Jenna busca respostas e logo não sabe em quem pode confiar. Sua família ou seus novos amigos?
Uma lenda na Floresta Dem’Say é mais do que apenas uma história assustadora e Jenna se vê no meio de tudo isso.

Capítulo 1

O iPod de Jenna pulsava com música, abafando o mundo ao seu redor em uma melodia que parecia tão vibrante e viva quanto a própria cidade. Ela atravessou a rua e entrou na deserta zona industrial, uma parte abandonada da cidade, ladeada por prédios de zinco cinza que se erguiam ameaçadoramente nas sombras, mal iluminados por postes de luz piscando como estrelas moribundas. O ar ali era espesso com o cheiro de ferrugem e óleo, impregnado de uma história de trabalho e suor, mas Jenna não se importava. Ainda eufórica de uma noite emocionante, ela cantarolava junto com as músicas que ecoavam em seus ouvidos, seu coração ainda acelerado pela excitação da festa.

Se seus pais soubessem que ela estava vagando pelas ruas a essa hora, certamente lançariam uma bronca sobre segurança e responsabilidade. Semanas de castigo se seguiriam — uma eternidade para uma garota que acabara de comemorar seu décimo sexto aniversário. Mas essa noite era especial; era noite de encontro, um rito de passagem para um mundo de segredos sussurrados e olhares furtivos. Seus pais estavam absortos em uma comédia romântica sem sentido, e sua irmã havia se afastado com seu último namorado — uma distração brilhante que deixava Jenna deliciosamente sozinha. Com o relógio marcando mais de onze horas, ela tinha uma preciosa hora para gastar antes que alguém voltasse, uma hora dourada de liberdade envolta no manto da noite.

A festa que ela acabara de deixar era tudo o que sua melhor amiga Donna prometera: elétrica, viva com luzes piscando e risadas que pulsavam como o baixo batendo nos alto-falantes. Jenna não conseguia se livrar da sensação intoxicante de que Josh, o novo galã enigmático da escola, estava flertando com ela. Recém-chegado a Dem'Say Woods, ele era um alienígena entre eles, suas feições marcantes e charme fácil fazendo os boatos girarem como folhas de outono ao vento. Ela frequentemente se perguntava por que alguém escolheria se estabelecer em uma cidade tão isolada — população de seis mil, situada a vinte e cinco milhas da próxima cidade. Em um lugar onde os boatos prosperavam como fogo selvagem, era difícil não sentir que cada segredo era descoberto, cada olhar dissecado infinitamente.

Mas Josh — havia algo cativante nele. Não eram apenas seus bons looks; era a sabedoria que cintilava por trás de seu sorriso encantador, uma profundidade que a convidava a explorar. Ela relembrava suas breves conversas em sua mente, iluminando cada sorriso, cada olhar tímido. Era real, ou era apenas a adrenalina da noite pulsando em suas veias?

De repente, a emoção intoxicante da noite se transformou em um pesadelo num instante. Uma mão invisível tapou sua boca, o gosto de metal e medo inundando seus sentidos enquanto uma onda de adrenalina disparava por suas veias, despertando um instinto primal de lutar ou fugir. Seu coração batia freneticamente em seu peito, cada batida uma declaração desesperada contra a escuridão que se aproximava. Desesperada para escapar, ela jogou a cabeça para trás, seu calcanhar atingindo o pé de seu agressor, provocando um gemido abafado de dor.

Mas a vitória foi de curta duração; um aperto de ferro agarrou seu longo cabelo ruivo, puxando-o para trás enquanto ela deixava cair seu iPod, a música silenciada num instante — um fim gelado para sua alegria imprudente. A dor atravessou seu couro cabeludo enquanto era puxada para trás, o mundo girando em seu eixo, a tontura ameaçando consumi-la. Reunindo cada gota de força, ela se libertou e correu para a escuridão, sua cabeça latejando, seu coração acelerado enquanto um mantra ecoava em sua mente: Não olhe, não olhe.

Olhar por cima do ombro provou ser desastroso. Lá estava ele—uma figura envolta em preto, rosto escondido sob um capuz, uma sombra se aproximando com velocidade assustadora, a noite engolindo-o completamente a cada passo determinado. O pânico cresceu dentro dela, incendiando suas pernas. Ela correu desesperadamente, os becos escuros se tornando um labirinto de sombras, mas em sua pressa, colidiu com um poste de luz, o impacto derrubando-a no chão, a dor aguda do solo mordendo suas palmas.

"Levanta, Jenna!" ela se incentivou, levantando-se enquanto seu coração batia em um ritmo frenético, um tambor desesperado soando o chamado para a segurança. O laboratório onde seu pai trabalhava surgia à frente, um farol de refúgio na noite caótica, brilhando fracamente à distância. Ela virou a esquina, parando bruscamente em uma abertura na cerca de ferro forjado, a esperança se enrolando em seu peito como uma mola apertada.

Com um salto desesperado, ela se espremeu pela abertura, seu suéter ficando preso em uma borda irregular, um lembrete cruel de sua urgência. Ao olhar para trás, com a adrenalina correndo por suas veias, ela o viu virando a esquina com um foco determinado, a escuridão engolindo-o até que ele fosse apenas um predador perseguindo sua presa. Com o coração disparado, Jenna se libertou do tecido que ameaçava segurá-la. Ela correu em direção à porta da frente do laboratório, mas estava trancada—claro que estava! O pânico surgiu como uma onda, ameaçando afogar sua determinação.

Freneticamente, ela correu ao redor do prédio, sua mente acelerada enquanto avistava uma pilha de pedras à luz do luar. Pegando uma, ela quebrou a janela mais próxima, o vidro estilhaçando alto e ominoso na noite, cortando sua quietude como um grito. Os cacos brilhavam na suave luz do luar, uma testemunha silenciosa de sua ação desesperada—um lembrete das superstições de sua avó sobre luas cheias dando poder à escuridão.

Determined, Jenna bateu no vidro repetidamente até que o buraco fosse grande o suficiente para ela passar, as bordas irregulares mordendo sua pele, mas sem oferecer alívio. A dor se espalhou por sua perna enquanto os cacos cortavam sua pele, mas não havia tempo para pensar na agonia. Ela mergulhou no interior escuro do laboratório, seus dedos roçando a parede fria e estéril enquanto navegava pelas sombras, o ar espesso com o cheiro de medos químicos e sonhos esquecidos.

"Lembre-se, criança," a voz de sua avó ecoou em sua mente, um bálsamo suave contra o caos. "Você tem mais de um sentido. Tocar e cheirar podem um dia te salvar." Aquelas palavras outrora crípticas, envoltas em camadas de lendas familiares, eram sua tábua de salvação agora.

Seus dedos tocaram o metal frio de uma porta, enviando uma onda de esperança através dela. Ela girou a maçaneta lentamente, empurrando-a enquanto ela rangia ominosamente, um aviso na escuridão, e então se trancou lá dentro.

Sem fôlego, ela se apoiou na porta, o vidro frio contra sua bochecha, um lembrete do mundo que estava logo além. Ela precisava se afastar do painel transparente da porta, mesmo na escuridão, onde o perigo espreitava além de sua visão. O som de passos ecoou, pesados e ameaçadores, se aproximando. Ela congelou, seu coração batendo forte no peito, a batida rítmica um lembrete cruel do terror tão próximo.

A maçaneta sacudiu violentamente, fazendo-a recuar para uma prateleira. Frascos caíram no chão, derramando seu conteúdo sobre suas roupas, enviando um calor abrasador por sua pele como chamas lambendo seus calcanhares. Jenna conteve um grito enquanto lutava para respirar, a cacofonia do caos intensificando-se enquanto o mundo se desmoronava ao seu redor. O tempo desacelerou, cada momento se estendendo para a eternidade—uma batalha entre o instinto de se esconder e o instinto de lutar contra a escuridão iminente.

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