
Meu Bully de Outrora
Cherie Akwu · Concluído · 221.1k Palavras
Introdução
“C..como?”
Os lábios dele se curvaram num sorriso presunçoso. “Mostrando atitude.”
Meu rosto se contraiu num leve franzir de cenho, e então soltei um muxoxo. “Quer dizer ficando de joelhos?”
“Fica melhor saindo da sua boca.” Ele passou o polegar pelos meus lábios, me assustando um pouco. Meu coração acelerou.
Os olhos dele vacilaram entre os meus olhos e os meus lábios. “Claro que eu quero você de joelhos, Kinky, usando essa sua boquinha linda... mas não para se desculpar.” Ele empurrou o polegar para a frente, abrindo meus lábios.
_
Privada de amor parental. Condenada a viver à sombra da irmã. O que Uriel não esperava era se tornar um peão no jogo doentio de Ryder Connell.
O que começou como uma relação de bullying porque “o garoto de ouro” não soube lidar com a rejeição se transformou em algo perigosamente emocional, só para desmoronar porque não era recíproco.
Uma aposta. Era só isso para Ryder.
Uriel está devastada, mas isso não é tudo. A irmã dela não vai parar por nada até que Uriel seja destruída por completo. Uriel chegou ao fundo do poço e está pronta para revidar. Mas e se ela estivesse fadada a fracassar desde o começo?
Capítulo 1
Ponto de vista de Uriel
— Por que ninguém me acordou pra ir pra escola?! — reclamei, despencando as escadas. Meu coração batia rápido.
Eu não ia começar meu primeiro dia como aluna do último ano do ensino médio chegando atrasada.
— E quem é a sua empregada nesta casa? — minha mãe foi a primeira a rebater. Ela sempre guardava comentários venenosos prontos pra mim.
Franzindo levemente a testa, servi primeiro um copo d’água. — Mas você acordou a Emma.
Olhei para o meu pai, buscando ajuda. Ele só deu de ombros, desviando o olhar.
Claro.
— Porque ela precisa ser pontual. — Minha mãe me lançou um olhar atravessado — daqueles que eram pra me calar.
— E eu? — perguntei, largando o copo vazio no balcão com cuidado, os olhos cravados nela.
— Você me faz uma pergunta tão idiota? Quem você acha que é? — ela sibilou, desligando o gás.
Sua filha?
— Desculpa, mãe.
— Desculpa pra você mesma. — Ela colocou a omelete num prato.
— Isso é pra mim? Eu não comi nada ontem à noite. — Fiquei na esperança de que ela dissesse que sim.
— E quanto você acrescenta a esta casa? — ela disparou, me fazendo estremecer.
— Faith. — Meu pai falou, com um tom duro.
— O quê? Alguém tem que dizer a verdade pra ela. A gente só consegue alimentar três bocas, não quatro. — Ela sibilou, virando o rosto. — Come isso aí se quiser. Eu já perdi o apetite.
Meu estômago roncou quando olhei pra comida, mas eu não ia deixar que ela me insultasse daquele jeito.
— Eu tenho que ir, pai. — Fui até meu pai, com a perna debilitada, e me inclinei pra dar um beijo na bochecha dele.
Desde que ele se machucou na perna, no trabalho, as coisas tinham ficado meio terríveis. Principalmente pra mim. Pelo menos quando ele estava trabalhando de verdade e trazendo dinheiro pra casa, eu era cuidada como devia.
Mas deixemos essa história pra outra hora.
Boas vibrações eram tudo o que eu queria ter hoje.
— Aqui. — Ele apertou um papelzinho na minha mão. — Por favor, guarda tudo.
Eu engasguei, olhando o dinheiro na minha palma. — Pai…
— Por favor. Você está ficando magra. Isso está me incomodando. — Havia uma tristeza no olhar dele.
Aquilo me enfraquecia.
— Mas…
— Que bom que você ainda… — Minha mãe nos mediu com desconfiança. — Do que vocês dois estão falando?
Enfiei o dinheiro no bolso antes de me virar pra ela.
Não é da sua conta, foi o que eu quis dizer.
Mas me contentei com: — Bênçãos da manhã.
— Você abençoou a Emma também?
É. Era sempre Emma, Emma, Emma.
Às vezes eu me perguntava se ela era mesmo minha mãe, porque não parecia.
— Tá, tchau.
— Não, espera aí! — Ela veio depressa até mim, enfiando uma carteira na minha mão. — Procura a Emma e entrega pra ela. Diz que meu cartão de crédito está aí dentro e que ela sabe a senha. Diz pra ela comprar aqueles vestidos que ela queria.
— Tá, tanto faz. — Arranquei a carteira da mão dela, lutando contra a vontade de gritar “e eu?” na cara dela.
“É melhor você dar isso pra ela, Uriel!”
Quando saí de casa, fiquei pensando se usava o dinheiro que meu pai me deu para transporte ou para comida.
Eu não queria ficar toda suada no meu primeiro dia.
“Ei, vadia!”
Ignorei o chamado, porque desconfiei que fossem aqueles metidos ricos que moravam rua abaixo, e continuei andando em frente.
“Uri!” A voz ficou clara e familiar. Então um carro passou por mim, bloqueando meu caminho.
“Que porra?” Eu ri, olhando de Kathie para Lance e Chloe, que estava ao volante.
Analisando o carro, balancei a cabeça, sem acreditar. “Nem ferrando!”
“Ferrando, sim, vadia!” Chloe assentiu. “Meu pai deixou eu ficar com ele. Mas só três vezes por semana.”
“Nosso possante novo!” Lance comemorou. Ele era o único garoto do nosso grupo e meio que nosso irmão mais velho.
“Entra logo. A gente não pode se atrasar demais.” Kathie abriu a porta, o rosto tão corado de felicidade.
“Aqui. Comida.” Lance jogou um pacote na minha coxa quando entrei. “Tô supondo que a Mamãe Emma não te deu nada pra comer.”
Viu? Até meus amigos sabiam.
“Quer dizer, é por isso que a gente chama ela de Mamãe Emma. Ela existe só pra Emma.” Kathie riu, virando-se para mim do banco do passageiro.
“Aquela vaca.” Chloe sibilou. “Enfim, lê as regras do nosso último ano no ensino médio pra eles, Kat.”
“Ah, sim.” Kathie se virou de novo, agora com uma expressão séria. “A gente vai viver. Tipo, sair por aí, festejar, beber, fazer viagens com a turma, fumar se precisar—”
“Corta essa”, murmurei depressa, com a boca cheia de comida.
“Garota, se precisar. A gente vai transar.” Quando disse essa parte, ela olhou diretamente para mim.
“Isso é discriminatório.” Fiz beicinho, arrancando uma risada de Chloe e Kathie.
“Deixa ela em paz. Faz isso no seu tempo, tá?” Lance pousou a mão na minha coxa.
“Tá vendo? O Lance entende.” Sorri para ele, mandando um beijo. Na mesma hora, a bochecha dele ficou vermelha.
“O Lance é um molenga quando se trata de você. Todo mundo sabe.” Chloe disparou.
“E por último, terminar com notas arrasadoras e deixar uma marca nesta escola para os nossos veteranos.” Kathie respirou fundo.
“Me diz como é que a gente vai fazer isso se vai estar festejando e tudo mais.” Bufei, limpando a boca com o guardanapo que encontrei no pacote.
“A gente dá um jeito.” Kathie murmurou, abrindo a porta.
Tínhamos chegado à escola.
“Este ano a gente não pode ser conhecido como o ‘grupo dos nerds’. Sério.” Chloe disse, com seriedade na voz. Meus olhos brilharam de admiração quando reparei no vestido caro e sob medida dela.
“Amiga, você arrasou com esse vestido.” Kathie falou antes de mim.
“Sério, Chloe.” Sorri abertamente, meus olhos se recusando a sair do vestido.
“Para.” Ela abanou a mão no ar, um pouco tímida. Ela não gostava muito de ser o centro das atenções.
Ainda assim, elas queriam causar impacto na escola e deixar sua marca.
Gente engraçada.
— Você também, Uri. Cropped e calça larga? Faz totalmente o meu estilo! Você também está lindo, Lancezinho — comemorou Kathie.
— Tá bom, já chega. — Lance foi o primeiro a andar em direção ao prédio da escola.
— Ele não tem graça nenhuma. — Kathie revirou os olhos, enlaçando os braços no meu e no de Chloe.
— E sua saia e blusa de tênis estão legais — eu disse a Kathie.
— Achei que você não fosse me elogiar.
— Pode acreditar, ela vestiu um vestido falso pra esconder isso da mãe dela hoje de manhã — Lance disparou lá da frente, os olhos ainda fixos à frente.
— Cala a boca! — dei uma risadinha, jogando a cabeça para trás. Chloe soltou um riso abafado enquanto Kathie revirava os olhos para nós.
— Bem-vindos à Achievers High, onde ser inteligente é um crime — disse Lance, empurrando a porta do corredor para abrir.
1...2...3...
Todos os olhos se voltaram para nós. Estávamos atrasados e, pelo menos desta vez, de um jeito estiloso.
— Os nerds? Atrasados? Ah, qual é! — alguém gritou de um canto, arrancando risadinhas da multidão de alunos.
— Não se acovardem, gente! — murmurou Kathie.
— Você me conhece. — Soltando nossas mãos, eu me firmei, com o olhar duro enquanto encarava ninguém em particular.
Eu não era tímida como meus amigos. Eu era corajosa e, na maior parte do tempo, vivia irritada naquela escola.
Nada me interessava.
De qualquer forma, era o típico ensino médio, com o time de basquete no topo da hierarquia, as líderes de torcida logo abaixo, depois alguns aspirantes a populares e, por último, os nerds.
Infelizmente, passei por um bullying terrível nos últimos dois anos nas mãos do capitão do time de basquete.
Um nome que eu nunca deveria mencionar.
Mas ele estava morto para mim desde que saiu da Achievers High no ano passado. Eu também tive minha paz.
Foi realmente uma experiência terrível. Daquelas em que eu não gostava nem de pensar.
Foi TORTURA.
— Tá tudo bem? Você está encarando a foto do Ryder ali faz um tempo. — Kathie pousou a mão no meu ombro.
— Estou? — dei uma risada nervosa. Eu nem sabia que estava olhando. Não, eu estava fuzilando com os olhos. — Ele está ausente há um ano. Por que ainda têm isso aí?
— Porque ele era a estrela. Invencível — respondeu Chloe, num tom de quem diz “é óbvio”.
— Tem um novo capitão. Chase Holler — apontei, meus olhos correndo até onde ele estava, com garotas amontoadas ao redor dele.
O mesmo grupinho de garotas que também vivia em volta de Ryder. Sem-vergonhas.
— Comparado ao Ryder, nahhh. — Chloe deu de ombros. — Ah, olha o Peter! — arrulhou Chloe, com os olhos sonhadores em plena exibição enquanto encarava o cara loiro do time de basquete.
Um dos melhores amigos de Ryder.
— E o Mason! — Kathie soltou um gritinho baixo, de olho no garoto de cabelo escuro ao lado de Peter.
Esse era outro dos melhores amigos de Ryder. Farinha do mesmo saco.
Eles quase nunca apareciam assim no ano passado, desde que Ryder foi embora. O que mudou?
“Jesus Cristo. Vocês duas são assustadoras.” Lance revirou os olhos. “Vocês deviam arrumar novos amigos ou simplesmente andar comigo, Uriel.”
“Pra ela morrer de tédio lendo um daqueles livros didáticos chatos da escola.” Chloe zombou. “Merda! Eles estão olhando pra cá. Rápido, finge que tá tirando alguma coisa do meu cabelo.”
“Hã?” Kathie franziu a sobrancelha, confusa, mas fez mesmo assim.
Eu dei uma risadinha, balançando a cabeça.
“Vocês duas estão ferradas.”
De repente, ouviu-se um assobio malicioso vindo do fim do corredor. “Ei, Kat, quer montar nesse pau com essa saia curta?”
“Vai se foder, Dennis”, Kat retrucou na mesma hora, com as bochechas vermelhas de vergonha e timidez.
Essa era provavelmente a primeira vez que ela gritava tão alto.
“Me encontra no laboratório vazio, gata. A gente pode falar sobre o clima enquanto fode.” Dennis rebateu, rindo alto junto com os outros colegas do time.
Ai, Jesus.
“Eu vou matar aquele garoto. Que irritante.” Kathie sibilou, lançando um olhar mortal na direção dele.
“Pelo menos você não tem um perseguidor que nem o Matthew. Olha ele esperando no meu armário.” Chloe gemeu alto. Seguimos seu olhar e vimos Matthew parado em frente ao armário dela, recitando alguma coisa.
“Vamos antes que toquem o sinal pra aula. Tchau, amiga.” Kathie puxou Chloe com ela. As duas tinham aula juntas.
“Então agora só tem você... Ah.” Virei para procurar Lance, mas ele tinha sumido. Não, ele estava falando com uma garota da turma dele. Aposto que era sobre trabalho da escola.
Ele era o verdadeiro nerd. Eu nem sei como conseguiu virar nosso amigo.
Suspirando, caminhei até meu armário, separando meu livro. O sinal tocou poucos segundos depois, e então veio a luta. As pessoas correram para suas salas, esbarrando umas nas outras.
Eu não ia fazer isso. Então esperei a multidão diminuir antes de sair andando. Primeiro, eu precisava passar na biblioteca para entregar minha carta de inscrição para ser assistente de biblioteca.
Do jeito que minha mãe estava indo, eu precisava começar de algum lugar. Porque, no fim das contas, só podia contar comigo mesma.
Revirando a bolsa à procura da carta, fui andando apressada. Então, de repente, bati em uma parede dura — muito dura.
Aquilo com certeza ia me deixar com uma concussão.
Que porra?
Minha bolsa caiu da minha mão, e meus livros se espalharam pelo chão de azulejo. Quando meus olhos pararam de girar, pousaram num sapato brilhante, caro e lustroso.
Espera... não era uma parede?
“Você tá bem? O que acontece com as pessoas hoje que não olham por onde andam? Puta que pariu, que irritante.” A voz dele era dura, grave e de algum modo... familiar.
Meu corpo congelou.
Não. Não. Não.
Meus olhos subiram lentamente até encontrar os dele, e um arrepio gelado percorreu minha espinha.
“Ryder Connell.”
Merda.
Meu maldito valentão tinha voltado.
O último ano do ensino médio ia ser longo.
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Então eu fui embora: divórcio, pedido de demissão e um juramento de recomeçar do meu jeito. Meu escritório de advocacia nasceu — e prosperou, assim como eu também comecei a prosperar.
Só então ele finalmente me viu: brilhante, resistente, antes perdidamente apaixonada. O arrependimento fez Rowan correr atrás de mim sem parar, decidido a reconquistar a mulher que ele tinha ignorado.
E, quando minha família tóxica reapareceu para destruir tudo o que eu tinha construído — desta vez, ele não deixaria que eu enfrentasse aquilo sozinha.
Esta é a minha história de saudade, autodescoberta e segundas chances. Aqui, amor não se toma — se conquista.
Para capturar um coração
Foi como se um balde de água fria tivesse sido jogado no meu peito. Virei-me para ele com um riso incrédulo. Queria rir e jogar as mãos para o alto para mostrar que entendi que o que ele disse era uma piada.
Mas a escuridão em seus olhos e a seriedade em sua expressão me disseram o contrário. Ele estava falando sério. Ele inclinou a cabeça, seus olhos piscando para meus lábios por um momento antes de voltar a olhar nos meus olhos.
"Usar você?"
Ele deu de ombros, seus olhos pousando novamente em meus lábios, "Posso impedir que ele te incomode."
"Como um guarda-costas?" Meu estômago estava se revirando, um nó de nervos me deixando tonta.
Seus ombros tremeram enquanto ele ria, levantando os olhos para os meus, "Você sabe que não é isso que eu quero dizer."
Kian estava apaixonado por Inesa desde a primeira vez que a viu, mas ela só tinha olhos para outra pessoa. Depois de um ano difícil enfrentando a morte, a decepção e o ódio, ele voltou para a escola apenas para ser capturado pelo olhar dela novamente.
Inesa não tinha ideia da existência de Kian, namorando felizmente Micah. Só depois que ele despedaçou seu coração em mil pedaços que ela notou os olhos verde-esmeralda que a observavam de longe.
Kian permitirá que seu coração a conquiste, ou seu passado o manterá afastado dela? Inesa deixará que ele conquiste seu coração, ou se esconderá dele, com medo de seus próprios sentimentos?
Companheiro capturado
Meu cérebro deve estar com defeito também, não posso acreditar que estou quebrando todas as regras ao tomá-la agora, antes dos jogos. Tomá-la dessa maneira poderia resultar em minha própria punição ou pior. Eu conhecia as regras, mas qualquer punição valeria a pena por tê-la.
"Eu preciso ouvir você dizer isso, linda."
"Sim, Lucas, por favor, me leve." Sua voz está quase implorando, posso sentir o doce aroma de sua excitação perfumando o quarto.
É como se meu corpo se recusasse a parar, mesmo sabendo que deveria.
Capturada e levada para longe de sua casa junto com outras cinquenta mulheres, ela é lançada em um mundo totalmente novo.
Deixando sua amada cidade natal e vida familiar, ela entrou em uma aventura desconhecida, mas foi atraída por dois homens perigosos. Seus olhos semelhantes me olhavam com desejo e amor, e eu estava perdida nesse jogo erótico.
Quem é meu parceiro? Parece que sinto o olhar ardente.
Suas pupilas dilatam e minha boca fica seca com o contato. Por que estou tão atraída por esses dois homens, homens que me levaram e provavelmente vão me machucar? Por que de repente me sinto segura quando seus olhos estão em mim? Eu oficialmente perdi a cabeça.
Atenção: este livro contém conteúdo sexual forte e linguagem forte.
Uma Noite Com Meu Chefe
O Contrato do Ator
Todos ligados ao mesmo destino. E não importa o que aconteça – eles sempre estarão juntos.
Dizem que toda história tem um começo. Talvez o começo possa ser falso... mas o destino é sempre real.
Eu sou Enrique Blackburn. Um garoto de São Francisco. Do tipo rico e famoso – um ator, um modelo, um playboy. Mas estou me escondendo atrás de muros. Sou marcado pelo meu passado. Talvez eu aja como um robô para não me machucar. Talvez eu acredite que não tenho um coração. Talvez eu não mereça ser amado. Talvez eu goste da minha vida falsa.
Então eu a encontrei. Ela é a perfeição.
Talvez seja porque eu fiquei um pouco mais velho. Talvez seja por tudo que passei. Talvez seja como me vejo com ela. Ela traz à tona o meu verdadeiro eu. Ela vê através da atuação.
Agora os muros que eu estava construindo estão começando a desmoronar. Ela está roubando as coisas que eu conheço. Talvez robôs tenham corações. Talvez a vida real seja melhor do que os filmes.
Para tê-la, eu assinei um contrato. Para mantê-la, lutei como um leão. Para amá-la, derrubei os muros.
Dizem que toda história deve terminar. Talvez você seja consumido pelo fogo do desejo. Talvez você encontre sua direção.
Eu? Eu tive que dizer as palavras.
Desta Vez Ele Me Persegue Com Tudo
Do lado de fora do salão, ela foi até ele enquanto ele fumava perto da porta, querendo pelo menos se explicar.
— Você ainda está com raiva de mim?
Ele jogou o cigarro longe e olhou para ela com um desprezo evidente.
— Com raiva? Você acha que eu estou com raiva? Deixe-me adivinhar: a Maya finalmente descobre quem eu sou e agora quer "se reconectar". Mais uma chance, agora que ela sabe que meu sobrenome vem acompanhado de dinheiro.
Quando ela tentou negar, ele a interrompeu.
— Você foi um mero detalhe. Uma nota de rodapé. Se não tivesse aparecido esta noite, eu nem teria me lembrado de você.
Lágrimas arderam nos olhos dela. Ela quase lhe contou sobre a filha deles, mas se conteve. Ele apenas pensaria que ela estava usando a criança para prendê-lo e ficar com seu dinheiro.
Maya engoliu tudo a seco e foi embora, certa de que seus caminhos nunca mais se cruzariam — apenas para que ele continuasse aparecendo em sua vida, até ser ele aquele a se rebaixar, implorando humildemente para que ela o aceitasse de volta.












