Capítulo 3: Meu pequeno soldado

Meu coração batia tão rápido quando o Comandante Lucretius me levou para uma estalagem ali perto. A excitação e o nervosismo vinham com força, ajudados pela bebida que eu tinha tomado mais cedo.

Assim que a porta se fechou, senti que meu coração ia explodir quando a mão dele pegou na minha e a levou até os lábios.

— Sua mão está gelada, minha pequena soldado — ele disse, com a voz rouca, cobrindo o dorso da minha mão de beijos. Minha respiração falhou com o gesto dele. — Devo entender que essa é a sua primeira vez?

Meus lábios se entreabriram com a pergunta. Como ele tinha chegado a essa conclusão? Era porque ele já tinha levado tantas mulheres para a cama que sabia ler as nossas reações?

Voltei à realidade quando ele se aproximou ainda mais, eliminando o espaço entre nós ao agarrar minha cintura e acariciar minha bochecha de forma insinuante com o dorso da mão.

— Eu agradeceria se você fosse honesta comigo, assim eu sei se devo ser bruto com você ou gentil.

O olhar dele parecia faminto, mas o tom suave acendeu algo em mim. Esse homem sabia ser delicado... Foi isso que eu pensei na hora.

Engolindo em seco, encarei aquelas íris cor de avelã, me afogando nelas.

— Não me importa se você vai ser bruto comigo, Comandante Lucretius — respondi, fugindo da resposta que ele realmente queria.

Na verdade, eu nunca tinha me dado a Redmund, mesmo sendo meu companheiro destinado. Ele já tinha tentado tantas vezes que fizéssemos o ritual de acasalamento sem nos marcarmos antes, mas eu recusava com educação e dizia que seria melhor se nós nos casássemos primeiro.

Eu acreditava na castidade, uma prática dos sacerdotes e sacerdotisas do Templo da Deusa da Lua. Mas Redmund nunca gostou da minha escolha, e sempre acabava irritado comigo quando eu negava o tipo de intimidade que ele queria.

Agora, toda a minha pregação sobre castidade seria quebrada por causa desse homem, que me atraía para as profundezas do prazer. Ele não era um homem qualquer, ele era o tio de Redmund, a pessoa que o meu companheiro mais desprezava.

O motivo?

Porque o tio dele, que ainda não tinha se casado e já tinha um herdeiro, não queria passar o título de Alfa para ele e preferia continuar reinando sobre a Alcateia do Eclipse Dourado.

Pelo que eu sabia, o Comandante Lucretius era Alfa desde que completou 18 anos, depois que o pai dele morreu. Ele era o primogênito entre dois irmãos, sendo o mais novo o pai de Redmund.

Redmund odiava o tio desde que eu me lembrava, porque, como primeiro na linha de sucessão da alcateia, o Comandante Lucretius não entregou o posto quando meu companheiro completou 18 anos. Desde então, ele se tornou o inimigo dele. Redmund queria ser Alfa, por isso entrou para o exército real, para provar ao tio que estava à altura de assumir o lugar.

— Que frieza. Só me chame pelo meu nome, minha pequena soldado. — Ele me obrigou a encará-lo. Prendi a respiração quando o hálito quente dele roçou meu rosto. O cheiro de uísque misturado ao perfume embriagador dele foi me afogando, me hipnotizando aos poucos. — Diga, e seja uma boa garota pra mim.

Sem pensar, umideci os lábios quando meus olhos caíram nos lábios dele antes de voltarem ao seu olhar.

— L-Lucretius... — murmurei. Não consegui evitar sentir meu corpo em chamas só por pronunciar o nome dele.

Sem honoríficos. Só o nome, chamado num tom cheio de malícia, algo que eu nunca imaginei que conseguiria fazer com outro homem.

Lucretius pressionou o volume do desejo dele contra o meu quadril, fazendo o meu fôlego falhar. Um rosnado baixo escapou dele, selvagem e escuro, como se a minha rendição trêmula fosse exatamente o que ele mais ansiava. Os lábios dele roçaram o meu ouvido, a voz rouca:

— Isso… meu pequeno soldado. Do jeito que você falou o meu nome agora, vou garantir que você nunca esqueça como ele fica na sua língua.

A boca dele tomou a minha num beijo feroz, como se quisesse roubar o ar dos meus pulmões. A língua dele pediu entrada na minha boca, e eu acabei deixando-o entrar, até me sentir derretendo nos braços dele.

Senti minhas costas baterem na parede. A superfície fria contrastava com a febre que queimava entre nós. O beijo dele era exigente e dominante, e tudo o que eu conseguia fazer era seguir o ritmo, enquanto as mãos dele estavam em todos os lugares.

Elas contornavam a minha cintura, seguravam o meu rosto, deslizavam até a nuca para aprofundar o beijo, fazendo-me apertar os olhos com força para senti-lo ainda mais.

Soltei um gemido dentro da boca dele quando ele agarrou a minha coxa e a encaixou em volta do quadril dele. Então esfregou o volume dele bem no encontro das minhas coxas, incendiando o meu corpo.

— Você não parece que está fazendo isso pela primeira vez, meu pequeno soldado — ele sussurrou no meu ouvido depois do nosso beijo de tirar o juízo, começando a sugar o meu lóbulo, arrancando de mim um gemido suave. — Tem certeza de que é a sua primeira vez?

Soltei um resmungo de protesto com a pergunta dele. Eu queria responder, mas, por causa dos gemidos, mal conseguia formar palavras.

— Por favor… — foi a única palavra que escapou da minha boca, enquanto eu tremia de frio depois que ele me despiu.

Com a ajuda do luar que se infiltrava por entre as cortinas, consegui captar a fome primal refletida nos olhos dele, enquanto me encarava de cima a baixo.

— O corpo mais lindo que eu já vi… — murmurou.

As palavras dele caíram sobre mim como um voto sombrio, e o jeito como os olhos dele me devoravam fez a minha pele formigar de calor. As palmas ásperas exploravam meu corpo como se ele estivesse gravando na memória cada curva, cada tremor, cada arrepio meu.

Ó, querida Deusa da Lua, eu sabia que isso era errado, mas ao mesmo tempo parecia tão certo.

Um suspiro suave escapou dos meus lábios quando ele se despiu e me mostrou o tesouro mais precioso que vinha mantendo escondido dentro da calça.

Engoli em seco ao ver o tamanho dele, sentindo medo e excitação ao mesmo tempo.

— V-você é enorme…! — Já era tarde demais para voltar atrás quando ele soltou uma risada rouca.

Ele abaixou o rosto até ficarmos na mesma altura.

— Sinta. — Ele pegou a minha mão e a guiou até o pau dele, duro, fazendo-me ofegar sozinha.

No começo, ele me guiava, mostrando como o tocar, até que, sem perceber, eu mesma passei a masturbá-lo, engolindo em seco ao ver o líquido que quase cobria metade dele. A respiração dele ficou mais pesada a cada movimento meu. Os gemidos baixos dele viraram música para os meus ouvidos, indicando em silêncio que eu estava indo bem.

Minha boca salivou, tomada pela vontade de senti-lo dentro dela. Mas, antes que eu pudesse fazer isso, Lucretius puxou minha cabeça para trás, com brusquidão, e segurou a minha mão, num sussurro áspero:

— Porra… Para aí mesmo, meu pequeno soldado — disse ele, num tom de quem estava prestes a perder o controle. — Quase gozei, mesmo sendo a primeira vez que você pega em um — murmurou, lambendo a curva do meu pescoço. — E é a primeira vez que encontro uma mulher que consegue fazer isso comigo…

Fiquei sem palavras com o que ele disse, sem tempo de reagir antes que ele abocanhasse um dos meus mamilos. Um forte suspiro escapou de mim. Minhas mãos se agarraram, sem querer, aos ombros largos dele, enquanto eu arqueava as costas de prazer e a outra mão dele massageava o meu outro seio, beliscando o mamilo.

“Lucretius...” O nome dele escapou de mim de novo, num fôlego só. Eu estava dividida entre um gemido e um pedido.

O jeito como ele chupava cada um dos meus dois seios era o suficiente pra me fazer perder a cabeça. Eu conseguia sentir meu corpo ficando molhado a cada vez que ele passava a língua.

Deusa da Lua querida... Esse prazer era demais pra mim! Era bom pra caralho!

“Lucretius...” Gemia o nome dele várias vezes.

Ele rosnou baixinho. Os lábios dele deslizavam pela curva do meu pescoço, deixando beijos quentes e molhados até chegar ao meu ouvido. “Diz de novo”, ordenou contra a minha pele. “Diz meu nome até ser a única palavra que a sua boca lembrar.”

Eu arfei quando ele me ergueu e me carregou com facilidade até a cama. Ele se arrastou por cima de mim, o peso dele me prendendo ali, o que deveria ser assustador. Meu coração continuava martelando no peito enquanto meu corpo acendia algo imprudente e proibido dentro de mim.

O cheiro de uísque permanecia no hálito dele, se misturando com o aroma cru e masculino da pele dele enquanto pairava sobre mim. “Você tá tremendo”, ele murmurou, o polegar roçando nos meus lábios antes de descer para traçar a linha da minha clavícula. “Não é de medo... é de desejo.”

Soltei um gemido quando os joelhos dele me forçaram a abrir as pernas, até que ele se encaixou no meio delas. Minhas mãos cobriram meu rosto de vergonha, porque eu me sentia exposta e não queria ver a reação dele.

Mas logo ele afastou minhas mãos e as prendeu dos dois lados da minha cabeça. Os dentes dele provocaram de leve o meu lábio inferior. “Não faz isso”, pediu rouco. “Eu quero ver o seu rosto lindo quando eu te der prazer.”

Eu abri os olhos devagar e o vi abaixando o tronco. Tentei fechar as pernas, mas ele as manteve bem abertas.

“L-Lucretius...!” Senti o calor subir para as minhas bochechas quando ele colocou minhas pernas sobre os ombros. “O-O que você tá fazendo?”

Os lábios dele se curvaram num sorriso de canto. “Superar as suas expectativas, minha pequena soldado.”

Sem mais demora, ele mergulhou na minha umidade, me fazendo arfar alto e depois gemer quando senti a língua dele provocar o meu ponto sensível. “Ah...!” Fui pega de surpresa e arqueei as costas de prazer quando ele chupou meu clitóris. Minha mão se mexeu como se tivesse vontade própria, agarrando o cabelo dele com força. “Lucretius... Mais...” supliquei. “Por favor...”

Me peguei empurrando ainda mais o rosto dele contra mim quando senti a pressão crescendo entre minhas pernas. Senti ele sorrir antes de nos virar. Meus olhos se arregalaram quando ele ficou por baixo e me fez sentar no rosto dele.

“O que...” Fiquei sem reação com o que ele fez.

O sorriso dele se alargou. “Senta em mim, minha pequena soldado.” Ele lambeu os lábios. “Quero ser sufocado pela sua doçura.”

Mordi o lábio inferior, hesitante, antes de obedecer. Mas assim que a boca dele voltou a tocar minha intimidade molhada, meus quadris começaram a se mover sozinhos quando ele chupou meu ponto sensível.

“Mais... Mais... Deusa da Lua querida...” Eu sentia aquela pressão crescendo de novo e me deixei afundar completamente nela.

Então veio, e eu gritei o nome dele, meus olhos revirando enquanto a onda de prazer atravessava todo o meu corpo. Desabei de bruços, ofegante, mas ele ainda não parou de me lamber, me deixando limpa, até finalmente me virar de costas e se posicionar entre as minhas pernas.

Mordi o polegar, engolindo em seco, me perguntando se eu conseguiria aguentar ele inteiro. O nervosismo e a excitação não diminuíram; pelo contrário, ficaram mais intensos, enquanto eu imaginava como seria sentir o pau dele dentro de mim.

"Eu não mexo com virgens, mas vou abrir uma exceção pra você, minha pequena soldado", ele murmurou rouco, a cabeça roçando na entrada molhada entre minhas pernas.

"P‑Por que você fala como se eu fosse especial?" não consegui evitar perguntar. Graças à bebedeira, eu tinha coragem pra isso.

Ele arqueou um canto da boca diante da minha pergunta. "Só porque sim."

Dito isso, ele finalmente deslizou dentro de mim. Meu rosto se contorceu de dor quando minhas unhas afundaram no lençol, sentindo algo se rasgando por dentro.

Lucretius parou por um momento quando eu gemi de dor e se inclinou pra frente, segurando meu rosto entre as mãos.

"Ssshh. Tá tudo bem, minha pequena soldado." A voz dele era gentil. Mas as lágrimas já escorriam pelo meu rosto. "Quer que eu pare?"

Eu balancei a cabeça com força e encarei ele. "C‑Continua. P‑Por favor." Minha voz denunciava a insegurança.

O polegar dele acariciou minhas lágrimas antes que ele tomasse meus lábios. Dessa vez, o beijo não foi bruto, mas de pura delicadeza e paixão, como se ele estivesse tentando me convencer a devolver a mesma intensidade e fervor — o que eu fiz, até me distrair, enquanto Lucretius voltava a estocar para a frente.

No começo, a dor ainda estava lá, mas foi diminuindo aos poucos até se transformar num prazer avassalador que eu nunca tinha sentido antes.

Cada investida me tirava o fôlego, fazendo aquele estiramento ser ao mesmo tempo insuportável e viciante. Desesperada pra me agarrar a algo no meio da tempestade que ele soltava dentro de mim, minhas mãos arranharam as costas dele.

Ah, boa Deusa da Lua!

"Lucretius..." O nome dele saiu da minha boca como uma maldição e uma prece, entrecortado pelos gemidos que eu já não conseguia conter.

O rosnado dele ecoou contra a minha pele quando os dentes rasparam meu ombro. "Você é gostosa demais, minha pequena soldado. Tão apertada... vai acabar comigo." As palavras saíam em pedaços, quase doídas, como se a minha rendição estivesse desmontando o controle pelo qual ele era conhecido.

A dor derreteu por completo, e cada estocada me fazia arfar, arrancando de mim gemidos incontroláveis. Meu corpo me traía ao implorar por mais. Tomei coragem quando enrosquei as pernas na cintura dele, pedindo que fosse mais fundo e mais rápido, até ele finalmente atender ao meu pedido.

"Isso... Isso!" eu gritei de prazer, as costas arqueando quando ele colocou minha perna no ombro, acertando um ponto delicioso que fez minha visão ficar turva. "N‑Não para!", implorei, ofegante. "Por favor, não para!"

"Olha só pra você", ele disse com a voz rouca, os olhos presos nos meus, mesmo com o suor escorrendo pela testa. O polegar dele tocou meus lábios de um jeito sensual antes de se enfiar entre eles e brincar com a minha língua enquanto eu sussurrava. "Tão desesperada por mim... não pelo seu par, não por qualquer homem... só por mim." Ele enfatizou cada palavra com uma estocada profunda, incessante, que me fez chamar e gritar o nome dele sem parar.

"Lucretius!" gritei quando a pressão explodiu, meu corpo tremendo sozinho, violento, debaixo dele. De repente eu me senti no próprio céu, sem conseguir formar palavras.

Mesmo assim, ele não parou e rosnou ao sentir o jeito como eu me agarrava nele. Por fim, o controle dele se quebrou. Ele se enterrou completamente em mim com um último gemido gutural, o corpo tremendo quando se derramou, me tomando como se não quisesse me deixar ir.

Lucretius desabou em cima de mim, encostando a testa na minha. Ofegante, senti minhas pálpebras pesarem enquanto ele cobria meu pescoço de beijos molhados.

"Você é minha", ele sussurrou, possessivo.

Mas eu mal consegui entender o que ele disse e me deixei apagar.

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