Capítulo 4 Parte 1 - Capitulo 4
Após comer, lavamos a louça e fomos dormi, o apartamento tem um quarto com beliche, precisamos urgente compra móveis novos. Só Deus sabe o que já dormiu nessa beliche.
Antes de dormir, eu começo a repassar na minha mente, todo nosso dia e que dia! Eu nem consigo acreditar que finalmente estou aqui, nem consigo acreditar que falta pouco tempo para as aulas na RCA começarem. Eu agradeço tanto as oportunidades que tive. Como sou privilegiada, meu Deus!
Resolvo fazer uma oração antes de dormir.
-Querido Deus, obrig ....- Antes que eu possa terminar, um barulho enorme começa me fazendo tomar um susto tão grande, que a beliche treme e temo que ela quebre e eu caia em cima de Clary.
-Que diabos é isso ?? !! - Clary grita e sinto que algo bateu debaixo de mim. -Minha cabeça! - Ela diz choramingando e eu nem consigo rir por causa da minha raiva.
-Eu não sei, parece alguém tocando bateira e guitarra ...- Falo divagando. Divagando gritando, pois só assim para eu conseguir me ouvir.
-Ao mesmo tempo !!!! - Clart completa a minha frase, completamente histérica. Clary tem um temperamento difícil, eu já mencionei.
Fomos em direção a sala onde o barulho é maior.
-São nossos vizinhos! -Clary grita por cima do barulho.
-Vamos bater na parede.-Falo aprontando para a parede que vem o som.
-Que? -Clary grita chegando mais perto.
-A parede-Aponto e faço gestos. -Bater! Bater na parede!
Clary, confusa, chega mais perto ainda de mim e grita bem na minha cara.
-That?! Ah, não importa, eu tive uma ideia, vamos bater na parede!
Pisco algumas vezes olhando para Clary e desisto de argumentar. Assinto com a cabeça e começamos a bater, chutar e até esmurrar a parede. Eu sinto uma parte muito oca, então tomo cuidado para não quebrar ou algo assim, acertado bem frágil.
-Vamos bater na porta deles agora! -Clary grita e sai pisando forte. E eu só sei que ela tá pisando forte, pois da pra sentir a vibração dos seus pés.
Saímos do apartamento e começamos a bater que nem loucas na porta do vizinho do lado. Gritamos, esmurramos a porta, e Clary até chuta.
O som para e sobra apenas o barulho de Clary usando os dois punhos e um dos pés para bater na porta. Então a porta se abre, e antes que a gente poderia ver quem é, Clary toma a gente.
-Olha, é o seguinte ...- Clary começa.
Ela não termina uma frase e eu sei porque. Nossos vizinhos eram dois garotos extremamente gatos. Um deles tem o cabelo castanho e o outro é moreno. O de cabelos castanhos, tem cabelos espetados, mas nada infantil. Seu rosto parece perfeitamente combinar com seu cabelo e não consigo negar que seu sorriso ao ver me faz ter ideias.
O moreno, tem um sorriso simpático e é tão bonito quanto o outro garoto. Eles tem até traços parecidos.
-O que as moças desejam? -O garoto moreno pergunta olhando para Clary de cima em baixo. Porém, seu olhar trava nos olhos dela. Não é algo que me surpreenda, mas aposto que ele vai desistir da ideia quando ela por esse apartamento abaixo.
-Que vocês parem de tocar essa porcaria que tem gente querendo dormi.-Eu digo chamando a atenção dos dois para mim.
-Ahn ... deixa eu pensar garota smurf ... não. -Dessa vez é o de cabelos castanhos que diz olhando para mim com curiosidade e um sorriso de deboche
Eles batem a porta na nossa cara.
Como assim garota smurf? Então eu olho para mim mesma e vejo que estou vestindo meu pijama dos Smurf. Só então percebo o quão frio está aqui fora.
-Eu não vou aceitar isso, não.-Clary diz e volta uma bateria de novo usando sua técnica de usar 3 membros de uma vez para bater na porta.
E uma fresta se abre, Clary me empurra e põe os olhos na fresta.
-Olha aqui, se vocês não pararem de tocar eu vou entrar e destruir essas porcarias que vocês chamam de instrumento.-Ela diz fazendo força parar abrir um porta. -Me ajuda aqui, Alexis!
Mas assim que eu tento ajudar, a porta se fecha bruscamente. Sinto minha bochechas ficarem vermelhas de raiva. Clary dá um último chute na porta e sai andando brava para nosso apartamento. E assim que ela bate nossa porta com uma força tremenda me fazendo sentir pena renovada porta velha, a porta a minha frente se abre.
É o garoto de cabelos pretos. Ele parece bravo, então eu não suavizo minha expressão, mas ele parece dar o mínimo pra mim.
-Avisa pra sua amiguinha gatinha que somos os donos do prédio e então temos o direito de fazermos o que quisermos. - O garoto moreno fala.
A notícia me pega de surpresa. Donos? Eu não digo nada, apenas dou as costas e repito a cena de Clary, afinal, ela sabe fazer uma boa cena.
-Eles são donos! -Eu grito entrando no apartamento. Encontro Clary sentada no sofá e ela se levanta quando me ouve.
-O que? -Ela pergunta consigo ver no seu rosto a esperança se esvaindo. Clary bate com a mão na testa e volta e jogar no sofá.
