É... Isso é algum tipo de comida?
Stacia sorriu enquanto os olhos de Tobias se arregalavam de choque, sangue jorrando de seu ferimento à bala. Agindo rapidamente, ela o empurrou para fora de cima dela, observando enquanto ele caía na cama, seu sangue manchando os lençóis em uma exibição macabra. Um sorriso sombrio brincava em seus lábios enquanto ela o via dar seu último suspiro.
Anastasia, conhecida pelo codinome Stacia, tocou o fone no ouvido esquerdo, conectando-se a Merino.
"Merino, o trabalho está feito. Tobias está morto. Você conseguiu recuperar todo o dinheiro?" Stacia perguntou, sua voz carregada de uma mistura de satisfação e antecipação.
"Sim," Merino respondeu do outro lado. Ele havia se disfarçado habilmente como um guarda, usando sua nova posição para levar Stacia até a localização de Tobias.
Stacia voltou sua atenção para Faye, uma garota ruiva que estava diligentemente plantando bombas pela casa. Faye havia se disfarçado de empregada, permitindo-lhe entrar no quarto de Tobias e colocar discretamente uma arma sob seu travesseiro.
"Faye, as bombas estão prontas?" A voz de Merino cortou a tensão.
Faye se endireitou e pressionou o fone de ouvido, sua voz mal audível. "Última bomba plantada com sucesso."
"Bom. Stacia, saia daí imediatamente," Merino instruiu, fazendo Anastasia revirar os olhos com sua impaciência.
"Ele está sempre com tanta pressa," ela murmurou para si mesma, um sorriso brincando em seus lábios. "Isso só me faz querer transar com ele ainda mais," ela pensou, lançando um breve olhar para o corpo sem vida de Tobias. "Você era tão doce, mas sua tolice em pensar que poderia enganar o Padrinho selou seu destino. Agora, vamos levar sua vida e sua riqueza."
Com uma risada travessa, Anastasia vestiu uma das camisas de Tobias e espiou para fora do quarto. Dois guardas estavam de vigia do lado de fora, deixando-a sem uma rota de fuga óbvia. Em um movimento rápido, ela pegou sua arma e eliminou os guardas com precisão mortal. O som dos tiros reverberou pela casa, alertando os outros guardas, que agora começaram a correr em direção à fonte.
Um guarda entrou no quarto de Tobias e congelou ao ver seu corpo sem vida deitado em uma poça de sangue. "O chefe está morto! Peguem a vadia," ele gritou.
"Merda!", Anastasia xingou, ouvindo o grito alto do capanga. "Merino, me tire daqui."
Seu pedido urgente por reforço ecoou pelo quarto enquanto ela corria para longe do corpo sem vida de seu líder caído. Com o peso da missão pressionando seus ombros, ela sabia que não poderia enfrentar essa situação mortal sozinha. Seu coração disparou enquanto ela procurava refúgio atrás de um pilar robusto, a pedra fria fornecendo um escudo temporário contra o perigo iminente.
De repente, o estalo agudo de tiros perfurou o ar, balas passando perigosamente perto da posição de Anastasia.
"Desgraçados!" ela cuspiu com uma mistura de raiva e determinação, retaliando com tiros precisos que derrubavam um assaltante após o outro. Mas seu ataque implacável parecia apenas atrair mais adversários em sua direção. Parecia uma chuva interminável de balas caindo sobre ela.
No meio dessa batalha caótica, um guarda levantou sua arma, pronto para mirar em Anastasia. Mas antes que ele pudesse puxar o gatilho, outra figura emergiu das sombras. Faye, com seu cabelo ruivo preso em um rabo de cavalo determinado, despachou rapidamente o guarda com um único tiro mortal. Ela havia chegado a tempo de ajudar sua aliada em apuros.
Faye não perdeu um momento. Com seu confiável rifle M16, ela desencadeou uma tempestade de balas, eliminando habilmente os inimigos que avançavam. Sua habilidade e precisão eram evidentes enquanto a maré da batalha começava a mudar. Anastasia, vendo a oportunidade de se reagrupar e escapar, seguiu o chamado de Merino por trás.
O trio lutou em direção à saída, implacáveis em sua busca pela liberdade. Cada passo os aproximava do helicóptero que os aguardava. Merino, calmo e controlado, assumiu o controle do assento do piloto, preparando-se para a rápida partida. Com um movimento de um interruptor, o motor rugiu para a vida e o helicóptero ascendeu ao céu noturno, deixando para trás caos e destruição.
Faye rapidamente se juntou aos seus camaradas no helicóptero, descartando seu M16 e pegando um lança-foguetes. Em um movimento limpo, ela liberou seu poder devastador, obliterando os guardas restantes que ousaram ficar em seu caminho. A explosão ecoou pela noite, um testemunho de seu triunfo.
Enquanto o helicóptero se distanciava do caos abaixo, Merino pressionou um botão, ativando o temporizador de uma bomba estrategicamente colocada. Eles assistiram com uma mistura de antecipação e alívio enquanto a villa explodia em uma exibição explosiva. Era um símbolo de seu sucesso e um lembrete claro para qualquer um que ousasse cruzar o caminho de seu clã.
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Dahlia caminhava pelos corredores movimentados, absorvendo as vistas e sons do esconderijo dos mafiosos. Enquanto se movia, não pôde deixar de notar os olhares escrutinadores direcionados a ela. Sussurros enchiam o ar enquanto rumores circulavam entre os mafiosos sobre sua nova posição como posse do chefe.
"Não é aquela ladra?" uma voz sussurrou.
"Sim, o chefe a reivindicou como sua," outra voz acrescentou.
Dahlia suspirou internamente, sentindo o peso do julgamento e da hostilidade no ambiente. Estava claro que nem todos concordavam com a decisão do chefe, questionando por que ele não escolheu alguém que consideravam mais atraente ou merecedor.
Em busca de alívio, os olhos de Dahlia pousaram na cozinha. Um senso de alívio a invadiu, sabendo que poderia escapar dos olhares curiosos por um tempo. Ao entrar, encontrou-se em meio a uma atividade frenética. Três empregadas estavam ocupadas preparando refeições, enquanto outras quatro apressadamente recolhiam pratos para arrumar a mesa no salão principal.
"Rápido, pessoal! Temos menos de quinze minutos até o almoço," o chefe de cozinha latiu, claramente ansioso para manter a pontualidade.
Quando Dahlia estava prestes a encontrar um refúgio seguro, uma voz familiar chamou seu nome. Ela se virou para ver Adala, a única pessoa que parecia genuinamente gentil com ela nesse mar de julgamentos.
"Oi!" Dahlia exclamou, um sorriso genuíno iluminando seu rosto enquanto corria em direção à garota.
Adala não pôde deixar de notar o nervosismo estampado nas feições de Dahlia. Sentindo sua ansiedade, ela a tranquilizou gentilmente.
"Você está andando agora! É incrível como você está se recuperando rápido," Adala comentou com um sorriso caloroso.
Dahlia assentiu agradecida. Adala então a apresentou a outra garota chamada Jade, que estava ao lado dela, olhando para Dahlia com ceticismo.
"Não ligue para ela, ela pode ser um pouco julgadora. Ela ouviu os rumores sobre você," Adala sussurrou para Dahlia, sua voz carregada de simpatia.
Dahlia acenou timidamente, seus nervos ainda presentes, mas apaziguados pela presença reconfortante de Adala. Ela observou enquanto Jade lançava um último olhar julgador antes de sair abruptamente, fazendo a ansiedade de Dahlia ressurgir.
Adala observou empaticamente Dahlia mordendo os lábios, um sinal claro de seus nervos. Ela colocou uma mão no ombro de Dahlia, oferecendo algum conforto.
"Aqui! Essa é a refeição do chefe. Ele odeia atrasos, então é melhor você ir logo."
"Eu! Por que eu?", Dahlia exclamou.
"O chefe deu ordens estritas. A partir de agora, você deve servir todas as refeições dele. Ele ordenou que você fosse sua empregada pessoal."
"Por quê? Eu não quero servir aquele monstro."
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Na suíte de Salvatore, ele estava deitado no sofá da sala de estar, seu olhar fixo em uma foto exibida em seu telefone. A imagem mostrava uma garota com um sorriso brilhante ao lado de um garoto com uma expressão relutante. Salvatore deu zoom no rosto da garota, seus dedos traçando os contornos de suas feições.
Uma batida suave interrompeu seus pensamentos. "Entre," ele chamou, sua voz expectante.
Dahlia reuniu coragem antes de entrar no quarto, carregando uma bandeja com o almoço dele. Sua voz tremia enquanto falava, "Eu... eu estou aqui para trazer seu almoço."
Salvatore, ainda fixado na foto, não se deu ao trabalho de olhar para ela. Assumindo que tinha permissão para prosseguir, Dahlia avançou e colocou o carrinho na área designada. Ela rapidamente começou a arrumar a mesa, tentando ignorar a atmosfera fria e inquietante que emanava de Salvatore.
"Vire-se," a voz profunda de Salvatore de repente perfurou o silêncio, fazendo Dahlia pular. Assustada, um garfo escorregou de suas mãos e caiu no chão.
"Hã?" Dahlia gaguejou, sem entender o que ele queria dizer.
"Vire-se," Salvatore repetiu com um toque de impaciência na voz.
O coração de Dahlia batia forte em seu peito enquanto ela engolia nervosamente. Mantendo a cabeça baixa em um gesto submisso, ela lentamente se virou, preparada para enfrentar o olhar escrutinador dele.
Os olhos de Salvatore percorreram seu corpo de cima a baixo, um sorriso presunçoso se formando em seus lábios. A intensidade de seu olhar enviou calafrios pela espinha de Dahlia, fazendo-a mexer ansiosamente nos dedos e morder o lábio.
"Tire a roupa," Salvatore murmurou, suas palavras enviando ondas de choque por Dahlia. Ela piscou, tentando processar seu pedido, seu coração batendo ainda mais forte.
"Isso... isso é algum tipo de comida?" Dahlia gaguejou, sua voz traindo sua confusão.
O cigarro que Salvatore segurava escorregou de seus dedos, esquecido naquele momento.
