Capítulo 1 1

Rafael, amor, estou tão feliz. Agora sou sua esposa, que emoção!

"Sim."

"Cariño, para onde vamos de lua de mel? Estou ansiosa para ficarmos juntos. Esperei tanto por você, embora te admita que tenho medo, cariño. É a minha primeira vez."

"Sobe no carro."

Anastasia obedeceu.

"Para onde vamos, cariño? Já vamos para a nossa lua de mel?"

"Não. Vamos para casa."

"Por quê, Rafael? Ah, já sei, com certeza para buscar nossas malas. Que lindo você é, cariño."

Rafael se manteve em silêncio até chegarem à mansão Velázquez.

Anastasia desceu do carro emocionada, com seu vestido branco (haviam se casado na igreja, só os dois), segundo Rafael, porque assim era melhor, que não havia muito orçamento para uma festa ou convidados.

"E esta mansão, Rafael?"

"É minha, Anastasia."

"É muito linda, cariño."

"Aqui vamos morar."

"Sério? Você comprou esta casa? Por isso não pudemos fazer a festa de casamento… Não importa, cariño, ter uma casa é importante."

Rafael e Anastasia entraram na mansão.

"É preciosa, cariño."

"Que bom que você gostou."

"Filhinho, finalmente chegou."

"Mãe."

"Como foi, meu bebê?"

"Bem, já está tudo pronto."

"Senhora Margaret, um prazer revê-la. Eu gostaria que tivesse comparecido ao nosso casamento, mas veio ver nossa casa. É preciosa, não é?"

"Nossa casa?" — perguntou Margaret.

"Eh… Rafael?"

"É minha casa e vocês vão morar aqui. Rafael é meu único filho e não tem mais ninguém além de mim. Então é melhor você se comportar bem."

"Anastasia, vá com a empregada para tirar esse vestido."

"Sim, cariño. O que eu coloco? Para irmos viajar?"

"Viajar? Você está louca, menina? Não tem nada de lua de mel. O dinheiro se ganha e não se desperdiça em uma estúpida lua de mel."

"Rafael, é verdade?"

"Você não me ouviu? Aqui você vai morar e deve obedecer às minhas ordens. Não espere que Rafael interceda por você. Ele faz o que eu mando, não é, meu amor?"

"Sim, mãe."

Ele se aproximou e sua mãe o abraçou.

"Mas o que você está esperando? Vá tirar esse vestido horrível para vir atender seu marido, menina."

Anastasia ficou impactada. Era como se sua vida desse uma reviravolta impressionante. Ela seguiu a empregada que a levou até o quarto.

A empregada saiu sem dizer nada.

Anastasia olhou tudo ao redor. O quarto era bonito, tinha tudo no lugar e a decoração estava boa.  

Mas havia algo que a deixava triste. Com quem ela realmente havia se casado? Por que Rafael já era outra pessoa? Por que sua sogra agora a tratava assim?

Anastasia Márch  

Tem 24 anos, pele branca, cabelo longo até a cintura cor castanho, corpo definido natural e olhos cor de mel.

Não tem pais. Cresceu em um orfanato e, ao completar a maioridade, saiu em busca do seu futuro.  

Teve dois empregos para conseguir sobreviver. Estudou marketing em uma agência de publicidade porque foi o que mais a apaixonou aprender.

Conheceu Rafael por acaso na cafeteria do seu segundo emprego. Ele flertou com ela e ela, sendo o primeiro homem que realmente chamou sua atenção, caiu de amores por ele. Tanto que, com apenas dois meses de namoro, se casaram.

Rafael Velásquez  

Homem alto e bonito de 32 anos (que não aparenta). Tem uma empresa de calçados. Seu pai morreu há anos e só tem a mãe, que o ajuda em tudo e o mima no que é ruim.

É mulherengo, machista, alcoólatra e viciado em drogas, coisas que Anastasia não sabia. Apenas se deixou levar pelo amor sem conhecer de verdade o homem que amava.

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Anastasia se trocou de roupa e desceu as escadas cabisbaixa.

"Finalmente. Já ia mandar te chamar. Da próxima vez não demore porque me irrita esperar, ok?" — disse a senhora Margaret.

"Sim, sogra."

"Nunca mais me chame de sogra. Para você sou senhora, porque eu sou a senhora e dona desta casa. E se você quiser um prato de comida e um teto, deve trabalhar. Você vai viver o resto da sua vida servindo meu filho. Agradeça que ele te escolheu como esposa, porque tem muitas atrás dele… Você deve agradá-lo em tudo. Não quero que reclame nada. Ele é um homem e pode fazer o que quiser. Você só é a escrava dele. Entendido?"

"Sim, senhora."

"Agora vá para a cozinha, prepare o jantar e é melhor você fazer algo direito."

"Sim, senhora."

Anastasia caminhou até a cozinha. Uma das empregadas a orientou.

Chegou à cozinha, que por sinal era linda. Olhou na geladeira para ver o que fazer. Não era profissional, mas sabia fazer algo. No orfanato aprendeu a cozinhar e, segundo todos, fazia bem.

Preparou arroz verde, peito de frango grelhado, salada e batata frita. Fez suco de laranja.

A empregada que a orientou (chamada Sara) a ajudou a levar os pratos e o jantar.

Quando Anastasia chegou, Rafael já estava na sala de jantar.

"Cariño, fiquei esperando você chegar. Preciso que conversemos."

"Será depois. Agora estou com fome. Sirva logo."

Ela sentiu e serviu cada um e depois um prato para ela.

"O que você está fazendo?" perguntou a senhora Margaret.

"Servindo meu jantar para jantar."

"Você está louca? Se pensa que vai comer com nós… Seu lugar é com as empregadas."

Anastasia sentiu uma pontada no coração.

"O que você está fazendo aí? Saia" disse Rafael.

Ela saiu entre lágrimas.

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