Capítulo 1 Eu fiz sexo com o chefe

Na Cidade A, nos Estados Unidos, Emma Carter acordou sobressaltada. Olhando em volta, percebeu que estava em um quarto desconhecido. O cheiro de um homem ainda pairava no ar. Acima da mesa de cabeceira, um quadro de Washington Cruzando o Delaware estava pendurado ao lado de um vajra dourado.

Ela passou as duas mãos pelos cabelos enquanto as lembranças da noite anterior a atingiam de repente.

Depois do jantar do departamento, ela tinha bebido demais.

Então… alguém a colocou na cama.

Um homem tomou seu corpo, beijando-a como alguém que passara a noite inteira se controlando e finalmente tivesse perdido o controle. A língua dele invadiu sua boca, explorando, reivindicando, absorvendo cada respiração curta que ela soltava.

A boca dele desceu devagar, de forma agonizante, cada beijo mais deliberado que o anterior, deixando um rastro de calor que fez os dedos dos pés dela se encolherem contra os lençóis.

Contemplando a mulher encantadora diante dele, o desejo do homem se acendeu. Ele arrancou sua calcinha e pressionou os lábios contra sua intimidade.

“Ah…” ela gemeu, enquanto um rubor subia às suas bochechas.

“Você é sensível mesmo, querida”, murmurou ele, com a respiração roçando sua orelha.

“Abra mais as pernas. Vou fazer você se sentir ainda melhor”, ordenou ele, e as palavras dele transformaram as pernas dela em gelatina.

É um sonho? Por que parece tão real?

Ela virou a cabeça por instinto, tremendo ao abrir mais as pernas.

Quando ele alcançou a parte interna da coxa dela, não teve pressa. Esperou, respirando seu cheiro, deixando a antecipação se enrolar dentro dela até ficar tão intensa que seus quadris se moveram na direção dele sem seu consentimento.

Antes que ela pudesse reagir, uma dor profunda e ardente se abriu dentro dela, seguida por um atrito ritmado e investidas suaves.

Os dois se moveram em perfeita harmonia.

No momento em que as mãos dela deslizaram para os ombros dele, o prazer aumentou e os arrastou juntos, seu corpo se contraindo ao redor dele enquanto ele gemia contra sua boca. O orgasmo veio de uma vez, deixando-a trêmula, agarrada a ele como se fosse a única coisa sólida no mundo…

Emma balançou a cabeça, forçando-se a se libertar da lembrança. A primeira coisa que precisava fazer era ir embora. Agora.

Ela pegou do chão a camisa branca rasgada.

Isso é um crime violento, com certeza.

Suas mãos tremiam quando ela jogou a peça de lado.

Olhando em volta, viu um conjunto de roupas cuidadosamente dobrado ao lado da cama, claramente deixado pelo homem.

Ela vestiu às pressas um conjunto social de saia e blazer.

Parada diante do espelho, notou várias marcas vermelhas na base do pescoço.

“Aquele maldito homem!”, praguejou ao sair do banheiro.

Apanhando a bolsa do chão, ela empurrou a porta. Uma sala de estar espaçosa se abriu diante dela, e uma figura familiar surgiu em seu campo de visão.

Na Cidade A, nos Estados Unidos, Liam Hayes estava sentado no sofá, usando roupas pretas de ficar em casa, com fones de ouvido e o laptop apoiado numa almofada entre as pernas.

Emma congelou, de boca aberta.

“Bom dia… Sr. Hayes…”

“Shh. Estou em uma reunião.” A voz baixa dele cortou a dela.

Ela fechou a boca na mesma hora e engoliu em seco.

Não era ele que devia ser o frio?

Não. Era tudo encenação.

— Vem tomar café da manhã. — Ele se inclinou para a frente e empurrou o suco de laranja para o outro lado da mesa.

O movimento virou o pescoço dele o suficiente para que o chupão ali ficasse bem na frente da câmera, perfeitamente visível para todos os executivos da reunião.

Emma viu também. O calor subiu ao rosto dela. O primeiro impulso foi sair correndo.

Aterrorizada, em vez disso ela se sentou, de cabeça baixa.

Obediente, tomou alguns goles pequenos do suco de laranja e beliscou o sanduíche em mordidinhas.

Ele me confundiu com outra pessoa?

Dormir com a própria funcionária? Ele não se importa com a reputação?

Quinze minutos depois, ele encerrou a reunião, fechou o notebook e, por fim, se juntou a ela no café da manhã.

— Desculpa. Eu não sabia que você era virgem. Fui um pouco bruto. — O tom dele era tão neutro quanto se estivesse entregando um relatório de trabalho.

— Aham… — As bochechas dela ficaram escarlates.

— O médico da família vai chegar logo. Você pode ir embora depois disso — acrescentou ele.

Ele tem medo de eu acabar grávida de um herdeiro e começar a cobiçar a fortuna da família dele?

Emma terminou o resto do suco de laranja em silêncio.

Ele comeu rápido, limpando o prato em instantes.

— Espera aqui. O Ryan Cooper vai te levar de volta. Eu tenho que ir para o escritório — instruiu.

— Eu posso voltar sozinha — ela disparou.

— Não ficou satisfeita com a minha performance ontem à noite? — Ele ergueu o olhar, e um leve traço de mágoa atravessou sua expressão.

— O quê? — O coração dela disparou.

Ela estava furiosa, mas nenhuma resposta atravessou seus lábios.

— O Dr. Foster já chegou, senhor Hayes — anunciou Zoe do lado de fora.

Julian Foster examinou Emma em silêncio: uma beleza extraordinária, pele branca como neve, cabelos dourados, curvas nos lugares certos.

— Vem comigo — murmurou Liam, soltando um suspiro baixo.

Assim que Emma e Julian entraram no quarto, Liam saiu imediatamente e fechou a porta atrás de si.

Enquanto a loucura da noite anterior se repetia na mente dela, as palmas de Emma ficaram úmidas de suor. Ela esperava pílulas anticoncepcionais ou uma injeção, mas, em vez disso, o médico pediu para examinar a parte de baixo do corpo dela.

Ela cobriu o rosto com as mãos o tempo todo, mortificada.

Depois que ele aplicou o medicamento, a ardência lá embaixo finalmente diminuiu.

Quando ela saiu do quarto, Liam já tinha ido embora.

Ryan a aguardava no banco do motorista.

Ao se acomodar no banco de trás, ela encarou a janela e sussurrou:

— Eu entrei no carro errado ontem à noite?

— Sim, futura senhora Hayes — ele brincou. — Você entrou no carro errado, se jogou em cima do chefe e começou a beijar ele como uma louca. Bem impressionante.

Ela baixou a cabeça e torceu a barra da blusa entre os dedos.

— O chefe ia te levar para casa, mas ficou preocupado que pudesse acontecer alguma coisa com você, então trouxe você para cá.

Ela forçou um sorriso.

— E vocês dois…? — Ele observou pelo retrovisor.

— Como você está vendo. — Ela apontou para as marcas no pescoço.

— Pelo visto, o chefe se conteve.

— É… — ela alongou, sem ânimo.

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