Capítulo 4 Capítulo 4
THEODORA
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Levantei e o segui escada acima até pararmos em uma porta, ao qual ele abriu.
— Uau... — fora o que eu consegui dizer ao ver o belo e enorme quarto que estava a minha frente.
— Espero que ele te agrade. Pode redecorá-lo se quiser também — Apolo comentou escorado na soleira da porta.
— Obrigada, mas assim já tá mais que perfeito — falei e logo uma vontade enorme de chorar me acertou ao lembrar que, pela primeira vez depois muitos anos, eu tinha um lugar para chamar de casa, mesmo que fosse por alguns meses.
Coloquei as mãos sobre o rosto à medida que as lágrimas começavam a descer e os soluços a me atingir. Segundos depois, senti braços me rodearem, acolhendo-me até que meu choro cessou e eu pude encarar Apolo, meio envergonhada.
— Desculpe. Eu tô odiando estar grávida, porque acabo chorando por tudo.
Ele sorriu e se afastou de mim.
— É normal, mas porque estava chorando?
— Porque vocês dois estão me dando um lar sem nem ao menos me conhecer direito. Muito obrigada.
— De nada, Thea. Você está nos proporcionando uma felicidade imensa, realizando o nosso sonho de sermos pais então o mínimo que podemos fazer é acolher você na nossa família, que é bem doida.
— Doida?
— Sim. Você ganhou dois irmãos gays, uma irmã louca saída direto do hospício, duas mamis divas, um pai que se acha comediante, uma tia religiosa, um tio viciado e uma prima lésbica. Sem contar com os nossos amigos que são fugitivos do mesmo hospício que o da minha irmã — ele disse, fazendo caras e bocas enquanto falava, o que me fez rir.
— Eles devem ser legais.
— Não se iluda não, minha filha — Apolo falou e riu depois — Tô brincando. Aquele bando de loucos é maravilhoso e amanhã você vai conhecê-los no casamento da Leilinha.
— Quem é essa?
— É a louca da minha irmã. Bom... Eu vou deixar você descansar. Qualquer coisa eu estou no quarto ao lado.
Assenti e olhei novamente o quarto ao meu redor quando fiquei sozinha. Não estava cansada e ainda era cedo para dormir então preferi assistir algo na televisão, ligando e verificando os canais, optando por deixar em um filme chamado “Antes do Pôr do Sol”.
Mas, acabei não entendendo nada do enredo e toda aquela chatice de romantismo me fez ficar com sono, então desliguei a TV e fui dormir.
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“O leve toque daquelas mãos em mim me incendiava mais e mais.
— Eu quero os dois dentro de mim, por favor — suplico à beira de ter um colapso de tanto tesão.
Então Jacob se posiciona embaixo de mim, que desço vagarosamente sobre o pau dele. Depois me inclino e o beijo, à medida que sinto Apolo se posicionar atrás de mim e lentamente me penetrar, me fazendo soltar um gemido, que é uma mistura de dor com prazer.
— Que bundinha mais gostosa, boneca.
— Já está todinho dentro? — pergunto e em resposta Apolo investe contra meu quadril e eu grito.
— Agora está.
— Pensa na delícia que está a bocetinha dela. Ela é tão apertadinha que eu estou sentindo o seu pau — Jacob fala, mas eu nem presto muita atenção porque ter dois paus enfiados em você, te leva a um estado psicoanestésico.
Apolo e Jacob se movimentam em uma sincronia perfeita e eu sinto que estou prestes a gozar.
— Mais rápido, meus gostosos! Me fodam mais rápido! Eu tô quase gozando! — grito que nem uma louca enquanto rebolo meu quadril indo de encontro aos deles.
Nossos gemidos ecoam pelo lugar, unindo-se, à medida que explodimos juntos em um delicioso orgasmo.
— Thea... — escuto ao longe Apolo me chamar, mas eu estou mole demais e acabo fechando os olhos.”
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— Thea?
Acordei sobressaltada e olhei para o lado, onde vi Apolo em pé ao lado da cama, meio inclinado.
— Até que enfim você acordou.
— Que foi que houve? — indaguei bocejando e me apoiei nos cotovelos, de repente senti que me encontrava melada então logo o sonho de segundos atrás me veio à mente, fazendo-me corar um pouco.
— Jacob acabou de me ligar pedindo para a gente ir bem cedo, porque a doutora vai te atender assim que ela chegar no ambulatório. Temos meia hora para se arrumar e chegar lá no hospital.
— Ok — falei e me deitei novamente, fechando os olhos, mas os abri quando senti o cobertor ser puxado.
— Levanta-se agora, Thea, ou eu vou pegar você no colo e te colocar debaixo do chuveiro com a água estando no frio — ele ameaçou sério então, resmungando, bolei para o lado saindo da cama, ainda muita sonolenta e fui para o banheiro.
Quando terminei o banho e minha higiene pessoal, retornei ao quarto e vi sobre a cama um par de tênis preto com branco, uma cueca boxer preta e uma blusa de moletom branca com detalhes de arco-íris e estrelas, que deduzi ser masculina, pois ela virou um vestido quando acabei de vesti-la.
Minutos depois, eu desci e encontrei Apolo na sala de estar.
— Eu já ia te buscar.
— Bom dia para você também — comentei terminando de descer a escada.
— Desculpe. É porque estou ansioso e aí quando eu fico assim, sou meio chato às vezes. Bom dia, Thea — ele me cumprimentou quando parei perto do mesmo.
— Bom dia.
— Deixa eu ajeitar essas mangas — Apolo falou, já pegado no meu braço e o erguendo um pouco, puxando a manga que eu havia erguido de qualquer jeito e começando a dobrá-la, de modo que ficasse bem bonita e certa — Isso é temporário. Assim que saímos do hospital, vamos comprar algumas roupas para você, ok?
Assenti com um leve aceno de cabeça.
— Esse moletom afrescalhado é seu?
— Ele não é afrescalhado. E não, não é meu, e sim do Jacob, mas eu possuo um igual também. São nossos moletons de casal.
— Que brega, meu Deus! — exclamei, fazendo careta à medida que ele finalizava a outra manga.
— Não é brega, e sim muito fofo — Apolo rebateu e eu rolei os olhos.
— Tá dizendo.
— Quando você encontrar alguém que te faça muito feliz, você vai querer usar essas coisas “bregas” também.
— Deus me livre! Prefiro ficar solteira pelo resto da minha vida.
Ele riu.
— Pronto. Está mais apresentável. Vamos?
— Não vamos tomar café? — inquiri.
— Não. Você precisa estar de jejum para fazer os primeiros exames.
— Odeio agulhas — resmunguei enquanto o seguia rumo ao que parecia ser a garagem da casa.
