Capítulo 6 Capítulo 6
JACOB
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— Você não vem, amor — Apolo perguntou assim que passaram por mim.
— Não, querido. Eu tenho que terminar de evoluir um óbito e assinar os papéis para a liberação do corpo para os pais da criança, porque eu quero estar na consulta com vocês.
— Menos papo e mais andança. Vamos, Apolo. Eu tô morrendo de fome.
Acenei para eles e retornei para a UTI Pediátrica à medida que sorria pelo caminho.
“Só o jeitinho maluco da Theodora para me fazer rir depois de ter falhado em salvar a vida daquele garotinho”
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THEODORA
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— Tem certeza de que vai dar conta de comer tudo isso aí?
Ergui o olhar e encarei o Apolo sentado à minha frente.
— Tenho sim. Tô morrendo de fome e eu estou comendo por duas pessoas. Ou você quer que o futuro filho de vocês nasça com cara de comida, só porque está me negando isso?
— Não estou te negando nada. Só achei que tem comida demais aí, mas tudo bem.
Dei de ombros também e comecei a atacar a comida à minha frente, deliciando-me.
— Você não me respondeu aquela pergunta — comentei, de boca cheia, minutos depois.
— Que pergunta?
— Quantos mulheres já toparam fazer ménage com vocês dois? — indaguei em um tom de voz mais baixo.
— Ah... Essa pergunta — ele disse e deu um gole no seu café antes de me encarar — Bom... Contando com a minha irmã seria seis, mas vamos pegar só pelo tempo de casados, então é cinco. Uma para cada aniversário de casamento. Seria seis se a desse ano não tivesse tido um imprevisto com o afilhado que ela cuida, então anteontem preferimos não comemorar à três e sim à dois. Jacob fez um jantar bem romântico para mim e depois, muito sexo selvagem.
— Ok, me poupe dos detalhes sórdidos — pedi fazendo careta, fingindo não querer saber, e Apolo riu — Vamos deixar esse assunto para lá, ok?
— Tudo bem. Mas a proposta ainda está de pé.
— Não vou transar com vocês. Só estava curiosa mesmo — falei e ele tentou ocultar um riso.
— Uhum, sei.
— Idiota — murmurei bem baixo, meio emburrada, e continuei a comer.
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Jacob apareceu quando estávamos saindo da praça de alimentação então seguimos juntos para o ambulatório.
Assim que chegamos lá, ele me avisou que como eu não possuía documentos comigo, ele havia dito que eu era a irmã do Apolo, porque como ambos eram casados, o Jacob tinha direito a quatro vagas para encaixes de consultas.
Uma para o marido, uma para a cunhada, uma para a sogra e outra para a mãe dele. Os dois me deixaram na fila e foram beber água no final do corredor. De onde eu me encontrava, dava para ver os dois conversando, sorrindo e olhando na minha direção.
Com certeza, o Apolo tinha aberto aquela maldita boca e contado do que a gente estava falando enquanto comíamos. Eu não queria, necessariamente, transar com eles. No sonho é uma coisa. Você não sentia dor, nem nada do tipo, mas na vida real era outra coisa totalmente diferente.
E eu já me encontrava traumatizada demais com sexo anal, que dupla penetração não estava nos meus planos sexuais para esta vida. Tudo graças ao desgraçado do Jaime que, quando não me espancava, me forçava a fazer sexo com ele. Ou me batia e em seguida me fodia à força.
Ele sempre terminava o ato com um anal e essa era a parte que eu mais odiava naquilo tudo.
Minha curiosidade estava mais em saber como o Jacob e o Apolo se comiam, pois eu não conseguia imaginar dois homens, lindos de morrer, fodendo o cu um do outro ou chupando o pau um do outro. Se eles me chamassem apenas para assistir, eu aceitaria na hora, mas para participar, isso nunca.
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Demorou alguns minutos até que a doutora apareceu na porta e chamou por Leila Grayson, então Apolo disse que éramos nós e logo adentramos o consultório.
Jacob explicou a verdade sobre mim e o bebê para a médica que concordou em manter sigilo, me fazendo em seguida algumas perguntas sobre a gestação. Não entendi quase nada quando ela começou a falar, então deixei que os futuros pais do bebê conversassem com a doutora e fiquei alheia a tudo.
Entretanto, me assustei quando eles tocaram nas minhas coxas e eu os encarei. Jacob avisou que a médica ia bater um ultrassom para ver se o bebê se encontrava bem. Me levantei e seguimos até uma outra parte do consultório onde havia uma maca e alguns aparelhos.
Me deitei com o moletom levantado, conforme a doutora tinha mandado, e olhei para o teto à medida que ela colocava o que parecia ser um pano sobre o meu quadril, puxando depois o cós da minha cueca um pouco para baixo.
— Será que já vai dar para ver o sexo do bebê? — escutei Apolo perguntar bem ansioso quando a médica começou a pressionar um aparelho sobre minha barriga após colocar um gel bem geladinho no local.
— Podemos tentar, mas primeiro vamos medir esse bebezinho aqui — a doutora murmurou, já mexendo um pouco o aparelho para lá e para cá — Você já sente o seu bebê se mexer, mãezinha?
— Não. Ele se mexe aqui dentro? — inquiri, confusa, e a médica deu um sorriso simpático para mim.
— Sim. A partir da 16ª semana, normalmente as mamães começam a sentir os primeiros movimentos dos seus bebês. Perguntei por que pelas medidas, você já se encontra com na 18ª semana.
— Isso dar quantos meses mesmo? — indagou Apolo, fazendo a pergunta que acabara de surgir em minha cabeça.
— Ela acabou de entrar no quinto mês — a doutora anunciou e complementou olhando em minha direção — Logo sentirá o seu bebê se mexer bastante.
— Peraí... Cinco meses? Tem certeza, Margareth? Porque a barriga dela é tão pequena — Jacob comentou — Será que o bebê tem algum problema ou má-formação?
— Credo, amor. Você só pensa no pior das hipóteses — resmungou Apolo.
— Desculpe, querido. É coisa de médico. Sempre verificamos todas as possibilidades.
— Não se preocupem, pois pelo que eu estou vendo aqui, o bebê é saudável, só está três centímetros abaixo da média que consideramos ser o padrão.
— Então ele vai ser anão? — perguntei confusa.
— Não, minha querida. Provavelmente isso ocorreu pela falta de vitaminas e nutrientes que você não tomou no início da gravidez, afetando assim o desenvolvimento do bebê com relação ao tamanho, mas podemos reverter esta situação com um bom acompanhamento, vitaminas e uma alimentação rica em nutrientes. Agora vamos ver se conseguimos achar o sexo desse bebezinho sapeca que está com as perninhas fechadas.
