Capítulo 8 Capítulo 8

APOLO

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— Sogrinha lindona — falei indo até ela, dando-lhe um abraço e depois um beijo em cada lado de seu belo rosto.

— Apolo, querido. Como você está? Não apareceu mais aqui.

— Oi, mãezinha — cumprimentou Jacob, a abraçando também.

— Outro que nem lembra que tem mãe, né?

— Sem drama, Sra. Harrison. Temos nossos trabalhos que nos ocupam tanto quanto o seu. E viemos aqui lhe dar uma notícia mega maravilhosa.

— Olha lá o que os dois vão me aprontar, hein?

Sorrimos um para o outro, antes de voltarmos a olhar para Myriam.

— Contém logo, meninos — ela murmurou.

— Parabéns! A senhora vai ser vovó! — Jacob exclamou e minha sogra franziu o cenho.

— Deixe de zoar com a minha cara, filho. Eu não sou velha para ser avó ainda não. Nem cabelo branco eu tenho.

— É porque pinta de dois em dois meses, ou arranca eles semanalmente.

— Ethan, você não deveria estar arrumando os cabelos das clientes? — questionou Myriam bem séria, fazendo nosso amigo sair e ir rumo às cadeiras de lavagens do salão de beleza — Pois bem, voltando ao assunto, eu não sou velha, meninos.

— É claro que não, minha deusa. Se eu fosse hétero, eu pegava a senhora com certeza — falei dando uma piscadinha para ela, que riu.

— E eu como filho, não deixaria você chegar nem perto da minha mãe e ainda te daria um socão na fuça.

— Viu só, sogrinha? Você tem um filho mega protetor.

— E quem é aquela moça? — ela inquiriu olhando por sobre nossos ombros então Jacob foi buscar a Thea e logo nós a apresentamos, contando o motivo dela está conosco.

— Então mãe, agora a senhora já sabe que o lance de ser avó é verdade — Jacob informou quando ela se desvencilhou de nós, após ter nos abraçado.

— Estou feliz e triste ao mesmo tempo.

— Triste porque, sogrinha? Não gostou da notícia?

— É claro que eu gostei, querido. Essa é a parte feliz, porque os dois vão finalmente realizar o sonho de vocês. A triste é que em breve vai ter uma pimpolha muito fofa, correndo pelo meu salão, de vestidinho rosa e lacinho na cabeça, me chamando de “vovó”. E eu não tô preparada para ser avó. Mas vamos deixar de chororô, porque senão vou acabar borrando minha maquiagem. ETHAN! OH, ETHAN! VENHA LOGO AQUI, RAPAZ!

— Me expulsa e depois me chama de volta. Vai entender as mulheres — ele se aproximou resmungando — O que a minha chefinha deseja?

— Pare de reclamar e leve a Theodora para realizar o nosso pacote Starllywood.

— “Star...” o quê? — Thea indagou bem confusa.

— Ethan vai colocar um aplique no seu cabelo para deixá-lo comprido e lindo, enquanto trabalhamos em suas mãos e pés, e depois depilação com direito a limpeza facial e banho de sais numa hidro.

— Isso não vai demorar muito não, né? Porque temos um casamento em Vancouver para ir e precisaremos chegar bem cedo lá — informei e minha sogra olhou em seu delicado relógio de pulso.

— São nove e dez, então lá pelas uma da tarde vocês podem vir buscá-la.

Assentimos e nos despedimos da Theodora, depois da minha sogra, então saímos e apenas Jacob foi para casa descansar um pouco de seu plantão noturno, enquanto eu, fui para as boutiques do shopping, comprar coisas essenciais que a Thea precisaria na breve estadia conosco.

Por ser fotógrafo, eu tinha um bom olho e sabia exatamente o tamanho do manequim que cada pessoa usava, só de bater o olhar no corpo dela. E também, iria aproveitar para pesquisar sobre enxovais de bebês, porque nem eu e nem o Jacob sabíamos nada sobre isso.

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JACOB

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Tinha terminado de sair do banheiro quando escutei o Apolo me chamando, no andar de baixo, pedindo para que eu fosse ajudá-lo com as sacolas. Me encontrava apenas enrolado numa toalha branca então resolvi descer assim mesmo. Só joguei o meu celular sobre a cama e sai do quarto.

— Querido, o quê que você está fazendo aqui na rua só de toalha? — questionou-me Apolo quando me aproximei dele, que estava abrindo o porta-malas do seu Mercedes Benz SUV branco, onde logo vi milhares de sacolas de várias marcas caras.

— Meu Deus, amor! Você comprou o estoque de todas as lojas? — perguntei, divertido.

— Não foge da minha pergunta, moço. Vai já para dentro colocar uma roupa e depois vem me ajudar com essas coisas.

Só sorri, pois eu achava que meu Apolo ficava extremamente sexy e mais lindo quando dava seus ataques de ciúme.

— Amor, não estamos na rua e sim na nossa calçada, dentro da nossa propriedade, então eu posso andar até pelado se eu quiser.

— Mas eu não quero que a mulherada da vizinhança fique cobiçando o que é meu — ele resmungou, brabo.

— Deixa de coisa, querido. Acha que eu vou trocar seu pau gostoso por qualquer boceta por aí? É óbvio que não, né? — comentei, já pegando metade das sacolas e duas grandes caixas brancas à medida que o Apolo pegava o resto das coisas e fechava o porta-malas.

— Eu prefiro não arriscar.

Seguíamos rumo à entrada da casa quando parei de repente, ao sentir a toalha se afrouxando, até que ela escorregou e caiu aos meus pés.

“Ops!”

— EITA! QUE SAÚDE, HEIN DOUTOR?

Olhei para o lado e vi uma das nossas vizinhas, que ia saindo de sua casa para ir a algum lugar.

— Para dentro agora, Jacob! — exclamou Apolo, muito puto de raiva, já pegando a toalha do chão.

— Eita, amor. Deixava pelo menos eu acenar para a nossa vizinha primeiro — falei, vendo-o fechar a porta atrás de si e passar por mim, rumo a sala de estar.

— Você iria acenar com que mão, se suas duas estavam ocupadas, hein Jacob? E por que tem um urso enorme na nossa sala? Você sabe muito bem que eu não gosto de urso de pelúcia.

— Não é para você, amor, e sim para a Thea — informei deixando as sacolas sobre o outro sofá e olhei para o lindo urso que eu havia comprado para ela, em agradecimento pelo que ela estava fazendo por nós.

“Tomara que a Theodora goste”

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