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"Meninas, o Hugo voltou e quer me ver!"

"Ah, Nana, lá vamos nós de novo! Ele sempre diz que vai voltar e nunca volta!"

"Ele está estudando, por isso não teve tempo."

"Daiana, me poupe! Dois anos e ele não tem tempo? Ou você é muito ingênua ou simplesmente tola."

"Caramba, Fifi, não precisa falar assim na frente da Nana."

"Eu não fantasio a vida como você, Helô. O que eu tenho pra falar, eu falo na cara dela." Fifi respondeu.

A discussão continuava enquanto estávamos no carro a caminho da universidade para pegar meu carro. Opiniões divergentes sobre o retorno do Hugo, meu namorado, estavam claramente criando tensão entre nós.

"Daiana, não estou dizendo que você não deve ter esperança, mas é importante ser realista também. Dois anos é muito tempo, e se ele realmente quisesse estar com a Nana, ele teria encontrado uma maneira de fazer isso funcionar, não acha?" Fifi disse, olhando para Daiana com uma expressão séria.

"Daiana, você sabe que eu apoio todas as suas decisões, mas acho que a Fifi tem um ponto válido. Temos que encarar a realidade, e se esse cara não está dando à Nana a atenção que ela merece, talvez seja hora de seguir em frente." Helô comentou, olhando para mim pelo retrovisor.

"Eu entendo o que vocês estão dizendo, mas eu gosto muito dele, e acredito que ele pode mudar. E ele me disse que queria me ver, então vou dar a oportunidade dele se explicar." Respondi, tentando acalmar a situação.

A discussão continuou enquanto nos dirigíamos à universidade, e estava claro que minhas amigas estavam preocupadas com minha decisão de dar outra chance ao Hugo. O assunto ainda seria tema de conversa nas próximas horas enquanto tentávamos entender nossos próprios relacionamentos e expectativas.

Chegamos à universidade, e lá estava meu bebê, que saudade, meu carro que está comigo há tanto tempo. Tenho muito amor por ele. Sei que vou ter que trocá-lo em breve, mas por enquanto, vou cuidar dele com carinho.

Voltamos para casa entre piadas e conversas casuais; estar com minhas amigas é a melhor coisa do mundo. Assim que chegamos em casa, fiz um pedido às meninas.

"Meninas, não contem nada do que aconteceu hoje para minha tia."

"A Nina ficaria louca se soubesse o que aconteceu hoje."

"Nem me fale; ela me mataria." Eu disse, rindo.

Minhas amigas concordaram em manter o incidente envolvendo as algemas e o Fred em segredo. Elas entenderam que minha tia ficaria preocupada e chateada se soubesse o que aconteceu, e eu não queria causar mais estresse para ela.

Passamos o resto do dia em casa, relaxando e curtindo a companhia uma da outra. Às vezes, tudo o que você precisa são amigos verdadeiros para lidar com as situações complicadas da vida.

Quando a noite caiu, eu sabia que teria que enfrentar as consequências das minhas ações impulsivas, especialmente no que dizia respeito ao Fred e ao incidente das algemas. Mas por enquanto, eu estava feliz de estar em casa com minhas amigas, compartilhando risadas e memórias, e deixando os problemas de lado por um momento.

Enquanto conversávamos, recebi uma mensagem do Hugo.

Receber uma mensagem do Hugo, meu namorado, enquanto eu estava com minhas amigas trouxe uma mistura de emoções. Eu sabia que elas tinham suas opiniões sobre ele, e isso só adicionaria mais um elemento à discussão.

Olhei para a mensagem no meu celular, e por um momento, hesitei em abri-la. Será que o Hugo finalmente estava voltando e disposto a conversar? Ou era apenas mais uma promessa vazia?

"Fala logo, Nana! O que ele disse?" Daiana perguntou, ansiosa para saber o conteúdo da mensagem.

_Ele quer me encontrar amanhã à tarde. Respondi, tentando manter um tom neutro.

_Amanhã à tarde? Parece que alguém não está tão ocupado assim. Fifi comentou com um sorriso irônico.

_Não começa, Fifi. Eu só quero entender o que ele tem a dizer. Respondi, defendendo minha decisão.

A mensagem do Hugo continuaria sendo o centro das atenções em nossa conversa naquela noite, enquanto eu tentava decidir se deveria ou não dar uma segunda chance a ele e ouvir o que ele tinha a dizer. Mas, independentemente da decisão, eu sabia que minhas amigas estariam ao meu lado para apoiar e aconselhar, como sempre fizeram.

Hugo foi para os Estados Unidos estudar e prometeu voltar para me ver, mas sempre tinha uma desculpa. No entanto, acho que ele finalmente virá, e sinto tanta falta dele. Esperei por ele todos esses anos, e acho que finalmente chegou a hora.

A possibilidade de reencontrar Hugo após tanto tempo estudando nos Estados Unidos trouxe à tona todas as emoções que eu havia guardado. Durante anos, esperei por esse momento, mas também carregava uma dose de ceticismo devido às promessas não cumpridas no passado.

"Você realmente acredita que ele vai aparecer, Nana? Helô perguntou, com um olhar preocupado."

"Quero acreditar, Helô. Mas mesmo que ele apareça, não sei o que esperar. Só quero esclarecer algumas coisas e fechar esse capítulo da minha vida de uma vez por todas."

Minhas amigas me entendiam, e independentemente do que acontecesse, elas estariam ao meu lado para oferecer apoio e conselhos. O reencontro com Hugo prometia ser um momento decisivo, e eu estava determinada a lidar com isso da melhor maneira possível, qualquer que fosse o desfecho.

"Meninas, agora mudando de assunto, no meu jeito confuso, acabei cometendo um grande erro, e agora preciso da ajuda de vocês."

"Qual foi o erro dessa vez, Helô? Daiana perguntou, enquanto todas ríamos da situação porque Helô sempre se enrola; ela é um pouco confusa."

"Acabei aceitando dois compromissos para o mesmo horário, e preciso que uma de vocês me cubra em um deles."

As confusões da Helô sempre nos proporcionavam momentos de diversão e risadas. Desta vez, ela se meteu em um pequeno dilema com dois compromissos marcados para o mesmo horário. Era típico dela, mas também sabíamos que Helô era capaz de lidar bem com qualquer situação.

"Não se preocupe, Helô. Eu posso cobrir um dos compromissos para você. Me ofereci, sabendo que minhas amigas sempre estariam lá para me ajudar quando eu precisasse."

"Ainda bem que a Nana aceitou porque eu tô fora. Fifi disse."

"E eu estou ocupada com meu trabalho. Daiana respondeu do outro lado."

"Mesmo com a recusa da Fifi e da Daiana em ajudar com a situação dos compromissos duplicados, Helô e eu sabíamos que podíamos contar uma com a outra. É assim que nossa amizade funcionava em tempos de necessidade, sempre estávamos lá para nos apoiar."

"Não se preocupe, Helô. Tudo vai dar certo. Eu estava determinada a ajudá-la a resolver essa confusão. E o que eu tenho que fazer?"

"Então, você vai ser comissária de bordo."

"Comissária de bordo? Eu nem consigo imaginar o que uma comissária de bordo faz."

Helô rapidamente explicou o que eu precisaria fazer como comissária de bordo na ausência dela. Aquela experiência prometia ser tanto uma aventura quanto um desafio, e eu estava curiosa para ver como me sairia nesse novo papel. O destino reservava surpresas inesperadas, e eu estava pronta para embarcar nessa jornada incerta como comissária de bordo, ansiosa para descobrir o que me aguardava nos céus.

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