Capítulo 2 2

"Isso você não pensou quando transamos!" Emily o agarra pela camisa.

"Quero remediar meus erros." Teo a puxa para mais perto e sente sua boca salivar; ela consegue sentir a respiração dele, o que a incita a beijá-lo, mas Teo, por causa do aperto dela, não permite.

"Remediar?" rebate Emily. "Você sempre foi um covarde, Teo. Pode até ser um adulto, mas jamais aceitou seus sentimentos, essa atração que sente por mim. Achei que... aquele dia no incêndio, você tinha me dito 'eu te amo' com o olhar."

"Não se iluda, Emily. Eu não te amo, meu coração pertence a outra mulher que é inalcançável para mim."

"O quê?" Ela engole em seco, seus olhos ficam marejados.

"O que você ouviu. Quero que entenda que nossos encontros passionais foram apenas isso. Jamais chegaria a amar uma garota como você, com os hormônios à flor da pele o tempo todo. Siga sua vida, apaixone-se, case-se, tenha filhos, mas me tire do seu coração. Espero que, mais tarde, eu possa te ver nos braços de outro homem."

"Isso faz com que eu te odeie ainda mais, sabia?" Ela o segura com mais força pela camisa, descarregando sua raiva.

"Não me importa, Emily! Espero que não conte ao seu pai sobre a minha existência, espero que consiga calar a boca." Teo vive uma luta interna; seu corpo exige beijar os lábios de Emily.

"Faço o que você me pede, em troca de você me fazer sua pela última vez."

"Por que diabos você insiste nisso?" Teo franze a testa.

Emily recua, soltando-se do aperto de Teo, e começa a se despir. "Não faça isso...!" Teo se desespera.

"Você pode dizer o que quiser de mim, inclusive que ama outra mulher, mas não pode negar que a atração que sente por mim está te enlouquecendo neste momento."

Teo sente seu corpo arder nas chamas do inferno ao ver a silhueta do corpo escultural de Emily. "Já chega, Emily!" Teo vai abrir a porta, mas Emily o agarra pela mão e o puxa para si.

Em seguida, ela leva essa mão a um de seus seios. "Não faça isso..." Teo está perdendo o control.

"Não lute, você gosta disso. Desde que provou, sempre gostou. Agora me coma como só você sabe fazer, seu maldito degenerado."

"Não! Isso não pode acontecer!" Teo nega com a cabeça, mas Emily, sendo ágil, abre rapidamente a calça dele.

"Sim, agora vem e entra em mim, sua voz me deixa molhada."

"Caramba! Você é uma ninfomaníaca, está mal da cabeça."

"Não resista, Teo, você está duro. Me faça sua de um jeito selvagem."

"Só uma maldita última vez, entendeu?"

"Sim, o que você disser." Ela se joga nos braços dele, querendo tocar seu rosto, mas Teo não permite, o que a deixa mais intrigada, porém o desejo vence.

Teo a pega no colo e a leva para o quarto. "Não toque no meu rosto e também não me beije." Ele a joga na cama. "Quero que você fique de quatro agora mesmo!" ordena, exatamente do jeito que ela gosta.

Emily obedece e logo o sente completamente; não consegue evitar um gemido. "Seja mais bruto", ordena ela, sentindo seu corpo se contrair de prazer.

Teo se agarra aos quadris de Emily, sendo selvagem e rosnando baixinho. "Me jure que vai se apaixonar por outro homem!" ordena enquanto dá estocadas profundas. "Jure!" ordena, desferindo tapas fortes em sua bunda.

"Eu... eu juro", sussurra enquanto soluça. O prazer se transformou em tormento; ela odeia o fato de ter que se esquecer dele, sendo a primeira vez que se apaixona.

"Quer mais?" ordena ele, sendo mais brusco, provocando dor na intimidade de Emily. "Era isso que você queria?"

"Está doendo...!" balbucia ela, agarrando-se ao lençol.

"Para que fique claro que você deve se esquecer de mim." Teo para; não está gostando e sabe que a está machucando.

"Continua...", jura ela, permanecendo na mesma posição.

Ao ouvir a ordem de Emily, ele volta a dominá-la como uma fera feroz, até que se gosa dentro dela, deixando sua semente. Emily desaba ainda mais em prantos, e isso parte o coração de Teo. Ele sai de dentro dela e se apressa a vestir as calças.

Emily junta forças para ficar de pé, pois sua entreperna está ardendo demais, mas quer saber o que esse homem esconde. Ela corre em direção à parede onde está o interruptor e o acende.

"Não!" gritou Teo ao ver as intenções dela, mas era tarde demais, porque a luz iluminou o quarto, dando uma visão clara a Emily.

Ao ver Teo, ela leva as mãos à boca pelo choque. "Você não devia ter feito isso, maldição!" Teo vira de costas e abotoa a calça.

"Essa é a razão pela qual você é tão cruel comigo?" Emily se aproxima e coloca a mão direita no ombro esquerdo de Teo ao chegar perto.

Mas ele se afasta com altivez. "A vida é injusta."

"Que culpa eu tenho?" pergunta ela, revoltada.

"Não quero mais ouvir a sua voz! Eu morri para você e sempre será assim. Fiz o possível para salvar a sua vida e a da sua família. Todos estão felizes enquanto eu vivo na maldita escuridão."

"Meu pai é o seu melhor amigo!"

"Cale-se! Não quero mais te ouvir! Você já pôde ver como o meu rosto está horroroso." Teo sai do quarto e Emily o alcança.

"Espera! Tudo tem solução, eu posso te ajudar. Talvez uma cirurgia resolva o seu defeito."

"Você acha que eu não tentei?" rosnou com arrogância.

"Não vá embora!" Emily tenta detê-lo, mas Teo a empurra. Ao recuar, ela pisa em um dos vidros quebrados da taça que deixou cair. "Ai!" gritou de dor, mas Teo vai embora sem olhar para trás.

"Teo, não vá embora!! Não me deixe outra vez!" suplica com profunda dor.

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