Capítulo 4 4

Ao se normalizar, ela retoma a compostura e se olha no espelho. "O que diabos está acontecendo comigo?" pergunta-se mentalmente ao ver seu rosto pálido.

"Você vem imediatamente comigo ao médico", ordena sua mãe ao entrar no banheiro.

"Estou bem, mãe, não exagere, por favor. Tenho muito trabalho a fazer", reclama Emily, mas sua mãe a agarra pela mão e a tira do banheiro. "Me solta, mãe!" Ela franze a testa.

"Zac, vamos agora mesmo para a clínica. Preciso saber o que está acontecendo com a minha filha."

"Pai, por favor, diz para a minha mãe que estou bem. Você também foi empresário e sabe como é duro trabalhar", Emily tenta convencer o pai, mas ele a ignora, fazendo-a revirar os olhos, muito irritada.

Sua mãe, Katherin, continua a levando arrastada até que Will, o segurança, percebe a situação.

"Bom dia, senhor e senhora Ferrero."

"Will, precisamos conversar", diz Zac com firmeza, e Will assente com a cabeça.

Minutos depois, eles estão na clínica. Emily está de cara amarrada; ficar sozinha é o seu único remédio, porque assim não machuca ninguém com suas atitudes.

"Você vai ver que não tenho doença nenhuma, mãe." Emily cruza os braços, sentando-se na borda da maca.

A senhora Katherin se aproxima dela e coloca as mãos no rosto da filha. "Meu amor, quero que você descanse, que seja uma garota normal, querida."

"Não posso, mãe..."

"Você foi feliz para a sua viagem, seu sonho de conhecer a Grécia, e voltou cheia de amargura. Por acaso está escondendo algo da sua mãe? Sou sua melhor amiga, querida, pode me dizer qualquer coisa."

Emily engole em seco; Teo pediu para ela não contar que ele está vivo. "Você ainda não consegue esquecê-lo, certo?"

"Mãe, eu já enterrei o Teo, não me importo com ele, e espero que ele vá para o inferno."

"Como você pode dizer isso?! Ele arriscou a vida para salvar a todos nós, querida. É o melhor amigo do seu pai. O melhor é você relaxar; esta noite você vai para casa, seus irmãos estão com saudades."

Ela preferiu guardar silêncio; não quer magoar a mãe com suas palavras.

A senhora Katherin ficou acompanhando-a até que o médico chegou para dar os resultados referentes à sua saúde. Nesse momento, Zac Ferrero entrou junto com Will; eles vinham de uma conversa séria.

Emily fica preocupada ao ver a expressão severa no rosto do pai; talvez Will tenha dito algo sobre o que aconteceu, e isso a deixa em alerta. "Doutor, diga aos meus pais que estou bem e que me deixem trabalhar."

"A senhorita não está bem, senhorita Ferrero. Deveria ficar contente por seus pais se preocuparem com você; além disso, agora precisa se cuidar."

"A que se refere?" Emily olha o médico diretamente nos olhos.

"Parabéns, você está grávida. Não é bom trabalhar em excesso..." Emily o interrompe.

"Espere! Eu não posso estar grávida."

"Os resultados mostram que você está, e isso não falha. Peço que tenha consciência de que em seu ventre há uma vida que virá a este mundo. Deve se alimentar bem e não pensar apenas em si mesma."

"Obrigado, doutor. Por favor, deixe-nos sozinhos", ordena Zac, e Emily sabe que é o seu fim.

Enquanto isso, a senhora Katherin está perplexa, sem conseguir acreditar.

O médico vai embora.

"Quem é o pai?!" pergunta ele com arrogância, e Emily segura a vontade de chorar, lembrando-se da última vez em que esteve com Teo.

"Quero... quero ficar sozinha, por favor", suplica ela, baixando o olhar.

Mas seu pai desfere um soco na parede mais próxima para descarregar sua ira. Emily fica nervosa; sabe que, quando seu pai fica assim, toma decisões extremas. "Somos seus pais e você jamais poderá mudar isso! Diga-me agora mesmo: quem diabos é o pai do bebê?!"

"Não posso dizer", ela o olha com temor.

"Pelo amor de Deus, Emily, não piore a situação. Fale de uma vez. Estamos muito zangados com você, não irrite ainda mais o seu pai", repreende a mãe.

"Com licença", Will abre a porta.

"É o Will!" apressa-se Emily a falar. "Ele é o pai do meu filho."

Seu pai sente o sangue subir à cabeça e vira-se para o segurança Will com vontade de matá-lo.

O pobre do Will sente um calafrio percorrer o corpo e ia se defender, mas Emily, ao ver suas intenções de falar, apressa-se a dizer: "Foi na nossa viagem à Grécia, aconteceu tudo lá. Eu tinha me cuidado, mas não entendo por que agora estou grávida."

A senhora Katherin se aproxima de Emily. "Como você pôde? Por que a mesma história está se repetindo outra vez?" pergunta, muito irritada.

"Fugiu do meu controle, mãe. Além disso, eu tinha bebido demais e, quando acordei, o Will estava do meu lado e estávamos nus."

Zac agarra Will pelo colarinho, e isso faz com que Emily se levante. "Você falhou comigo!" rosnou ele entre dentes.

"Eu posso explicar, senhor...", disse com dificuldade.

"Querido, por favor, você precisa se acalmar, eu te peço." Katherin se aproxima e o olha nos olhos para que Zac se concentre nela e solte o segurança; é impossível que a fera que Zac carrega dentro de si não se acalme ao ver sua esposa, esses olhos que sempre o domaram.

Ele solta o segurança e vira-se para olhar para Emily. "Você é uma irresponsável, Emily!!"

"Não sou, eu me cuidei!"

"Você poderia ter ficado com qualquer outro homem! Mas com o segurança?!"

"São coisas que acontecem."

"Não! É que você é assim! Você só se deita com seguranças." Essas palavras magoaram Emily.

"Zac..." Katherin sabe que Emily está muito mal, já que, quando ela fica muito vermelha até a ponta do nariz, é porque está prestes a chorar.

"Agora não, Katherin! Escute-me bem, Emily, porque você não vai passar por cima de mim. Você é uma mulher que quer se tornar a CEO, mas está longe disso, e todos os malditos olhos estão sobre você. Então, você vai se casar com o Will e não quero nem uma porra de objeção."

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