"Olhe para mim!" Ele falou com raiva.
"Você é um monstro," eu disse suavemente, quase sussurrando, recusando-me a obedecer.
"Olhe para mim!" Ele gritou, me fazendo obedecer. "Eu mando neste lugar, ragazza! Você só fala ou se move na minha presença se eu permitir. Eu decido se você vive ou morre. Eu sou o Don, ragazza," ele disse, apontando a arma para mim novamente, desta vez para a minha cabeça, o mesmo lugar onde ele tinha acabado de atirar.
Eu lutava para respirar, meu peito subindo e descendo, suas palavras ecoando em cada parte do meu corpo. Ele me encarava intensamente enquanto engatilhava a pistola, pronto para disparar.
"Não me machuque, Stefano," eu implorei, minha voz tremendo e falhando.
"Tarde demais, Beatrice."
Seus dedos se moveram; Stefano estava prestes a puxar o gatilho quando a imagem de Davide encheu minha mente, seu riso, as noites sem dormir cuidando dele, e mais importante, a pergunta de quem cuidaria dele quando eu não estivesse mais lá. Stefano não tinha esse direito, Stefano não podia fazer isso, e eu faria qualquer coisa para salvar meu filho, mesmo que significasse entregá-lo a um dos líderes da máfia mais poderosa do país. Era hora de contar a verdade.
"Tivemos um filho naquela noite!"