Capítulo 8 Capítulo Sete

Mellory Bragança

O dia de hoje foi corrido, mas muito produtivo e o melhor de tudo foi que Raylon entendeu por ele mesmo que precisa estar inteirado de tudo já que é o herdeiro da sua família. Quando o expediente terminou eu só queria ir para casa e dormir, minhas amigas me convidaram para uma festa mas optei por ir ficar em casa, estava cansada e só queria tomar banho, me jogar no sofá e comer besteiras e foi exatamente isso que eu fiz. Estava com minha roupa de "guerra", uma camiseta grande e rasgada e um short minúsculo, a campainha tocou e eu fui correndo para atender, nossa! O pessoal da pizzaria foram rápidos desta vez, mas quando abri a porta tomei um susto ao ver Raylon parado ali na porta. 

— O que você quer Raylon? – Droga! Esqueci que estava de óculos.

— Na verdade nem eu sei. – Ele diz e eu olho para ele tentando entender o motivo de tudo isso. 

— Se você não sabe então tchau. – Estava me preparando para fechar a porta quando ele pôs o pé na frente. 

— Já que estou aqui, por que não me deixa entrar. – Ele pediu sorrindo e eu dei passagem. 

— Não era assim que eu queria passar a minha noite. – Digo a mim mesma. 

— E como você queria passar a sua noite? 

— Assistindo algum filme que eu gostasse, comer pizza e acabar com essa garrafa de vinho. – Ele foi até a cozinha e voltou com uma taça. — Quem te disse que poderia beber do meu vinho? 

— Mellorizinha, você não vai me negar uma taça de vinho. 

— Se você beber, vai acabar tendo que dormir aqui. – Raylon sorri. 

— Pois é, já que eu não posso beber e dirigir. – Revirei os olhos e enchi o meu copo de vinho, ninguém merece. 

A campainha tocou e dessa vez era a pizza e como Raylon decidiu ficar aqui eu pedi a ele para pagar o rapaz e assim ele o fez. Peguei um pedaço da pizza e comecei a comer. 

— Eu achava você tão refinada. – Ele me disse e eu revirei os olhos. 

— Estou na minha casa e como do jeito que eu quiser. 

Raylon pegou um pedaço da pizza e começou a comer também. Começamos a conversar e apesar de sempre se mostrar um babaca Raylon é bem legal. Ele começou a me olhar de um jeito estranho e antes que alguma coisa acontecesse eu liguei a televisão para escolher um filme, acabei optando por idas e vindas do amor. 

— Esse filme é tão menininha. – Rayon diz debochando da minha escolha. 

— Mas eu sou uma menina, você queria o que? E outra você é um convidado intruso, então não reclame. 

— Nossa! Que megera. – Ele sorriu. 

— Você ainda não viu nada. 

Passamos a noite conversando e assistindo filme, quando me vi cansada fui para o meu quarto dormir e disse a Raylon dormir no mesmo quarto da outra vez, já estava de olhos fechados quando meu celular apitou. 

“Amiga, a festa estava tão chata sem você.” – Celina me envia uma mensagem. 

“Pensei que estava se divertindo?” – A resposta não demora a chegar. 

“Quem me dera amiga, a melhor parte foi o carinha que peguei.” — Celina é a pior de todas nós. 

“A Mari não estava com você?” – O que é estranho, pois as duas sempre estão juntas. 

“Ela veio e já foi está muito triste pelo namorado ter pedido um tempo no relacionamento.” 

“Aquele namorado embuste traiu ela duas vezes, Mary perdoou e agora ele pediu tempo? não consigo entendê-la.”

“Mary sonha com o amor, ter alguém que ela possa contar sempre, sabe, ela não é como você e eu que já desistimos do amor.” 

Celina estava certa nós duas nos fodemos tanto na vida sentimental que decidimos erradicá-la de nossa vida, não vou negar que às vezes eu queria alguém para fazer programa de casal, mas logo a vontade passa. Ela me envia outra mensagem perguntando como está a minha noite e eu apenas respondo que está bem, omitindo a parte sobre Raylon está aqui por que ela vai vier com suas piadinhas que eu sei bem. 

“O filho da sua chefe é lindo demais, por que não investe?” – Ela soltou do nada como se estivesse lendo meus pensamentos. 

“Não fale besteira, Raylon é um idiota! Amiga vou dormir, beijos.”

Estava quase dormindo quando ouço alguém bater na minha porta e me lembrei que Raylon estava aqui me levantei muito a contragosto e fui até a porta. 

— O que você quer? – Pergunto entre bocejos. 

— Preciso de mais dois travesseiros. 

— Sério mesmo? Você não está em um hotel cinco estrelas não. – cruzo os braços. 

Inalei profundamente e fui até o meu guarda-roupa e peguei os dois travesseiros e joguei para ele que sorriu. 

— Até amanhã Melzinha. 

— Que seja, vai dormir e me esquece. – Bati a porta e fui para cama. 

Na manhã seguinte Pedro um vizinho muito gentil trouxe pão de queijo para mim e agradeci pela gentileza. 

— Então os seus vizinhos são gentis com você? – Raylon pergunta me assustando. 

— Pedro é um cavalheiro, ele é viúvo e tem dois filhos que são uma graça, às vezes quando ele precisa e eu estou em casa de bobeira ajudo ele a tomar conta das crianças. 

— Você é muito boazinha. – Raylon disse apenas. 

Me virei e fui para cozinha  terminar de preparar o café, assim que estava pronto chamei Raylon que se sentou sorrindo. 

— Posso me acostumar com isso. 

— Não se acostume, pois nem sempre sou receptiva. 

— Sei. 

Raylon foi para casa ao terminar e eu me arrumei rapidamente, enquanto dirigia me lembrei de Meridiana e me perguntei o que ela iria pensar se soubesse que Raylon anda frequentando a minha casa? Se bem que não posso chamar isso de frequentar, pois ele só veio aqui duas vezes, ainda bem que hoje só trabalho até o meio dia, assim posso chamar as meninas para sairmos juntas. 

Mal chego na empresa e Valentina me avisa que tenho problemas para resolver e descubro que Meridiana também não viria hoje. Depois de tudo resolvido fui para minha sala e encontro Raylon sentado na minha cadeira completamente a vontade. 

— Por favor, pode ir para sua mesa. – Aponto para a sua mesa que está do outro lado. 

— Calma amor, como você não estava aqui decidi ficar um pouco à vontade, já disse o quanto adoro a sua cadeira? – E eu ainda pensei que ele estava mudando. 

— Sua cadeira é idêntica a minha. 

— Mas a sua tem um toque especial  – ele sorri e reviro os olhos.

— Estou com muita coisa na cabeça para me irritar com você. 

— Você é muito irritadinha. 

— E você um idiota. Agora! Quer sair por bem ou por mal?

Ele se levanta fazendo mensura para que eu me sente reviro os olhos mais uma vez para sua idiotice. 

— Se você fosse minha não sentaria por uma semana. 

— Para começo de conversa você não é o Christian Grey.

— Não posso ser ele, mas posso agir como ele. E se bem me lembro você gemeu muito gostoso. 

— Eu estava bêbada nem sabia que o cara era você e para ser sincera nem gostei tanto assim. 

— Hum! E se não gostou porque teve cinco orgasmos seguidos? – Ele perguntou e olhei para o grampeador cogitando se jogava nele ou não. 

Valentina entrou e eu ficou enrubescida ao ouvir o que Raylon estava dizendo, limpo minha garganta e peço a ela que me conte o que está acontecendo e ela me informa que Lucélia secretaria de Meridiana avisou que Ethan Lenox está a procura da minha chefe, mas como não conseguiu contatá-la pediu para que eu atendesse. 

Como ela pode esquecer desse compromisso? Bom! Essa é uma boa hora para começar a inserir Raylon nos negócios.

Peço a Val que o encaminhe para a sala de reuniões e que o faça companhia até que eu chegue, olhei para Raylon e reprimi a minha vontade de matá-lo, pelo menos por hora.

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