Capítulo 5 Noite
Ele deixa o copo na bancada e se aproxima. A distância some. Uma das mãos dele sobe até meu rosto, o polegar passando devagar pela minha bochecha.
— Eu passei a noite inteira me controlando para não te tocar demais no restaurante.
— E agora?
— Agora eu não quero mais me controlar.
Ele me beija. No começo é só a boca, firme, quente. Depois a mão desce pela minha nuca e puxa meu corpo contra o dele. Eu sinto o peito largo, o calor da pele por baixo da camisa. O beijo fica mais fundo. A língua dele encontra a minha sem pressa, como se ele quisesse demorar ali.
Eu seguro a frente da camisa dele. Ele solta um som baixo na garganta e me guia para trás, passo a passo, até a gente bater no sofá. Eu sento. Ele ajoelha na minha frente por um segundo, olhando para mim com os olhos escuros, depois sobe e me deita de costas no estofado.
— Você não faz ideia do quanto eu te quero — ele murmura contra minha boca. — Desde o almoço. Desde antes.
A mão dele sobe pela minha coxa, por baixo do vestido, os dedos firmes na pele. Eu arqueio um pouco o corpo. Ele beija meu pescoço, devagar, descendo até a clavícula. Os lábios quentes abrem um caminho enquanto a outra mão puxa o zíper do vestido.
— Posso?
— Pode.
Ele puxa o tecido para baixo. O vestido desliza pelos meus ombros e para na cintura. O sutiã preto aparece. Andréas para só o tempo de olhar, depois beija o topo dos meus seios, a boca aberta, quente. A mão dele sobe e aperta um deles por cima do tecido, o polegar passando no bico já duro.
Eu puxo a camisa dele para fora da calça. Os botões abrem um por um. Quando a peça cai no chão, eu passo as mãos pelo peito dele, pelos ombros, sentindo a pele quente e tensa. Ele ajuda a tirar a minha calcinha, puxando devagar pela perna. O vestido termina de sair. Eu fico só de sutiã por mais alguns segundos, até ele desfazer o fecho com uma mão só e jogar a peça para o lado.
Agora não tem mais nada entre a gente. Ele se abaixa e beija entre meus seios, depois desce. A boca passa pela minha barriga, demora no umbigo, continua mais baixo. Quando chega entre minhas pernas, ele olha para cima uma última vez.
— Eu quero te provar.
Eu só aceno com a cabeça. Ele abre minhas coxas com as mãos e coloca a boca ali. A língua é quente, precisa, sem pressa. Eu seguro o encosto do sofá com uma mão e o cabelo dele com a outra. O corpo inteiro reage. Ele geme baixo contra mim, como se estivesse gostando tanto quanto eu.
Depois de um tempo ele sobe de novo, beijando o caminho de volta: a barriga, os seios, o pescoço, até chegar na minha boca. Eu sinto o gosto de mim nos lábios dele. Minhas mãos descem e abrem o cinto, o botão, o zíper. A calça e a cueca saem juntas. Ele está duro, quente, pesado na minha mão.
Andréas se posiciona entre minhas pernas. Olha nos meus olhos enquanto a cabeça do pau dele encosta em mim.
— Me fala se quiser que eu pare.
— Não para.
Ele entra devagar. O corpo dele cobre o meu. Eu sinto cada centímetro. Quando está completamente dentro, ele para só um segundo, a testa apoiada na minha, respirando fundo.
— Porra, Benedetta…
Depois começa a se mover. As estocadas são firmes, profundas. O sofá range baixinho. Ele beija minha boca, meu maxilar, desce de novo até o seio e chupa o bico enquanto continua me fodendo. Uma das mãos dele segura minha coxa, abrindo mais. A outra segura meu rosto.
Eu rebolo contra ele. O prazer sobe rápido. Ele percebe e acelera só um pouco, o ângulo mudando, acertando o lugar certo. Eu gozo primeiro, o corpo travando, um gemido preso na garganta. Ele continua, mais intenso, até gozar também, enterrado fundo, o nome dele saindo baixo contra meu pescoço.
Ficamos assim por um tempo, suados, respirando no mesmo ritmo. Ele não sai de dentro de mim na hora. Só beija minha testa, depois minha boca.
— Eu não ia conseguir esperar mais uma semana — ele murmura.
Eu rio cansada, os dedos ainda no cabelo dele.
— Eu também não.
A respiração dele aquece meu pescoço. Eu passo os dedos pelas costas dele, sentindo o suor fino e o ritmo do coração batendo contra o meu.
Depois de um tempo ele se move com cuidado e sai. O sofá está estreito demais para os dois, mas ele se vira de lado e me puxa junto, a perna pesada por cima da minha. A mão dele desenha círculos lentos na minha cintura.
— Você está bem? — pergunta, a voz rouca.
— Estou.
— Eu não fui grosseiro demais?
— Não. Foi… bom.
Ele solta um riso baixo, quase um sopro.
— Só bom?
Eu viro o rosto e encontro o olhar dele. Ainda está escuro de desejo, mas agora tem um resto de carinho misturado.
— Foi muito bom. Satisfaz?
— Quase.
Ele beija meu ombro, depois a clavícula, sem pressa. A boca desce até o seio de novo e demora ali, só lambendo e beijando, como se ainda não tivesse se cansado de me tocar. Eu arqueio um pouco o corpo, os dedos enroscando no cabelo dele.
— Andréas…
— Hm?
— Meu irmão chega em dois dias. Se ele vir alguma camisinha no lixo, eu morro.
Ele ri de verdade dessa vez, o peito vibrando contra o meu.
— Eu levo embora. Ou engulo. O que for mais discreto.
— Engraçado.
— Eu sou. Às vezes.
A mão dele desce pela minha barriga e para entre minhas pernas, os dedos só encostando, sem pressionar ainda. Eu puxo o ar.
— Já?
— Eu te avisei que te quero muito. Não foi mentira.
Ele me beija de novo, mais lento que da primeira vez, enquanto os dedos começam a se mover em círculos. Eu abro um pouco mais as pernas sem nem perceber. O corpo ainda está sensível, mas responde fácil. Ele percebe e sorri contra minha boca.
— Tão molhada ainda…
— Culpa sua.
— Que delícia, Benedetta.
Os dedos entram. Dois. Devagar. Ele me masturba com calma, o polegar no clitóris, os olhos fixos no meu rosto para ver cada reação. Quando minhas pernas começam a tremer de novo, ele tira a mão e sobe por cima de mim outra vez.
Dessa vez não tem pressa nenhuma. Ele entra com um movimento longo e fica parado lá dentro, só sentindo. Eu aperto as coxas ao redor da cintura dele. Ele começa a se mover em estocadas profundas e lentas, quase preguiçosas, beijando minha boca o tempo todo.
— Eu podia ficar assim a noite inteira — murmura.
— O sofá não aguenta.
— Então a gente muda de lugar depois.
Eu rio, mas o riso vira um gemido quando ele acerta mais fundo. As mãos dele seguram meu rosto, os polegares passando pelas minhas bochechas enquanto ele me fode com uma calma que só faz o prazer subir mais devagar e mais forte.
Quando eu gozo de novo, é mais quieto. O corpo só se aperta em volta dele e um suspiro longo sai da minha garganta. Ele goza logo depois, enterrado até o fundo, a testa apoiada na minha, o nome dele saindo baixo contra minha pele.
Dessa vez ele sai e se deita ao meu lado de verdade, puxando a manta que estava jogada no braço do sofá por cima dos dois. O apartamento está silencioso. Só se escuta a respiração da gente e um carro passando lá embaixo de vez em quando.
Andréas passa a mão pelo meu cabelo, afastando os fios úmidos do rosto.
— Eu não esperava que a noite terminasse assim — ele diz.
— Eu também não.
— Se arrepende?
Eu penso por um segundo, olhando o teto.
— Não... Claro que não.
Ele beija minha testa e depois fica quieto, os dedos ainda brincando com meu cabelo. Eu sinto o corpo pesado, satisfeito, e o cheiro dele grudado na minha pele.
