Capítulo 6

A viagem foi silenciosa. Bella roubava olhares rápidos para Lucian, pensando se devia perguntar o nome dele... ou até mesmo quantos anos ele tinha.

Ela pigarreou.

— Hum... quantos anos você tem?

— Trinta — ele respondeu, com irritação na voz por causa da interrupção.

— E o seu nome? — ela insistiu.

— Você vai me chamar de senhor — ele disse, friamente. — E fique quieta.

Bella fechou a boca na hora. Ela não podia se dar ao luxo de ofender o homem que agora tinha o futuro dela nas mãos.

Ela baixou os olhos para a criança dormindo em seus braços, com a boquinha ainda presa suavemente ao seu seio.

Lucian viu a cena pelo retrovisor; os olhos dele desviaram por um instante para o seio exposto de Bella antes de voltarem para a estrada.

— Por que você está fazendo isso? Você realmente tem leite pra ela? — ele perguntou.

Bella se remexeu, desconfortável sob o olhar dele.

— É o único jeito de acalmá-la — disse baixinho. — Eu sei que parece estranho, mas, se você não quer ela chorando, isso funciona.

Ele soltou uma risadinha de desdém e se calou, embora os olhos continuassem voltando para ela no espelho. Um sorriso malicioso se formou no canto da boca.

Lucian entrou na casa e foi direto para o quarto dele sem dizer uma palavra a ela.

Bella não se importou — ela não ligava. A atenção dela já tinha sido roubada pela própria casa. Ela olhou em volta, maravilhada. O piso polido brilhava, o espaço era imenso, as luzes estavam acesas, e o ar fresco roçando sua pele dizia que o lugar era totalmente climatizado. Parecia o paraíso.

Uma mulher idosa se aproximou.

Bella sorriu com carinho.

— Olá.

— Me dê a criança — disse a mulher, com gentileza. — Eu ajudo você a levá-la para o seu quarto.

Bella hesitou.

— Ela não tem um nome?

A mulher franziu levemente a testa.

— Não. Lucian nunca deu um nome a ela.

— Lucian? — Bella estreitou os olhos. — Ah... então esse é o nome dele.

— Não o chame pelo nome — acrescentou a mulher, firme. — Só eu chamo.

Bella assentiu depressa.

— Bem... — Bella disse, depois de uma pausa, olhando para o bebê — eu posso dar um nome a ela, já que vou cuidar dela agora.

Ela pensou por um momento e então sorriu.

— Minha pequena Zara.

A expressão da mulher se suavizou.

— É um nome lindo. Pode me chamar de Srta. Margaret. E qual é o seu nome, querida?

— Rosabella — ela respondeu. — Mas pode me chamar de Bella.

Srta. Margaret assentiu.

— Certo. Vou levar você ao seu quarto e, em seguida, vou mandar trazerem as coisas do bebê para lá.

— Obrigada.

O coração de Bella se encheu. Só ontem ela estava sem esperança... e hoje estava dentro de uma mansão.

— Agora nada pode dar errado na minha vida — murmurou, seguindo a Srta. Margaret.

*Logo, Bella já tinha se acomodado. Tomou um banho e trocou de roupa, vestindo um dos vestidos que encontrou no armário. Havia muitos, bem dobrados, e ela supôs que pertenciam a uma babá anterior. Eram roupas adequadas para uma moça, e o quarto era enorme, confortável e simplesmente incrível.

Zara dormia tranquilamente no berço; Bella já a tinha alimentado com uma mamadeira de fórmula infantil.

Ela se deitou para descansar, mas uma batida na porta a sobressaltou.

— Entre — disse, baixinho.

Margaret entrou.

— Lucian está pedindo por você.

Bella assentiu e a seguiu imediatamente.

Quando chegou ao quarto de Lucian, bateu de leve.

Não houve resposta. Hesitante, ela empurrou a porta e entrou.

Lucian estava sentado na beira da cama, com um cigarro em uma mão e uma taça de vinho na outra.

Bella engoliu em seco, sentindo os nervos à flor da pele.

— Eu... eu ouvi dizer que o senhor precisava de mim — disse com cautela.

Ele soltou uma risada curta, divertida.

— Precisar?

— Desculpe — ela respondeu depressa, baixando um pouco a cabeça.

Ele tragou fundo o cigarro; os olhos escuros ficaram presos às curvas suaves do corpo dela enquanto ele soltava, devagar, uma nuvem de fumaça.

Ela estava ali, usando uma camisola rosa-claro, o tecido fino aderindo o bastante para tornar impossível ignorar os seios fartos e firmes — e era nisso que Lucian parecia capaz de se concentrar.

Bella deu uma tossidinha, acenando com a mão para afastar a fumaça.

— O que você quer? — perguntou ela, com a voz suave. — Posso cozinhar alguma coisa para você agora... o que você quiser.

— O que eu quiser — ele repetiu, e um sorriso lento e malicioso se espalhou pelo rosto. “Ela é mesmo tão ingênua assim?”, ele se perguntou. “Ela realmente não entende por que está aqui?”

Ela o observou, tentando ler os pensamentos por trás daqueles olhos sombreados. “Se for a outra coisa que ele quer, ele vai ter que dizer”, disse a si mesma. “Não sou burra a ponto de oferecer primeiro e pagar de idiota se não for isso que ele tem em mente.”

Lucian jogou fora o cigarro e se levantou da cama, encurtando a distância entre os dois, o olhar escurecendo com uma intenção inconfundível.

Uma onda de calor atravessou o corpo de Bella, a pele arrepiando sob o olhar intenso dele.

Ele se inclinou, bem perto, o hálito quente roçando a orelha dela enquanto sussurrava:

— Mostra os seus peitos.

Bella sustentou o olhar dele sem vacilar. No fundo, ela sabia que esse momento chegaria, e não tinha a menor intenção de recusá-lo.

Com as mãos firmes, ela afrouxou com cuidado as amarrações da camisola, deixando o tecido macio escorregar dos ombros e repousar nos quadris.

Os seios cheios e pálidos de Bella ficaram à mostra, coroados por mamilos delicados, cor de pêssego, que endureceram no ar frio.

A mandíbula de Lucian se retesou. Ele se sentiu pulsar, duro, preso dentro da calça; só a visão quase o desmanchava. Aquelas curvas perfeitas e maduras — ele já conseguia imaginar como seriam contra a língua, como poderiam fazê-lo perder o controle com facilidade e gozar sem nem ser tocado.

As mãos dele foram até ela na mesma hora, palmas ásperas envolvendo os seios com possessividade, os polegares roçando os bicos sensíveis.

Um suspiro agudo e involuntário escapou dos lábios de Bella, as costas arqueando levemente em direção ao toque.

Ele começou a massageá-la devagar, depois com mais força, testando, tomando posse, observando o rosto dela com uma satisfação sombria quando os olhos se fecharam trêmulos e os lábios macios se abriram num suspiro instável.

Gemidos baixos e carentes escaparam dela, sons que acariciavam o ego dele tanto quanto o desejo.

Lucian abaixou a cabeça, a boca encontrando a curva do pescoço dela. Beijou a pele quente uma vez, duas, então mordeu... forte, deixando um chupão se formando, que a fez ofegar de novo — mais alto dessa vez. As mãos dele deslizaram para baixo, dedos longos e cheios de veias escorregando por baixo da camisola, traçando as coxas lisas, subindo centímetro por centímetro.

Bella soltou um gritinho assustado quando os dedos dele roçaram mais alto; o som pegou Lucian de surpresa por um instante.

Ele parou, os lábios roçando a curva sensível da orelha dela.

— Nenhum homem já fez isso com você, certo? — sussurrou, a voz tão sensual e grave que um arrepio visível correu pela espinha dela.

Ela engoliu em seco, as bochechas coradas, os olhos fixos em algum ponto além do ombro dele.

— Hm... n-não — admitiu baixinho. — Eu só... fiz boquetes por dinheiro. Nunca fiz isso. Nenhum homem nunca me tocou ali.

Lucian fez uma pausa, encarando-a como se ela estivesse mentindo. Ela parecia inocente demais para ter feito esse tipo de coisa por dinheiro, e ouvir aquela afirmação foi... profundamente decepcionante.

Mas ele a analisou por um longo momento, deixando Bella nervosa, e então um sorriso lento curvou os lábios dele ao pensar em foder a boceta virgem dela.

— Bom — disse, baixo. — Eu não tolero nada descuidado ou gasto... em termos simples, putas usadas demais. Vou relevar seu passado porque você estava desesperada... mas entenda isto.

Ele deixou o silêncio se estender por um instante. Depois, inclinou-se e sussurrou no ouvido dela, como se fosse um aviso.

— A partir deste momento, cada parte do seu corpo pertence a mim... e somente a mim. Seus lábios e sua garganta vão conhecer apenas o comprimento do meu pau e o gosto do meu gozo.

Bella engoliu em seco quando cada pelo do corpo se eriçou. Ela nunca tinha se sentido tão elétrica, tão viva; o calor se acumulou baixo no ventre, sua boceta já encharcada e latejando, faminta por mais... por tudo o que Lucian prometia, prazer e riqueza se enroscando na mente dela até nada mais existir.

— Vamos — murmurou ele, a voz áspera de fome, os olhos presos ao peito dela. — Me alimenta com esses seus peitinhos doces.

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