Capítulo 7

Bella estava sem fôlego, o corpo nu um caos de gemidos sob Lucian, enquanto ele apertava com força a cintura fina dela e passava a língua pelo seio. Ele estava naquilo havia tanto tempo que Bella chegou a se convencer de que Lucian nunca tinha se saciado dos peitos da mãe quando era mais novo.

Ele não fez mais nada. Ela achou que ele ia transar com ela, mas ele só se concentrou em sugar seus mamilos.

Ela arfou, agarrando os lençóis com força.

— Por favor... — gemeu em êxtase, os mamilos doloridos, mas latejando com aquela fisgada doce e insistente que se recusava a passar.

Lucian apertou os seios dela com mais força, conseguindo de algum jeito puxar os dois mamilos inchados para dentro da boca de uma vez, a língua desenhando círculos lentos e deliberados sobre eles.

— Tão cheios... — ele rosnou.

— Seus mamilos são tão gostosos de chupar... — murmurou, recuando só o suficiente para falar, os olhos escuros de fome. — Não é à toa que aquela criança se deixou levar tão fácil por eles.

Os gemidos de Bella ficaram mais altos, mais agudos, as palavras imundas dele empurrando-a direto para a beira.

— Eu... eu vou gozar, ahh... — ela ofegou, o som se arrastando, longo e desesperado, enquanto o corpo dela se retesava.

Lucian apenas passou a língua mais rápido, implacável, provocando os picos inchados até Bella se arquear para fora da cama, as costas formando uma curva perfeita. O prazer atravessou seu corpo em ondas violentas; ela tremeu sem controle, as coxas se contraindo, a respiração falhando quando o orgasmo a rasgou inteira — só com a boca dele nos mamilos.

Por fim, ele se afastou, os lábios brilhando, e fitou o corpo dela, corado e trêmulo. Um sorriso lento e satisfeito se abriu no rosto dele, os olhos escuros reluzindo de triunfo.

— Você pode ir agora — disse. — Mas isso é só o começo. Da próxima vez, vou devastar essa sua boceta. Um tempinho pra você se ajustar... considere um privilégio que estou te concedendo.

Bella mordeu o lábio inferior com força suficiente para sentir a ardência, o corpo ainda tremendo com os espasmos finais. Ela assentiu, as bochechas vermelhas.

— T-tá... quando o senhor quiser — murmurou, as palavras quase inaudíveis, submissa e sem ar.

Ainda assim, por trás da névoa do prazer persistente, um fio de medo se enroscou apertado no peito dela. O coração disparava não só pelo arrepio, mas pela pergunta súbita e cortante que encheu sua mente: ela tinha mesmo tomado a decisão certa?

Ela se levantou da cama e vestiu de novo a camisola, a seda fina escorregando pela pele e colando nas curvas.

Lucian não tinha se mexido. Estava sentado, recostado na cabeceira, os olhos escuros e predatórios fixos no balanço dos quadris dela, no arredondado da bunda quando o tecido assentou sobre ela. Um sorriso lento e apreciativo puxou o canto da boca dele. Curvas enlouquecedoras, perfeitas... ele já conseguia sentir a dor voltando a crescer.

Em dois passos, ele estava atrás dela. A mão desceu com força na bunda dela — um tapa seco, possessivo.

Bella estremeceu, um suspiro assustado escapando dos lábios... e a raiva explodiu no peito.

Ela odiava aquilo... odiava quando homens faziam isso com ela.

Sim, ele tinha dado prazer a ela, e ela tinha aceitado isso. Mas levar tapa na bunda era diferente. Aquilo era uma coisa que ela não suportava.

A palma da mão dela queimou com a vontade de revidar, mas não o fez. Não podia.

Um movimento errado e o acordo acabava; ele podia jogá-la de volta no frio sem nada.

Então ela engoliu a raiva, empurrou-a para baixo até ela pesar no estômago, e fixou o olhar no chão.

— B-boa noite — murmurou, a voz pequena, quebradiça.

Os dedos dela se fecharam em torno da maçaneta. Com as mãos tremendo, ela girou, escapou para fora e fechou a porta atrás de si. Andou depressa, o coração martelando enquanto fugia pelo corredor até o próprio quarto.

Dentro de um arranha-céu imponente, um homem estava junto à janela, as mãos enfiadas nos bolsos, encarando o nada lá fora.

— Senhor, Lucian adquiriu a empresa antes de nós. Eu sinto mu—

O soco acertou antes que o pedido de desculpas pudesse terminar.

O homem cambaleou para trás, segurando o rosto.

— Fora! — ele rugiu.

A sala esvaziou na mesma hora.

Ele voltou a encarar a janela, a mandíbula tensa, os olhos escuros de fúria.

— Lucian — murmurou, frio. — Eu vou te arruinar. Este mundo dos negócios não é grande o bastante para nós dois.

Era manhã. Bella se espreguiçou preguiçosamente na cama enorme e então seguiu sua rotina... dar banho em Zara, alimentá-la, depois embalá-la até dormir.

Por fim, ela se acomodou na sala para assistir à televisão. Lucian já tinha saído para o trabalho, e ela soltou um suspiro baixo, aliviado.

— Graças a Deus... Achei que ia ter que chupar o pau dele ou algo assim, pra começar — resmungou.

A TV parou numa entrevista sobre independência e encontrar o próprio caminho na vida. O apresentador se dirigiu à convidada, uma mulher poderosa cujo sucesso irradiava pela tela.

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