Capítulo 8
— Senhorita Ava Spark, a senhora tem algum conselho para as mulheres por aí? A senhora, sozinha, comanda a maior indústria da Austrália — acrescentou o apresentador, inclinando-se para a frente.
Ava Spark sorriu, calma e confiante.
— Não tenham medo. Aproveitem cada oportunidade com inteligência, tá? Não se privem da vida… levantem a cabeça e corram atrás do que vocês querem. Vocês podem ser alguém. Nunca dependam de um homem; eles vão decepcionar vocês. Confiem primeiro em vocês mesmas.
Bella sentiu um calor no peito. Ela adorou as palavras daquela mulher. Sempre sonhara em ter o próprio negocinho, mas a vida… a vida tinha outros planos.
Ela suspirou, lembrando da adolescência. Tinha sido uma aluna brilhante, se virando como dava, o suficiente para conseguir o diploma do ensino médio com uma bolsa. Faculdade era impossível; sobreviver não deixava espaço para sonhos.
Mas talvez… talvez eu ainda possa tentar, pensou, uma faísca de determinação se formando na mente. Ali mesmo, decidiu o que pediria a Lucian.
Colocando uma música, ela dançou pela sala, sentindo-se leve e animada. Pela primeira vez em muito tempo, a esperança se mexeu dentro dela, e ela se permitiu aproveitar.
(RODRIGUEZ COMPANY)
Lucian estava sentado no escritório, os olhos fixos na tela enorme à sua frente. A imagem das câmeras da sala da mansão mostrava Bella dançando, girando com um top curto e shorts, rebolando, completamente perdida no próprio mundo.
Normalmente, ele nem se dava ao trabalho de checar as câmeras, mas alguma coisa o fez olhar hoje. Sua “putinha desesperada” estava ali, bem à vista — como ele poderia não ver o que ela estava fazendo?
Ele semicerrrou os olhos, a suspeita se insinuando. Mulheres são sempre ardilosas, pensou, até as que vivem na miséria. Havia algo naquelas movimentações despreocupadas que não lhe caiu bem, e ele anotou mentalmente que continuaria observando.
Ela começou a rebolar, girando o quadril em círculos lentos e deliberados, fazendo a bunda quicar e balançar de um jeito hipnotizante.
O pau de Lucian ficou duro na hora, repuxando contra a calça, pulsando com a visão. Um sorriso sombrio repuxou seus lábios enquanto a observava. Ele abriu o zíper sem pressa, libertando o membro grosso e rígido. Ele saltou para fora, já vertendo na ponta.
Ele envolveu a mão no pau e começou a se masturbar devagar, os olhos presos na tela, saboreando cada movimento provocante do corpo dela.
— Porra… — Lucian rosnou, sem desgrudar os olhos da tela, o tesão queimando por dentro enquanto ele mordia com força o lábio inferior. Estava bem na beira.
— Rosabella… — gemeu, o nome completo dela deslizando da sua língua como uma prece enquanto a mão acelerava, punhetando mais rápido, mais forte.
Ele apertou os olhos com força, imaginando as mãos macias dela envolvendo o pau dele no lugar das suas — quentes, provocantes, perfeitas. A fantasia o levou longe demais. Com uma respiração irregular, ele se obrigou a parar bem antes de gozar, enfiando o comprimento pulsante de volta na calça e fechando o zíper com os dedos tremendo.
Ele agarrou as chaves do carro em cima da mesa e saiu a passos largos, com o maxilar travado, cada passada alimentada por uma necessidade crua, sem solução.
*De volta à casa, Bella ouviu o ronco baixo de um carro entrando na garagem, seguido do clique pesado da porta da frente se abrindo. Ela franziu a testa, interrompendo o movimento no meio de uma dobra de uma das camisas de grife de Lucian. Mal passava do meio-dia; Miss Margaret nunca saía da propriedade, e mais ninguém tinha chaves.
Curiosa, ela deixou a camisa de lado e desceu as escadas de pés descalços.
Lucian estava no saguão de entrada, com o paletó jogado sobre um braço, a gravata afrouxada e pendendo torta contra o peito. O cabelo estava levemente bagunçado, como se ele tivesse passado os dedos por ele vezes demais.
— Você voltou cedo — ela disse, surpresa, elevando a voz.
Ele não respondeu.
O olhar dele passeou por ela devagar, de propósito, demorando-se no volume dos seios sob o top curtinho e fino, depois descendo para a curva generosa dos quadris fartos, tão perfeitamente expostos naquele shorts minúsculo. O silêncio se estendeu, denso e pesado, enquanto ele a devorava com os olhos, sem dizer uma palavra.
Bella se mexeu, desconfortável sob o olhar dele, mas insistiu.
— Hm... eu tenho uma coisa pra te pedir — disse ela, erguendo o queixo. — Eu quero um celular. Eu nunca tive um.
A sobrancelha de Lucian se arqueou.
— Pra que você precisa de um celular? — A voz dele saiu forte e intimidadora. — Pra fofocar sobre o nosso contratinho com seus amiguinhos do orfanato e convidar todo mundo pra cá?
O coração dela afundou, uma fisgada aguda florescendo atrás das costelas. Ela estava acostumada a insultos, tinha criado uma armadura contra a maioria, mas aquele atingiu mais fundo do que os outros.
— Eu só quero usar rede social, ouvir música, usar fone, ver reels e jogar. Aqui é chato, afinal... sou só eu, a Zara e a Miss Margaret — disse, mantendo a voz firme. — Eu não tenho ninguém pra ligar. E, de acordo com o nosso contrato, você tem que realizar todos os meus desejos. Esse é o meu desejo.
Lucian pressionou a língua contra a parte interna da bochecha enquanto a observava. Ela não precisava de um celular. O mundo dela, aos olhos dele, deveria encolher até caber apenas ele. Conexões, distrações, vozes de fora... isso não tinha lugar ali.
Mesmo assim, ela sustentou o olhar dele com aquela centelha teimosa nos olhos, desafiando-o a negar.
— Tá — Lucian disse por fim, a voz áspera e os olhos fixos nos lábios dela. — Então chupa meu pau. Eu preciso de alívio. Eu voltei do trabalho pra enfiar isso na sua boca... não pra ouvir suas exigências.
Ele deu um passo à frente, se impondo sobre ela.
— De joelhos.
