Capítulo 4 🌹4🌹
POV Natalie Strand
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Acostumada com o clima de Londres, encarei tranquila o ar gélido de Washington D.C enquanto me encaminhava rumo ao imponente prédio do governo.
Usando meu scarpin preto e uma pequena gravata cinza escuro que combinava perfeitamente com meu terninho da mesma tonalidade e com meu sobretudo, caminhei pelos corredores do prédio do Senado de queixo erguido e bem decidida, dirigindo-me até a sala de Bill Johnson.
— O Senador Johnson está ocupado — ouvi alguém falar assim que parei em frente a porta do escritório dele.
Me virei e vi na sala da frente, uma morena sentada atrás de uma mesa cheia de papéis empilhados em pequenos montes, então me encaminhei até ela, adentrando o lugar.
— Bom dia — cumprimentei a secretária, sorrindo.
— Bom dia — a mulher retribuiu meu sorriso, simpaticamente — Posso ajudá-la?
— Sim. Me chamo Natalie Strand, sou a nova assessora do Senador McFadden. O Senador Johnson pediu para que eu comparecesse hoje — anunciei e ganhei um olhar bastante avaliativo da mulher à minha frente.
— Espere ali, por favor — a secretária pediu apontando para um grande sofá confortável em um dos cantos da sala, levantando-se de sua cadeira e indo até o escritório da frente, batendo de leve na porta, antes de adentrar.
Segundos depois ela saiu e veio até mim, informando-me de que o Senador Johnson já iria vir falar comigo. A secretária mal voltou para o seu lugar à mesa quando vi o senador sair do escritório dele e se aproximar de mim, me fazendo levantar para cumprimentá-lo com um aperto de mão.
— Bem-vinda à América, Srta. Strand.
— Obrigada, senador.
— Venha. Vou te apresentar ao Logan.
Seguimos então lado a lado no longo corredor.
— A sala dele é por aqui. Já te aviso de antemão que McFadden é um pouco difícil. Gosta de fazer o que bem entende. Por isso o partido precisa muito de que você o coloque na linha.
— Não se preocupe, senador. Eu sou difícil tanto quanto e ainda sou muito persistente em meu objetivo.
Ele sorriu então adentramos a sala da secretária do Senador McFadden, onde meu novo chefe perguntou se o outro senador já se encontrava ali. Após uma resposta afirmativa, ele nos apresentou e eu vi a tal de Leslie rir.
— Boa sorte para colocar o Logan na linha, porque isso é uma missão impossível.
— Não para a Srta. Strand — afirmou Johnson, todo convencido.
Deixei meu sobretudo e minha bolsa com ela, então acompanhei Bill até o escritório do outro político.
Assim que entramos, a primeira coisa que vi foi um homem sentado de lado. Seus cabelos, de uma tonalidade entre o castanho claro e o escuro, estavam impecavelmente arrumados, penteados para trás. Ele se encontrava meio reclinado em sua cadeira de couro preto, lendo um papel enquanto em sua mesa repousava um copo com algum tipo de bebida.
Quando nos aproximamos mais, pelo cheiro característico, deduzi ser um Jack Daniel’s Gentleman Jack, o que me trouxe lembranças dolorosas de um passado que eu tentava deixar para trás a qualquer custo, mas que me perseguia aonde quer que eu fosse.
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POV Logan McFadden
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Dentro de um sobretudo preto, um caríssimo terno azul escuro, usando uma gravata de vermelho fosco, sapato social bem lustrado e um Rolex no pulso esquerdo, sai do discreto Bentley SUV preto e segui, subindo os lances de escada rumo ao prédio do Senado, localizado no grandioso Capitólio.
Em uma das mãos, eu carregava uma maleta preta. Já em meu rosto, um sorriso cafajeste nos lábios se encontrava aparente à medida que eu arrancava suspiros femininos enquanto me dirigia rumo ao meu escritório, em um dos corredores principais do prédio.
Antes de empurrar a bela porta entalhada e adentrar na sala, parei para ajeitar a bandeira do estado que eu representava dentro do Congresso, erguida em um dos dois suportes de chão que guardavam a porta, assim como nos demais escritórios de cada senador ali.
Nos identificando, além das bandeiras, havia também placas de madeira na parede, ao lado do caixilho da porta, com nossos nomes. Um grande carpete vermelho revestia todo o chão do meu escritório.
Uma imponente mesa feita de madeira nobre com uma superfície de vidro jazia próximo da janela com uma bela vista para o vasto jardim à frente do Capitólio. Sobre ela, tinha alguns papéis e documentos, a plaquinha de identificação do meu cargo exercido e um computador de última geração.
Atrás da mesa, havia uma bela poltrona de couro, assim como a maioria dos móveis distribuídos pela sala e uma enorme estante de livros. Pelas paredes, além de se encontrar pinturas de paisagem, tinha também um quadro com uma bela imagem feminina meio de costas e parcialmente desnuda da cintura para cima, com uma das mãos tampando a silhueta do seio direito que deveria aparecer.
Aquela era a minha pintura preferida. Outra coisa que eu gostava muito era o meu minibar localizado discretamente no canto da ampla sala. Uma das regalias pedida por mim assim que me elegi como senador.
Respirei profundamente quando me sentei em minha cadeira. Eu me sentia poderoso, não só ali, mas em minhas três vidas. A de político, a de mafioso e a de dominador. Eu conseguia qualquer coisa que desejava, graças a minha lábia, herança do meu falecido pai.
Uma leve batida em minha porta, fez com que eu me ajeitasse na cadeira, arrumando o blazer do terno.
— Entre — disse suavemente.
— Bom dia, senador — a bela morena de pele cor de amêndoa, com cabelos longos e negros, dentro de um vestido vermelho que grudava em seu corpo, me cumprimentou assim que adentrou o escritório.
Dei uma bela encarada de cima a baixo no corpo à minha frente e nem fiz questão de disfarçar tanto o olhar quanto o sorriso safado que se instalou em minha boca. Mas, por que eu disfarçaria? Até porque eu sabia que Leslie só se vestia assim, com roupas coladas e decotadas, para me provocar e me deixar com o pau duro, como me encontrava neste exato momento.
— Meu dia acabou de melhorar, Leslie — anunciei, ainda ostentando o sorriso safado e dando uma ajeitada em meu pau sob a calça — Gostei muito do seu vestido — a elogiei.
