Capítulo 5 🌹5🌹
POV Logan McFadden
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Ela sorriu se aproximando e, dando uma jogada sensual de cabelo para o lado, inclinou-se sobre a mesa, deixando seus seios já sobressaltados pelo decote do vestido, ainda mais evidentes para o meu deleite pessoal.
— Pode me ver sem ele mais tarde, se desejar.
— Mais tarde então, gostosa — sentenciei com um sorriso malicioso — Agora volte ao seu papel de secretária — mandei autoritário, fazendo ela assentir e se aprumar, endireitando-se em uma postura ereta — Compromissos importantes de hoje?
— Além da nossa foda mais tarde, senador? — Leslie provocou e eu ri, cinicamente.
— Sim.
— Sem compromissos importantes para hoje. Apenas uma reunião com o Senador Robert. E o Senador Johnson solicitou sua presença na sala dele assim que você pudesse.
Bufei, contrariado, não escondendo a minha cara de descontentamento e o raivoso rolar dos olhos, ao ouvir o nome “Johnson”, o presidente do meu partido e um político republicano muito “pé no saco”.
— Sabe do que se trata, Leslie? — inquiri tentando descobrir mais alguma informação.
— Não exatamente. Mas, há boatos de que ele se encontrou com o Primeiro-Ministro do Reino Unido, há 2 semanas em Londres, e que o senador solicitou uma assessoria especializada para você.
Bill Johnson tinha uma ambição. Usar a minha excelente oratória e grande influência para alavancar minha carreira, e a do partido, levando-me até a presidência dos Estados Unidos. Todavia, eu não compartilhava muito dessa mesma ambição, pois isso poderia vir a prejudicar minhas outras duas vidas paralelas.
— Não se preocupe, senador. Eu sempre posso fazer um boquete para relaxá-lo.
Sorri, assentindo.
— Pode ir, Leslie.
Minha secretária deixou a sala, sob meu olhar devorador, à medida que eu mexia em meu pau, ajeitando-o na calça.
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Me encontrava sentado em minha poltrona, relaxado e bebendo um pouco do meu Whisky favorito enquanto lia o laudo da autópsia de Corinne e da pequena Magdalena. Pobre criança. Uma vida inocente perdida nesse submundo criminoso onde só adultos deveriam se envolver e morrer.
Mesmo eu só a vendo em videochamadas quando ela estava com o pai, além de pegá-la no colo no dia de seu batismo, eu a amava muito, não só por ter sido o seu padrinho, mas porque Magdalena era a filha de Andreas, um dos meus melhores amigos.
E devido a isso, eu tinha jurado a ele que cuidaria de sua princesinha e a trataria como uma filha ao invés como uma esposa, afastando aquela doce menina daquele mundo sombrio.
— McFadden!
Minha vontade foi de fechar a cara quando ouvi aquela voz, mas naquele meio aprendi que quanto mais falso você se comporta, mais fácil você consegue regalias e conviver em “paz” com os demais políticos.
Virei o rosto para o lado, encarando Bill e o vi acompanhado de uma mulher. Assim que meus olhos repousaram no rosto dela, foi como se estivesse vendo um fantasma. Eu só tinha visto Corinne pessoalmente umas três ou quatro vezes, mas suas belas feições eram marcantes demais para um homem esquecer.
Mesmo com um laudo em minhas mãos afirmando que ela havia morrido, foi impossível não pensar no quão bizarro era aquilo. Mas, logo uma resposta um tanto quanto plausível veio à minha mente imediatamente. Uma sósia...
Dizem por aí que cada um de nós possui um ou mais sósias espalhados pelo mundo, vivendo suas vidas sem saber um do outro e, com certeza, eu estava encarando uma sósia da Corinne agora.
Seus olhos estavam mirando fixamente em mim e eu esperei que ela desviasse o olhar, ou abaixasse as vistas, como a maioria das mulheres faziam quando ficavam cara a cara comigo, mas ela não o fez. Era como se estivéssemos em uma silenciosa guerra de quem iria desviar o olhar primeiro.
Um sutil sorriso de canto de boca apareceu em meu rosto ao ver que, pela primeira vez, uma mulher sustentava as vistas em minha presença e não ficava intimidada comigo. Ela tinha um ar meio dominante, isso eu não podia negar, mas adoraria saber o quão submissa a mesma seria entre 4 paredes. Rapidamente minha mente vagou para um dos meus 3 alter egos... O Dominador.
Logo visualizei a bela imagem dela em minha masmorra, amarrada, com os braços suspensos e presos ao teto, comigo a sua frente tirando a gag ball toda babada de sua boca, após ela ter gozado em meus dedos, os quais passaria em seus lábios antes de tomá-los para mim em um beijo luxurioso.
De repente, ela desviou o olhar quando Johnson começou a falar.
— Srta. Strand, esse é Logan McFadden, nosso prodígio e futuro presidente pelo partido, se a senhorita conseguir colocar rédeas nele, é claro — salientou o outro senador depois se voltou para mim — Logan, esta é Natalie Strand, sua nova Assessora Parlamentar.
— Muito prazer, senador.
Olhei para ela depois para Johnson.
— Eu já tenho um assessor, muito competente inclusive — falei categoricamente, pois não queria outra pessoa metendo o nariz em assuntos que não lhe diziam respeito.
— Ela vai te colocar na linha, Logan.
Rolei os olhos e guardei o laudo embaixo de alguns papéis antes de me erguer, assumindo uma postura autoritária e poderosa.
— Não preciso de uma babá, Bill. Já falamos sobre isso antes, lembra?
— Você precisa e a Srta. Strand é a melhor neste requisito.
— Eu já estou ganho. A presidência será minha — informei, sorrindo debochadamente olhando para Natalie que me encarava séria.
“Será que essa mulher não sorria nunca na vida?” indaguei mentalmente, bastante intrigado.
— Logan, sua popularidade negativa é tão grande quanto a sua positiva.
— Tenho votos suficientes para ganhar, Bill. Querida, me desculpe, mas seu trabalho não será necessário aqui.
— Está enganado, senador.
Ergui uma das sobrancelhas, olhando-a fixamente.
— Estou é? E o que te faz pensar isso? — inquiri, pegando meu copo sobre a mesa.
— Sou mais que necessária neste gabinete, Senador McFadden. Você não poderá conquistar a presidência sem a minha ajuda.
Soltei uma risadinha sutil e debochada à medida que ela continuava a falar.
— Você é popular, isso não podemos negar. Mas, é popular para o nicho eleitoral errado.
— Então eu preciso de você? — debochei, erguendo o copo e virando o resto do conteúdo dele de uma só vez em minha boca.
