Capítulo 9 Capítulo 9

Capítulo 9

Zacky fechou os olhos e adormeceu. Dolores também caiu no sono, aninhada nos braços enormes dele, sentindo-se finalmente protegida. Os raios e trovões haviam cessado, restando apenas o som da chuva forte.

No meio da madrugada, ele despertou com um arrepio frio percorrendo o corpo. O calor dela já não era suficiente. Com cuidado para não acordá-la, levantou e foi até o quarto buscar uma coberta. Voltou em silêncio, deitou-se novamente ao lado dela e os cobriu, envolvendo os dois com o tecido macio.

Quando a abraçou, ela se moveu, ajustando-se instintivamente ao peito dele, suspirando como se tivesse, reencontrado o lugar exato onde pertencesse.

Ele a fitou por um segundo, examinando a calmaria em seu rosto, e sentiu algo estranho, brotar dentro dele. Algo que não era apenas desejo.

Fechou os olhos, puxou-a um pouco mais para si e, com a respiração voltando ao ritmo lento, adormeceu novamente.

Antes do amanhecer, Dolores abriu os olhos. A chuva havia cessado, restando apenas alguns pingos descendo pela calha.

Ela sentia o calor do cowboy. O peso do braço dele sobre sua cintura, a respiração lenta e profunda em seu pescoço.

Sorriu.

O início da tempestade havia sido terrível, mas o final... o final foi perfeito.

As lembranças voltaram nitidamente: os beijos intensos, a boca quente explorando cada parte sensível dela, os dedos grandes e ásperos deslizando pela pele delicada, e depois... invadindo-a, preenchendo-a, enlouquecendo-a ao ponto de perder a própria voz.

"Deus... como é bom..." ela pensou, mordendo o lábio inferior.

Cada memória reacendeu seu corpo aos poucos. Ela suspirou, sentindo a excitação surgir, estava faminta novamente. Louca por mais.

Zacky se moveu atrás dela, adormecido, ajustando o abraço de forma instintiva. O quadril dele encaixou-se no dela.

Excitada, ela empurrou o quadril de leve, apenas o suficiente para sentir o corpo dele despertar. Zacky respirou fundo, adormecido.

Ela moveu-se com mais cuidado, provocando-o, explorando o calor que compartilhavam debaixo das cobertas. A respiração dele ficou irregular, estava despertando.

Ele segurou a cintura dela. Ela sorriu sem olhar para trás, mordendo o lábio.

- Achei que estivesse dormindo, cowboy...

- Nem com um terremoto eu conseguiria dormir com você se movendo desse jeito - murmurou.

Ele deslizou a mão pelo seu quadril, subindo devagar pela cintura até tocar o seio sob o cobertor. Dolores arqueou, oferecendo-se sem dizer uma única palavra.

Ele sabia, pelo corpo dela, que não havia necessidade de pressa, ela já estava pronta para recebê-lo. Com um movimento calmo, puxou a coberta, deixando os dois expostos ao ar frio da sala, embora o calor que emanava entre eles fosse mais do que suficiente para afastar qualquer incômodo.

Zacky ergueu a perna dela, ajustando-a de costas contra seu peito, e então a tomou. A profundidade do movimento arrancou de Dolores um suspiro involuntário, um som que ele reconheceu como entrega absoluta. Ele avançou até o limite, encaixando-se por completo, sentindo o corpo dela recebê-lo sem resistência.

Ela sabia o tamanho dele, isso não a intimidava, pelo contrário a deixava ainda mais acesa. Ele começou a se mover.

Ela fechou os olhos, deixando que o ritmo a levasse. A respiração dela ficou entrecortada. Empurrou o quadril para trás, recebendo cada investida com um arrepio de prazer.

- Assim... - ele murmurou, rouco.

Ela gemeu baixinho, um som doce que o embriagou. Ele afundou o rosto no pescoço dela.

- Ah... - ele gênia sem controle, a mulher era uma perdição, apertada, molhada e louca pra dar.

O movimento foi aumentando aos poucos, fazendo ela sentir cada centímetro de seu pai grosso. Ela se agarrou ao braço dele.

- Zacky... - ela sussurrou, quase sem voz.

Ele entendeu. Segurou-a pela cintura com mais força, aumentando o ritmo. O prazer a dominou.

- Ahh...

Ela arqueou levemente as costas quando o clímax chegou, mordendo o lábio para não gritar. Os músculos se apertaram ao redor dele, e ele perdeu o fôlego, sentindo-a tremer, estremecendo inteira. O próprio prazer o alcançou no mesmo momento, novamente se derramou por completo dentro dela.

Por alguns instantes, nenhum dos dois se moveu, apenas respiraram.

Ele se inclinou, ainda dentro dela, e a envolveu novamente com o corpo, sem necessidade de palavras. Apenas ajustou a coberta sobre ambos, protegendo-a do ar frio.

Dolores suspirou, satisfeita, exausta, era como se o mundo tivesse deixado de existir. Era só zacky e ela...

- Durma... - ele murmurou contra seu ombro.

Ela já estava se entregando ao sono novamente. Ele fechou os olhos em seguida.

Dormiram novamente, profundamente, até o amanhecer. Quando o sol começou a subir, Zacky despertou com os sons familiares da fazenda: os passos pesados dos peões indo em direção ao estábulo, o relinchar dos cavalos, o rangido dos portões sendo abertos e o barulho do cozinheiro empilhando lenha para preparar o café.

Ele piscou devagar. Mesmo com as cortinas fechadas, a claridade denunciava que o dia já tinha começado, e, com ele, a rotina que não esperava por ninguém.

Precisava levantar antes que alguém entrasse.

Com cuidado, soltou o braço que envolvia Dolores e se ergueu. Ela dormia profundamente, respirando devagar, tão entregue que quase o fez reconsiderar sair da cama. Mas não podia arriscar Cristina, a moça da limpeza, poderia entrar ali a qualquer momento.

Puxou a coberta até os ombros dela e saiu em silêncio.

Foi para o quarto, tomou uma ducha rápida. Vestiu jeans limpo, camisa escura, cinto com fivela e o velho chapéu que carregava como identidade.

Ao voltar para a sala, fechou a porta. Ela não seria aberta até que Dolores acordasse. Não podia permitir olhares curiosos, comentários ou rumores.

Zacky respirou fundo, ajustou o chapéu e seguiu para a varanda. A terra estava úmida da tempestade da noite anterior, e o cheiro de chuva misturado com grama e madeira recém-molhada dominavam o ar.

Na cabeça dele, um pensamento insistia:

O que diabos ele tinha feito?

Não se arrependeu. Nem por um segundo.

Mas sabia que, do lado de fora daquela porta, o mundo era real.

Ele caminhou até o estábulo, cumprimentando discretamente dois cowboys que passaram com os cavalos, e fez sinal para que não o chamassem para conversa.

Tinha que organizar as coisas, o dia, a rotina... e, principalmente, os pensamentos.

Porque, dentro da casa, estava a mulher que deveria ser apenas problema, invasão, incômodo... e que, em poucas horas, havia se tornado algo que ele não sabia explicar.

E essa era a parte mais perigosa.

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